História Apenas Mais Uma História de Amor - Bughead - Capítulo 37



Notas do Autor


Ei amores.. mais um capítulo para vcs! Coisas tensas vão começar a acontecer com Betty e Jughead. Momentos decisivos...
Mas prometo que o amor deles é forte e juntos vão superar tudo!
Boa leitura ❤️

Capítulo 37 - Capítulo XXXVII


Fanfic / Fanfiction Apenas Mais Uma História de Amor - Bughead - Capítulo 37 - Capítulo XXXVII

 CAPÍTULO XXXVII


*Betty P.O.V*

Três dias depois do meu happy New year dona Alice me tirou do cativeiro, por sorte ela se quer sonhou que Jugh esteve aqui.

- Jughead pode vim vê-la, mas vocês não poderão sair, contentem-se com a sala e a cozinha. E somente quando eu e seu pai estivermos aqui. – minha mãe dizia parada à porta do meu quarto com os braços cruzado.

Eu a olhava pensando em mil e um argumentos para ela me liberar de uma vez desse castigo, mas como Jugh e eu tínhamos nosso trunfo na manga, eu apenas assentia sorrindo. E durante toda aquela semana ele veio me ver depois de sair do ferro velho.

Jugh havia me passado o telefone que nós supomos ser da mãe dele e como eu não fazia nada o dia todo resolvi tentar, mas como acontecia com ele, todas as vezes que liguei caiu na caixa postal.

Minha mãe estava de saída para “O Registro” com meu pai, minhas férias estavam finalmente acabando, essas foram as piores que já tive! Eu estava morrendo de saudades da minha melhor amiga, Vee e eu nos falavamos todo dia pelo celular mas nada superava uma conversa no pop’s ou as nossas reuniões no Pembrooke com nossos namorados. Resolvi sem muita esperança tentar mais uma brecha no meu castigo.

- Mãe, a Verônica pode vim aqui hoje a tarde?

- Pode.

“Pode, só isso?” Achei super estranho mais fiquei feliz, talvez dona Alice Cooper esteja de bom humor hoje.

Sem perder tempo digitei uma mensagem para Vee e ela prontamente disse que chegava em minutos.

- Betty, eu não aguentava mais de saudades. – Verônica me abraçou tão forte que quase fiquei sem ar.

- Também senti sua falta, e falta do mundo lá fora! Como andam as coisas, o que eu perdi nos últimos dias?

Passamos uma tarde incrível de fofocas, confidências e risadas. Verônica me contou como andava o namoro dela e Sweet Pea, que por sinal estava muito bem e eu estava feliz por ela estar feliz. Contou que Kevin não estava mais chateado comigo e Jugh e falou sobre um affair misterioso de Cherryl.

- Mas porque será que ela está escondendo? – eu perguntei intrigada.

- Sinceramente eu não sei, ela tenta fugir do assunto toda vez que alguém fala sobre. E na verdade ela nunca chegou a nos contar, mas estava com um comportamento super estranho, ligações, saídas misteriosas. Até que um dia recebeu flores enquanto almoçavamos no pop’s, aí ela foi obrigada a admitir mas não disse absolutamente nada a respeito de quem é O ou A Crush.

Verônica me contava isso com um quê de magoa na voz e eu sinceramente me senti um pouco traída também. Qual seria a razão de Cherryl esconder seu novo namorado ou namorada justo de nós, suas amigas?

Em meio a nossas conversas contei sobre minha missão de ajudar Jughead a encontrar sua mãe.

- Huuum, eu acho que Verônica Lodge tem a solução para esse problema.

- Como Vee?

- Apenas me dê o número de telefone que vocês tem, ela está em Toledo não é?

- Ao que tudo indica sim .

- Então relaxem e deixem com moi!

- Vee, se importa se isso ficar só entre a gente? É um assunto delicado para o Jugh e não quero que ele fique criando expectativas.

- Sem problemas!

Fiquei mais animada com a ajuda de Verônica, os Lodge tinham grandes e poderosos contatos, eram muito influentes e com certeza encontrar uma pessoa seria algo muito simples para Vee.

