História Apenas mais uma chance - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Fairy Tail
Personagens Brandish μ, Cana Alberona, Erza Scarlet, Gajeel Redfox, Grandeeney, Gray Fullbuster, Igneel, Jellal Fernandes, Jude Heartfilia, Juvia Lockser, Layla Heartfilia, Levy McGarden, Lisanna Strauss, Loki, Lucy Heartfilia, Makarov Dreyar, Mavis Vermilion, Mest, Mirajane Strauss, Natsu Dragneel, Rogue Cheney, Sting Eucliffe, Virgo, Yukino Aguria, Zeref
Tags Nalu
Visualizações 217
Palavras 2.338
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Esporte, Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Fluffy, Hentai, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Voltei, mas rápido que o previsto.

Ignorem os possíveis erros gramaticais e boa leitura.

Capítulo 2 - Chantagem


Lucy se perguntava pela décima vez naquela manhã, aonde diabos sua pequena havia ido parar.

Já havia procurado nos quartos, no banheiro, na cozinha e até dentro dos armários. Mas nada de Luna aparecer.

Se já não bastasse aquele pequeno probleminha, a loira ainda tinha que lidar com o fato de que sua casa havia virado uma zona de guerra. Em cada cômodo que seus olhos batiam, a Heartfilia havistava latinhas de cerveja, copos e pratos quebrados pelo chão, sem contar algumas peças de roupas espalhadas pelo corredor.

Ela nunca mais deixaria seus amigos fazerem da sua casa um clube novamente.

Descendo as escadas apressadamente, a loira trincou os dentes ao havistar Gray deitado sobre um dos sofás de boca aberta e baba escorrendo pelos cantos da mesma.

Bufando de raiva, foi se encaminhando até o mais velho, o sacudindo sem nem um pingo de paciência e auto-controle.

— O que aconteceu? Onde estou? — o moreno acabou levando um susto, praticamente pulando do sofá ao ter cido acordado de uma maneira nada carinhosa.

— Você está no inferno! No inferno! — Lucy fez questão de falar bem alto no ouvido do outro, para que este tivesse a sensação de como era ter sua cabeça explodindo aos poucos.

Gray colocou as mãos na cabeça e Lucy sorriu diabolicamente ao ver que seu objetivo havia sido cumprido.

— Lucy. Não faz isso. Quer explodir minha cabeça? — resmungou irritadiço. Consequencia de mais uma nova ressaca.

—Isso é pra você aprender a não beber mais que o normal e transformar minha casa num chiqueiro. — repreendeu a Heartfilia.

— Você fala como se eu tivesse cido o único a ter feito isso.

— Sim, mas a ideia de dar uma festa foi sua. — lembrou Lucy em desgosto, a loira se perguntava como fora capaz de deixar que seus amigos irresponsáveis inventassem de dar uma festa. Há sim, ela se recordava vagamente de ter concordado com aquela loucura. No início não dera muita importância, estava muito feliz com o sucesso do novo emprego que conseguiu numa empresa de moda. Claro que com a empolgação do momento, a loira nem sequer havia se dado conta da dor de cabeça que um simples "sim" pudesse acarrentar. Mas agora estava pagando pelo seu erro ao não conseguir encontrar sua filha no meio daquele chiqueiro que se encontrava sua casa. — Por causa dessa sua "festinha". — fez aspas com os dedos. — Eu não consigo encontra minha filha.

— Luna sumiu? — Lucy concordou com a cabeça, vendo o moreno correr em disparada para fora de casa enquanto gritava pela menina perdida. Antes que a loira pudesse voltar a dar início a sua busca, acabou estancando no lugar ao ver um homem descer às escadas completamente nu, apenas com uma almofada cobrindo certos lugares estratégicos.

— Quem é você? — perguntou, nem mesmo se importando com a falta de vestimenta do estranho. aquilo já se tornara comum aos olhos da Heartfilia.

