História Apenas Um Mês... ou Talvez Mais! - Capítulo 4


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Categorias Fairy Tail
Personagens Lucy Heartfilia, Natsu Dragneel
Tags Fairy Tail, Linguagem Imprópria, Lucy Heartfilia, Menção Graylu, Menção Gruvia, Nalu, Natsu Dragneel, Romance
Visualizações 103
Palavras 1.654
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ecchi, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


"***" Separa a narração das mensagens.
Em itálico são as mensagens da outra pessoa.

Boa leitura!

Capítulo 4 - Capítulo Quatro.


Fanfic / Fanfiction Apenas Um Mês... ou Talvez Mais! - Capítulo 4 - Capítulo Quatro.

Abri os olhos e vi que já era de manhã. Me espreguicei e sentei na cama. Peguei o celular para ver as horas e estava desligado. Percebi que esqueci de colocar o carregador na tomada.

"Mamãe vai me matar." – ri com o pensamento.

Fui ao banheiro, fiz minha higiene e voltei ao quarto.

"Melhor ligar esse celular." – pensei.

Peguei o aparelho e o liguei. 

No aplicativo de mensagens, havia várias do contato "Mamãe". Não acredito!

***

Mamãe: Adivinha quem resolveu baixar o aplicativo? 

É a mamãe! Salva aí!

Agora você pode falar comigo por aqui também!

Seu pai é muito chato! Ele disse que eu estou escrevendo do jeito errado. 

Que ninguém escreve certo e nem palavras completas.

Vc é você, sabia? Eu não consigo escrever assim.

Por que não me responde?

Você não quer falar comigo? 

Mãe!! Finalmente!

Claro que eu quero falar com a senhora. É que ontem eu saí pra jantar, acabei ficando sem bateria e esqueci de colocar pra carregar hehe

Mamãe: Filha!!! Bom dia!

Ah tá! 

Então você chegou bem tarde né?

Nem tanto.

Mãe… 

Mamãe: Diga…

Ontem eu saí com um cara.

Mamãe: Mas já?

Falei com seu pai e ele disse pra usar um emoji, mas não sei fazer isso.

~carinha safada~

Mãe ~risos~

Mamãe: E então, como foi?

Foi divertido! Ele flertou o tempo todo e eu correspondi.

Mamãe: Aposto que ele é bonitão! Você tem bom gosto!

...

Caraca, mãe, olha a hora. Eu tenho que ir. O café é até às 10h.

Mamãe: Aff filha. Vai lá, mas depois quero detalhes.

Ok.

E sim, ele é muiiiito bonito!

***

Fechei a conversa ainda sorrindo. Quando ia desligar a tela, meus olhos pousaram num nome destacado, que indicava mensagem não lida. Júvia... Esqueci disso. Olhei para a hora, 9h10. Isso vai ter que ficar para depois. 

Troquei de roupa, peguei o que preciso e saí.

Passei o caminho todo pedindo mentalmente para chegar na hora e consegui. Faltava pouco para às 10 horas.

Voltei para o quarto depois do café. Desde aquele dia não tive nenhum contato com aqueles dois e agora isso. Abri a conversa.

***

Júvia: Lucy, eu não sei se me bloqueou, mas resolvi tentar a sorte.

Mensagem enviada, sinal que não bloqueou. Olha, eu só queria dizer que sinto muito por tudo, de verdade. Traí nossa amizade, desrespeitei você. Eu fui egoísta, estúpida e uma pessoa horrível pelo que fiz. Entendo perfeitamente que você não quer falar comigo ou me ouvir. Não vou tentar me explicar, porque o que eu fiz não tem desculpa ou explicação, mas saiba que sinto muito mesmo. Se pudesse voltar, eu nunca teria feito as coisas dessa forma.

Se um dia você quiser conversar comigo, eu tô aqui.

***

Não acredito que mais uma vez estou chorando. O que ela espera que eu diga? Que está tudo bem? Que nossa amizade vai voltar ao que era? Que eu vou confiar nela novamente? Arg!

