História Apenas Mais Uma Modinha Adolescente - Capítulo 6


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Categorias Histórias Originais
Tags Adolescente, Amizade, Comedia, Modinha
Visualizações 3
Palavras 1.139
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Comédia, Ficção, Ficção Adolescente, Romance e Novela

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 6 - Modinha de games


Isso que eu vou contar aconteceu faz uns dois meses.

Meu pai chegou em casa um dia desses todo animado:

- Marina, minha bonequinha, papai trouxe um presente pra você!

- Sério, pai? O que é?

Daí ele me entregou um objeto embrulhado em papel de presente. Quando eu abri, fiquei explodindo de felicidade: um livro!

É, quando eu era mais novinha eu não gostava muito de ler. Minha irmã Helena é que curtia mais esse negócio de livro. Mas de tanto o meu pai insistir pra que eu lesse, eu acabei tomando gosto. Hoje em dia eu sou simplesmente apaixonada por livros.

O livro que o meu pai me deu não era nenhum desses livros modinha que as meninas vivem lendo lá na escola não. É um clássico. Se chama A Volta do Parafuso. É de um escritor inglês chamado Henry James. É uma edição muito bonita, com bordas douradas e capa dura. Eu simplesmente adorei.

Pois bem, enquanto eu estava viciada na leitura, todos os meus amigos (e também os nem tão amigos...) estavam viciados em um novo jogo de celular chamado Super Fire. Todo mundo na escola joga esse troço o tempo todo. O pessoal inclusive chegou a criar um grupo num aplicativo de celular só pra falar desse jogo! É uma verdadeira febre. Em todo lugar, o tempo inteiro, o pessoal fica jogando Super Fire. E quando eles não estão jogando, estão falando sobre o jogo.

Esse jogo já causou um monte de problemas. Alguns colegas meus ficaram doentes porque estão se alimentando mal, justamente por ficarem o tempo todo só jogando. Um menino do sétimo ano teve uma lesão no dedo da mão por causa do jogo. Além disso, os professores estão enlouquecendo, porque muitos alunos lá da escola às vezes ficam jogando no meio da aula. Já rolou até competição no meio da aula do professor de geografia...

Enfim, nessa época, uns dois meses atrás, teve um passeio da escola muito legal. Foi para um clube muito bonito, que tinha piscinas, campos de futebol, um monte de coisas legais pra fazer. Toda a nossa galerinha foi para o passeio. A Bárbara, a Rebeca e o Miguel estavam super entusiasmados. Porém o resto do pessoal, inclusive o Lucas, o meu primo Guilherme e a minha irmã Helena, só queriam saber do tal do Super Fire. E eu só estava interessada em ler o meu livro...

No ônibus, a maioria do pessoal só queria saber de ficar jogando aquele jogo viciante. Só o grupinho da Bárbara estava conversando, cantando, contando piadas, dando muita risada. A Cléo e sua tropa de choque ficaram o tempo todo fazendo vídeos para o vlog dela. E eu só queria ler o meu livro.

Quando nós chegamos, a Bárbara, a Rebeca e o Miguel foram logo se divertir na piscina. Depois foram brincar com a bola de vôlei. E o resto do pessoal não estava aproveitando nada do passeio, só mexendo nos seus celulares o tempo todo. Eu também não estava animada para fazer nada além de ler o meu livro. Daí, num certo momento, a Bárbara, a Rebeca e o Miguel foram jogar pingue-pongue. A Bárbara adora pingue-pongue. Ela ganhou primeiro do Miguel. Depois jogou com a Rebeca e também venceu. Aí não teve mais quem conseguisse conter o ego dela...

Enquanto isso, surgiu um desafio especial entre os jogadores de Super Fire que estavam naquele passeio. A Helena, o Lucas e o Guilherme estavam entre os primeiros colocados do ranking do jogo. Daí eles começaram a competir entre si para ver quem chegaria no primeiro lugar do ranking. A disputa ficou muito acirrada entre eles. Eles não queriam tomar banho de piscina, não queriam brincar, não queriam comer. Somente vencer. Helena chegou a estar na liderança por um tempo, mas o Guilherme passou à frente dela.

A Bárbara ainda estava comemorando toda exagerada a vitória dela sobre a Rebeca e o Miguel no pingue-pongue. Ela estava se achando a melhor. Foi então que a Cléo se aproximou.

- Vocês gostam de pingue-pongue? - Ela perguntou. - O que vocês sabem sobre pingue-pongue? Não sabem nada! Eu, sim, entendo de pingue-pongue, porque eu sou campeã estadual desse esporte, meus queridos.

- Então se você é a melhor no pingue-pongue, não vai ter dificuldade pra ganhar de mim, não é Cléo? - Bárbara perguntou.

- Eu não preciso humilhar você, Bárbara. Eu sei que sou melhor do que qualquer um de vocês e não preciso mostrar.

- Pois eu quero que você me mostre, Cléo. Faço questão. Eu desafio você a me vencer no pingue-pongue.

As duas começaram a jogar. Cléo era muito rápida, mas Bárbara era muito confiante e não se intimidou. O jogo foi ficando tenso. Ninguém queria errar. Até que, no último set, depois de um rally emocionante, Bárbara atingiu a bolinha com tanta força e tanta vontade, que ela foi parar quase do outro lado do clube: a Bárbara venceu o jogo.

Rebeca e Miguel não assistiram à vitória de sua amiga. Eles saíram dali, foram para um lugar menos agitado e começaram a conversar. E naturalmente começou a rolar um clima entre os dois. Sendo que os dois ficaram muito tímidos e acabou não acontecendo nada. Nem um beijinho sequer...

O desafio do Super Fire estava, como o nome do jogo já diz, pegando "fogo"! A disputa estava acirradíssima. Helena e Lucas estavam empatados, dando tudo de si para vencer aquele desafio. Até que, finalmente, o Lucas venceu! Ele ficou em primeiro lugar no ranking do jogo.

Foi então que eles perceberam que ficaram ali o tempo todo jogando e deixaram de aproveitar todas as coisas boas daquele lugar. Eles então resolveram guardar os celulares e se divertir o máximo que pudessem. Então a Helena, o Guilherme e o Lucas se juntaram à Bárbara, ao Miguel e à Rebeca e eles se divertiram muito no restinho daquele passeio. Eu parei por um momento, olhei para o meu livro, olhei para os meninos e as meninas se divertindo e pensei: "O livro pode esperar um pouco. Eu preciso me divertir também!"

E foi isso. Todo o nosso grupo se divertiu bastante. Acho que a gente acabou entendendo que apesar dessas formas de diversão sejam ótimas, o celular, o meu livro, é preciso às vezes guardar tudo e ir pisar no chão, correr, brincar e se divertir. Eu adorei aquele finzinho do passeio.

Helena parou de jogar Super Fire. Ela percebeu que esse tipo de jogo é desenvolvido já com o objetivo de viciar as pessoas. Assim, ela não quis mais jogar aquilo. Meu pai também precisou conversar comigo. Disse que apesar da leitura ser uma coisa muito boa, é preciso socializar com as pessoas, conversar, brincar, pisar no chão. Desde então eu sempre procuro parar um pouco para me divertir com as pessoas de verdade...



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