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História Apenas um olhar - Yoonkook - Capítulo 1



Notas do Autor


Bem, é um prazer trazer mais uma historia para esse projeto, no entanto, é um prazer maior fazer outra parceria com essa autora incrivel (@_pomelo) e também amiga. Desta vez, juntamos toda a nossa safadeza para trazer esse porno bts au....
ps: nós estavamos lá e os yoonkooks se pegaram assim kkkkkkkkkk
Mas deixando as brincadeiras de lado, espero que goste de mais uma fic starmelo kkk
@_pomelo: Já escrevemos um drama praticamente sci-fi e um romance clichê e finalmente chegou a hora do pornozão!! Espero que todos gostem. Essa é a minha primeira parte da vingança por ter encalhado no evento do dia dos namorados auhauhs e a @starchild_utt, novamente obgd pela parceria, a gente tava meio desanimada no tempo, mas deu tudo certo e eu adorei o resultado, como sempre 💜

boa leitura 💖

Capítulo 1 - Capitulo único


 

 

Os cabelos pretos estavam molhados em minha mão. O suor os deixavam escorregadios, mas ainda assim, eu fechava minha palma nas mechas lisas com força. Era o meu escape para não gritar, então usava toda a minha força naquela ação.

Não era para estarmos fazendo isso. Não em um banheiro da empresa. Não onde qualquer um podia entrar e nos pegar no flagra. Não com tanta coisa em risco, mas um "não" nunca seria a minha resposta para as suas propostas indecentes.

Como chegamos a isso? 

Nossos olhos se cruzaram e, segundo Jungkook, eu estava sexy demais em minhas roupas que grudavam em meu corpo, depois de horas de treino. Então o deixei me puxar para longe dos outros membros, que estavam distraídos demais com a comida que pediram. O deixei me jogar contra a parede daquela cabine, pois ele também estava extremamente sexy com aquelas gotículas de suor molhando o seu maxilar. E agora, o maknae de ouro tinha a posse do meu prazer, principalmente quando me levava até o fundo de sua garganta daquela forma. Ou quando brincava com os meus testículos, com suas unhas. Deixando o gemido proibido, tão na borda de minha garganta… Morrendo entre os meus dentes, que prendiam meus lábios doloridos.

Como nossa relação se transformou nisso? 

Meu nome é Jeon Jungkook e eu sou o mais novo. Espero que cuidem bem de mim. — ele disse ao curvar o corpo quase que completamente para frente.

A lembrança da primeira vez que o vi, voltou até mim.

    — Quantos anos você tem? — fiquei curioso a respeito, por que ele tinha um rosto tão fofo e era menor do que eu, que estava com meus dezenove anos.

    — Quinze. — sorriu tímido e seus olhos mostravam como ele era um garoto difícil de se abrir.

    Aquele número ficou rondando por minha cabeça. Eu não conseguia parar de pensar que ele era só uma criança e que estava tentando enfrentar uma vida dura, apenas para atingir seu sonho, quando nada aqui era uma certeza. Um garoto de quinze anos deveria estar indo à escola, fazendo amigos, passando um bom tempo sob as asas dos pais, dentre tantas outras coisas… Que se tivéssemos sucesso, ele nunca iria poder provar.

    Eu não consegui me controlar, era difícil vê-lo tornar-se um adulto naquele meio, então eu estava sempre por perto. Não apenas eu, todos os outros mais velhos também. Tentávamos de tudo para fazer daquele um ambiente confortável para nosso maknae. E vimos cada fase sua, as complicações da puberdade, em outras palavras, o modo rebelde e irritadiço como ele agia sem motivo. Sua voz que foi se tornando diferente, sua altura também e logo ele já era mais alto que eu e também mais forte. Só que apesar do nosso jovem Jungkook sempre mostrar uma imagem viril, aos meus olhos ele ainda era um garoto que precisava de cuidados extras.

Então talvez  essa fosse a minha resposta: Jungkook sempre pareceu viril.

Mas, ainda assim, era tão inacreditável o que fazíamos agora, a relação que tínhamos agora. Pois, não fora com segundas intenções que o acolhi em meus braços, que me tornei o seu amigo e conselheiro. No entanto, toda a situação que nos levou ao que somos agora, foi irresistível.

Era seu aniversário de dezoito anos. Todos nós do grupo estávamos empolgados. Finalmente poderíamos encher a cara com o nosso maknae, que estava virando um homem adulto. E, bem, todos nós sabíamos que Jungkook não era mais aquela "criança" de quinze anos. Como esperado, toda a responsabilidade de ser um idol, o fez amadurecer mais rápido que outros em sua idade. Mas, ainda assim, aquelas reuniões pessoais dos membros, regadas a soju, eram proibidas para ele, até então.

Ao nosso, maknae! — Jimin gritou, levando a sua garrafa ao centro.

Estávamos em nossa sala de estar e alguns — como Jimin, que tinha começado a beber logo cedo, ou Hoseok e Taehyung, que eram fracos para bebidas. — já estavam levemente bêbados. Eu não conseguia parar de reparar em como Jungkook fazia caretas sempre que dava um gole no seu soju e como seus olhos sempre estavam em mim, então ele soltava uma risadinha cúmplice e eu retribuía, me sentindo um pouco culpado sobre como meus pensamentos haviam começado a mudar.

Eu não saberia dizer exatamente quando, mas não fora algo de muito tempo, minha mente começara a redesenhar Jungkook, moldando uma outra imagem sua. Foi algo que começou com um sorriso sem motivo aparente. Eu só pensei em algo sobre o maknae ou o vi fazer algo bobo e me peguei sorrindo de um modo mais amável que o natural. De repente eu me tornei tão consciente da sua presença, embora morássemos e trabalhássemos juntos há tanto tempo… Era a primeira vez que meu corpo começava a reagir a sua presença, sendo influenciado pelas mudanças em minha mente. Começou com aquele sorriso involuntário, prosseguiu para meus olhos que passavam tempo demais o admirando e para um rubor forte sempre que ele me flagrava agindo assim.

