História Apenas colegas. - Capítulo 21


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Jhope!bottom, Jikook, Namgi, Namjin, Vhope, Vtop
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Palavras 1.711
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Cross-dresser, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 21 - Estresse.


Taehyung seguiu um Hoseok que andava depressa pelo corredor. Aquele era o jeito dele quando estava com raiva. Não ousou dizer nada, sabia que o namorado nunca lhe escutava naqueles momentos.

Sentou-se na cama vendo Hoseok bater com força a porta do banheiro, como se quisesse despedaçá-la. E suspirou. Se sentia culpado. Tão culpado que não sabia nem com que cara olhar pra Hoseok. Sua vida havia virado de pernas pro ar nas últimas semanas e se estava sendo difícil para si, quem dirá para Hoseok. E era por isso que Taehyung se sentia culpado, Hoseok não era obrigado a carregar aquele fardo. Ele estava sendo egoísta em mantê-lo consigo?

Hoseok voltou para o quarto com um de seus moletons preferidos, o cabelo preso no alto da cabeça. Ele parecia o Hoseok de sempre. Deitou-se e ainda sem dizer palavra alguma, se cobriu até o pescoço com o lençol. Taehyung também não disse nada, apenas se preparou pra dormir também e abraçou o namorado.

Na manhã seguinte, o mais velho já não estava na cama quando Taehyung acordou. Desceu as escadas e torceu os lábios ao vê-lo sentado no sofá com George.

Suspirou ao admirá-lo de longe. O cabelo estava charmosamente preso e uma parte da franja lhe cobria a testa. A saia era florida e lhe marcava a cintura. As blusas tinham sempre golas altas e cores escuras para disfarçar os ombros e o pescoço masculino. Hoseok era extremamente lindo, era o que Taehyung achava. O seu rosto era cheio de detalhes particulares. Hoseok era único.

–O que houve? Você está de olho pra fera não atacar George também?– O velho Kim falou em deboche se aproximando do neto. –Você precisa domar melhor essa sua mulher selvagem, Taehyung-ah!

O mais novo soltou um riso irônico, não havia gostado nem um pouco da piadinha cínica do avô.

–Ele fica bem de mulher... Os franceses são todos burros, ninguém nunca perceberia a diferença... Mas não deve estar sendo nada confortável pra ele, você não acha que está sendo egoísta demais?– Kim Hyunshin, acabara de constatar, ele realmente estava ficando um velho de coração mole, porque sentia pena de Hoseok.

–Eu sei que estou sendo egoísta, mas não sou eu quem estou obrigando ele a se fantasiar assim... Se o Hoseok tiver de ir embora, eu também vou... Eu abriria mão da minha vida antes de abrir mão dele...– O Kim mais novo pronunciou romântico e foi a vez do avô rir debochado. Os jovens de hoje em dia eram todos loucos.

(…)

Hoseok havia acordado cedo aquela manhã e saiu de moletom mesmo pela casa em busca de algo pra comer e na sua aventura quase foi pego por George que já o esperava na sala. Rapidamente pediu, como pode, suas roupas à primeira empregada que viu pelo caminho e foi encontrá-lo.

O garoto havia realmente se esforçado para aprender coreano e Hoseok estava espantado com o seu progresso. E malandro como era, aproveitaria aquela manhã para estudar alguma coisa de francês. Não aguentava mais ser um mudo dentro daquela casa.

Era perto do meio dia, Yoongi estava outra vez lhe mandando mensagens, cobrando um encontro e Hoseok pensou por um tempo. Ele estava mesmo precisando conversar. A discussão que teve com Lucy na noite anterior ainda lhe perturbava a mente.

–George, você poderia me fazer um favor?– Hoseok misturou inglês, francês, coreano e mímica para que o mais novo lhe entendesse e este confirmou animado.

O céu estava carregado de nuvens pesadas como era característico da estação. Invernos eram tristes, mas tinham sua beleza. O carro parou em frente a um restaurante sem muito luxo no meio da cidade. Hoseok agradeceu a George pelo favor e saiu do veículo. Adentrou o estabelecimento e numa mesa mais do fundo pode logo identificar o amigo.

–Bonjour!– Hoseok falou em francês usando um tom menos grave enquanto sentava na mesa.

–Me desculpe moça, mas eu acho...– Yoongi não completou a frase, emudecendo ao levantar os olhos para mulher a frente e ver o rosto de Hoseok nela. –Meu Deus, quem diabos é você? O que fez com o Seokie?– Yoongi riu. Hoseok riu também.

–Querido, eu fiquei tão rica que fiz até minha cirurgia de mundaça de gênero...– Hoseok brincou e Yoongi negou com a cabeça, rindo.

–É sério, seu idiota! Por que você está vestido assim?– O mais velho perguntou e Hoseok suspirou e passou as mãos pelo rosto, cansado.

–É uma longa história!

A chuva, lá fora, batia impiedosa na vidraça do estabelecimento. Ainda estava no começo da estação e apesar do frio, ainda não nevava. Hoseok parou de falar, levando a borda da xícara aos lábios. Havia desabafado os seus sofrimentos dentro da casa do avô de Taehyung e Yoongi lhe escutou com atenção, vez ou outra balançando a cabeça como se demonstrasse entendimento e empatia aos sentimentos alheios.

–Olha o que eu tenho pra dizer é que eu sinto muito por você...– respondeu quando o mais novo concluiu.

