1. Spirit Fanfics >
  2. Apenas mais um conto de ódio >
  3. Prólogo

História Apenas mais um conto de ódio - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Oie, tudo bem?

Eu estou aqui postando uma nova história, sem atualizar as antigas... que coisa feia da minha parte... sim, sim eu sei, mas é que essa história veio do nada só para passar o tempo... nem eu sei o rumo dessa história ainda (sim eu tive muito trabalho em adicionar informações sobre ela... saiba que essa história está apta a ter mudanças radicais ao seu decorrer, inclusive de categoria, classificação e até sinopse)

Bem, espero que goste, e assim como eu, descubra o que vai virar desse engasgo.

Capítulo 1 - Prólogo


Ódio, uma palavra forte que expressa algo proibido para boas meninas como eu. Porém em contrapartida, essas garotinhas bobinhas são aquelas mais atraídas por ele. E como se descobre quando se começa a desvendar o mundo, o casamento não é até que a morte os separe, mas o ódio sim.

O ódio dura até e depois da morte... de um dos envolvidos.
Outros sentimentos podem ser associados, como desprezo, repulsa e um nome, Jojo... bem, o último pelo menos para mim... temo que unicamente a minha pessoa.

Me pergunto como seres asquerosos como eles, conseguiram tão facilmente tomar a minha vida.

- BLOSSOOOOM, VAMOS LOGO, OS MENINOS ESTÃO ESPERANDO.


Acordo das linhas do diário rosa com um suspiro pessado e cansado, imaginando a altura do grito da minha irmã verde. Devido a minha dificuldade para dormir, meu quarto reformado é a prova de som, mas isso não significa que seja a prova de Buttercup Utônio.

Levantei-me lentamentez prolongando o tempo de pausa da minha super vida poderosa, eu sabia o que me esperava lá fora. Então com graciosidade treinada no balé, caminhei até o espelho, não me encontrando nele. Estava mais alta do que me lembrava, mais madura também, o rosto mais fino e desbotado, imagem da criança perdida reforçada pelo corpo voluptuoso e curvinio. Seios grandes podiam ser resolvidos prendendo-os em faixas, mas os quadris e nadegas não eram tão fáceis, mesmo com a ajuda dos meus apetrechos.

Não tinha muito resultado no final, um corpo de xermical X, não seria tão facilmente maleádo por tecido. Por fim passei um gloss rosa, hidratando os lábios ressecados sem explicação.
Me conformando com a realidade, sai da frente da imagem deprimente de algo que deveria ser eu e me dirigi para a porta finalmente abrindo-a antes que fosse abaixo pelo humor da minha irmã.

Ao abrir, identifiquei os olhos verdes irritados e seu bufar natural emoldurados pelos negros cabelos rebeldes. Diferente de mim, ela era linda, o contrate com suas cores era perfeito, a pele rosada esbanjava saúde e força, assim como ela, diferente de mim que tem a saúde mais frágil.

- Não use o grito sonico para me chamar, isso incomoda os ouvidos dos vizinhos que não têm super poderes.

- Não usaria se a senhorita estivesse esperando os rapazes... Pensei que tinha morrido ai dentro.

- Não estamos atrasadas, faltam exatos 30 minutos, sendo que gastamos 20 para chegar na escola.

- Ahhh claro, porque a perfeitinha não se atrasaria... mas em qual parte seu cérebro genial se esqueceu de processar que os meninos estão ai na frente?

Sarcasmo era sua fé e religião.

- Nós não vamos com eles.

- VAMOS SIM, NÃO VAI SER POR UMA MENINA CHATA QUE A BUBBLES E EU VAMOS NOS AFASTAR DOS NOSSOS NAMORADOS.

- Hoje é quarta - respondi a um fio de voz, ignorados aos ouvidos inumanos dela e passei por ela, seguindo para a sala de estar. - Segunda e ontem já fomos com eles.

Na metade das escadas, encontrei o vermelho dos olhos dele, que olhava intensamente para as escadas, de onde os gritos vinham a segundos atrás. Estava estirado no sofá, junto dos outros dois, que assim como o primeiro, me encarava.
Ódio atraí.

