História Apenas nosso. - Capítulo 9


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Categorias EXO
Personagens Byun Baek-hyun (Baekhyun), Do Kyung-soo (D.O), Huang Zitao (Tao), Kim Jong-dae (Chen), Kim Jong-in (Kai), Kim Jun-myeon (Suho), Lu Han (Luhan), Oh Se-hun (Sehun), Park Chan-yeol (Chanyeol), Wu Yifan (Kris Wu), Zhang Yixing (Lay)
Tags Baekyeol, Chanbaek, Exo, Menção Sekai, Yaoi
Visualizações 56
Palavras 1.824
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


that's okay hermanos.

Capítulo 9 - Capítulo 09.



09.

Meu pai era um florista com sua barraca na rua até decidir que apenas vender flores não estava dando certo, um pequeno negócio como aquele não estava rendendo muito. Ele sentia que precisava de mais. E por isso que após meses economizando, entrou para uma faculdade de Administração e fez cursos como de Marketing. E desde que entrou para a gigante multinacional sul-coreana LG Electronics, tem idealizado ter uma família "perfeita" como a de seus companheiros de trabalho.

E ter um filho gay certamente não estava incluso no plano.

Então, quando os meus olhos desesperados foram de encontro aos decepcionados dele, me senti culpado por destruir a minha família perfeita. E não poupou dizer exatamente as mesmas palavras ao chegarmos em casa após todo o caminho em um silêncio torturante e clima desagradável.

— Esse é o meu filho? — Questionou-se em meio aos gritos, demonstrando repugnância. — Me humilhando, humilhando a nossa família dessa forma! — Jogou o papel amarrotado sobre a minha cabeça curvada.

A minha mãe segurava os braços do meu pai, chorando pois era uma mulher um tanto sensível. As palavras cruéis dele entravam em meus ouvidos, rasgando-me por dentro e saiam após o estrago, eram como facadas. E creio eu, que a machucava também.

— Eu já nem consigo te olhar e reconhecê-lo com O MEU FILHO!

Eu era um erro.

— Essa situação toda está me causando um estresse, vou subir e não ouse sair dessa casa, muito menos encontrar aquele garoto! — Disse ríspido ao que desfazia sua gravata. — Me dê seu celular antes.

— Pai, por favor... — Levantei-me, segurando um de seus braços. O meu celular não tinha nenhuma importância no momento, era uma das minhas últimas preocupações, só queria que ele me escutasse.

— Me dê seu celular.

O entreguei o que queria e desabei ali mesmo, enquanto caía com os joelhos no chão, estático e deixando de escutar as fungandas que a minha mãe dava. A rejeição dele me tirou o brilho que eu carregava nos olhos à umas horas atrás e trouxe-me machucados muito maiores que arranhões no joelho.

Levei a direita ao meu pescoço, marcando-o com tamanha o nervosismo, ódio por mim mesmo e tristeza. Não contei todas as vezes em que machuquei-me fisicamente naquele dia, numa crise de ansiedade. Era uma tortura repassar na minha mente as falas de meu pai e criar hipóteses do que se passava em sua cabeça agora.

Queria estar na Roda-Gigante, tocar o céu com Chanyeol e esquecer que lá em baixo, problemas me aguardavam.

Desejava ser levado pelo vento.

Nos três dias após a briga, faltei à escola tracando-me no meu quarto, tendo apenas as paredes como testemunhas de meus dias mal dormidos por conta dos choros repentinos. Meus pais não me dirigiam à palavra nem sobre isso.

Quando resolvi que deveria sair da cama e juntar-me aos outros na mesa, meu pai limpou os resquícios que ficaram em seus lábios da janta que mal havia tocado e jogou o lenço na mesa, levantando-se bruscamente, dizendo que não queria ter contato comigo por enquanto. Mordi meus lábios trêmulos, pronto para chorar feito um bebê. Merda, eu só queria que isso acabasse!


Uma semana depois, diferentemente do primeiro dia de voltas aulas, passei pelo portão sem coragem alguma para olhar nos olhos julgadores que me fitavam, para prestar atenção no que as bocas diziam, mesmo que já fosse de se imaginar.