*Jughead P.O.V*

- Garoto, você dá conta de fechar o escritório sozinho hoje? – Meu pai me perguntava enquanto concluía um carro no pátio do ferro velho.

- Suave. Vai sair?

Ele me falou que precisava ir até Greendale buscar umas peças e por isso não trabalharia na parte da tarde. Óbvio que fiquei desconfiado, mas ele já estava limpo a alguns dias e por incrível que pareça, andava na linha. Pensei em me oferecer para ir junto, mas minha mãe fazia muita falta na administração do ferro velho e as contas estavam bem bagunçadas, aos poucos fui aprendendo a organizar tudo e tinha bastante coisa para concluir ainda. Resolvi ficar.

Depois do almoço eu estava sozinho no escritório quando vi pela janela da pequena sala um cara rondando por ali. A aparência dele não era das melhores, na verdade parecia membro de alguma gangue. Resolvi ir até lá.

- Tá precisando de alguma coisa irmão? - Perguntei.

O cara se aproximou de mim, ele era realmente estranho.

- FP Jones, estou procurando ele.

- Ele não está aqui hoje, qualquer assunto pode tratar comigo, sou o filho dele.

O cara olhou com interesse quando falei que era o filho de quem ele procurava, ele deu uma risada sarcástica e disse apenas:

- Diga ao seu pai que volto depois. A propósito, meu nome é Tall Boy.

O cara simplesmente virou-se e foi embora. Meu pai ia ter que me explica direitinho quem era esse cara e por que estava atrás dele.

Fiquei até mais tarde do que pretendia finalizando umas coisas no ferro velho. Betty tinha me chamado para jantar na casa dela, mas acabei perdendo a noção do tempo, que vacilo!

Na esperança que ela não estivesse muito chateada mandei uma mensagem me desculpando e ela logo respondeu.

“ Huum... Vou pensar no seu caso. Se fizer uma visita no meu quarto essa noite talvez eu te perdoe.”

“Com toda certeza farei. Me manda uma mensagem quando a barra estiver limpa. Eu te amo”

Fui pra casa planejando tomar um banho, comer algo no pop’s, pegar um milkshake de morango para a Betty, é o favorito dela e esperar pelo seu sinal. Mas assim que parei o carro em frente ao trailer notei algo estranho. A porta estava aberta, mas meu pai ainda não havia chegado, sua pick-up não estava estacionada ali. Ao me aproximar percebi que a janela da cozinha estava quebrada, resolvi entrar.

Literalmente havia passado um furacão naquele trailer, no primeiro minuto fiquei paralisado, não conseguia acreditar no que meus olhos estavam vendo.

Tudo estava revirado, quebrado. O sofá estava de cabeça para baixo, a televisão arrebentada. A mesa e as cadeiras da cozinha estavam em pedaços, tudo que havia nos armários estava no chão. Nos quartos todas as roupas foram arrancadas do guarda roupas e espalhadas pela casa. A cena era de puro caos e eu fiquei apenas andando pela casa sem saber o que pensar ou fazer.

Foi quando escutei o barulho do carro do meu pai e corri para fora. Acho que minha cara já dizia tudo porque meu pai já desceu da pick-up perguntando:

- O que aconteceu garoto?

Eu não consegui dizer uma palavra, apenas apontei para o trailer e ele foi correndo para lá, eu o segui esperando que sua reação fosse como a minha, mas meu pai deu um soco na parede irritado.

- Filhos da puta!

Eu o olhava sem entender, foi ai que me lembrei do cara que foi atrás dele no ferro velho. Estranhamente meu cérebro estabeleceu algum tipo de ligação entre esses dois acontecimentos e eu perguntei, meio que já sabendo a resposta.

- O senhor sabe quem fez isso?

Meu pai me olhou sério, passou a mão nos cabelos, muito parecido com o que eu fazia quando estava nervoso. E ele estava nervoso, era visível. Mas ele não disse nada, só começou a andar pelo trailer como eu fizera.