- OLHA SE NÃO É A GOSTOSA DO COLÉGIO DESCENDO... PENA QUE NÃO É EM MIM, HAHAHA. - Sua voz, junto de tudo o que Butch era, me enojava e me fazia querer vomitar, seus comentários embrulhavam meu estômago de asco.


- Nem adianta elogiar essa dai, chata como é, é capaz de se ofender. - Comentou defendendo-o de seu assédio, com sua típica cara estressada.
Diante disto chorar era tudo o que desejava.

- Vamos, senão nos atrazamos graças a Blossom " vou me arrumar para causar tesão em todo homem que aparecer na frente".
Eles riram, todos, até mesmo Bubbles que não estava presente a alguns minutos. Qual era a graça de humilhar uma mulher dessa forma?

- Blossom, olha você está levando muito a sério tudoh... sabe, leve mais a leve as coisas, sabe? É o jeito deles de ser e você tem que respeitar o próximo.

- Claro Bubbles. - Disse seca e direta, sem estender um diálogo que resultaria em facas em mim. Como responder alguém angelical, sempre doce e educada que tentava resolver as coisas pacificamente, dizendo coisas nojentas? Não se responde.

Caminhei apressadamente porta afora, queria sair para onde tivesse ar, na tentativa desesperada de ter ar nos meus pulmões, me livrar da asfixia que me afligia.

- Ahhh, todo dia é igual... ela nunca muda.

- Calma Bc, vamos todos os dias insistir até que ela nós aceite.

- Isso é inútil.

Parecia tanto que o oxigênio somente existe longe das vozes dos desordeiros, que andava mais rápido que o necessário, fugindo.

- BLOSSOM!

A voz doce da casula soou pela rua, não mais ouvia os tons graves, então percebi que não respirava. Ainda de costas, o baque de voltar a puxar o ar fez arder minhas vias respiratórias. Ela me acalmava, apenas com uma palavra. Eu a amo mais que qualquer outra coisa, meu amor era maior do que a influência negativa de qualquer idiota sobre sua inocência.

Virei-me vendo a bela mulher esbelta que se tornou a gentileza do trio. Um rosto desenhado pela delicadeza em personificação, grandes olhos azuis cristalinos, que na euforia brilhavam refletindo a alma infantil. Ela sorria animadamente, enquanto me alcançava, linda.

- Blossom, o professor disse que tem algo a te dizer, ainda tem tempo pra chegar na escola.

- Ele não passou recado por você?

- Ãh? Não?

- Ahhh okay, não desviem do caminho da escola.

- Pode deixar! - Quando só nós duas ela era tão diferente... quando apenas nós três era muito diferente.

Comecei a correr, dando de cara com dois dos três desordeiros e morena. Eram Brick e Butch ao lado de Butter, um de cada lado, caminhando preguiçosamente com suas mochilas.

Algo estava errado. Faltava Boomer, o garoto das máscaras e mentiras, o alfa podia ser cruel e calculista, o beta podia ser agressivo e maldoso, mas o ômega, esse era pior, pois na profundidade do oceano azul que são seus olhos, escondem-se monstros marinhos.

Prossegui crente a fidelidade de Bubbles, que muito inteligente para lidar com pessoas não faria algo assim, por já conhecer a minha personalidade.

Ao chegar, o professor estava lá disse meu nome entoando que já me esperava ansioso e eu finalmente tinha chegado. Lado a lado com ele o loiro sorria gentilmente.

Por quê professor?

- Me chamou professor?

- Sim, sim, eu gostaria de falar com você algo relacionado a Boomer.

- E o que séria...?

- Ele está com dificuldades em matemática e queria ajuda... como sou muito ocupado você poderia ajuda-lo filha?

Boomer era programador e hacker, não presisa de muito para saber que ele é um gênio da matemática. Mentiroso.

- Ahh... claro, é sempre um prazer ajudar a quem precisa - Eu sou o tipo padrão de perfeição idealizada pelos moralistas, isso significava o tempo todo ir contra minhas vontades, pelo certo e bom e faltar com a minha própria verdade. Mentirosa.

- Que bom Blossom, tenho certeza que se for com vc eu vou aprender... o Brick tem métodos crueis as vezes...