Hyung! Você está bem? — ele dizia.

E eu lhe respondia como quem estava entediado, mas na realidade, estava nervoso, tentando conter os batimentos acelerados em meu peito. E naquele momento não fora diferente, eu estava o olhando e eu estava sorrindo, nervoso com o modo como o álcool me afetava e como ele estava indo sentar-se ao meu lado.

    — Isso não é muito bom. — confessou bem perto da minha orelha e um arrepio suave eriçou todos os pelos em minha nuca.

    — Tem razão, eu acho que é uma questão de costume. — tentei uma das minhas falas de velho experiente. Afinal, eu era seu hyung, ele era meu dongsaeng, nada havia mudado ou eu não devia deixar transparecer que sim.

Então que tal você me ajudar a pegar costume depois? — propôs, com um brilho diferente no olhar. — Eu gosto de ter primeiras vezes com você, hyung. — falou e eu não sabia se seu tom era um pouco insinuativo ou se era minha mente já alta pelo álcool. 

No entanto, depois de sua fala, Jungkook tomou o resto do líquido em sua garrafa de soju. E com um sorriso, tão provocativo como o olhar em seus olhos, ele falou que era a última gota de álcool que iria ingerir naquela noite, afinal, queria que a primeira vez que perdesse a consciência por causa do álcool fosse comigo e apenas comigo.

Diferente dele, eu peguei outra garrafa de bebida, a tomando até a metade. Queria uma escapatória daqueles pensamentos sujos sobre primeiras vezes. Era o meu pequeno maknae de ouro em minha frente, como podia estar pensando aquelas coisas? Talvez fosse o álcool e os dias de celibato que me fizessem imaginar situações e flertes onde não existiam. No entanto, quanto mais a noite passava e os outros membros iam ficando mais bêbados, os olhos de Jungkook iam ficando mais ávidos sobre mim.

E naquele momento, Jimin tinha inventado de fazer um concurso de dança sensual,  o maldito era um verdadeiro sem vergonha e seus olhos perigosos estavam com a mira engatilhada para o nosso líder. Mas, enfim, naquele momento uma música com um teor extremamente sexual — já que Jimin disse que a trilha sonora tinha que combinar com o tema — tocava. E no meio da sala, o maknae fazia uma dança digna de um stripper ao  simular estocadas contra o chão de forma tão enérgica.

Sério? Onde diabos aquele moleque tinha aprendido aqueles movimentos?

Mas o pior é que não era apenas isso e muito menos a forma como os seus músculos se contraiam pela força imprimida, os deixando bem evidentes, assim como as veias saltadas de seus braços, pelo esforço. Não! O pior era aquele maldito olhar de fome  que ele me lançava.

Céus! Agradecia que todos estivessem bêbados, pois antes de cada estocada, era pra mim que ele olhava, era como se dissesse: “Hey, hyung, é assim que quero fazer com você.” e nesse momento, eu não consegui ver qualquer rastro da criança que eu queria proteger no início. Não, não era o pequeno maknae que se aconchegava em mim quando não conseguia dormir e isso estava me enlouquecendo.

Sem pensar muito, eu simplesmente me levantei, deixando o círculo para me recolher. Eu não estava com sono e a quantia de álcool que havia ingerido era menor do que a que tinha costume ou desejava no momento, mas eu não podia continuar ali, imaginando que Jungkook estava me fazendo um convite tão obsceno e descarado. Além de que eu tinha que esconder e fazer sumir a leve ereção que tinha entre as pernas.

Levei minha garrafa para o quarto e a esvaziei antes de largá-la no chão e me jogar sobre o colchão. O quarto estava escuro e o toque sensual da música ainda conseguia invadir o quarto. Mordi meu lábio, sem conseguir deixar de vê-lo dançando por minha cabeça. Era daquele jeito que o maknae foderia? Eu sabia que ele ainda era virgem, que nem mesmo tinha dado seu primeiro beijo, mas percebia que tanta habilidade na dança o fazia promissor. Seus movimentos eram tão firmes e certeiros, parecia um pecado associado a um corpo como aquele e um rosto tão belo.

Sem perceber meus dedos corriam por minha barriga e devagar chegavam ao meu cós. Minha ereção já não era tão leve assim e eu tive que morder forte meu lábio ao sentir o tesão, intensificado pelo álcool, dominar meu corpo. Pousei minha mão sobre meu pau e senti todo o seu volume na palma que o esmagava. Um gemido contido escapou e no breu eu sentia a sombra de Jungkook deitando-se sobre mim, esmagando meu corpo pequeno com o seu, pesado. Acho que foi bem ali que eu abri os olhos de vez para a virilidade do maknae, que era tão forte e eu me negava a ver.

Estava envolvido pelo prazer e o desejo de abrir meu botão e me tocar, enquanto imaginava aquele olhar tão ousado, a cada estocada que eu desejava que ele refizesse entre minhas coxas.

    — Hyung. — chamou, me fazendo tomar um baita susto e me sentar na cama, agarrando um travesseiro antes que ele acendesse a luz. — O que faz no escuro? Se sente bem? — disse, seguido do click que iluminou o quarto.

    — Só fiquei com um pouco de sono. — menti, apertando o travesseiro contra meu baixo-ventre.

    — Posso te fazer companhia? Os outros estão bêbados demais, é um pouco chato. — se aproximou, até sentar-se ao meu lado.

    Eu não soube exatamente o que dizer, porque ainda estava constrangido de quase ter sido pego prestes a me masturbar, pensando nele, e Jungkook estava um pouco quieto demais para quem queria minha companhia.