— Me chamo Siting, eu sou o vizinho da frente. — então como um pisca-alerta, Lucy imediatamente recordou-se dos Eucliffes. Seus vizinhos, mas conhecidos como esnobes e insuportáveis, que adoravam transformar a vida de Lucy num inferno. — Eu não lembro do que aconteceu. — continuou o Eucliffe. — Quando acordei estava deitado sem nenhuma roupa.

Lucy já estava farta de tantos problemas, sua filha estava perdida por ai, sua casa havia se transformado num lar de porcos, e agora, o filho dos seus "rivais" havia passado a noite em um dos quartos da sua casa na companhia de alguém. Pior que isso não tinha como ficar.

Aquele sim era um ótimo jeito de começar o dia.

— De o fora daqui. — ordenou a Heartfilia.

— Mas eu não posso ir embora nesse estado. — explicava o rapaz, visivelmente desesperado.

— Isso não me interessa nem um pouco. — o loiro estava assustado, não queria que seus pais o vissem daquela maneira. — Se não sair eu chamarei o Sr. Eucliffe para dar uma olhadinha no filho dele. — tendo ouvido aquela ameaça, o loiro não teve outra alternativa a não ser ir embora daquele jeito, sem nem mesmo largar a almofada enquanto tentava cubrir inutilmente suas partes íntimas.

Lucy até acharia graça da cena se não estivesse com outro assunto para resolver em sua cabeça.

Com o plano de achar Luna em mente, Lucy foi até o jardim — que ficava atrás da casa da Heartfilia — e acomodava diversos tipos diferentes de flores que a loira adorava cuidar na maior parte do tempo. Suspirou em alivio ao ver sua pequena ajoelhada de frente para um ramo de rosas vermelhas.

— Então era aqui que você estava se escondendo? — abaixou, pegando a pequena no colo, não deixando de distribuir vários selares pela face redonda e corada. — Tem ideia do susto que me deu? — a pequena nada respondeu, apenas se aninhou nos braços da mãe, rodeando o pescoço da mais velha com seus bracinhos gordinhos. Percebendo que a menia estava com sono, Lucy rumou novamente para dentro de casa, dando de cara com um Gray nervoso, andando de um lado para o outro. Mas o moreno logo tratou de se acalmar ao ver a pequena nos braços da loira, não demorando a pegá-la no colo e acomodá-la agora nos seus.

— Vou colocá-la para dormir. — Lucy apenas sorriu agradecida, estava exausta demais até para colocar sua filha na cama.

Os dois acabaram levando um susto ao verem Lisanna descer as escadas correndo, logo atrás vindo Rogue. Assim que a albina pós os pés no último degrau, os mesmos acabaram o atravessando, fazendo com que a garota caísse de cara no chão.

Lucy acabou resmungando, além da casa se encontrar naquele estado decadente, ela ainda precisava de um conserto.

— Ela bebeu tanto ontem a noite que assim que caiu apagou. — disse Rogue, passando pelo corpo "inconsciente" jogado no chão como se fosse a coisa mais normal do mundo.

— Eu acordo ela, enquanto isso eu quero ver essa casa arrumada daqui a meia hora. — ordenou. — E Gray, trate logo de levar minha filha para o quarto.

(…)

Depois de terem arrumado toda a bagunça da festa da noite passada, os quatro agora se encontravam ao redor da mesa enquanto saboreavam um delicioso café da manhã. Gray continuava irritadiço, com uma forte enxaqueca, Lisanna parecia amena a tudo ao seu redor, e Rogue apenas bebericava seu café sossegadamente, como se o dia para ele estivesse na mais perfeita paz.

— Encontrei um garoto nu descendo as escadas. — a Heartfilia fora a primeira a quebrar o silêncio. — Quero saber quem é o responsável por isso.

— Eu não curto bolas, obrigada. — Gray respondeu, deixando bem claro que aquilo nada tinha haver consigo.