A rebeldia sempre expressada contra o lider dava credito as suas palavras de... jogadas psicólogas. Para se aproximar de alguém saiba do que ela gosta e use isso para puxar assunto, descubra o que ela odeia e diga que também não gosta, assim você vai desarmar uma pessoa com vc.

As pessoas sempre pensam que é muito inteligente quem planeja situações para conseguir o que quer, mas são enganadas pelos aproveitadores que sabem improvisar e ver uma brecha como ninguém. Aqueles que usam a situação a seu favor como bem quiser e tem a verdade ao seu lado, já que, manipulam a própria verdade, diferente dos que criam fatos mentirosos, são mais perigosos.

Fuja. Não entre no jogo. Quer saber? Vire-o!

- Ele é seu irmão, apesar das desavenças ele quer seu melhor sempre. Ninguém é perfeito e todos podem mudar... então, não fale mal dele pelas costas, resolva a situação.

O que será que ele está pensando? Blossom é realmente perfeita até em relação a alguém que não gosta ou ela é uma jogadora tão boa quanto eu.

Não importa qual das duas opções, o que vale no momento é o segundo de choque que levou com a minha resposta. É impagável ver um vilão com o plano frustado, enquanto saio por cima.

- Ahh, claro, sim, sim, muito obrigada pelo conselho, eu irei me resolver com meu irmão, assim como desejo que se resolva com as suas.

A expressão dele mudou rapidamente para uma de gentileza, assumindo a mesma postura que a minha. Ele não ficou sem graça, nem culpado e nem irritado comigo, como deveria ficar se sinceramente fosse seu forte. Todavia, nada disso serve para desmascara-lo, afinal, personalidades diferentes, reações diferentes. Alguém poderia reagir assim, para se passar confiança e educação, com o único intuito de fazer amigos.

Relações humanas são complexas demais para análises isoladas, sempre em todos os casos existem infinitas possibilidades, pois se tratam do psicológicos racionais profundos de duas ou mais pessoas. Poderia ficar louca pensando nisso.

Por fim eu sorri e me virei concordando como se tudo estivesse bem. Agora sei que ele ficou com a segunda opção e ele está jogando com tudo, usando minhas armas e armando ciladas com elas.

- Blossom... você está tendo problemas com as suas irmãs?

- Sim, mas não é nada grave... brigas bobas de irmãs, discussões como sempre tivemos... Sabe eu sou contra tanta proximidade com os meninos, bem, somos irmãs e precisamos de tempo de irmãs, mas os meninos estão sempre por perto... como posso dizer... eles não são irmãs. Além disso eu não confio totalmente neles.

- Blossom, eu entendo que esteja saudosa da época que eram apenas nos quatro, sem os meninos, mas você tem que aceita-los, seja por si mesma ou pelas suas irmãs, eles mudaram, não seja intolerante.

- Mas professor, eu estou tentando, tanto que vou ajudar o Boomer, mas eu realmente quero menos eles e mais nós... estou com saudades, muitas.

- Ahh, minha menina, porque não disse antes? Quer saber, nesse final de semana vai ser somente nosso, para fazermos coisas de família.
Ohh, Boomer, não tenha medo da verdade, ela não machuca como a imagem que te venderam. Você é um desordeiro por causa disso.

Com um abraço e um beijo do meu pai, sai feliz para a escola, que ainda estava a tempo. Agora eu tenho dois dias inteiros sem eles, apenas com as pessoas que mais amo na vida, tudo como era antes.

Segui correndo para o colégio, deixando para trás o loiro. Meu toc com horários me salvando de ter que explicar por que corria dele. Antes tinha tempo de sobra, agora não.

Cheguei e me dirigi diretamente para a sala, chegando bem antes e arrumando mil vezes a minha mesa "Algo normal vindo da Blossom, ela sempre faz isso, desde de criança".

Confesso que as motivações são diferentes, mas isso é uma realidade. Naquela época era para impressionar os professores, agora é para não ter que falar com ninguém, mas continuo gostando de elogios. Eu faço muita coisa por eles, eu arrisco a minha vida quase todo o dia pela sensação de reconhecimento, para que por um instante eu não seja o lixo que sou.

Ouvir isso me faz sentir bem, como para todas as pessoas, porém é muito mais que isso, quando tratam-me como uma boa menina, eu sinto como se fosse suficiente, autêntica e merecedora. Isso me tira da realidade cruel que eu sou insignificante, sem importância e substituível, me transporta para um mundo rosa em que eu sou especial.