— Baek, você se machucou? — Luhan perguntou preocupado, fazendo-me perceber que o empurrão que me deram passou despercebido. Neguei com a cabeça.

— Me perguntei como você estava em todos esses dias. Senti sua falta! — Chen me abraçou logo depois, confortando-me de primeira por seus braços calorosos serem como portos-seguros.

— Ei Baekhyun, como foi dar o rabo? — Escutei aquela voz que por tempos aguentei em meio ao amontoado de adolescentes. Ria, debochado. — Prefere de ladinho?

— POR QUE VOCÊ NÃO VAI PRO INFERNO, SEU GRANDE FILHO DA PUTA? — Kyungsoo vociferou, impaciente e enfurecido.

— Aposto que você gostaria de ir e puxar o saquinho do diabo, hm? — Disse aquilo para o Soo em um duplo sentido óbvio, levando uma das mãos ao seu próprio pênis, apertando sobre os tecidos. 

As risadas vinham como tortura e eu não fazia ideia do porquê todos achavam o que dizia e fazia engraçado, era nojento feito ele.

— Vamos sair daqui? — Pedi, secando as minhas bochechas úmidas por conta de lágrimas que passaram despercebidas. Eles concordaram e andamos juntos até a sala de aula. Sentei-me no fundão e rolei meus olhos por toda a sala, atrás de uma cabeleira vermelha, a qual só encontrei após o sinal do intervalo tocar.

— Precisamos conversar. — Falei deixando meu nervosismo transparencer, enquanto ele trancava a sala de informática. Este não me deu ouvidos.

— Ele te machucou? — Referiu-se ao meu pai, desabotoando os primeiros botões do meu uniforme, à procura de hematomas. — Escutei os gritos vindo de sua casa.

— O que? Não! — Neguei diversas vezes com a cabeça, impedindo-o de abrir os últimos botões. Não que eu esteja escondendo algo, mas era vergonhoso.

— Senti sua falta. — Confessou, aproximando seu rosto do meu pescoço.

— A-A gente precisa parar! — Falei, o afastando. — Essa situação toda não te afetou nem um pouquinho? Eu estou tão machucado, eles devem sentir nojo de mim, Chanyeol!

— E a opinião deles importa? Estávamos tão bem, Baekhyun...

— É, estávamos, mas eu não quero deixar as coisas piores. — Pousei minhas mãos em seu rosto, tentando fazê-lo me olhar, mesmo que as tentativas fossem falhas. Aquilo me doía também. — Você viu o que aconteceu lá fora? Eu não sei lidar com isso como você!

— Eu já entendi. Espero que você se sinta melhor, Baekhyun, mesmo que viva pelo o que eles querem que você seja, ao invés de apenas ser si mesmo. — Passou a mão pelos cabelos e saiu da sala. Deixando-me na companhia dos meus próprios pensamentos, aqueles que me perturbavam o suficiente para considerar inimigos.

Era apenas algo à mais para ser posto na minha coleção de autodecepções.

*

Nos dias que se passaram, tive a impressão que a escola tornava-se um local pequeno ao ponto de todo o maldito metro que andava, havia alguém para me lembrar o que estava passando. Não que eu tenha o direito de ser hipócrita e falar que só agora o lugar parecia completamente tóxico.

Considerava-me fracassado até na tarefa de me desprender do Park, principalmente por passar a ter o costume de observá-lo de longe, vendo que ele não parecia tão abatido, mesmo que andasse carregando um semblante sério.

— Baekhyun, você está dormindo? — Olhei para a minha mãe, meio desnorteado enquanto ela estava encolhida, segurando a maçaneta, parecia receosa em entrar no quarto que sempre invadia. — Oh, podemos conversar? — Acenti, ajeitando-me no colchão. Isso aconteceria cedo ou tarde mesmo.

Apoiou-se na mesinha, provavelmente pensando nas palavras que usaria.

— Perdão. — Disse no exato momento em que vi todas as lágrimas que guardava caírem e umidecerem certa parte do tapete. — Eu não deveria ter te deixado sentir-se tão só, em todos esses anos. Perdão, filho.