    — Você é adulto agora, como se sente?

    — Como sempre. — riu. — Nada mudou de verdade. Logo eu vou acordar e retomar a mesma vida que tinha no dia anterior.

 

    — Tem razão, foi uma pergunta boba. Eu acho que não consigo deixar de pensar naquele Jungkook de três anos atrás. — divaguei.

    — O que tem ele? Ainda sou eu. Hyung, ainda preocupado com todas as coisas que eu perdi? Mas eu gosto dessa vida, de estar com você, os outros hyungs e nossos Army. — sorriu doce e lá estava de novo aquele olhar sugestivo quando ele disse: — E eu sempre posso aprender coisas novas com você, não é? Sobre tudo. — e lá estava também aquele maldito tom que queria dizer algo além de suas palavras.

Apertei mais o travesseiro entre as minhas pernas, minhas unhas perfuravam o objeto fofo.

Hyung? — chamou a minha atenção.

S-sim? — falei depois de segundos, que pareceu mais tempo, pois ele colocou os braços em volta do meu ombro. Pude sentir o seu cheiro, que estava mais forte por sua transpiração pesada e o suor de sua dança, que ainda brincava por seu maxilar e pescoço.

Posso contar com você para me ensinar o que não sei do mundo lá fora? — deitou a cabeça em meu ombro e fixou o olhar no meu, enquanto observava o efeito de sua voz mansa em meu corpo.

Não sei se posso cumprir isso, Jungkook. — o afastei um pouco e me joguei de vez contra a cama, fechando os meus olhos. — O mundo é muito grande, com certeza não sei de tudo.

Tentei levar aquela conversa para outro rumo, mas tudo se tornava mais difícil, pois ele não parecia desistir. E logo o seu corpo fez peso em meu colchão e nossos braços se tocavam, espalhando a comichão por meu corpo, mantendo viva aquela ereção entre as minhas pernas e que a cada passar de segundo, se tornava mais dolorosa e molhada.

Mas o que quero descobrir, eu tenho certeza que você conhece, hyung.

Seu dedo brincavam com a pele a mostra de meu pescoço. Era uma carícia suave, que talvez, pra quem a visse de fora, não percebesse o rastro de malícia, mas ela estava ali, na intensidade em que Jungkook acompanhava os seus movimentos e efeitos colaterais em mim. Era tão intenso que, mesmo de olhos fechados, eu sentia o peso do seu olhar me queimar.

O que você está fazendo, Jungkook?

Tomei coragem, talvez fosse o efeito do álcool ou talvez a loucura tenha me tomado de vez, todavia, eu não estava mais aguentando aquele maldito jogo de insinuações vindo dele. Se ele queria algo, que fosse direto e me pedisse logo. Pois, da forma inesperada que estava sendo atacado por Jeon Jungkook naquela noite, eu não iria conseguir negar-lhe nada.

Eu estou em busca da realização do meu desejo de mais cedo, hyung. — faz referência as velas que apagou mais cedo.

Você tem certeza disso?

Abri os meus olhos para encontrar o rosto dele a centímetros do meu e também os seus olhos em um misto de desejo e esperança.

Há tanto tempo, hyung.

E logo que essas palavras saíram dos seus lábios, eu o beijei. Era o seu primeiro beijo, então fui calmo, selando os nossos lábios, brincando com o formato pequeno de sua boca, para depois poder provar com a minha língua a textura da mesma. Ele apenas suspirou e a cada novo toque, mais alto seus suspiros eram. E quando finalmente minha língua brincou com a sua, absorvendo o gosto do soju que continha ali, esses suspiros tornaram-se  um lindo e excitante gemido.

E agora era o corpo de Jungkook que sentia os meus efeitos. O maldito provocadorzinho tremia e buscava mais de meu corpo com suas mãos, que estavam bem firmes em minha cintura, me trazendo para perto de si, fazendo com que sentisse o volume entre as suas pernas.

Era esse o seu desejo? — o perguntei ofegante.

Esperei alguns segundos por sua resposta, Jungkook parecia mais bêbado com aquele beijo, do que com as duas garrafas de soju que ingeriu mais cedo. E era lindo, pois sua inocência estava estampada em suas bochechas rubras e olhar maravilhado. Mas, desta vez, a inocência que Jungkook exalava, não me fazia querer protegê-lo, na verdade, eu queria degradá-lo.

“Quanto mais de sujeira você quer conhecer, maknae de ouro?"

E como se tivesse escutado a pergunta em minha mente, Jungkook finalmente me responde o questionamento que o fiz mais cedo:

Não, Hyung. Meu pedido foi mais ganancioso. — Jungkook deslizou a língua pelos lábios molhados, recolhendo para si os rastros de minha saliva que lhe dava brilho.

Seu ato deu um estalo dentro de mim e eu me peguei buscando meios em meu cérebro de fazer meu gesto seguinte não ser uma completa loucura, mas eu sabia que era, porque eu estava cedendo. Apertei minhas pernas em volta de sua cintura e apertei também sua nuca, sem fugir mais daquele olhar faminto ou tentar achar sinais de que tudo era imaginação minha, pois claramente não era.

Jungkook havia começado tudo isso. Foi ele que estava me lançando aqueles olhares sugestivos e me oferecendo sua dança sensual. Foi quem me forçou a fugir da comemoração com uma ereção vergonhosa e novamente foi ele que veio até mim, me encheu de ideias sujas e atacou meus lábios. O meu maknae não era só ganancioso, ele era perigoso. Jeon Jungkook havia se tornado um homem perigoso e o que esse homem tão perigoso desejava, era eu.