As vezes a ilusão é melhor que a realidade, então vou me agarrar a ela e faze-la parecer verdade.

Esse é o estágio que se passa depois de tentar com todas as suas forças concretizar um sonho. Eu fiz muito, pensando que se fizesse a minha parte com perfeição eu seria recompensada, estudei ao invés de brincar, para ser inteligente, ajudei o próximo ao invés de descansar, para ser admirada e querida, lutei contra meus vilões internos para ser justa e me esforcei para ser a melhor, para ser exemplo, confiável, heroíca e sempre poder ajudar a quem amo.

Eu falhei, Bunny morreu na minha frente sem que eu nada pudesse fazer, Bliss passou anos perdida e eu nem sabia da sua existência, a princesa é uma vilã má e não pude ajuda-la a mudar, Buttercup é uma adolescente rebelde que faz coisas das quais se arrependerá um dia e Bubbles é tão insegura de si e como queria salva-la disso.

Eu também falhei quando não ajudei a loirinha no seu trabalho, como teria falhado se não tivesse feito os favores para os cidadãos da cidade, falhei ao roubar um taco de golfe para o professor e também todas as inúmeras vezes que as minhas irmãs se machucaram.
Para mim fica a decadência de viver de uma farsa.

Te endendo Boomer, como entendo a Princesa Mais grana, também tenho meus demônios e medos, mas não posso ser compassiva com alguém que pode ferir as minhas irmãs.

Em todos os casos eu odeio os desordeiros, todos eles, os odeio por motivos diferentes, mas nada muda que os odeio. Mas um em específico eu odeio mais, o ruivo de olhos bonitos, vermelhos como o sangue, cristalinos como rubis. no ponto que eu não iria deixar de lado as pessoas que sirvo a tanto tempo, para ajudar integralmente os rapazes que me maltratam a vida inteira. Pra ser sincera, creio que ela pense isso, pelo equívoco que eu prefiro todas as outras pessoas antes delas, a família em último lugar.

Eu trabalho tanto para que não tenham medo de nós, somos aberrações da ciência e eles normais, medo é normal. Pena que ela não se lembra disso ao me julgar uma má irmã, sua memória somente resgata essa informação ao devender os erros do passado dos meninos "As pessoas fizeram eles ficarem assim depois de tanto maltrato, apenas porque eles são diferentes de todos na cidade".

Diferentes... eu não usaria esse termo para defini-los, todos são diferentes uns dos outros, com qualidades e defeitos que formam uma personalidade única e especial. Eu usaria anormal, anormais são aqueles que fogem do que é normal que por sua vez é algo tenebroso, não podia ser diferente, qualquer coisa comum entre tantas diferenças e no mínimo assombroso.

Gosto das diferenças, desde que elas não machuquem ninguém, principalmente a mim ou minha família, nesse caso sou a mais intolerante e preconceituosa pessoa do mundo. Por isso odeio eles, eles não são diferentes, eles apenas causam dor e sofrimento.

Nessa altura me encontro na sala de literatura, o clube do livro veio se encontrar aqui hoje, perceboa minha indiferença e distância, não tendo prestado atenção em nada do que se passou no dia de hoje, minha mente faiscante não permitiria. Nota mental "não deixar isso acontecer novamente".

O sinal bateu quando menos esperava. Desespero, um dia improdutivo é um dia perdido, a ansiedade bateu enquanto pensava em tudo que deveria fazer, os batimentos e respiração levemente alterados, eu não sabia o que iria cair na prova de física da semana que vêm, como também perdi a explicação de filosofia, já no clube, nenhuma idéia minha foi posta na mesa.

Estamos com dificuldades " Ninguém hoje em dia quer ler, então por que ter um clube do livro?"

Te odeio Butch por ter comentado isso em sala de aula pra todos ouvirem, com a diretora na frente da classe enquanto dava os parabéns pelas notas no semestre passado.

A Buttercup, não me importo de você ter concordado e sugerido um novo clube de esportes. O ódio fraternal é real, mas dura o tempo que uma estrela cadente crusa o céu, nem pode receber esse nome tão pesado. Raiva passageira de irmãs que brigam muito é mais adequado.

