História Apenas colegas. - Capítulo 20


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Jhope!bottom, Jikook, Namgi, Namjin, Vhope, Vtop
Visualizações 36
Palavras 2.068
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Cross-dresser, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 20 - A inimiga.


O restante do jantar havia sido razoavelmente agradável. A comida estranha não era boa, mas o álcool era o mesmo de todo o lugar. Com Taehyung estando consigo, rindo e cochichando, Hoseok se sentia confortável. 

No fim da noite algumas das moças vieram lhe cumprimentar e Hoseok podia sentir a falsidade e a inveja nos seus olhares. Alguns dos velhos que passaram por eles também, lhe beijaram a mão e parabenizaram Taehyung pela linda namorada. Hoseok ria internamente daquilo tudo. Havia aprendido com George um pouco de francês, a sua tarde não havia sido completamente em vão, e respondia cortês aos elogios que lhe eram feitos, mas no fundo não era capaz de acreditar em nenhum deles.

Ele não se sentia bonito quando se olhava no espelho, principalmente vestido daquela forma. Não que tivesse tanta baixa autoestima assim, mas ele sabia bem que não era um padrão de beleza em seu país. Das pessoas com quem namorou sempre recebia elogios ao seu corpo. "Hoseok-ah, você é quente!" era o que ouvia de seus amantes, mas eles também sempre tinham que relatar o quanto seu rosto era incomum para um coreano e aquilo havia lhe gerado um enorme complexo com a própria imagem. E era estranho como as pessoas ali comentavam sobre sua beleza. Não era algo com o que estivesse acostumado, era apenas Taehyung quem falava assim sobre si.

A luz do sol invadia o quarto naquele começo gelado de manhã. A cama macia e os lençóis de tecidos nobres eram extremamente confortáveis. Hoseok não queria levantar dali. Se remexeu um pouco na cama e sorriu pra si mesmo por sentir que Taehyung ainda estava ali consigo. Se pôs sentado e se espriguiçou. O namorado, que ainda dormia tão angelicalmente, parecia um nenémzinho, todo fofo.

Hoseok ainda olhava o próprio rosto no espelho do banheiro quando ouviu os empregados baterem na porta. Lá fora apenas um carrinho daqueles de hotel o esperava no corredor, havia um café da manhã bem europeu sobre ele, pães, bolos e sucos que alimentariam facilmente umas cinco pessoas adultas e esfomeadas, aquilo era um desperdício. E também na parte de baixo do carro vinha uma muda de roupas para Hoseok. E suspirou. Quantos dias faltavam pra aquela tortura acabar? 

(…)

Hoseok ia animado dentro do carro, Taehyung ao seu lado. Finalmente sairia daquela casa. O namorado tinha o dia livre e eles iriam passaer pela cidade. 

Estava frio. A meia-calça rala era como se suas pernas estivessem nuas e o vestido curto não era nada apropriado para andar no inverno, mas felizmente o sobretudo e o cachecol lhe protegiam parcialmente o corpo. A distração de andar por aquelas ruas também o fazia se esquecer do incômodo que a friagem lhe causava.

Era legal também poder andar na rua de mãos dadas com Taehyung sem ninguém lhe olhando torto. Não que ligasse tanto pra opinião dos outros, mas não gostava de chamar a atenção, nem de ver ninguém se metendo na sua vida. 

Entraram em um restaurante. Era o horário de almoço e Taehyung pediu uma comida mais comum. Estava também exausto da comida rebuscada na casa do avô. Aquelas drogas, além de absurdamente poucas, não tinham gosto de coisa nenhuma. 

Hoseok riu vendo o namorado pegar o sanduíche e comê-lo como um porco. E se espantou ao olhar na tela do celular e ver umas 10 mensagens e ligações perdidas de Yoongi. Abriu uma delas e um leve desespero lhe assolou o peito.

“Eu tô em Paris também, amigo! A gente podia marcar de sair!” –hyung ranzinza.

“Amigo, deixa de ser cobra e visualiza minhas mensagens!” –hyung ranzinza.

Yoongi estava em Paris?! Aquilo não podia ser sério! O que ele faria agora? Não podia deixar-lo lhe ver daquele jeito! Os amigos lhe provocariam por uma vida inteira se soubessem do mico que ele estava pagando. Hoseok suspirou frustrado e passou as mãos pelos cabelos, descansando o dorso sobre a mesa.

–O que foi, amor?– Taehyung perguntou ao ver o comportamento estranho do namorado.

–O Yoongie disse que também está em Paris... O que eu vou fazer? Eu não posso deixar ele me ver vestido de mulher!– Hoseok choramingou.

