História Apenas mais uma discussão - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Dreamcatcher
Personagens Siyeon, Yoohyeon
Tags 2yeon, Dreamcatcher, Sihyeon, Siyeon, Yoohyeon
Visualizações 17
Palavras 793
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Orange, Yuri
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Capítulo Único;


 

 

Mais uma briga, pelos exatos mesmos motivos.

Você me deixa tremendo pela maneira que fala.

Meu coração está se partindo a cada vocábulo que sai de seus lábios feridos, mas de nada adianta chorar, porque você não vai parar.

A cada frase sua, penso em mil maneiras de morrer.

Você polui o quarto com sua boca suja; seu amargor é estarrecedor, e meu corpo apenas se encolhe mais.

O chão me parece tão mais acolhedor do que um dia seus braços foram.

Se isto é amor, eu não quero mais ser amada.

"Eu quero ser mais do que sua amiga", eu disse uma vez.

Mas você nunca está satisfeita. Quer mais e mais, excedendo tudo em todos os sentidos do que lhe posso oferecer.

O pior disso tudo, é que eu te quero ainda mais.

Cospe sua insatisfação no meu rosto enquanto seu clamor ecoa pelo cômodo, mas, ainda assim, eu só quero que me abrace tão forte quanto seus tapas e que me ame tão intensamente quanto me odeia.

Me olha com aqueles olhos fundos de morte iminente, mas a única coisa que faz é me levantar pelo braço e chocar seus lábios amargos contra os meus de modo rude e descuidado. Sequer senti a tão familiar dor quando minhas costas se chocaram contra a parede fria, tampouco liguei para o barulho que as garrafas de bebida barata faziam quando eu tropeçava nelas; completamente imersa e embriagada em seu cheiro. Levei a destra aos fios coloridos e os puxei, mas como toda ação tem uma reação, ganhei uma dentada no lábio inferior e mais um tapa que me fez ver estrelas. O gosto de seu batom misturado ao sabor metálico era a combinação perfeita para me deixar completamente louca, fazendo-me afogar nos pensamentos de que eu seria sua novamente. 

Nossas bocas esbarravam-se insanamente enquanto nossas línguas travavam uma batalha com vestígios de álcool, sangue, remorso, dor... Tudo, menos amor. As mãos que exploravam meu corpo como se descobrissem um novo território me tornavam ainda mais ansiosa, porque ainda que não fosse nossa primeira vez, longe disso, você sempre fazia-me sentir como se sim, fosse.

"Eu quero mais."

E você me deu.

Nossos olhos em momento algum se cruzaram, mas nossas mãos se entrelaçaram em algum momento e eu sei que, assim como eu, você lembrou. Lembrou de como andávamos de mãos dadas no parque e de como dormíamos juntas e acordávamos daquela forma. 

A realidade é fria, Yoohyeon. 

As coisas mudam.

As pessoas também.

E você mudou.

Eu não sentia vergonha de estar despida em sua presença, uma vez que já me viste nua a mente, o corpo e até mesmo a alma. Mas me senti tímida quando arrancou as roupas de meu corpo, sequer preocupando-se em rasgá-las.

"Sou completamente tua. Tenha-me para você."

E você o fez.

Podia ouvir a cama sob mim bater contra a parede de forma brusca sempre que seus dígitos me atingiam mais fundo a cada estocada, e se eu já não estivesse extasiada; fora de mim, teria ficado no momento em que me colocou de quatro na sua cama, deixando-me completamente sem saída; sem ter para onde correr.

E eu não queria correr.

Minhas pernas bambeavam e suplicavam por clemência, mas você nunca teve compaixão nem por mim e nem por nada, e não seria agora que iria ter. 

Podia te sentir sussurrar algo rente à minha audição, mas controlar meus choramingos e gemidos para que pudesse encaixar as frases sujas que jogava em meu ouvido era uma missão impossível quando me fodia daquela forma, fazendo-me revirar os olhos e meus seios subirem e descerem em puro deleite, deixando-me sufocada. 

As unhas curtas penetravam o colchão, uma vez que os lençóis já houvessem se tornado uma bagunça maior do que a minha mente naquele momento. Limitava-me a mover o quadril contra os seus longos dígitos, procurando, implorando, obsecrando por aquele contato lascivo e obsceno que você tanto prezava.

Minha derme suava e eu podia sentir os calafrios tomarem conta de mim com seu vocábulo sujo; as palavras chulas impregnando minha mente enquanto tragava o aroma de sexo que se impregnava pelo quarto. Em algum momento, lembro-me de ter gozado em seus dedos. 

A vi os chupar; e o fiz lambendo os lábios, implorando silenciosamente por um beijo que nunca me dera. Não sabia se era efeito do orgasmo, da bebida ou das drogas, mas provavelmente era apenas o seu amor.

Lembro de tê-la perguntado se nos veríamos novamente após aquilo tudo, mas você apenas me disse "em breve, meu amor."

Eu acordei.

E você não estava mais lá.

Mas eu sabia que uma garrafa de álcool e uma briga eram o suficiente para tê-la em meus braços novamente. Essa era a maneira trágica que nos amávamos.

 




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