Eu não tenho uma solução para isso, talvez a Bubbles tenha. Tenho inveja dela, muita, pois ela é tão inteligente e criativa, tão mais capacitada que eu, com tão menos esforço, uma pena que de tão insegura ela não consiga nada. Meu castelo de cartas foi construído sobre os medos dela, não qur eu quisesse isso, mas aconteceu naturalmente e eu não sei como mudar, ou se quero mudar.

É eu tenho meus vilões interiores. Eu luto contra eles, mas qual a diferença se eu não estou vencendo? É como se eu não fizesse nada.

Na saída eu fiquei por último, pelo menos organizar a sala e os papéis para um dia menos inútil. Todos foram embora, se despediran e viraram as costas. A vida é assim, ninguém te pertence por isso todos vão embora, outras pessoas entram por um período de tempo e novamente saem. Não que eu quisesse possuir um ser humano, eu apenas queria ter alguém, que me amasse tanto ao ponto de não querer sair de perto de mim.

Isso existe, claro que existe, sei disso porque não quero sair de perto das minhas irmãs e do professor. Mas cada vez estou mais longe, embora eu tente estar mais perto... A repulsa que sinto daqueles que se apossaram do meu lugar me faz ficar longe, como um repelente. Ou ninguém percebe, ou ninguém se importa com isso.

Tudo em perfeito estado, eu tranquei a sala e fui para a saída... sozinha, pois desde que os desordeiros deixaram de cometer crimes as claras tem sido assim. As meninas preferem acompanhar os namorados no caminho de volta, e eles já ficam na minha casa mesmo.

Nunca fui tão feliz e amarga por ser tão ocupada para não poder voltar para casa cedo.
Sem perceber, por estar novamente imersa dentro da minha própria mente, o verme verde chegou por trás de mim com uma mão nas minhas nadegas. Num salto, não apenas acordei, como fiquei alerta. Seu sorriso zombeteiro me dava náuseas.

- A Blossom, não faça como se não tivesse gostado... todas as meninas gostam, todas são safadas e vadias, a menos que sejam falsas de esxonder como você.
Repulsa.

- O que? Não vai dizer nada? Ahh vai, você me provocou com seu rebolado.

Nojo.

- A qual é, não minta que eu te mostro meu pau.

Desprezo.

- Vai dizer que não gosta de elogios? Você sempre ama eles... Por que não fica feliz ao saber que tem um baita dum gostoso tesudo te achando desejável?

Ódio.

- Morra.

As mãos tremiam, as vistas se cegavam, me sentia humilhada e diminuida. Morra, morra, morra, seja comido pelos vermes e apodreça.

- Ahh não faça assim, sempre tão chata... por isso não tem nenhum namorado para te foder e você parar de antipatia atoa... eu posso resolver isso.

O sorriso malicioso apenas antecipou meu primeiro beijo roubado. Contra os armários ele me empurrava e forçava sua ereção contra minha pélvis. Vômito subiu pela minha garganta.

Não romantizem o estrupo, doentes mentais usam isso para torturar suas vítimas. Como se não fosse suficiente o ato em si, ter que ouvir que eles estão certos em faze-lo provoca ainda mais terror nas memórias doidas de quem já sofreu. A culpa não é da vítima e nem de ninguém além do porco imundo. Mas não dêem armas para eles, não os defendam como se estivessem certos realmente.

- MAS QUE PORRA É ESSA?

Salva, meu corpo caído, fraco, sem forças inerte no desgosto, incapaz de me mover. Buttercup vai bater nele, espanca-lo e ele vera o inferno nesse período do ano. Estou protegida. Oh eu sempre dependo da proteção dela.

- Ahh olha só a menina poderosa verde... o que te trás aqui interrompendo esse momento tesão entre nós dois?

- Eu não acredito nisso - as palavras baixas indicavam que era o limite dela - JÁ NÃO BASTAVA SER PERFEITA? AGORA TEM QUE PEGAR O CRUSH DA IRMÃ PARA PROVAR A SUA SUPERIORIDADE, IRMÃ DE MERDA.

Ela saiu voando deixando as lágrimas descerem, junto com as minhas, que estavam em um ponto cego dela.

