História Apenas colegas. - Capítulo 17


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Jhope!bottom, Jikook, Namgi, Namjin, Vhope, Vtop
Visualizações 81
Palavras 1.310
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Cross-dresser, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 17 - Grande plano.


Hoseok ainda estava encantado com todo o ambiente. O corredor grande pelo qual passavam tinha vários quadros com, o que Hoseok deduziu ser, os membros de várias gerações da família. Num dos últimos, pode contemplar o perfil de uma moça que tinha exatamente o mesmo rosto de Taehyung. Era bonita, mas carregava um sorriso tão melancólico.

Desviou o olhar para o namorado, que havia parado também para admirar o retrato, e não pode ler sua expressão. Ele estava sério, a cara fechada. As sobrancelhas grossas estavam contraídas, o cenho franzido. Talvez nem ele próprio fosse capaz de dizer qual era o sentimento de rever o rosto da mãe depois de todo aquele tempo.

–Senhores...– O empregado, um senhor de face dura como maioria das pessoas ali que pareciam todas penetradas de uma extrema falta de simpatia, os convidou a continuar a caminhada e os apontou, no fim do corredor, seus aposentos.

Hoseok olhou em volta, o quarto enorme era lindíssimo como todo o resto da casa. Se espriguiçou cansado, quando o mordomo os deixou. Tirou o casaco e o cachecol, o aquecimento artificial do aposento dispensava o uso dos agasalhos, e se atirou na cama macia.

–Fique longe daquele cara idiota, ele pensou que você fosse uma garota e pelo jeito que ele olhou pra você provavelmente vai lhe perseguir.– Taehyung alertou com seriedade, não havia gostado nenhum pouco daquele interesse todo do primo no seu Hoseok.

–O quê?! Uma garota? Por quê?!– Hoseok não conteve a gargalhada. Aquilo foi a coisa mais estúpida que já havia ouvido em toda sua vida.

–Sei lá... Mas bem que você daria um ótimo cross-dresser, sabia?!– Taehyung sentou na beira do colchão e se debruçou sobre Hoseok lhe alcançando os lábios, roçando-os de forma brincalhona com os seus próprios.

–hum...– Hoseok exclamou fazendo uma cara de falso descontentamento. –Se você quer uma mulher, basta procurar por ai...– Fez um bico fingindo uma zanga infantil, afinando a voz.

–Ah... Hoseok-ah... Nenhuma mulher ficaria linda como você vestindo uma lingerie... Vermelha, rendada... Você ai ficar tão sexy com um vestido curtinho, mostrando as coxas...– Taehyung comentou sussurrado rente ao ouvido do namorado, a voz soava sedutora e arrepiava. Hoseok mordeu os próprios lábios, sentindo os lábios alheios lhe roçarem a pele do pescoço de leve.

–Você é tão safado, Taehyung-ah... Não me faça querer trepar com você agora...– O mais velho comentou e o mais novo sorriu ladino e satisfeito.

–Por quê? Você não quer que eu te coma?– falou baixo e grave e desceu a mão pela barriga alheia, vencendo as peças de roupa pelo caminho e agarrando o falo alheio na palma.

–Eu quero... Eu quero que você me foda todinho nessa cama...– Hoseok respondeu e puxou o rosto de Taehyung para que se beijassem. O clima estava esquentando. Hoseok gemia baixinho pra mão que o mais novo tinha dentro de suas calças. E Taehyung já estava pronto para dar o próximo passo quando uma batida na porta os obrigou a se recomporem.

–Que droga, justo agora?– Hoseok reclamou manhoso, enquanto Taehyung levantava pra atender o chamado.

Uma mulher vestindo um uniforme de serviçal era quem batia na porta e atrás dela um rapaz vinha lhes trazendo as malas. Taehyung quase riu da situação que se seguiu. Os olhos da mulher foram diretamente ao volume evidende em sua calça e dela foi pra Hoseok deitado na cama e as faces gorduchas se pintaram de vermelho.

–M-me perdoe, jovem mestre... Eu não quis interromper!– A mulher se desculpou desconcertada e Taehyung apenas acenou simpático com a cabeça, recitando um 'tudo bem' cortês. –Eu não queria atrapalhar, mas o mestre disse que o senhor precisa começar a cumprir a agenda de trabalho combinada.– a empregada completou e Taehyung suspirou cansado, ele teria que deixar sua diversão com Hoseok para outra hora. O dever lhe chamava.

