História Apenas colegas. - Capítulo 23


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Jhope!bottom, Jikook, Namgi, Namjin, Vhope, Vtop
Visualizações 83
Palavras 1.711
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Cross-dresser, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 23 - Chantagem.


Hoseok andou devagar pelo corredor. Sua companhia seria outra vez George aquela tarde. Não era de tudo ruim, ele havia aprendido a lidar com o garoto e era melhor do que ficar sozinho. Desceu as escadas com ânimo. A noite com Taehyung havia melhorado consideravelmente seu humor.

Ao chegar nos últimos degraus percebeu George muito concentrado em algo que tinha nas mãos e este empalideceu quando levantou os olhos para si. Hoseok franziu o cenho confuso ao se aproximar mais do garoto e viu que o que ele segurava era uma câmera. Uma câmera muito parecida com a de Taehyung.

–V-você...– George balbuciou, o olhar que lhe lançava transpassava incredulidade e foi que Hoseok se tocou. Aquela câmera que o garoto tinha na mão não era parecida com a de Taehyung. Era a de Taehyung. O sangue gelou. Pela cara do rapaz, Hoseok sabia bem o que ele tinha acabado de assistir.

–George...

–E-então, é por isso...– ele baixou os olhos marejados, a voz fraca. –É por isso que você é tão alta e masculina... É por isso que a sua voz é tão grossa...– os olhos tremiam. –Você é um homem...– ele falou baixo, mais para si do que para Hoseok. –Homem...– repetiu. –Era por isso que você não olhava pra mim...– ele riu melancólico. –Eu sou tão patético... Por que eu ainda me sinto assim? Você é só um travesti!

Hoseok abriu e fechou a boca sem saber o que dizer. O desprezo na fala do rapaz havia lhe ofendido um pouco, porém ele podia entender que ele estava fora de si.

–Você é só um travesti, mas porque eu ainda quero transar com você?– ele levantou os olhos para o mais velho e Hoseok fez uma careta, enojado pela fala do garoto. –O quê? Por que você está fazendo essa cara? Por que um viadinho como você tem nojo de mim? Por que você não pode dar pra mim também? – George levantou do sofá e andou em sua direção. Hoseok não entendeu todas as palavras que ele havia dito, mas o tom de escárnio era evidente. 

–O que você está dizendo, George? Eu já tenho o Taehyungie e além do mais eu sou uns dez anos mais velho que você... Você ainda é uma criança pra mim...– Hoseok usou um tom manso, tentando não causar uma briga desnecessária, mas em vez de se alcamar, George se alterou mais e avançou para si. Agarrou-lhe os cabelos e tentou beijá-lo a força. 

Hoseok estava seriamente se controlando até ali, mas aquilo era a gota d'água. Aplicou-lhe um golpe de krav magá e o derrubou no chão, seus dois anos no exército haviam lhe servido de alguma coisa. Tentou imobilizá-lo, mas antes disso o garoto fugiu de si, levantou e pegou a câmera. 

–Se você não transar comigo eu vou mostrar isso pra todo mundo!– George circulou o sofá para que o mais velho não lhe alcançasse. 

–George...– Hoseok falou entredentes. –Se você não me der isso agora você vai se arrepender...– ameaçou.

–Transe comigo! Ou então todo mundo vai saber a vadia suja que você é...– Eles não se entendiam direito, mas Hoseok sabia que estava sendo ofendido e a vontade que tinha era de pular aquele sofá e esganar aquele moleque petulante. Já George não estava pensando direito naquele momento, não sabia nem porque estava fazendo aquela ameaça. Mas seu peito estava cheio de cólera. Ele odiava aquele desprezo nos olhos de Hoseok.

–Eu acho que isso não pertence a você...– George virou quando ouviu a voz à suas costas e teve a câmera tomada da mão. Deu de cara com o sorriso cínico do Velho Kim e acabou por cair no chão, tamanho foi seu susto. –Seus pais nunca lhe ensinaram a não mexer nas coisas alheias?

–M-me desculpe...– o garoto estava completamente constrangido, sempre tivera medo daquele velho, a face dura era extremamente repressora. Hyunshin balançou a cabeça em negação. Aquelas pessoas não podiam ser seus parentes, não podiam!

–Você não devia estar falando isso pra mim... Foi a sua amiga ali quem você ofendeu...– Ele falou. O incomum sorriso cínico ainda lhe adornava os lábios. Ultimamente seu humor parecia ótimo. O senhor Kim quase nunca sorria. O jovem engoliu em seco e levantou, olhou para Hoseok e quando viu seu olhar duro desviou, desconcertado, o foco para o chão. 

–Me desculpe, Hoseok-ah...– ele pronúnciou num coreano enrolado e envergonhado.

–Muito bem...– Hyunshin bateu nas costas alheias com uma força desnecessária. –Você já pode ir pra casa agora... E não comente com ninguém o que você viu aqui, ok?– ele balançou a câmera. –Hoseok ficaria muito triste com você se você fizesse isso...– falou por fim e o garoto saiu ligeiro. 

O silêncio pairou. Hoseok se sentia agradecido ao velho Kim, mesmo que pudesse ter se virado sozinho, e era estranho. Era estranho sentir algo além de ódio ao olhar aquele rosto. 

–Obrigado...– Hoseok pronunciou e o velho soltou um riso anasalado. Naquela hora sua expressão se tornou mais branda e quase lhe lembrou Taehyung.

–Eu não fiz isso por você, eu só evitei que você acabasse usando de violência com ele e gerasse um escândalo...– o homem respondeu.

