História Apenas colegas. - Capítulo 18


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Jhope!bottom, Jikook, Namgi, Namjin, Vhope, Vtop
Visualizações 78
Palavras 1.458
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Cross-dresser, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 18 - Essa mulher.


Taehyung se espriguiçou cansado, aquele trabalho que o avô havia lhe designado não estava no combinado. Afinal, ele tinha vindo ali apenas pra se apresentar aos parceiros e acionistas da empresa. Assinar aquele monte de papel ele podia fazer na Coréia mesmo. 

Haveriam jantares e uma solenidade de nomeação formal com os demais envolvidos na cúpula da corporação e Taehyung estava um pouco receoso sobre Hoseok. Tinha medo de deixá-lo sozinho e seu avô tentar fazer algo com ele. Sabia bem que não era nada agradável para o velho tê-lo ali e já estava quase se arrependendo do seu egoísmo de ter trazido o namorado consigo. Afinal, não devia estar sendo nada divertido estar sozinho num lugar onde nem ao menos se pode conversar com os outros.

Caminhou pelo mesmo corredor de mais cedo e parou outra vez frente ao quadro da mãe. Era estranho. Taehyung não conseguia sentir nada olhando aquele rosto. Não lhe trazia nenhuma nostalgia ou lembrança. A vida inteira havia aprendido a odiar aquelas feições, as mesmas suas, as mesmas do avô. A mãe que lembrava, tinha o rosto de Hoseok colado nela. Foi uma associação estúpida que fez desde que era criança. Suspirou e voltou a caminhar. Adentrou o quarto e por um momento uma confusão lhe tomou a cabeça.

Quem era aquela mulher ali?

–Quem...– Taehyung deixou a fala morrer quando a moça que se olhava no espelho do outro lado do quarto virou para si. Aquele era o retrato que pintou uma vida toda de sua mãe. A mulher de cabelos longos, roupas leves e discretas, alta e que tinha colado nela o rosto de Hoseok era a mesma mãe de suas lembranças mais remotas.

–Ah... Querido, você chegou?– Hoseok soltitou em sua direção e lhe selou os lábios. A voz que imitava era fina, afeminada e divertida. Taehyung continuava estático, admirando o rosto maquiado do namorado como se estivesse hipnotizado. –Hã? O que foi... Eu fico feio assim vestido de mulher?– Hoseok falou desanimado voltando pra junto do espelho. –Eu sabia que era uma ideia estúpida! Eu nunca vou convencer ninguém!– Se olhou de cima abaixo, pondo as mãos na cintura. Virou de um lado para o outro analisando a própria silhueta. A saia rodada azul piscina, cobreta por uma renda num tom mais claro, era apertada na cintura e ia até pouco acima dos joelhos. A blusa de um tecido mole era preta e florida, os babados na altura do peito escondiam a ausência dos seios, as mangas longas eram um pouco soltas e a gola alta cobria-lhe o pescoço. O aplique que alongava seus cabelos se integrava tão bem, que mal se podia perceber onde os fios naturais se findavam. –olhe o tamanho desses ombros e essas pernas... Quem vai acreditar que eu sou uma mulher?! Que coisa mais estúpida!

–Você está tão linda, mamãe...– Hoseok se voltou surpreso, confuso. Era impressão sua ou Taehyung havia acabado de lhe chamar de mãe? E sua confusão aumentou ao ver a face perdida do namorado ao lhe fitar, era como se visse em si outra pessoa. –mamãe...

Ele repetiu e se aproximou, os olhos marejados. Segurou seu rosto entre as palmas e lhe olhou nos olhos, as lágrimas lhe brotarando sem controle, banhando as faces.

–Taehyung-ah... O que você está dizendo, sou só eu...– Hoseok pronunciou fraco, mas sua voz parecia não atingir os ouvidos alheios.

–Mamãe...– ele soluçou, as pernas fraquejaram. Ele pendeu e agarrado a Hoseok, o fez ir ao chão consigo. –Eu senti tanto sua falta...– Ele escondeu o rosto na curva de seu pescoço e apertou-lhe o corpo com força. –Por que você me deixou? Por quê? Eu era só uma criança... Você não teve pena de mim?– soluçou. –Você não pensou em mim quando se foi?

As palavras doloridas eram expelidas com rancor, mágoa entre os soluços e Hoseok o abraçou forte. Ele não entendia o motivo pelo qual Taehyung estava lhe confundindo com a mãe, mas sabia que ele precisava daquilo, ele precisava colocar aquilo para fora. Precisava expor as feridas para que elas pudessem sarar.

(…)

Taehyung havia chorado tanto naquele começo de noite que acabou adormecendo. Hoseok o levou para cama e lhe acariciou os cabelos por um tempo. 