Soltei um gemido baixo, ao sentir a fricção forte entre nossos baixos-ventres. Ele estava tão ereto quanto eu e naquela posição o maknae não conseguia conter completamente seu peso, então ele fazia uma pressão deliciosa, mesmo sem se mover, contra meus quadris. Nenhum de nós dois tinha espaço ou desculpas para negar o tesão que estávamos sentindo e pelo modo que ele me encarava, tinha certeza que meu rosto mostrava toda a excitação que já não podia mais camuflar.

É seu aniversário, Jungkook. Você pode me fazer um pedido e eu o realizarei. Qualquer pedido. — puxei seu rosto para dar uma mordida de provocação em seu lábio.

Você sabe bem o que eu quero, hyung. — o rubor ficou um pouco mais forte em seu rosto, dando mais ênfase na sua falta de experiência em lidar com tais situações. Mesmo querendo tanto e provocando, quando seu desejo estava prestes a se tornar real, o maknae parecia se dar conta do constrangimento que todo o ato continha em si.

    Empurrei seu corpo para a cama e sentei sobre suas coxas, me convencendo de que estava cedendo ao álcool e não àquela vontade tão forte que andava me enlouquecendo há dias. Deslizei a mão por seu peito, sentindo o tecido caro de sua camisa em meu tato, até a sua barriga rígida. E um toque tão simples foi capaz de atear fogo em meu corpo, me fazendo empinar um pouco a bunda e me esfregar em suas coxas tão grossas.

    — Você quer que o hyung tire a sua virgindade, não é isso?

    Ele sorriu, ao mesmo tempo que agarrava meus quadris com firmeza e comandava o ritmo ao qual eu buscava prazer em suas coxas. No entanto, aquilo se tornou nada, ao ouvir seu tom rouco e trêmulo confessar:

    — Não tem nada que eu queira mais. — e o complemento final foi o tapa que o mais novo desferiu em minha bunda, tão alto e delicioso.

    Pego de surpresa, deixei um gemido escapar mais alto do que deveria. Me inclinei sobre ele, o encarando surpreso e sem esquecer de lhe mostrar que tinha permissão para fazer mais daquilo, porém, nos encontrávamos em uma situação bem específica, onde todos os nossos amigos estavam em qualquer parte fora daquele quarto. 

    — Ninguém pode saber que estamos aqui. — o alertei.

    — Então, vamos foder baixinho. — aceitou minha sugestão mascarada.

Tive que morder os meus lábios com força para conter outro gemido alto. A  fala suja de Jungkook me deixara ainda mais excitado.

Tratei de tirar a camisa dele, realmente, não era mais um garoto que se escondia por trás de suas camisetas básicas. Jungkook tinha um corpo forte e malditas entradas que levavam até a sua ereção. Passei meu dedo por seu torso, vendo um arrepio tomar sua pele. Jungkook podia ter a língua suja e ações atrevidas, mas ainda era um garotinho inexperiente e eu queria brincar um pouco com a sua inexperiência e suas ações extremamente sensíveis.

Me esfreguei mais em sua ereção, vi o desespero em seu rosto franzido a cada novo contato de minha bunda com a sua pélvis. Gradualmente, aumentei o ir e vir e Jungkook cravou os seus dedos em minhas carnes, imprimindo um movimento mais rápido. Me inclinei um pouco pra frente e provei a sua pele suada, minha língua brincava com os ossos de sua clavícula, deixando uma mordidinha aqui e outra ali, o deixando mais ofegante.

Yoongi hyung

Meu nome saiu baixo de seus lábios, bem no momento que molhei o seu mamilo com minha saliva. Meus olhos não deixavam suas reações e quanto mais sugava os peitos durinhos, mais Jungkook prendia os seus lábios para que seu gemido não saísse e chamasse a atenção dos outros.

Quantas vezes gozou por mim?

Jungkook tinha deixado claro que desejava aquilo há um tempo e, bem, eu já tive a sua idade, bater punheta para quem sentia tesão era comum com tantos hormônios. Amanhã podia mudar de ideia, mas naquele momento, gostava da imagem do maknae com o seu pau duro e molhado de porra por minha causa.

V-várias…  — sua voz falhou, quando meus dentes prenderam o seu mamilo.

Shi… —  o pedi, com um sorriso vencedor nos lábios — Mas tenho certeza que nunca se tocou aqui, né? — o chupei mais e recebi a sua negativa. — Então o primeiro orgasmo que vou te dar, vai ser por aqui.

O-o que? — me olhou espantado, deixando claro que não sabia que tal feito era possível. Confesso que aquilo só me deu ainda mais vontade de cumprir minha palavra.

Coloquei minha língua para fora, almejando mais do que apenas lhe lamber, já que o mais novo parecia tão sensível a estímulos visuais. Encostei a língua em sua pele, ciente de que ambas tinham temperaturas elevadas, e a esfreguei em seu mamilo, ensopando-o de saliva. Jungkook agarrou os meus cabelos e tudo que escapou dos seus lábios foi um “hm” rápido e contido. Se ele estava tentando me estimular ainda mais, havia conseguido. Apertei sua cintura, enquanto batia no biquinho duro, para cima e pra baixo, com o músculo molhado. Abri minha boca e agarrei seu peito, engolindo sua aréola que eu só soltaria quando estivesse chamativa em cor e tamanho.

Meus cabelos continuavam a serem puxado por aquelas mãos grandes e ele forçava seu peito para dentro da minha boca, mesmo que eu não demonstrasse nenhuma intenção de largá-lo e quando o fiz, parti para o outro, para lhe dar o mesmo tipo de agrado.

Isso é tortura. — resmungou.