— Você sabe que eu estou saindo com alguém. Além do mais eu curto garotas. — Lisanna finalmente abriu a boca. Então todos os olhares se detiveram em Rogue, que apenas deu de ombros sobre o assunto.

— Você conhece as regras Rogue. Nada de levar garotos para um dos quartos desta casa. — repreendeu a loira já sem paciência, francamente, parecia que Lucy estava lidando com crianças presas no corpo de adultos.

Rogue apenas bufou enquanto revirava os olhos.

— Foi só essa vez. Eu não tenho culpa se o cara estava dando mole pra mim. — explicou-se.

— Mas tinha que inventar de se deitar logo com o filho dos Eucliffes? — nisso que Lucy falou, Gray acabou cuspindo todo o café de sua boca.

— Você deu para o nosso vizinho?! — o moreno acabou gritando, seus olhos pareciam ter dobrado de tamanho. — Cara, eu te venero. — Gray não parava de elogiar o moreno, que apenas continuava com a mesma expressão impassível no rosto. — Eu nem sabia que aquele almofadinha curtia o lado "purpurina" da força. — debochou o Fullbuster.

— Isso realmente é uma surpresa. — resmungou Lisanna enquanto levava a xícara com o café até os lábios. — Me pergunto se os pais dele sabem dessa preferência sexual do filho.

— Do jeito que aquela família é conservadora. Eu tenho certeza absoluta que não. — respondeu Lucy. — Mas isso não vem ao caso, agora precisamos dar um jeito de consertar essa casa. Não dar para viver num lugar caindo aos pedaços.

— Nem vem, eu já gastei todo o meu precioso salário com as contas atrasadas. — reclamou Rogue.

— Você não arrumou um emprego que pagam bem? Então você pode fazer a obra da casa. — insinuou Lisanna.

— Sim, mas eu tenho uma filha como prioridade. Sem contar que eu ainda nem comecei a trabalhar, e essa casa precisa de um conserto urgente, já pensaram no perigo que pode ser para a Luna andar por ai e acabar se acidentando como aconteceu com Lisanna hoje? Eu não quero arriscar a segurança da minha filha.

Todos ficaram calados sem saber o que dizer.

— Por que você não pega dinheiro com o seu namorado? Ele é rico não é? — indagou Gray.

— Porque eu acabei de me envolver com ele, não posso sair já pedindo dinheiro assim. O que ele irá pensar de mim?

E mais uma vez o silêncio voltou a reinar em meio a roda de amigos.

— Eu tive uma ideia! — Gray levantou-se, acabando por assustar os outros pelo gesto inesperado. — Irei sair, não esperem pelo meu retorno. — e então o moreno saiu em disparada para fora do cômodo, deixando os outros três num estas de confusão e curiosidade.

(…)

Gray não gostava de pedir favores a ninguém, bem, aquilo que ele estava prestes a fazer não chegava a ser realmente um favor. Mas visto às circunstâncias, ele não tinha outra escolha a não ser recorrer aquela alternativa.

O Fullbuster podia ser considerado um vagabundo pelo restante da sociedade, mas quando se tratava de Luna, ele fazia qualquer coisa pelo bem de sua sobrinha postiça. Então não podia se dar ao luxo de ficar sentado e vê-la se ferir no lugar que deveria ser seguro para a pequena.

Acabou soltando um longo suspiro ao parar de frente para a casa que jurou nunca chegar perto, mas como havia dito antes, ele não tinha outra alternativa.

Respirando fundo, resolveu tocar a companhia de uma vez, não demorando muito para um homem loiro e com cara de cão raivoso abrir a porta, fazendo uma expressão de desgosto ao vê-lo parado ali.

— O que um vagabundo como você faz aqui? — cuspiu o homem em desprezo.