(…)

Hoseok jogou o celular sobre a cama com tédio e perdeu o olhar no teto. O forro trabalhado e o lustre de modelo antigo preso nele eram charmosos, como tudo naquela casa, exalava um luxo exagerado. Ele não devia estar ali. Suspirou. Não tinha o que fazer, pra onde ir, nem com quem conversar. Ele estava só.

E ainda tinha aquele sentimento horrível de não se integrar ao ambiente. Ele não pertencia àquele lugar e as pessoas, inclusive os empregados, o olhavam como se ele fosse uma aberração, algo fora do lugar. E absorto em seus pensamentos desconfortáveis nem percebeu a figura que se fez presente no quarto.

–Jung-ssi!– A voz grave, que soava  igual, porém mais rouca que a de Taehyung, fez Hoseok se pôr de pé num salto.

–S-sim, senhor!– respondeu automaticamente como se estivesse diante de um oficial do exército e o velho Kim soltou uma exclamação muda de desdém, estudando detalhadamente o rapaz a sua frente. Hoseok se sentiu nu diante do olhar do homem e quando este desviou o foco de si, soltou o ar que nem percebera prender. Seguiu incerto o mais velho para um par de poltronas inglesas que haviam no cômodo e sentou frente à ele.

O silêncio desconfortável se fez presente. O senhor Kim parecia bastante concentrado nas chamas falsas que crepitavam na lareira artificial e Hoseok não tinha voz para perguntar o que aquele homem queria consigo.

–Por que você está com o Taehyungie?– o homem não desviou os olhos para si e Hoseok parou um pouco pra pensar numa boa resposta.

–Porque eu o amo...– respondeu baixo e receoso, porém convicto da verdade na sentença e o velho fechou os olhos e contraiu os lábios, respirando fundo, como se as palavras que acabara de ouvir lhe causassem dor.

–É só isso?– ele indagou como se estivesse desdenhando da resposta alheia e foi a vez do jovem contrair os lábios, ofendido.

–O Taehyungie foi o primeiro homem que me deu algum valor, o primeiro que não me tratou como um objeto descartável... Eu não fazia ideia de que ele era rico ou de quem era a família dele quando nós começamos a nos relacionar, se é isso que o senhor está insinuando...– Hoseok se impôs. Ele não deixaria ninguém tratá-lo como se fosse um interesseiro. Ele não fazia questão do dinheiro ou do status de uma família que jamais o  aceitaria. E o homem apenas soltou um riso frouxo e debochado, voltando os olhos ao namorado do neto e lhe encarou intensamente. Os olhos estavam cheios de um profundo rancor e asco.

–O que você tem pra enfeitiçar meu neto dessa forma?–  Hoseok se calou com a retórica grosseira, desviando seu foco para o chão. Não conseguia sustentar o peso do olhar daquele "Taehyung mais velho". –Bem, eu prometi que eu não iria me meter na relação de vocês e não vou... Mas o Taehyungie passou dos limites trazendo você aqui. Onde diabos aquele idiota está com a cabeça?!– o senhor Kim voltou-se novamente a lareira e continuou, como se falasse sozinho. –Nossos parceiros e acionistas são todos de boas famílias, eles ficariam escandalizados se souberem que...– O homem lançou um olhar de esguelha à Hoseok e soltou um suspiro frustrado. –Seria um enorme desastre... Eu não posso mais nem usar a desculpa de que vocês são amigos, porque Philips já os viu como um casal... Mas pelo menos eles são burros o suficiente pra não notar que você é um homem...

Hoseok franziu o cenho, onde ele queria chegar com aquilo tudo? Que ele tinha vergonha por o neto estar em um relacionamento homoafetivo isso era bastante claro e que não se meter entre eles não queria dizer que ele os aceitasse, também. Provavelmente ele iria lhes esconder na Coréia para o resto da vida apenas para não "manchar" o nome da família. Hoseok bufou, estava incomodado com aquele preconceito todo, mas não era como se não entendesse o lado do velho. Mas o que ele faria a respeito disso então? 

Hoseok tinha medo da resposta



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