Como se eu não soubesse, mas foi ele quem pediu por isso, o próprio Jungkook disse que desejava aprender muito mais comigo. Então não havia espaço para reclamações ou indagações, naquela noite ele escolhera estar a minha mercê. No entanto, eu entendia o que ele queria dizer, porque eu sentia seu pau empurrando minha barriga e só pelo roçado leve eu podia ouvir aquele barulhinho de quem estava completamente melecado dentro das calças. Sem resistir, tentei enfiar minha mão para além de seu cós, desesperado para encontrar o pau quentinho que sujaria minha palma. Ele me encarou — ainda com seu peito na boca — percebendo minhas novas intenções, porém antes que ele dissesse o que planejava, o esmaguei entre meus dentes e o soltei, para lhe agradar apenas com um beijo simples.

Minhas vontades estavam mudando rápido demais, já que haviam tantas coisas que eu sonhava em fazer com ele. No entanto, a vontade mais forte que me consumia no momento, era a de ter seu pau inteiro em minha boca. E como eu tinha que começar por algum canto, então o beijei primeiro entre as suas costelas, para lhe mostrar isso, que o rumo da minha degustação ia mudar. Em seguida beijei o centro de seu abdômen definido, lhe dando a certeza do caminho que iria trilhar. E quando meus lábios roçaram perto do seu umbigo, o garoto apressado, que tinha domínio dos meu cabelos, empurrou minha cabeça mais para baixo, à medida que seus quadris se erguiam um pouco, tornando ainda mais difícil para mim atravessar os lacres de suas calças.

Minha mão ainda lutava contra seu botão e zíper. Eu queria tanto tê-lo em minha mão antes de engoli-lo. Me ergui um pouco e encarei suas calças, vendo a ereção bem marcada nelas. Rapidamente me pus a trabalhar para remover aquela peça do meu caminho. Uma vez que alcancei meu objetivo, passei para o seguinte. Apertei seu pau com certa força e movi a mão, sentindo o desejo forte me dominar. Eu senti minha mente divagar por caminhos tão perigosos, minha barriga queimava e meu pau pulsava ainda em minhas roupas. Porém a velocidade dos meus pensamentos não foi condizente com o tempo que levou para Jungkook esporrar em minha mão. Eu só tive alguns segundos para me deixar levar por todo o tesão que tocá-lo me deu e antes de aproveitar o momento, o garoto já apertava o colchão e encharcava minha mão com sua porra densa.

Seu corpo estava ofegante e o olhar que estava desfocado, se encheu de culpa ao ver minha expressão atônita. Eu não tinha feito de propósito e eu entendia que aquilo era normal, mas eu fui pego de surpresa por me perder em devaneios.

Desculpe, hyung…

Soltei seu pau que começava a amolecer e ergui a mão pegajosa, a encostando em minha boca.

Não se preocupe, só estamos começando. — e dito isso, lambi todos os resquícios de seu prazer em minha pele, a fim de excitá-lo de novo.

A inexperiência tinha dois lados da mesma moeda e essa moeda era sua sensibilidade. Jungkook gozou em pouco segundos de toques em seu pau, de tão sensível, o que podia ser ruim, mas agora essa mesma sensibilidade o deixava duro mais uma vez. No entanto, agora teria um pouco mais de cuidado para que Jungkook aguentasse um pouco mais de minhas provocações, ainda queria brincar um pouco mais com ele.

Retirei as suas calças, deixei o seu pau saltar livre. Jungkook suspirou baixo e eu sabia que era de alívio, afinal, minhas calças também me apertavam forte e eu adoraria tirá-las, mas ainda não era o meu momento, hoje era sobre como eu faria Jungkook conhecer o prazer. Então o lancei um sorriso sacana, aumentando sua pulsação e o escorrer de seu pré-gozo por seu pênis. Abri as suas pernas e observei o percurso do líquido viscoso, o deixando seguir até os seus testículos. Jungkook sentia-se nervoso com o meu olhar, podia sentir sua inquietação, era divertido ver o mexer suave de suas pernas ou o seu respirar mais forte.

Estava queimando não era, meu maknae? 

Seu ventre formigava e sua glande pulsava. Você queria que eu a tocasse, queria que todo o desejo que tinha em meus olhos virasse ações. E a cada segundo que te negava isso, era como uma tortura, eu sabia! Também estava sendo torturado e talvez isso me impulsionasse a ser tão afoito, quanto você. Me fizesse cansar de brincar e adiantar o meu próximo passo: que era  mostrar como minha língua era boa em estimular outra parte do seu corpo.

Me coloquei entre suas pernas e suguei os resquícios de porra em seus testículos. Foram leves chupadas, mas que fizeram o corpo de Jungkook arquear e o gemido alto sair mais uma vez dos seus lábios.

Pensei que iríamos foder baixinho. — o provoquei. — Mas pelo visto, você não consegue se manter calado, não é, Jungkookie? — fiz um novo rastro em sua extensão com a minha língua. — Será que teremos que colocar uma mordaça na sua boca?

Ele não me respondeu, porém sua mão agarrou os meus cabelos, esfregando o meu rosto em sua glande, sujando todo o meu rosto, fazendo com que eu fosse aquele que segurava o gemido na garganta. Moleque atrevido.

Fiz o nosso desejo e abri bem minha boca, o engolindo até a sua base. O levei bem fundo, o deixando molhado com a minha saliva que escorria por seus testículos. O pau de Jungkook vibrava e minha boca se enchia com o seu gosto salgado. Ele estava tão excitado e eu ainda nem tinha começado.

Ainda não, Jungkook. Ainda não queria que gozasse.

Segurei os seus testículos, firme, o causando uma leve dor, e, claro, uma  reação do seu corpo, que se arqueou levando o seu pênis mais fundo em minha garganta, me fazendo engasgar e meus olhos arderem. Sua boca abriu e eu sabia que seria uma reclamação, por minha ação estranha — para ele — que sairia de sua boca. Porém dos lábios de Jungkook, apenas um gemido mudo saiu, pois a dor da prisão dos meus dedos em volta dos seus testículos passava e o prazer da minha sucção em sua glande, iniciava-se.