- Que? A Maria-macho gosta de mim? Alguém fala pra ela que eu sou heterossexual e não vou querer ficar com uma garota com corpo de homem.

- Calado.

- Ah a Florzinha quer que eu faça outra coisa com a minha boca?

Gostaria de levantar e soca-lo, mas essa era a garota que saiu chorando. Estava exausta e ferida internamente demais para isso. Ao invés disso fiz algo melhor.

- Calado verme, você está com medo.

- Eu não tenho medo, ainda mais de beijar uma garota.

- Ah tem sim, tem muito medo, medo de beijar a Buttercup, medo de falarem mal do seu gosto. Você tem medo da paz que ela te proporciona. Você tem medo da paz.

- CALADA, VADIA, CALADA EU NÃO TENHO MEDO DE NADA, NADA. POR QUE EU TERIA MEDO DA PAZ? ELA É CHATA E ENTEDIANTE SEM NADA DIVERTIDO PARA SE FAZER, ALÉM DE FICAR SE SACRIFICANDO EM TRABALHOS QUE DETESTO. NÃO É MEDO, SIM DESGOSTO. Quer saber?? Fique você com sua paz chata e deprimente que eu vou fumar e comer bucetas, felicidade que um vegetal como você nunca teria.

Eu o feri, pois atingi o ponto certo, então ele gritou e fugiu, mal-humorado para o alívio que cresce seu desespero. Ninguém consegue virer o tempo todo no caos sem uma pequena paz que fique bem. Diversão pode ser horrível se não tiver uma gota pelo menos de amor na sua vida.

Ohh Butch não tenha medo da paz, pela imagem errada que te venderam. Isso faz de você um desordeiro.

Eu apenas quero sumir do mundo, estou cansada e não quero pensar em como as coisas são, estou exausta demais para voltar para casa e o gosto do vômito está na minha boca. Um pequeno regurgitado deixava um gosto melhor que da saliva dele.





Eu fiquei por ali, adormeci e não voltei para casa. Era difícil de mais a situação atual. Eu sou assediada sexualmente pelo crush da minha irmã, caramba tudo faz sentido, todas as vezes que ele me ofendia ela fazia uma cara amarrada, que não sabia eu, que era inveja, pois ela queria o olhar dele para ela, que sabia do seu pervertimento que não era direcionado a si, mas a mim.

Ela nunca foi boa em humanas, inglês muito menos, por isso associou a palavra "gostosa" a beleza desejável... ohhh qualquer mulher apaixonada quer ser vista com um olhar que diga " Tú es linda e tão desejável". Depois de Ace, novamente seu mal gosto pra homens foi comprovado, o amor cega, é verdade. Como eu odeio Butch por vendar a minha irmã e não corresponder a ela como deveria.

Gostosa, na boca dele, significa corpo descartado, ser ignorado, ele não se importa nem um pouco com a mulher que ele usa, porco nojento. Entre duas pernas abertas para outras duas pernas abertas ele salta, entre uma briga e outra e problemas ele vive, pois tem medo da paz, então procura o caos e a instabilidade de não ter alguém ao lado, seja namorada, família ou amigos sinceros, Butch Jojo foge te tudo isso.

Morra. Entre em uma briga e seja assassinado, exploda novamente com um....

Minha mente teimosa, que sadicamente se dedica a me lembrar da desgraça pontuou outro detalhe esquecido. Buttercup namora Brick, os dois são namorados a três messes.

Esse engasgo só tende a piorar. E Bubbles? Odeia brigas familiares, e desavenças de todos os tipos, como vai reagir diante tudo isso? Não importa como eu veja, somos três lascadas nas mãos dos desordeiros. Eu odeio eles por isso.

Já falei que odeio? Sim. Muito? Eu sei, mas é que eu detesto eles o dobro, senão triplo do que eu falei.





No dia seguinte, fui acordada pelo zelador, que confuso me perguntava o que eu fazia ali, jogada no chão acabada e pisada, sorri por reflexo, algo que já se tornou um cesso, sempre sorrindo, nunca tendo razões ou vontade para tal. Dentes tortos, um sorriso feio... o aparelho não fez milagre. Se todos vissem o quanto o sorriso da Docinho é mais bonito que o meu, as atenções seriam diferentes e todas voltadas para ela, sem malícia ou maldade, apenas admiração pela beleza, assim como acontece com a Lindinha.