- Pai! Me fala, sabe quem fez isso??? E quem é esse tal de Tall Boy que foi te procurar no ferro velho hoje a tarde? – sem perceber, eu estava gritando com meu pai.

Mas ele me olhava de um jeito muito estranho

- Espera, Espera... Quem foi até o ferro velho?

- Um cara chamado Tall Boy.

- E o que você disse pra ele Jughead?

- Que você não estava, que ele podia falar comigo, que sou seu filho.

Me assustei quando meu pai me segurou pelos ombros e me sacudiu, quem gritava agora era ele.

- VOCÊ FEZ O QUE???? COMO DIZ A UM ESTRANHO QUEM É VOCÊ? O QUE MAIS VOCÊ DISSE A ELE JUGHEAD???

- Qual é o problema? Me explica o que está acontecendo! Eu não disse mais nada ele simplesmente foi embora.

Meu pai ficou um tempo em silêncio, sua respiração era ofegante e uma veia saltava em seu pescoço. Algo muito erado estava acontecendo e eu não ia sossegar enquanto não descobrisse exatamente o que era.

- O senhor vai me contar o que está havendo ou eu vou ter que descobrir sozinho?

- Jughead, fique fora disso. Escute o seu velho.

Ele virou as costas entrou no carro e simplesmente saiu eu não estava com um bom pressentimento. No meu celular já haviam duas mensagens de Betty:

[22:00h] “ A barra está limpa”

[22:45h] “ Você não vem?”

Comecei a pensar em milhões de coisas, precisava descobri o que estava acontecendo e onde meu pai foi. Mas eu não queria deixar Betty preocupada. Sei que essa não era a melhor saída mas, resolvi mentir:

“ Me desculpa amor, não vou conseguir ir hoje. Estou ajudando meu pai com umas coisas.”

Não era bem uma mentira, de fato eu estava ajudando meu pai em algo, ou pelo menos tentando.

Me aflingia pensar que foda essa situação pudesse levar meu pai a uma recaída e por causa disso eu acabei voltando a um lugar que jurei nunca mais pisar, o White Wyrm. Eu precisava me certificar de que meu pai não estava lá bebendo e também precisava falar com uma pessoa.

Logo no estacionamento fiquei aliviado ao ver que o carro dele não estava lá e quando entrei no bar achei imediatamente quem procurava.

- Jones... Está perdido por aqui de novo?

Tonni me encarava com os braços apoiados no balcão, sei que a Betty não vai gostar nem um pouco de saber que vim aqui falar com ela, mas infelizmente nesse momento é a única pessoa que pode me ajudar.

- Vou ser direto Tonni, o que aconteceu aquela noite em que eu vim buscar meu pai. Conte tudo sobre os caras que estavam com ele.

- Eu não vi direito como começou, mas eles estavam nas mesas de jogos e tinha um grupo de caras estranhos com seu pai, dizem que eles pertencem a uma gangue “Serpentes de Southside” um deles gritava pra seu pai dar um jeito em algo, aí as coisas ficaram confusas, virou uma briga... Seu pai estava muito bêbado e eu chamei o segurança para separar. Ele ia expulsar todos, mas se seu pai fosse lá pra fora com aqueles caras a briga continuaria, então eu disse pro segurança que conhecia o FP, que ele deixasse comigo que eu ia resolver. Ele expulsou os caras e eu liguei para você... é tudo que sei.

- E esses caras, como eles eram?

Eu perguntei a Tonni já temendo a resposta. E de fato, um dos caras que ela descreveu batia com o que havia me procurado hoje no ferro velho, Tall Boy.

Voltei para casa assim que saí do bar, afinal minha noite estava longe de terminar, ainda tinha que encontrar meu pai. Ao entrar no trailer a situação conseguiu se tornar ainda pior do que estava, como eu temia meu pai teve uma recaída, sentado sobre o que restou do nosso sofá ele bebia uma garrafa de cerveja.  Essa noite vai ser longa...



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