Eu tinha o corpo de Jungkook a minha mercê e eu gostava. Meu olhar, que acompanhava toda e qualquer ação sua, não negava. Gostava de ver a massa que praticamente era o dobro da minha, se tornar uma gelatina na minha cama, pois nem forças para soltar um gemido mais alto, o maknae tinha. Eram apenas ofêgos e tremores, que gradativamente iam ficando mais fortes.

Sabia que o corpo de Jungkook queria, seu sêmen estava ficando cada vez mais grosso, deixando claro que logo, logo, ele gozaria. Todavia, ainda não queria que os seus jatos tomassem conta da minha garganta, então o apertei mais em seu ponto sensível, ou seja, suas bolas, ao mesmo tempo que o chupava mais forte na cabecinha tão sensível de seu pau. Era cruel, sabia, mas queria saber até onde ele aguentava aquela pequena tortura sem gritar e, claro, também queria que ele não soubesse onde a dor e o prazer começavam ou terminavam, pois tudo era uma mescla que o levaria a uma explosão de sensações, ou a completa loucura.

Ah — deixei o ruído escapar, junto a uma lufada de ar, ao soltar seu pau.

Meus lábios estavam incrivelmente babados, por minha própria saliva e pelos fluídos abundantes que jorravam por sua glande. Passei a língua em torno deles, deixando Jungkook ver como eu fazia questão de tê-lo todo em meu paladar. Eu estava mesmo adorando fazer aquela tortura com ele, empurrando-o para o seu limite, já que foi o que ele procurou, mas também me sentia extremamente excitado e mesmo que o álcool me deixasse um pouco mais despreocupado, não me esquecia da nossa situação.

Eu já havia lhe tocado e lhe feito gozar, era a minha vez de receber um bom tratamento do maknae, eu só tinha que ensiná-lo como ele devia amar o meu corpo. Comecei a tirar minhas roupas, apressado. Joguei minha camisa para longe, minhas calças e em seguida a peça íntima. Meu corpo estava exposto e ele o admirava, como se minha nudez tivesse lhe paralisado. Até hoje eu tinha a impressão que, naquele instante, eu era tudo em sua mente, por isso ele não se movia, o único comando que seu cérebro seguia era o de correr os olhos por todos os meus detalhes. Gostava disso, me fazia sentir mais seguro e ainda mais disposto a fazer qualquer coisa para enlouquecê-lo.

Peguei sua mão, que estava firme em minhas coxas, e a puxei para junto da minha boca. Os mesmo movimentos que antes fazia com minha língua por seu pau, executei em seus dedos, deixando-os lambuzados. Me comunicava com ele apenas pelo olhar intenso, que eu podia jurar ser capaz de enxergar no mais profundo daqueles olhos escuros, que ardiam em vontade. Tirei seus dedos da minha boca, cessando as lambidas e os barulhos provenientes do ato, e os levei para o meio da minha bunda.

— Eu também quero ser tocado, Jungkookie. — cochichei com um tom sexy. — I-isso… — apertei seu peito, deixando que o garoto agisse livremente com seus dígitos em meu buraquinho.

Ele espalhou a saliva ali, provocou cada preguinha e insinuou-se para dentro, cutucando-me com certa ferocidade. Tirei uma das mãos de seu peito e a usei para lacrar minha própria boca, já que o que meus quadris fariam a seguir, me faria urrar. Eu sabia. Meu corpo estava em chamas. Empinei a bunda e o ajudei a enterrar seus dedos no meu cuzinho que piscava. Assim que eles estavam completamente dentro de mim, aqueles dedos tão compridos e grossos, eu rebolei contra cada ataque que recebia de si.

Fazia um certo tempo que tinha feito aquilo, era até um tanto irônico para mim. Judiei tanto da sensibilidade de Jungkook e lá estava eu, tapando a minha própria boca para conter os meus gemidos de prazer, por causa de dedadas. Mas era tão bom, a forma como os dedos dele buscavam espaço em meu interior, chegando às vezes a resvalarem-se um pouco em minha próstata.

Queria o seu pau, era tão impaciente, então tentei sair dali, trocar os dedos dele por algo mais grosso e longo, porém, Jungkook me surpreendeu. Ele jogou-me contra a cama, meu rosto batia nos lençóis que passaram a ter o cheiro dele.

Quero tentar algo, hyung. — falou rente ao meu ouvido e com todo o seu corpo contra o meu.

Podia dizer que “não”, retomar as rédeas daquele sexo e voltar a estar por cima de Jungkook, mas gostava de homens de atitude e gostava da forma bruta como o maknae me emasculou com sua presença, como me fez sentir pequeno e frágil. Inferno, como me fez desejar um bom tapa, que em nossa situação, era algo proibido.

Então apenas o deixei me explorar, seus lábios fizeram trilha por minha espinha, me deixando mais sensível. E quando chegou em meu cóccix, ele me fez empinar mais. Estava aberto para a sua visão, podia sentir o ar quente de sua respiração e, claro, o calor de seu desejo. Jungkook levou a sua palma, que cobria toda a minha banda, ao toque de minha pele febril. De início fora um toque suave, apreciador. Porém, depois, seus dedos cravaram-se em minhas carnes.

Jungkook me abria, deixando o meu cuzinho aberto à sua mercê. Eu pulsava em ânsia por seu toque, que pareceu anos para chegar. Porém, quando veio, seus lábios marcaram as minhas coxas. Lentamente subiam até a minha entrada e quando chegou na mesma,  sua saliva quente preparou minha pele para o toque de sua língua.