Eu não quero o título de gostosa e nem o deixaria para uma das minhas irmãs, o assédio que o acompanha não vale a pena, e o pior, a vítima é isenta de culpa, ela não fez para merecer algo assim, então porque ser tão injusto? Queria de todo o coração que apenas aquelas que se oferecem e merecem sejam violentadas, então não existia nenhuma violência contra a mulher, pois a vítima nunca é a culpada, o nome já diz "vítima".

Depois do choro vem a força, me levantei aos custos e fui para casa, lá eu conversarei com a Docinho e vamos nós resolver. Se a algo capaz de tirar a venda quando se está apaixonada é a decepção, jamais ela ficaria do lado de outra pessoa quando a questão eram suas irmãs. Eu vou explicar, ela vai entender, ficar do meu lado, odia-lo como eu odio, e abominar os baderneiros, ela vai influenciar a Bubbles a detesta-los também e tudo vai voltar a ser como antes.

A mente traidora ataca novamente. No ângulo dela podia parecer ser algo correspondido e somado a visão dela de mim de egoísta "faz tudo por ser a melhor, doa a quem doer" possivelmente a fará ignorar tudo o que eu disser. Além da síndrome da "beleza do amor", que faz as garotas acharem seus crushs perfeitos. Bem eu sou realmente alguém que persegue a perfeição. Eca.

No corredor principal da escola, meus olhos encontraram os da minha irmã, eu estou com medo de encara-los por saber estar no meio de algo que a machuca muito. Mas não foi preciso, em um voar rápido ela me abraçava, aquele abraço que me tirava do poço por tantas vezes. Oh sou tão dependente do apoio dela.

- Blossom todos estávamos preocupados, te procuramos a cidade toda e nada... só agora eu pensei que poderia estar na escola... O que aconteceu?

Eu queria poder chorar um pouquinho nos ombros de quem não me julga por isso e entende, falar doia demais a minha garganta no momento.

- Ohh Blossom, ficamos sabendo do que aconteceu, Bc chegou chorando em casa, praguejando seu nome, sem o casaco que voltou para pegar aqui na escola. Ela não saiu do quarto e estava quebrando tudo... o barulho só cessou quando ela fugiu para Deus sabe aonde. Butch foi quem contou o acontecido.

Quem diria o porco saiu contando a história, no fim o narrador é sempre o sobrevivente, por isso tantas verdades morrem no longo do tempo.

- Brick estava nervoso, e procurou ele em todos os lugares que ele frequenta, não sei ao certo, mas bateu muito nele por ter sumido, mais até do que as outras vezes.

A incógnita ruiva, nunca saberei desvendar os olhos da minha contraparte e sou ruim em matemática para descobrir o X dos seus sentimentos e traumas, se ele possuir um dos dois.

- Brick falou que vocês ficaram e saiu sério atrás da namorada... foi assim que descobrimos que ela estava fugida, antes achamos que tinha caido no sono por isso os barulhos deixaram de existir, mas quando ele não ouviu nenhuma resposta depois de muita insistência, arrombou a porta e entrou... ela não estava mais lá e nem suas roupas.

Não sei dizer, não sei o que pensar, estou perdida no meio do furacão e o porto seguro foi arrancado pelos ventos. Não sei se peço perdão, ou exijo desculpas a vida era tão boa sem eles, por que só eu enxergo isso, que eles dão o problema das nossas vidas?

- Depois disso, bêbado ele foi contar que detestava a Docinho, como mulher e mal dava pro gasto como amigo, um imenso monólogo sobre coisas radicais que não prestei atenção e que vocês tinham ficado, mas você era brochante.

Reação natural do caçador, que desdenha da presa, diminui seu valor, para não admitir que na verdade ele que foi incapaz de alcança-la. Típico, inverter a situação onde ele sai por cima. Ahh já não aguentava mais tanto chorar, aliviava, mas meu corpo todo doia com o ato, cada nova constatação era uma faca, chamada indignação.

- Depois disso, cada um foi para um lado na tentativa de encontrar uma das duas, de preferência as duas.

- B-bubbles... o q-que a... acha dessa história toda?