Vê-la tão frágil me deixava despedaçado.

— Você continua sendo o meu menino brilhante, independente de quem você ama. Porque tá tudo bem, agora tá tudo bem. — Alisou todo o meu rosto após se aproximar, olhando com aqueles olhos sinceros e afetuosos, sorrindo ainda que chorosa. — Apenas vejo Byun Baekhyun, meu filho. Não há nada de diferente e não há nada de errado.

— Estamos aqui, acreditando em você, pirralho. — Minha irmã manifestou-se, apoiada no armário. — E comprei essa especialmente para ti, agora não precisa mais esperar eu jogar alguma fora. — Jogou uma saia quadriculada vermelha, com uma pequena abertura no lado esquerdo, na minha direção, ao que carregava um sorriso ladino. Saiu do quarto, deixando-me perplexo junto da minha progenitora.

— Baekhyun?

*

— Você viu o Chanyeol? — Perguntei apressadamente à Kyungsoo após encontrá-lo prestes à subir as escadas.

— Ele deve estar no pátio com o grupinho, como sempre. — Deu de ombros, seguindo sem interesse. Esses meus amigos não poderiam se importar menos com o meu coração, ai ai...

Apenas duas salas e estaria em frente ao pátio, carregando um sorriso pois sentia que após a conversa com a minha mãe, eu tinha uma chance pra recomeçar e amar Chanyeol de todas as formas, quase livremente.


          Não há nada de errado.


Quer dizer, talvez estivesse errado e Chanyeol tenha seguido em frente, o que aparentava ser uma opção um tanto real, já que aparentemente estava se divertindo em ter alguém rebolando em seu colo. Ele não perdeu tempo mesmo, uau...

Como pude ser tão tolo de achar que o metido à bad boy não desistiria de mim?

Percebi que ele notou que eu estava observando tudo, dando rapidamente meia volta enquanto ele me seguia após interromper seu momento de descontração.

— Ei, espera aí! — Pediu, não muito longe.

Bom, não estávamos mais juntos e se ele podia fazer o que bem entendesse, eu também poderia!

E foi com tal pensamento que eu pisoteei o chão até um dos amigos de Minseok que conversava com o mesmo no meio corredor, aproximando-o de mim num puxão rápido pela gola de seu uniforme, seguidamente encostando as nossas bocas num selinho um tanto brusco. Naquele momento pouco me importava o resto, Park Chanyeol era o único desgraçado que tinha na cabeça.

— O que você está fazendo, Byun? — Luhan questionou-me perdido após me interromper com um puxão. — Agora resolveu sair beijando bocas por aí? Não que eu esteja te julgando, você é o dono da sua boca e corpo.

— Estou fazendo como você, isso é um problema? — Arqueei uma sobrancelha, passando a mão pela boca.

— Claro que é, agir como eu é uma cilada, mesmo que seja divertido! — Afirmou, pousando as mãos em meus ombros. — Mas chega a ser curioso, já que à um tempo atrás você estava se escondendo!

— Apenas me deu vontade de beijá-lo! — Apontei para o menino parado ao meu lado, exaltado.

— Você nem deve o conhecer!

— E daí? Seu amigo está se envolvendo com a novata, quem ele nem ao menos deve saber o nome dos pais e você não está dizendo nada!

— É por isso? Tao à desafiou fazer aquilo e Chanyeol é um viado do tipo que não está mais aberto à experiências, não tem porque achar que ele se envolveria com uma garota, Baekhyun! — Explicou, esfregando o rosto.

O quê?

— Desculpe interromper, mas o seu namoradinho saiu daqui puto. — O menino comentou apontando para a entrada do pátio. — E cuidado na hora de beijar qualquer um, Baekhyun, eu poderia ter boqueira!





Como eu gostaria que isso tudo fosse apenas uma pegadinha e que o apresentador surgisse detrás de uma planta!


Notas Finais


chanyeol, baekhyun e jongin se encaixam perfeitamente naquele meme do cara falando "malandro? nao, apenas um baitolinha"


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