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História "Apenas" irmãs (Remake) - Capítulo 4


Escrita por: e estrelinhaaS2


Notas do Autor


Olá!!! Como vocês estão!? Espero que esteja bem! ^^

Bom... Não irei enrolar muito, pois não tenho muito o que falar. :^ Então, fiquem com o capítulo!!!
\(♡^♡)/

Capítulo 4 - Arco 1: Um pedido pecaminoso.


SARAH


Eu conseguia sentir um corpo menor que o meu me abraçando, enquanto eu abria os olhos. O rosto da minha irmã estava contra meu peito, sua respiração fazia meu corpo se arrepiar e, após lembrar do que houve, a sensação se "desconforto" apenas aumentou.

De maneira calma, tentei me levantar sem acordar Carla e assim o fiz.

Suspirando e murmurando meu nome, enquanto se revirava na cama, fazia ela parecer um pequeno bichinho de estimação. 

Tão fofa... — Sai do quarto com aquela cena em minha cabeça e fui em direção a cozinha preparar a comida.

Para minha surpresa, já haviam pratos de panqueca feitos em cima da mesa, junto a um pequeno bilhete.

"Filhas, eu e seu pai estamos saindo mais cedo hoje. Devemos voltar mais tarde do que o normal também.
Sarah, tome conta da Carla na escola, e Carla tenha cuidado pra não se machucar.
Ass: A mãe que vocês tanto amam♡"

É raro eles saírem mais cedo... Espero que nada de ruim tenha acontecido. — Peguei os pratos e levei até o quarto.

Abrindo a porta e colocando um dos pratos na beira da cama, fui acordar Carla.

— Carla...? Acorda... — Falei enquanto fazia um pequeno carinho no cabelo dela, como sempre havia feito.

— Uhm... Mais cinco minutinhos... — Ela pegou minha mão e começou a segurar ela contra seu rosto, como um pequeno gatinho.

— Se a gente ficar assim por mais 5 minutos, iremos nos atrasar pra escola... — E meu coração não iria aguentar também.

Carla soltou minha mão e levantou até ficar sentada na cama. Com sua cara de sono e cabelo bagunçado, ela falou em minha direção:

— Bom dia...

— Bom dia, bela adormecida. — Sorri e dei o prato de panqueca pra ela. — Vamos comer, okay?

Me sentei ao lado dela e começamos a comer.

— Sobre o que houve.. — Eu me engasguei no momento em que ela mencionou o acontecimento.

— Ahem. Ahem. — Bati no meu peito tentando fazer a comida descer.

— A gente... Pode fazer isso de novo...? — Meu Deus! Ela falou isso mesmo!?

Tenho que pensar no que responder... Posso acabar machucando ela... E se eu falar que "sim", posso acabar tendo uma relação incestuosa com minha irmã. 

Bom... Carla, veja... — Eu preciso recusar, não posso estragar a vida dela dessa forma... Eu amo ela, mais do que deveria e isso é errado, tenho que recusar... Ela ainda nem sabe o que é "namorar" direito. 

—... Sim? — Ela estava ansiosa pela resposta.

Ela passou tantos anos presa que não deve nem entender a diferença de amor romântico e amor familiar, não posso abusar da inocência dela. 

Sarah...? — Eu mordi meu lábio enquanto os pensamentos turbulentos passavam pela minha cabeça.

Mas... O que eu sinto é errado, só porque somos família? Só por causa disso é impossível ficarmos juntas...? Eu quero ficar com ela... E ela gostou do beijo e quer mais... Não vejo motivo pra recusar além da ética... Perdão Carla, me deixe saber egoísta apenas essa vez... quando você encontrar alguém, prometo que irei deixar vocês serem felizes, mas, apenas dessa vez, serei egoísta.

— Claro. Por que não? — Meu corpo tremia com aquela resposta e a única pergunta em minha mente era: "Eu fiz o certo?" — Mas, não podemos fazer isso perto de outras pessoas e nem contar pra outras pessoas, okay?

— Ah... Por que não? — Ela perguntou com um rosto curioso.

— Beijar... A mãe disse que era simplesmente algo que você faz com "alguém que você ama", mas, não é tão simples... É um amor mais forte do que o de irmãs... É um amor romântico... Um dia você encontrará alguém assim, até lá, você pode me beijar, mas tem que ser escondido. Okay? — Eu me segurei pra não gritar meus verdadeiros sentimentos. Meu corpo tremia sem parar. Acho que eu vou chorar...