–Eu sei...– Hoseok se debruçou sobre a mesa. –Onde foi que eu me meti?!... A Lucy tinha razão, eu não pertenço a esse lugar, eu nunca vou pertencer... Isso aqui não sou eu... Eu sinto que eu só estou sendo um fardo pro Taehyung...– a melancolia e o cansaço que transpareciam no seu tom de voz, lhe preenchiam também o peito.

–E o que você está pensando em fazer? Você não tem coragem de terminar com o Taehyung, tem?– Yoongi questionou e Hoseok não respondeu, apenas respirou fundo. –Bem, se não for isso você só tem uma outra opção...

(…)

Taehyung chegou cansado em casa e estranhou não encontrar Hoseok no quarto. Desceu as escadas depressa. O mais velho não havia falado consigo por aquele dia todo e o medo de que ele tivesse o abandonado assolava seu coração. Era um medo bobo, eles nem estavam brigados, nem nada. Mas o clima estava estranho entre eles e Taehyung se sentia culpado. Hoseok estava tendo que passar por muita coisa por sua causa.

–A sua mulher está no jardim!– o velho Kim respondeu a pergunta muda do neto, quando este passava os olhos aflitos pela sala de estar como se procurasse por algo, e foi pra lá que Taehyung correu, o coração aliviado. Passou o dia inteiro pensando no que fazer para compensar o namorado. Iria levá-lo para um jantar romântico, um passeio na Torre Eiffel e o deixaria se vestir normalmente. O deixaria respirar.

–Hoseok-ah!– Taehyung chegou por trás de Hoseok e lhe agarrou a cintura. Beijou-lhe o pescoço e só então notou que George e algumas empregadas o acompanhavam.

–O que foi, querido?– Hoseok lhe perguntou em francês. O tom polido na voz era incomum. Taehyung virou o namorado de frente para si e viu que ele parecia estar treinado também o uso de saltos.

–O que você está fazendo?– Taehyung perguntou em coreano.

–Eu estou treinado pra me tornar uma mulher de verdade... Se é pra ser uma, eu quero fazer isso direito... Eu não quero ser um motivo de vergonha pra você...– Hoseok olhou para os próprios pés. Os scarpins apertados lhe machucavam os dedos e ele tinha uma leve vontade de chorar.

–Meu amor, você não precisa fazer isso... Você jamais seria uma vergonha pra mim...– Ele falou com mansidão tentando capturar o olhar do mais velho para si.

–Mas... Aquela garota... Aquela garota disse que eu era só uma puta sem classe... Que eu não devia está aqui...– Hoseok se permitiu chorar e o mais novo o puxou para esconder o rosto em seu pescoço. –Eu queria ser melhor pra você... Eu queria ser uma garota, eu queria saber um monte de línguas, eu queria ter uma boa família...– Soluçou. –Eu queria merecer você...

A dor na voz de Hoseok também lhe causava dor. O choro dele o fazia querer chorar também. Taehyung não conseguia suportar o peso que aquelas lágrimas tinham e o apertou com mais força nos braços.

–Se você fosse assim, você seria a Lucy e não o Hoseok, se você fosse assim eu nunca teria te conhecido e me apaixonado tão loucamente assim por você...– Ele puxou o rosto do namorado, a fim de lhe olhar nos olhos.– Você é perfeito do seu jeito... Você é perfeito porque é exatamente do jeito que é... Não importa como você se vista, como se comporte ou como seja o seu corpo, você nunca vai deixar de ser você... Você nunca vai ser outra coisa... Você vai ser sempre o meu Hoseok... O Hoseok que é um sol quando sorrir, que é doce, que se importa, que protege... Que é como uma mãe pra mim...– Ele beijou a boca de Hoseok e encostou as testas, os olhos também cheios de lágrimas. –Eu é quem não te mereço... Você não precisava estar passando por isso tudo se eu não fosse um covarde... Se eu fosse menos covarde, eu não teria voltado a me ligar nessa família... Eu queria voltar atrás e ter a coragem de abrir mão disso tudo e apenas viver com você...

E nada mais foi dito. Hoseok passou os braços sobre os ombros de Taehyung e eles se beijaram, ignorando as pessoas que lhe assistiam. As empregadas soltaram uma exclamação coletiva, achando fofo o casal. George virou o rosto, enciumado. E o Kim mais velho, que os olhava de longe, soltou um suspiro. Queria negar, mas seu coração de pedra havia se sensibilizado com a cena. Ouvira bem o tudo o que os jovens falaram e pode finalmente entender o porquê de Taehyung ser louco pelo outro rapaz. Ele o havia colocado no lugar da mãe. E de fato ele realmente lembrava sua Soo Mi. Ela era alegre, solar. Ela era tão doce quanto Hoseok.

Kim Hyunshin nunca havia amado ninguém, ele não podia entender aquele sentimento. Sua mãe, seu pai, sua esposa eram todos tão frios quanto pedras de gelo, mas Soo Mi era diferente. Não sabia à quem a menina havia puxado aquela personalidade, mas ela foi a única luz que sua vida teve e ele a matou. Ele sufocou a alegria de sua menina. E não seria justo fazer o mesmo com aquela flor em que o neto se agarrara. Mas como Taehyung, ele não passava de um covarde. Um covarde que matou a própria filha, apagou o próprio sol.

Como ele podia se tornar uma pessoa diferente?



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