Aquela fantasia ridícula que estava vestindo era parte do mirabolante plano do senhor Kim para não expor a família. Hoseok quase riu na cara do velho quando a proposta lhe foi feita. "Seu rosto não é tão masculino e seu corpo bem feito, dá pra disfarçar mais ou menos com as roupas certas. Não vai ficar nenhuma beldade, mas é melhor do que um homem, apesar de tudo." Aquilo tudo era muito ridículo, mas ele não tinha opções. Era aceitar ou aceitar. Mais desconfortável do que já estava sendo não poderia ficar.

–Senhores... O jantar já está posto!– o mordomo falou da porta, que estava escancarada e franziu o cenho ao ver aquela mulher ali, era o mesmo rapaz que havia guiado mais cedo? E Hoseok estava confuso com o significado das palavras do empregado, mas deduziu que ele estivesse chamando para o jantar.

–We are going...– pronunciou incerto, seu inglês também não era lá essas coisas, mas o homem pareceu entender e foi embora. –Taehyung-ah, acorda! Eu acho que estão chamando a gente pra jantar!– cutucou a orelha do mais novo para que as cócegas lhe despertassem. 

–Ah... Só mais um pouco, Hoseok-ah... Eu estou tão cansado...– Taehyung respondeu manhoso se aninhando como um filhotinho de gato no colchão.

–Deixe de enrolar, seu sem vergonha! Você não está na sua casa!– Hoseok falou autoritário e levantou, indo se olhar outra vez no espelho. Aquilo era  estranho, mal podia se reconhecer na imagem refletida. Parecia uma versão mais alta e esquisita da irmã mais velha. Riu anasalado. Aquilo não parecia certo.

–Hoseok-ah...– Taehyung chamou depois de um tempo admirando o namorado. –Por que diabos você está vestido assim?– quis saber.

–Foi o seu avô... Ele veio aqui mais cedo...– Hoseok respondeu simplista e o mais novo sentiu o peito se encher de cólera.

–O quê? O que aquele maldito disse à você?– Ele levantou, se aproximou de Hoseok e lhe abraçou a cintura  pelas costas.

–Ah... Ele disse várias coisas... Que séria um escândalo se descobrissem que você namora outro homem, que você era um idiota por ter me trazido e que aquele tal de senhor Philips com certeza já teria espalhado o boato de que você tem uma mulher e a única coisa que ele podia fazer pra "evitar essa vergonha" era me fantasiar desse jeito...– Hoseok completou e Taehyung soltou um suspiro frustrado.

–Me desculpe por isso, meu amor... Eu não queria te fazer passar por uma humilhação dessas...– Taehyung lhe beijou a lateral do rosto e  deslizou o nariz pelos cabelos alheios, inalando aquele cheiro único do mais velho. O cheiro confortável que abrasava seu coração.

–Tudo bem, Taehyung-ah... Eu não me importo de ter que me vestir assim... Seria pior ter ficado em casa, imaginando o que você estaria fazendo sem mim por uma semana inteira...– Hoseok riu, enlaçando os dedos nos do namorado.

–O quê? Você não confia em mim, é isso?– o mais novo perguntou brincalhão.

–Não! Não confio! Safado como você é, como é que eu vou acreditar na sua inocência!?– Hoseok respondeu no mesmo tom e virou de frente para Taehyung.

–Você sabe que eu só sou safado com você, minha gostosa...– ele beijou o mais velho na boca de forma erótica e pornográfica, as línguas se encontrando antes dos lábios. Desejosas, ávidas. E mais uma vez alguém apareceu na porta e pigarriou alto e Taehyung revirou os olhos se separando do namorado. Será que eles nunca teriam paz na droga daquela casa?

–Me desculpe a intromissão, mas o mestre mandou chamar outra vez para o jantar... O mestre Philips e o mestre George estão aguardando também pela companhia dos senhores.– o mordomo avisou e saiu outra vez.

–Vem, vamos!– Taehyung pegou a mão de Hoseok e seguiu o empregado rumo a sala de jantar. Logo ao chegar as escadas, sentiu o olhar encantado do primo sobre seu namorado e bufou baixinho, ele ainda iria acabar quebrando a cara daquele idiota.

–Hoseok, you are so pretty!!– George levantou quando os outros dois se aproximaram da mesa e Hoseok sorriu amarelo.

O velho Kim, que não havia levantando os olhos enquanto os jovens entravam, arregalou minimamente os olhos ao ver a beleza do rapaz travestido. Quando havia traçado o plano não achou que o garoto pareceria tão bem e sem querer acabou pensando na própria filha quando o viu abrir um sorriso. Em nada as feições se pareciam, mas a mesma áurea brilhante emanava. Ele parecia sorrir mesmo quando não mostrava os dentes e tudo em si transbordava doçura. 

Hoseok parecia um sol.



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