Estava me sentindo péssima e por isso resolvi passar o resto do dia aqui dentro. Só tem uma pessoa com quem quero falar hoje. Peguei meu celular.

Primeiro toque, segundo toque…

— Lu… – ela não conseguiu concluir.

— Mãe… – não queria chorar.

— O que foi?

— A Júvia me mandou uma mensagem. Dizia que sentia muito e que 'tá ali se eu quiser conversar, mas eu não quero falar com ela.

— E nem precisa. Só ignora. Você 'tava tão animada, filha, não deixe isso atrapalhar as coisas.

— Já atrapalhou, mãe. Ainda dói!

— Eu sei que dói e sei também que vai passar. Não hoje, talvez não amanhã, mas o tempo vai se encarregar disso e quando você menos esperar, será diferente. 

— Mas eu acho que nunca vou conseguir esquecer isso.

— Pode ser que não esqueça, mas você será indiferente a isso e quando ou se pensar nisso ou neles, não se sentirá mal assim. Será… normal, entende? Não haverá mais esse sofrimento. Será apenas um momento muito ruim que você viveu e ficou no passado. O tempo se encarregará disso. 

— Se… – solucei. — Será?

— Claro. Você vai ver.

— Mãe, eu vou desligar e dormir um pouco. 'Tô com dor de cabeça.

— Tudo bem. Descansa e acalma esse coraçãozinho. Se precisar de mim é só ligar ou mandar uma mensagem. 

— Eu te amo, mãe!

— Também te amo, filha! 

Encerrei a ligação. Tenho certeza que se estivesse na frente dela, mamãe me daria um belo sorriso e um abraço. Só de imaginar isso, me sinto mais calma.

Decidi não responder a mensagem da Júvia.

Depois de rolar para lá e para cá, percebi que não tinha jeito de conseguir dormir.

Decidi então tomar um banho.

Peguei minha toalha e entrei no banheiro, tive uma pequena surpresa.

"Que falta de sorte." – pensei.

Liguei o chuveiro e senti a água cair em mim enquanto chorava. Impossível não chorar no banho quando se está triste.

Só saí quando senti meus dedos enrugados.

Olhei o relógio, 12h46. Não queria sair para almoçar, mas também não consigo ficar aqui olhando para o teto. Por que ela teve que me enviar essa mensagem? Será que eles estão juntos?

— Quer saber? Vou sair. – falei para mim mesma. — Se eu continuar aqui dentro, não vou parar de pensar nisso.

Coloquei uma roupa confortável, peguei minhas coisas e saí. 

Decidi não almoçar na pousada e quando passei pela recepção, vi um homem indo em direção ao restaurante. Com certeza era aquele rapaz, mas não estou no clima e por isso me apressei. 

Demorou um pouco, mas encontrei um restaurante. Fui até ele e pareceu bacana. Não estava cheio, mas tinha alguns clientes. 

Entrei, coloquei minha comida e escolhi uma mesa no canto. A comida é boa, mas devo admitir que a da pousada é melhor.

Terminei a refeição, paguei e saí. Não me arrependo de ter vindo comer fora.

Pensei que seria um bom momento para explorar a área, eu queria gastar tempo. Entrei em algumas lojas e comprei umas coisinhas.

Olhei o relógio, 16h52. Mais uma vez o tempo passou sem que eu percebesse. Fico feliz por ter saído. Me ajudou a espairecer e pensar que não devo permitir que eles afetem mais minha vida. Eu vim atrás de mudança e eu não vou conseguir uma se continuar presa ao passado. Fiquei muito triste pelo que aconteceu, ainda me sinto assim quando penso nisso, mas nada muda se eu não mudar primeiro.

Voltei para a pousada e entrei no quarto. Me senti uma idiota por ainda não ter arrumado as coisas no armário.

— Vou fazer isso agora. 

Terminei a arrumação e tomei um banho para refrescar. Já estava escuro lá fora e eu resolvi que, pela primeira vez, sairia para um passeio noturno pela praia.