— Olá senhor Eucliffe. Eu vim em paz. — Gray apenas ignorou a forma que o homem se dirigiu a si, apesar da sua real vontade de devolver o insulto na mesma moeda. Ele não podia se esquecer de que estava fazendo aquilo por Luna. — Eu gostaria de conversar sobre um assunto sério com o senhor.

— Não tenho nada para falar com pessoas da sua laia. — o homem se preparava para fechar a porta na cara do moreno, mas este acabou colocando o pé na porta, impedindo que o mais velho prosseguisse com o ato.

— Eu acho que o senhor irá mudar de ideia quando ouvir o que eu tenho a dizer. — sorriu presunçoso, vendo que conseguira captar a atenção do vizinho. — Se trata do seu filho. — ao ouvir aquilo o mais velho acabou se rendendo, o que fez com que o moreno comemorase internamente.

— O que alguém como você teria para falar do meu filho?

— Não muito, pois a vida do seu filho de nada me interessa. Mas o senhor sabe a onde ele dormiu na noite passada?

— Como assim? Sting não colocou os pés para fora de casa ontem o dia inteiro. — revelou o homem, um pouco incerto de suas palavras.

— Não só como colocou, mas como passou a noite lá em casa. — o moreno não pode segurar o sorriso de satisfação ao ver o homem arregalar os olhos em completo espanto. — Sem contar que ele acabou dividindo a cama com o meu amigo, se é que o senhor me entende.

Gray não era um garoto ruim, longe disso. Ele detestava vencer as custas de outras pessoa, porem, não podia negar que adoraria ver o mauricinho dos Eucliffes se dando mal. Aquele sim seria um belo espetáculo.

— Me-meu… — o homem estava tão nervoso, que mal conseguia pronunciar uma palavra descente, Gray teve medo do vizinho acabar desfalecendo ali mesmo. Aquilo não poderia acontecer, ou então seu plano iria por água abaixo. — Meu filho dormiu com outro homem? — Weisslogia se negava a acreditar no que o garoto acabara de insinuar. Seu filho não poderia ter dormido com outro garoto, certo? Aquilo não poderia ser verdade.

— É a mais pura verdade senhor Weisslogia. Eu tenho provas que comprovem isso. — claro que aquela parte da história o moreno acabara de inventar. Mas o Fullbuster precisava de uma carta na manga se quisesse que seu plano desse resultado. — Eu prometo me livrar dessas provas, se…

Então ali o Eucliffe mais velho viu qual era o objetivo do garoto à sua frente, e numa velocidade impressionante, o homem já estava com sua costumeira postura de superioridade e expressão dura.

— Diga o que quer rapaz. Farei qualquer coisa para que essas "provas" desapareçam. — bingo, Gray não pode deixar de sorrir ao ver que seu objetivo havia concretizado.

— Dois mil pelo meu silêncio. E então eu me livro desse pequeno probleminha para o senhor. — poderia pedir mais? Poderia, visto que os Eucliffes eram uma das famílias mais ricas de Magnolia, mas o moreno não queria abusar, aquilo já era o suficiente para uma pequena reforma na casa.

— Fechado. Agora saía daqui, não quero que outras pessoas pensem que tenho alguma coisa com você e aquele bando de irresponsáveis que dividem o mesmo teto.

— Não se preocupe. O senhor não irá mais ver minha cara, por enquanto. — então, fazendo uma falsa reverência, o moreno deu as costas e saiu andando para longe da presença do vizinho mal humorado enquanto colocava seus óculos escuros e dava o sorriso mais filho da puta que alguém poderia ter.

Se ninguém colocava ordem naquela casa. Então ele ficaria com aquele papel, mesmo que para isso precisasse chantagear alguém.


Notas Finais


Ksksks, q feio Gray, mas não posso mentir que adoro. Ele fez isso pela pequena, tadinho.

Espero que tenham os agradado. Vejo vocês nos comentários meus lindos. Até o próximo capítulo e Beijinhos. 😘😘❤❤


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