— Então... A gente não pode se beijar na frente dos outros, pois somos irmãs e também porque apenas namorados podem se beijar? — Perguntou Carla. Apenas concordei com a cabeça. — Então... Apenas precisamos namorar, certo?

— Ah!? — Inclinei minha cabeça e tentei pensar se o que eu ouvi estava correto.

Isso está escalando muito rápido. Senhor amado.

— Carla... Isso— Ela me interrompeu.

— A mamãe disse a mesma coisa. Mas, eu não tenho ninguém assim, mesmo assim Ela disse: "Você vai encontrar alguém". Mas eu não consigo falar com alguém além de você sem tremer. Não consigo olhar nos olhos das outra pessoas e odeio lugares públicos... Ninguém iria gostar de mim assim! Sei que você acha que sou apenas uma criança e que não entendo de nada, pois fiquei presa em casa! — Carla estava lacrimejando. — Mas... Eu li tantos livros sobre o tal "romance" e vi tantas coisas... Pessoas que cometem crimes por romance e que morrem por romance... E eu só consigo me imaginar vivendo um romance com você! Eu cometeria um crime apenas por você... Então... Mesmo que eu pareça uma criança que não entende nada, não me trate assim. Eu sei o que eu sinto e sei o peso das minhas palavras e ações... Assim como eu sabia o peso daquele beijo!

Quando... Quando foi que aquela gatinha medrosa e fofa tomou tanta coragem e cresceu ao ponto de falar comigo com tanta convicção...?

Eu sorri.

Ei, Deus, o que eu vou fazer agora seria considerado errado? Eu irei pro inferno?

Fechei meus olhos.

Não me importa... Prefiro viver uma vida pecaminosa ao lado de quem eu amo do que uma vida entediante ao lado de outra pessoa qualquer. Se eu for pro inferno... Não me arrependerei.

Meus pensamentos repousaram na minha família... Por parte de pai, principalmente, eles eram extremamente religiosos. Desde pequena fui obrigada a ir a igrejas pelo meu pai. Se ele descobrisse do meu romance com a Carla... Não sei o que aconteceria. Mas... Duvido que a Carla vai voltar atrás em tudo que ela disse... E, conhecendo a mãe, ela iria apenas sorrir e falar: "enquanto estiverem felizes está tudo bem".

Meu sorriso cresceu ainda mais.

— Quando foi que você cresceu tanto, pirralha? — Perguntei enquanto colocava a mão em seu rosto. — Se você aceitar manter segredo até nós completamos uma idade que nos permita viver sozinhas... Acho que você já sabe que nosso pequeno "romance" não vai ser nem um pouco fácil.

— Estou disposta a correr esse risco. — Sabia... 

Me aproximei do rosto dela.

— Aceito. — Beijei sua boca. Ficamos juntas por mais alguns minutos, até o celular de Carla tocar.

Ambas olhamos para a hora.

— Ah. — Carla olhou pra mim e eu para ela. — A escola!!!

Com uma correria, pegamos nossos novos uniforme do armário.

Olhei para Carla tirando sua roupa.

Ela olhou para mim e ficou vermelha.

— E-Eu vou me trocar no banheiro. — Falei gaguejando.

— S-Sim... — Respondeu Carla cobrindo seus pequenos peitos.

Fui até o banheiro e me troquei. Quando sai, pude ver Carla com o univerfome escolar.

Linda...

Ela estava parada me olhando com um rosto vermelho. Ela se aproximou de mim

— Como eu estou...? — Seus olhos brilhavam de antecipação.

— Linda... — Falei sem pensar duas vezes.

— A-ah... Você também... — Ambas ficamos sem jeito.

Quebrando o clima, uma buzina alta veio do lado de fora.

— O ônibus escola, vamos! — Peguei a mão dela enquanto seu rosto ficava vermelho.

— Uhum... — Corremos até o ônibus enquanto descíamos as escadas.

Realmente... Essa nova escola me dá uma sensação boa... Espero que nada dê errado.


Já começam os problemas na sala? Próximo capítulo:

O primeiro dia de aula com o pé esquerdo.


Notas Finais


Gostaram? Espero que sim! Eu quis desacelerar algumas coisas e aceitar outras, diferente do original.

Enfim, me digam o que acharam. Deixem suas opiniões, criticas, elogios e dicas nos comentários. Ajuda muito. ^-^)/

Até o próximo capítulo, lindos♡


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