–Nossa, que mundo pequeno! O que diabos ele está fazendo aqui?– Taehyung perguntou indiferente ao desespero alheio. –Você tem vergonha dele te ver assim?

–Não, Imagina!– O mais velho falou com ironia. –Como diabos eu vou explicar isso? Ahh... Por que o Yoongi tem que ser tão invejoso, em? Tantos outros lugares que ele tinha pra ir!– Hoseok se lamentou. Aquilo não estava acontecendo!

–Hoseok-ah...– Taehyung chamou baixo e cobriu o rosto com o cardápio. –Não olha agora, mas eu acho que nós fomos pegos...– ele concluiu e Hoseok instintivamente olhou para trás. Yoongi estava junto ao balcão e com ele estava NamJoon, o que não era de admirar, já que os dois eram muito próximos. Voltou-se rápido e tentou disfarçar o melhor possível, cobrindo como podia o rosto, afim de não ser reconhecido pelo amigo.

Eles passaram para uma mesa mais no fundo sem notá-los e de fininho, Taehyung e Hoseok saíram de dentro da lanchonete. Respiraram fundo e aliviados. Aquilo era azar demais. 

–Eu acho que por hoje já deu...– O mais velho, pôs as mãos na cintura, cansado, quando reencontraram o carro. O ar frio, as roupas justas e aqueles malditos sapatos apertados estavam lhe dando uma angústia. E como se já não bastasse a linda semana que estava tendo, Yoongi ainda estava lá para lhe encher o saco. Inventar uma boa desculpa pra não encontrá-lo séria uma tarefa difícil, mas não tanto quanto foi se esconder dele por aquela tarde toda. O azar era tão grande que à onde iam Yoongi estava lá, era como um filme de terror.

–Aaaah...– Taehyung se espriguiçou já dentro do veículo. –Isso foi cansativo, mas admita! Foi divertido!– Riu e Hoseok riu também.

–Você tem razão... Foi bem melhor do que aguentar o George falando inglês...– Hoseok soltou um suspiro e olhou novamente para o celular. Havia mais uma dezena de mensagens de Yoongi e ele estava pensando seriamente em ignorá-las.

“Você vizualizou e não respondeu, seu cachorro!” –hyung ranzinza.

“foi mal, eu estava ocupadíssimo aqui! O primo chato do Taehyungie não me deixa em paz” –Seokie florzinha.

Mentiu.

“É? Você está em casa então? Onde está o Taehyungie?" –hyung ranzinza.

“Trabalhando, eu espero.” –Seokie florzinha.

“Olha... Eu não queria ser alguém que causa discórdia entre as pessoas, mas eu acho que eu vi ele passeando por ai com uma mulher!” –hyung ranzinza.

Hoseok riu quando leu a última mensagem. Não gosta de causar discórdia, é?! Aquele maldito.

“Tá tudo bem! Deve ser alguém do trabalho, eu confio no meu Taehyungie!” –Seokie florzinha.

Respondeu.

“Desde quando colegas de trabalho andam desse jeito? [Foto] Abra seus olhos, Seok-ah! A gente não pode mais confiar em ninguém hoje em dia” –hyung ranzinza.

Hoseok deixou o queixo cair analisando a mídia que o mais velho o havia enviado. Aquele Yoongi não prestava. A foto estava meio borrada e havia sido tirada de longe, mas dava claramente pra reconhecer Taehyung de mãos dadas com uma mulher alta, de sobretudo verde militar e meias-calças pretas, cujo rosto não era possível visualizar. Se Hoseok não soubesse que era ele ali, facilmente acreditaria que Taehyung estaria lhe traindo. Aquela tinha sido por pouco.

(…)

Não respondeu mais as mensagens do amigo por um tempo e quando olhou de novo o celular haviam várias mensagens preocupadas do mais velho, o mandando partir pra outra e lhe dizendo pra não entrar em depressão. Revirou os olhos. Yoongi era um idiota.

Eles  desceram para o jantar quando foram chamados. Havia mais outra dezena de pessoas desconhecidas ali naquela noite também. Philips, foi o primeiro a cumprimentá-los. Com ele estava uma moça bonita de expressão falsa e arrogante. Ela abriu um sorriso enorme ao falar com Taehyung e pra si apenas curvou os lábios forçadamente.

–Lucy é minha outra neta. Ela é boa em línguas e fala coreano fluente, acho que ela e Hoseok se darão bem!– O homem velho apresentou-a.

–Annyeonghaseyo!– A garota falou, a voz era terrivelmente irritante e Hoseok já podia prever que a encheção de saco que estava a sua espera.

