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História Apenas Mais Uma História - Capítulo 2


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Capítulo 2 - O Convite


Era apenas mais um dia monótono na minha desgraçada vida. Acordei cedo. Lavei o rosto. Fiz e tomei café e lembrei que tinha uma encomenda da vizinha dona Maria pra minha mãe. Peguei a encomenda, que no caso era um pano de prato, na casa da dona Maria. Entrei no meu Fusca, e me dirigi pra casa da minha mãe, que não fica muito longe da minha.

Estacionei o carro na frente da casa e entrei. Mamãe já estava a todo vapor lavando roupa no lado de fora.

- Oi mãe, bom dia.

- Bom dia Filho. Não tá atrasado pro serviço?

- Relaxa mãe, ainda tenho alguns minutos.

- Tá. O que tem ai?

- Dona Maria me pediu pra entregar pra senhora. Acho eu que é um pano de prato.

- Ahhhh. Obrigada filho. Tinha até me esquecido

- Eu posso saber onde a senhora foi ontem mamãe?

- Ora. Eu preciso mesmo dizer? (Risos)

- De novo no baile?

Ela me olha com cara de sonsa

- Tá mãe. Nem vou falar nada. (Risos). Vou nessa, fica com Deus.

- Vá com ele também meu filho.

Entro no carro um pouco perturbado como sempre por minha mãe ir nesses bailes. Embora eu soubesse que era pra terceira idade eu odiava cogitar que ela ficava com outros homens lá. Pelo menos era isso que me via na cabeça. Rs’

Me dirijo até o supermercado, que também não fica tão longe. Lá já estão alguns funcionários me esperando. Sempre sou eu que abro e somente eu tenho a chave.

- Bom dia pessoal.

- Bom dia Sr. Carlos.

Não confunda educação com amizade. A maioria me odiava. Eram poucos os que realmente tinham algum afeto por mim. Já escutei diversas vezes cochichos e murmurações nos corredores e setores do supermercado que eles acreditavam que eu nunca saberia. “Cara chato”, “Melancólico”, “Mão de vaca”,  “Sovina”, “Mal amado”, entre outros grandes “elogios” são algumas dessas coisas que eles falavam. Eu fingia não escutar, afinal pra mim não fazia diferença e eu não queria os mandar embora somente por isso.

Abro o supermercado e fico parado um pouco na porta, vendo cada um deles assumirem seus postos me olhando com aquela famosa “cara de bunda” como sempre.

Subo ao escritório que fica no segundo andar. Abro as portas. E me deparo com uma criatura meio neurótica, puxa saco, mais a quem tinha um pouco de afeição. Laura. Minha secretária.

- Bom dia Chefe.

- Bom dia. Já falei que não precisa me chamar de chefe sempre.

- Certo Carlinhos... quer dizer, Sr. Carlos

- (Dou risada) Certo o que quer Laura?

- É que o Sr. Fabiano ligou agora cedo, e disse que está vindo pra cá.

- Certo, obrigado por me avisar.

“Que ótimo” penso eu. Lá vem ele se gabar por seus outros negócios e me encher.

Começo a cuidar dos meus afazeres, até que lá pelas 11:30 perto da hora de almoço, ele surge.

- Grande Carlinhos!!! (Me abraçando).

- Oi Fabiano.

- Como vão as coisas por aqui?

- Tudo normal.

- Tive dando uma olhada nos relatórios que você fez, as coisas estão indo bem. Parabéns!

- Que nada, não é só mérito meu. É seu também. “(Só que não, penso eu).”

- Bom vamos almoçar, é por minha conta.

- Ok.

Vamos até o estacionamento e ele vê meu Fusca.

- Mais você ainda está com essa banheira?

- Qual é Fabiano, você sabe que eu amo Fuscas.

- Tá cara mais isso não significa que você tem que ter só esse carro.

(Fico com raiva mais me seguro. Penso: “Acho que ele pensa que eu ganho uma fortuna’’).

- Bom, vamos no meu.

- Ok.

Entramos no Camaro dele.

- Viu isso sim é carro. Da uma olhada nisso!

- É, bem legal.

- Vamos nessa.

Fomos a um restaurante não muito longe dali. Sentamos a mesa e ele pediu um vinho enquanto a comida não vinha.

- Vai beber mesmo estando dirigindo?

- Qualé Carlinhos, sério que tá perguntando isso justamente pra mim?

(Damos risada)

- De boa cara, é só umas tacinhas.

- Eu me lembro bem da última vez que você disse que era só umas tacinhas. Se lembra da festa do supermercado?

- Não me lembre disso vei. Eu nem quero lembrar. (Risos)

- Acho que não mesmo visto que tu ficou até pelado.

- Já disse que não quero lembrar. (Ri de novo). Não tenho culpa se minhas funcionárias são bem “assanhadinhas.”

(Reviro o olho)

- Bom Carlinhos, hoje eu quero comemorar, e você vai comigo.

- Vou aonde?

- Numa festinha que eu vou fazer num clube.

- Tô fora.

- Nada disso vai fazer essa desfeita com seu chefe?

(Penso: FDP!)

- Tá, que horas?

-Sete, eu passo te buscar na sua casa. Já sei até quem apresentar pra você garanhão!

- Uhh... Mal posso esperar. (Falo com sarcasmo)

- Anime-se homem! Você vai gostar.

Almoçamos. Ele paga a conta. E nos despedimos:

- Combinado então néh?

- Tá bem Fabiano.

- A propósito tenho que cuidar de algumas coisas. Pode voltar pro mercado de táxi néh?

(Fico “p” da vida por dentro mais respiro fundo)

- Sem problema.

- Tchau Carlinhos. Até mais tarde brow!

-Até.

Tomo um táxi e volto ao supermercado pra encerrar o expediente.



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