Enquanto saía da pousada, vi aquele rapaz mexendo no celular. Se eu soubesse o nome dele o chamaria, mas não sei. Melhor deixar para lá.

Antes de chegar na praia, parei num quiosque e comprei seis garrafas de Ice, sim, hoje estou afim de beber. Fiquei meio chateada quando cheguei à praia e não tinha nada. Pensei que encontraria um luau, mas não, me produzi à toa. Andei um pouco para me afastar de um grupinho que estava ali e sentei na areia. Abri a garrafa e comecei a beber.

— A lua 'tá tão linda. – admirei.

— E ela não é a única.

Sei quem é. Olhei para ele e tomei um gole da bebida.

— Concordo plenamente. – flertei mesmo. — Sabe, 'tô começando a achar que você 'tá mesmo me seguindo.

— Não 'tô seguindo, mas também não 'tô te evitando. – tomei o último gole da garrafa e apontei para que ele sentasse. — Não tenho culpa se o destino faz nossos caminhos se cruzarem o tempo todo.

Eu ri com gosto disso. 

— Essa conversa funciona mesmo?

— Não tanto quanto eu gostaria, mas tenho minha taxa de sucesso.

— Aposto que esse rosto e corpo ajudam muito também. – abri outra garrafa e comecei a beber.

— Bom, não tenho do que reclamar. – deu um sorriso daqueles. — Tem alguém bêbada aí?

— Nah. Sou muito mais resistente do que uma garrafa e meia de Ice. – ofereci uma e ele aceitou.

— Então, seria isso uma comemoração?

— Hum… Acho que sim.

— E o que estamos comemorando?

— Não posso dizer. Nem te conheço. – brinquei.

— Oh, não seja por isso. – virou para mim. — Olá, moça, me chamo Natsu Dragneel. Tenho 29 anos e sou advogado. – estendeu a mão e eu a apertei.

— Olá, senhor Dragneel, me chamo Lucy Heartfilia. Tenho 29 anos e atualmente desempregada. – tomei mais um gole.

— Agora já não somos mais estranhos. Então, o que estamos comemorando?

— A uma nova vida!

Ele me olhou com uma cara surpresa.

— Você 'tá grávida? Não parece, mas sabe que não deve beber, né?

Me engasguei. De onde ele tirou isso?

— Que?

— Não é isso? – neguei com a cabeça. — Ainda bem. – tomou um gole da bebida. — Então…

— A minha vida é que 'tá começando ou melhor, recomeçando. Passei por uma fase ruim e hoje resolvi deixar tudo 'pra trás. Na verdade, pensei em deixar quando "fugi" 'pra cá, mas hoje eu senti que realmente dei um passo 'pra frente. 

Olhei para ele e sorri.

— Brindemos a isso então. – falou.

Brindamos e bebemos. Caímos num silêncio e eu voltei a encarar o céu estrelado. Terminei a segunda garrafa e abri a terceira. De vez em quando, olhava com o canto do olho para ele e… É, eu queria estar bêbada. Assim, poderia me jogar nele e culpar a bebida. 

— Você 'tá solteiro, Natsu?

— Claro. Se fosse comprometido, não tinha flertando contigo esse tempo todo. – ele deu mais um gole na bebida.

— Hum… – esse silêncio é porque não sei o que fazer. Estou sóbria e tímida. — Ah tá! — isso, Lucy, disfarçou bem.

— E você?

— Esqueceu que 'tô começando uma vida nova hoje? – outro gole. Virei para ele e sorri.  — Solteira.

— Perfeito! – dito isso, ele me beijou.


Notas Finais


Poxa, tô tão chateada! Coloquei uns emojis na conversa, nas mensagens da mãe, pra parecer essas tias que criam whatsapp e não sabem mexer direito, mas o SS tem regras. Eu até tentei usar a citação (como eles pedem), mas eu não gostei do jeito que ficou e como não queria correr o risco de ter a fanfic excluída, desisti de usar :(

Agradeço aos favoritos e comentários!


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