Seu rosto estava totalmente imerso entre minhas bandas. Jungkook podia não ter tanta experiência, mas tinha vigor e, o melhor, tinha fome. E como um faminto, devorava a sua comida com gana. Já eu, eu mordia a fronha de meu travesseiro, para que nenhum som saísse de meus lábios, enquanto sentia a textura de sua língua ir o mais fundo que podia dentro de mim. 

J-Jung-kookie… — seu nome saiu como um gemido baixo e logo seus lábios saíram de minha entrada.

Sim, hyung?

Olhei para trás e senti minha excitação me encharcar com a visão dele. Lábios brilhantes, assim como todo o seu maxilar, pela saliva; olhos pesados de desejo; e por fim, cabelos desgrenhados. Era a personificação da tentação e todo o meu senso sumiu no exato momento que nossos olhos se cruzaram. Em um ato desesperado, joguei meus braços para trás e segurei com força minhas nádegas. As afastei e meu corpo ofegante suplicou:

Fode o seu hyung, Jungkook.

Seu corpo inteiro cobriu o meu com seu calor, me senti sumir sob sua grandeza. O pau do maknae melecou minha bunda, se encaixando tão bem na fenda. A soltei, voltando a me agarrar nos travesseiros sob mim, enquanto ele se empolgava nos movimentos que executava com destreza.

D-dentro, Kookie. — voltei a implorar, em um tom perigosamente alto. — Você queria tanto me foder, então, fode de uma vez.

E eu mal conclui aquela fala desesperada. Os dedos compridos do maknae, que há segundos alargavam meu cuzinho, cobriram minha boca, prevendo o urro que eu soltaria a seguir. A cabecinha do seu pênis cutucou minha entrada e forçou espaço, adentrando centímetro por centímetro, enquanto eu me empinava por mais e babava em sua mão. Meus gemidos contidos pareciam choros, cada vez que ele socava seu pau contra meu cuzinho e eu até sentia minhas nádegas arderem por cada golpe. De repente ele enfiou seus dedos em minha boca e me deixou chupá-los, me ajudando a descarregar um pouco do tesão que não podia verbalizar.

Hyung… — molhou minha orelha com sua língua. — Você é delicioso. Muito… Muito mais gostoso do que sempre imaginei. — mordeu minha nuca. — Você gosta disso, não é? Seu cuzinho ta ensopado e fazendo esse barulhinho obsceno, parece que ele quer devorar o meu pau. — se estocou para bem fundo e me fez morder seu dedo.

Aquele garoto era um caso sério. Ele estava sobre e dentro de mim e ainda assim fazia questão de narrar aquelas coisas sujas. O afastei de mim, a fim de retomar o controle. Ainda tinha muita coisa a ensinar ao maknae. Antes que ele reclamasse, montei sobre ele e abracei seu corpo, atacando os lábios pequenos. Esfreguei minha língua no céu de sua boca e o senti arrepiar-se, enquanto me apertava a cintura. Lhe daria mais uma lição sobre meu corpo:

Aqui, Jungkook. — segurei seus cabelos e direcionei sua cabeça para o meu peito. — Mantenha sua boca ocupada, seu trabalho essa noite é me satisfazer.

Eu percebi logo naquela nossa primeira vez que quando o maknae e eu nos juntávamos, perdíamos totalmente o controle. Não tinha hora ou lugar, perceberíamos isso depois. Perceberíamos também que o desejo — que naquela primeira vez, nos fez agir como animais no cio, que não se preocupavam com quem podia entrar ou se realmente nos nos escutariam — não era uma febre que passaria. Tanto, que logo depois que eu montei em meu maknae até o ver gozar — daquela vez dentro de mim — me enchendo com seu sêmen, não paramos por ali.

Nossos corpos pingavam suor, nossas peles tinham tantas marcas do nosso sexo que não podíamos contar. E por mais que no fim da noite nosso sexo tenha ficado mais lento, ao Jungkook me comer de ladinho, ainda tínhamos que tapar nossos lábios — com  mãos, com beijos ou mordidas — para que ninguém soubesse que estávamos ali, fodendo baixinho entre os meus lençóis molhados de porra e suor.

Aquilo virou um hábito. Acho que o mimei demais e, naquela altura, não conseguia mais lhe negar. Jungkook era persistente e também tinha todos os maravilhosos orgasmos, que me dera, ao seu favor. Então deixava ele fazer do meu corpo o seu playground adulto e, claro, fazia do seu, o meu. Pois não podia negar ou fingir que era o álcool que deixava o meu corpo quente e minha libido alta. Era uma ofensa ao meu maknae de ouro, que aprendia tão rápido cada lição de como satisfazer o seu hyung.

E assim tudo mudou drasticamente entre nós. Se tornou um hábito para mim caminhar nas pontas dos pés pelos cômodos vastos do novo dormitório. Já havia me tornado um mestre em ser sorrateiro, pois era assim que no meio da noite sempre conseguia me meter debaixo dos lençóis do maknae, embora vez ou outra ainda levasse alguma topada em um móvel que não me lembrava estar no caminho, oculto pelo breu.

Fazia pouco tempo que tínhamos chegado ao acordo de termos esses encontros, afinal andávamos nos arriscando demais. Da última vez que deixamos a vontade falar mais alto, quase fomos pegos, mas só neste milésimo susto, tomamos juízo. Eu começava a pensar que somente aqueles que não conheciam a paixão seriam capazes de nos julgar, já que de fodinhas casuais, nos tornamos um casal apaixonado. E sabem como as coisas são, quando há um sentimento tão forte no meio, como a paixão, manter o controle não é algo simples e nós nãos conseguíamos mantê-lo muito bem quando nos víamos. Talvez fosse coisa do início, assim pensávamos, mas a verdade é que logo depois do primeiro beijo não perdíamos uma oportunidade de colarmos nossos lábios, quando não havia ninguém por perto e ainda tinha o sexo, oh, ai sim as coisas complicaram.