No fim da noite, Hoseok estava sozinho na varanda com sua taça de vinho. Taehyung estava conversando com alguns velhos coisas que não eram do seu interesse, até por que não entendia nada daquela língua. Suspirou, olhando o céu que estava excepcionalmente limpo e as estrelas que cintilavam belas.

–Você parece um homem!– Hoseok sentiu o coração parar de bater por alguns segundos ao ouvir a afirmação e se voltou já sabendo que aquele timbre irritante só podia pertencer a uma pessoa.

Lucy, diferente de George, ainda tinha alguns traços orientais, provavelmente herdados da avó. Os cabelos eram tingidos de loiro e a pele era um pouco bronzeada. Era alta, quase tanto quanto Hoseok, e seu corpo não tinha grandes proporções. 

–Eu fiz intercâmbio na Coréia por dois anos... Eu sei como o povo lá se parece, você deve ter sofrido muito, não é?– A moça falou.

–É... Infelizmente eu puxei muito do meu pai...– Hoseok se explicou aliviado, tentando não fazer a voz soar muito grave.

–Você é bonita...– a mulher falou e Hoseok não soube dizer se aquilo havia sido ironia ou não, mas não havia gostado daquele tom. –mas pela forma como falavam de você eu esperava mais...

Hoseok soltou um riso incrédulo pelo nariz e se voltou para moça. A cara da desgraçada estava impassível como se ela não tivesse acabado de lhe ofender.

–O que o Tae-ah viu em você, afinal?– a mulher concluiu.

–Tae-ah? É sério isso? Olha moça, eu não sei quem você pensa que é pra falar dessa forma comigo, mas eu não sou acostumada a levar desaforo pra casa, não oh! – Hoseok se alterou um pouco, a petulância daquele ser na sua frente estava tirando sua paciência, que já andava nos limites aquela semana.

–Quem eu penso que eu sou?– Lucy riu irônica. –Eu era a noiva do Taehyung!– Ela pronunciou as palavras com melancolia, frustração. –Eu é quem devia me CASAR COM ELE!– ela levantou a voz. –Eu sou de uma boa família, eu tenho educação, eu sei falar 5 idiomas!– O tom arrogante com o qual a moça falava, fazia todo o sangue de Hoseok ferver e subir à cabeça. –Eu é quem DEVIA ESTÁ USANDO ESSE VESTIDO AÍ! Não UMA NINGUÉM COMO VOCÊ! 

A alteração das vozes das moças chamaram a atenção dos presentes e as pessoas começaram a se aglomerar ao redor das duas. 

–É? E eu tenho duas mãos pra dar na tua cara, sua vadia!– Hoseok avançou pra garota e lhe agarrou os cabelos. A moça até tentava reagir, mas não conseguia alcançar Hoseok, a derrubou no chão, montou sobre ela e já estava pronto pra lhe socar o rosto quando foi impedido por Taehyung, que ao ver a cena correu para separar o namorado da prima. –Me solta! Me solta, que eu vou quebrar a cara dessa vaca!– falou, cuspindo os cabelos bagunçados que haviam grudado em seus lábios, a respiração estava irregular e os olhos estavam acesos como duas fogueiras. E o namorado lhe agarrava pela cintura, o impedindo de alcançar Lucy outra vez. 

–Hoseok-ah, por favor se controle...–Taehyung falou baixo só para o mais velho, que parou de se debater, retomando a consciência. A garota, que havia caído pela  fúria com que o rapaz travestido havia avançado para si, levantou. A dignidade ferida. Se aproximou de seu agressor e estreitou os olhos para ele.

–Aqui não é o lugar para uma puta sem classe que nem você!– ela cuspiu as palavras com acidez, o tom era de ameça e de forma corvarde e atrevida acertou um tapa forte no rosto de Hoseok antes de sair.

Tanto Hoseok quanto Taehyung se contorceram internamente de ódio. Os demais se dispersaram constrangidos com o peso da cena. Felizmente, Hoseok pode se passar como vítima pelo que Lucy fez antes de ir embora. Depois, o senhor Philips foi lhe perdir desculpas pelas atitudes da neta. Hoseok ainda estava furioso. Não era adepto a barracos e não era do tipo que batia em mulheres, mas ele não baixava a cabeça pra ninguém e aquela vaca estava merecendo.

O senhor Kim não se levantou do seu lugar para assistir a briga, mas não culpava Hoseok, sabia bem do gênio e da arrogância da neta do cunhado e por um momento, apenas por um momento, estava orgulhoso por Hoseok não ter engolido a provocação daquela garota irritante.



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