- Bem, somos irmãs e nada deve ser maior que isso, sei que você não faria algo como pegar o crush da Bc, eu compreendo que você não sabia disso e bem... apesar de tão bonita os rapazes correm de você, receber a atenção de alguém bonito como ele pode cegar qualquer menina... a culpa não foi sua, Butch também não sabia de nada e acho que ficou muito abalado por causar, mesmo que sem querer uma briga entre as duas e acabou descontando a dor na bebida. A nossa irmã está com raiva, mas ela vai pensar melhor e ver tudo o que estou dizendo.

Bubbles só podia ser um anjo, que no caos vê salvação em todos, sempre o melhor lado das coisas, sempre equilibrando perfeitamente a situação para que no fim ninguém saia ferido ou errado. Tudo é apenas um mal entendido, todas as guerras e maldades, um simples mau entendido.

- Brick também está triste pela namorada, mesmo descobrindo que ela gosta do irmão, ele se manteve calmo e até cuidadoso com ela, e até com o moreno, depois que descobriu a razão pela bebedeira. Os dois estão muito bem, sei que ele vai curar o coração dela e vão ser tão felizes como eu e o Boomer... quem sabe ai, você e o bonitão de olhos verdes não possam se assumir?

Depois de grande monólogo ela estava frente a frente a minha, segurando nas minhas mãos gentilmente, e piscou para mim. Fica a dúvida no meu seio, é errado ter repulsa da pureza da sua irmã as vezes? Raramente assim, e só em situações específicas?

- Ahh me desculpa Blossom, esqueci que você não gosta dos meninos, deve ser difícil guardar um sentimento assim no peito vendo suas manas namorado, meninos relativamente parecidos com sua paixão... além disso você é tão inteligente que deve ter imaginado a bagunça que eles por perto iam causar... Meninos bonitos sempre causam, não é mesmo?

A tentativa tão inútil de levar a conversa solo dela para um nível descontraído falhou ao me atingir, deixando o gosto insalubre das lágrimas na minha lingua. 






Continua... A tristeza deprimente de um ser quebrado, convivendo com outras criaturas igualmente feridas.



"Altos e baixos são normais, então nos baixos você não precisa se cobrar tanto, pois mesmo que não pareça, o problema não é com você isoladamente. Apenas continue tentando, até voltar aos altos da vida."


Notas Finais


Oie de novo!

Só para deixar bem claro, nem Buttercup e nem Bubbles são vilanizadas aqui, a intenção era colocar os personagens mais "humanos", propícios a erros e enganos.

Gostou da história? Percebeu que a história acabou em um momento que não era apropriado para isso?? É eu sei, mas vamos relevar, por favor.

A história (pelo menos na minha opinião) é muito pesada e eu tentei criar um psicólogico apropriado e legal para Blossom... tentei ser o mais coerente possível nas minhas capacidades.

As irmãs e os desordeiros não foram muito bem trabalhados, não é mesmo? Mas eu tentarei desenvolve-los melhor... afinal, quarta é o dia da Blossom.

Desculpe os erros e a história em si, prometo tentar melhorar.

Bem... em resumo, Blossom odeia os desordeiros, e os culpa por tudo o que acontece, inclusive do seu afastamento das suas irmãs.

De certa forma ela está certa com isso, pois Boomer se revelou um mentiroso e Butch um pervertido nojento.

Não teve muito sobre o ruivo, estou tentando fazer suspense.

Blossom se sente mal, e tem problemas com o próprio corpo em razão ao assédio sexual sofrido, como se a culpa fosse da sua aparência.

Ela é meio louca, falsa e egoísta, que faz tudo para defender o seu castelo lindo... algo tipo happy sugar life, ela é meio obcecada, mas tem a sua razão, os meninos até o momento são tipos a se manter distância.

Butter tem uma visão apurada, ou muito equivocada, com uma grande tendência ao equívoco e Bubbles é muito ingênua.



Pra ser sincera eu queria uma história sem heróis, onde todos tivessem seu lado, sua verdade e maldade, mas ao longo do seu decorrer eles aprendam a superar seus vilões interiores.

Sendo assim Boomer tem medo da verdade
Butch tem medo da paz
E Brick, será que tem algum medo, e se tem, qual?

E as meninas?


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...