–Me desculpe por isso... Eu não queria causar mais problemas para o senhor. Como o senhor mesmo disse, eu não devia estar aqui.– Diferente das palavras, Hoseok não tinha um tom de voz submisso e não expressava nenhum sentimento de arrependimento. O senhor Kim riu de novo e não respondeu. Olhou a câmera e balançou a cabeça negativamente para o vídeo pausado.

–Você devia guardar melhor as suas coisas... Sua sorte é que ele está apaixonado o suficiente para não lhe expor...– ele jogou o aparelho para o jovem e lhe deu as costas saindo do cômodo. Hoseok continuou parado observado o mais velho se distanciar e este ao chegar na divisa entre as salas, se voltou como se tivesse acabado de lembrar de algo muito importante para dizer. –Ah! E bela bunda...

Hoseok arregalou os olhos e corou pelo comentário, vendo o velho retomar o seu caminho, gargalhando alto e bem humorado o deixando para trás apenas com uma enorme vergonha.

(…)

Hoseok não disse nada a Taehyung quando este chegou em casa. O Jantar havia sido apenas com o avô naquela noite e o clima desconfortável que pairava era evidente. 

O mais novo na sala franziu o cenho, o sentimento era de que apenas ele havia perdido um enorme pedaço da história, mas também não perguntou nada. Enquanto subiam outra vez ao quarto, Taehyung  puxou Hoseok pelo braço e o encurralou contra a parede. 

Hoseok gemeu manhoso quando as costas foram de encontro ao concreto que formava o corredor, segurou-lhe o tecido da camisa e mordeu os lábios. Adorava quando Taehyung era bruto.

–O que aconteceu?– As palavras foram faladas com rigidez e foi que percebeu que o mais novo não estava para brincadeira. O empurrou pelo peito. Podia bancar o submisso na hora do sexo, mas não gostava quando Taehyung tentava ser autoritário daquela forma consigo.

–Não aconteceu nada.– respondeu simplista, enrolando as pontas dos cabelos enquanto voltava a caminhar. 

–Você tem certeza?– Taehyung insistiu desconfiado e Hoseok suspirou revirando os olhos. Parou. O mais novo que vinha atrás de si quase esbarrou em suas costas. Virou. Encarou o jovem atrás de si com severidade e cruzou os braços.

–Taehyung-ah! Eu posso saber o que você está insinuando?– Bateu o pé, impaciente e Taehyung engoliu em seco. Hoseok era assustador quando queria e sempre que ele tentava ser dominador fora da cama, aquilo acontecia. 

–N-nada... Eu só achei que o clima estava diferente... Eu pensei que estavam escondendo alguma coisa de mim...– Taehyung pronunciou baixo, tão baixo que mal chegava aos ouvidos do namorado. O olhar repressivo de Hoseok era insustentável e voltou seu foco para os próprios pés. 

–E por que você não perguntou como uma pessoa educada faria, hum?– Hoseok chegou mais perto do mais novo e procurou seus olhos.

–Porque eu sou um idiota.– Taehyung balbuciou inaudível.

–Como é? Eu não ouvi o que você falou.– Hoseok provocou, a fala era mansa e baixa, mas as palavras pronunciadas entredentes, soavam como ameaças.

–Eu sou um idiota!– Taehyung falou mais alto e o mais velho sorriu. 

–E como é que se diz agora?– Hoseok pôs as mãos nos ombros do namorado e mudou para um tom mais manhoso e orgulhoso, como quem fala com o cachorrinho bem adestrado.

–Desculpa...– ele obedeceu e Hoseok lhe procurou os lábios, deixando um selar sobre eles.

–Muito bem... É assim que se faz... Você não pode achar que, porque eu sou seu passivo, você pode engrossar sua voz pra mim quando quiser... Eu não sou um objeto seu, Taehyung-ah... E você me deve respeito, entendeu?– sorriu ao ver o mais novo balançar a cabeça em afirmação quando concluiu sua fala. Gostava da autoridade que tinha sobre Taehyung. Aquilo de certa forma inflava seu ego. E impôr limites era uma necessidade. Ele amava Taehyung, e por amá-lo era que não fechava os olhos para os deslizes dele. Não queria que a relação deles acabasse virando um fardo, pra nenhum dos dois.

–Mas você não vai me dizer mesmo se aconteceu algo ou não?– Taehyung agora tinha um timbre suave e manso. Lhe voltou a encarar os olhos e Hoseok suspirou. Abraçou o mais novo, lhe passando os braços ao redor da cintura, escorando seu peso no peito do namorado e escondendo as mãos nos bolsos traseiros da calça alheia.

–O George acabou encontrando a câmera que um certo Taehyung inconsequente deixou a toa pela sala de estar e o resto você já pode deduzir, né?!– Hoseok explicou e Taehyung sorriu amarelo reconhecendo o próprio erro.

–Deve ter sido um barraco...– Taehyung abraçou também o namorado.

–Dos grandes, o garoto ficou louco... Mas o seu avô estranho passou um sermão nele e o mandou pra casa. Graças à Jeová, porque mais um pouco e eu teria quebrado todos os ossos daquele moleque!– Hoseok concluiu com bom humor e Taehyung riu da piada. Hoseok era tão engraçado. E o beijou na boca antes de voltar a caminhar pelo corredor, abraçado à ele. As conversas voltando a serem aleatórias e sem sentido, como dois loucos que se completavam na mesma loucura. 

Feitos um para o outro.



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