Eu sempre ficava dizendo a mim mesmo que era tudo culpa de Jungkook, já que o mais jovem se excitava com qualquer coisinha. Bastava uma provocação simples da minha parte e meu namorado estava mais que pronto para uma boa foda. Só que eu não podia ser hipócrita, fazia as provocações justamente para que o maknae me devorasse. Embora, às vezes eu só o olhasse meio estreito e mordesse meu lábio… Okay, eu não podia dizer que era um ato inocente, mas ele ficava fervendo e ia rapidamente buscar seu lugar entre minhas pernas.

E agora estávamos ali, correndo riscos mais uma vez. Completamente insanos pelo desejo, entregando-nos para aquele prazer que conhecíamos tão bem e ansiávamos. Jungkook estava muito mais forte e viril que nos seus dezoito e, bem, agora muito mais ciente dos meus desejos e pontos sensíveis. Então por isso — enquanto o  meu pau batia contra o fundo de sua garganta, o causando engasgo — seus dedos entravam em meu  cuzinho.

— Filho da puta… Ah. — o xinguei e gemi baixo.

Já Jungkook, ele apenas me olhava com aqueles buracos negros brilhantes, que eram os seus olhos, enquanto deixava todo o formato de meu pênis à mostra através de sua bochecha, que estava bem esticada pelo meu volume. Com as mãos na boca e olhos lacrimejantes, eu tremia forte e suava bem mais que no treino, parece que conter o prazer que ele me dava, levava mais esforço de mim que a dança.

Não conseguiria ir mais longe, logo gozaria, era um fato. Todavia, o maknae parecia que queria bem mais que o meu gozo em boca, pois seus movimentos pararam e ele logo ficou de pé. Seus braços me viraram e suas mãos enchiam-se com os meus cabelos, enquanto esfregava o meu rosto contra a parede. Ele esfregava o seu volume em minha bunda e, céus, minhas pernas cediam em antecipação.

— Hyung…

Sua voz saiu como um mero sussurro aveludado e doce, mas que tinham efeitos tão paradoxais em mim. Afinal, eu estava longe da tranquilidade, em verdade, tudo parecia uma explosão. Meus poros eriçavam-se e minha pele esquentava e, mesmo que ele ainda não tivesse feito a pergunta, o meu sim irracional  já era seu.

— Sim. — minha voz, ao contrário da dele, saiu estridente.

— Fale baixinho, hyung. — senti o primeiro contato de sua pele contra a minha, sua glande fazia uma grande sujeira de sêmen em minha bunda, ao ele esfregar-se ali. — Ninguém pode saber que estamos aqui. — brincou mais, só que agora seu alvo era a minha entrada. — E eu ainda quero te comer aqui, hyung. — o entra e sai suave da pontinha de seu pau era uma tortura. — Você me deixa, hyung?

E lá estava a pergunta que eu sabia que viria e como resposta, apenas me empinei mais em sua direção, fazendo poucos centímetros do seu pau me invadirem. O aperto em meus cabelos se tornou mais forte e ele parecia brincar com minha sanidade, se mantendo quieto. Tinha certeza que ele observava o modo desesperado como eu me empurrava contra seu pau. Eu quis reclamar, mas ao mesmo tempo tempo não quis ceder aos joguinhos de provocação do maknae. Ele estava sempre tão convicto da minha submissão.

— Ahn... — o som que saiu dos meus lábios, ao conseguir forçá-lo mais para o meu interior, não só foi alto como ecoou pelos azulejos.

— Hyung, vamos com calma. — seu hálito quente em minha nuca só fez o serviço contrário, pois mais uma vez gemi alto e manhoso, esmagando seu pau dentro de mim. 

— Não, Jungkook, eu quero agora. — me empurrei um pouco mais contra si, ainda assim não o tinha nem pela metade.

Aquele seu joguinho só estava tornando a situação toda mais chamativa, já que meu corpo estava ofegante, tamanho o desejo não saciado.

— Se você não se controlar, eu vou ter que cobrir a sua boca. — ameaçou com um tom sexy e sem que eu esperasse, ele o fez.

Sua mão não só cobriu toda a minha boca, ele finalmente parou com aquela provocação que já havia passado dos limites. Afinal, estávamos no banheiro da empresa, em um pós treino e qualquer um poderia nos ver. Estávamos tão cientes disso, mas em todo esse tempo, com todos os nossos planos de manter nosso segredo seguro, ainda colocávamos tudo em risco com uma troca de olhares. Seus quadris se moveram, parando de deixar tudo para mim, e com um golpe certeiro ele se meteu totalmente dentro de mim. Meu urro foi contido por sua mão, que amassava minha cara. Revirei os olhos, sentindo meu buraquinho completamente preenchido ser surrado por sua excitação pulsante. Minhas pernas tremiam, mas não abriam mão de me ajudarem a continuar o ritmo de nossos corpos.

Além de nossas respirações, meus gemidos estrangulados e os seus roucos, o som da agressão de nossos corpos faria qualquer um perceber o que estava acontecendo ali, só de chegar perto da porta. E embora eu pensasse e temesse que fossemos pegos, eu não conseguia pedir para que ele parasse, pelo contrário, o único pedido que ecoava em minha mente era pra que ele fizesse mais. Mais forte, mais profundo e intenso do que nunca antes.

— Ah, hyung, às vezes eu acho que você vai me deixar louco. — confessou, removendo a mão de minha boca, para agora me calar com beijos.

Tinha certeza que aquela ação não tinha sido a melhor escolha. A língua de Jungkook brincava com a minha, me causando mais um estímulo e, bem, mesmo que ainda abafado por seus lábios, meus gemidos ficaram um pouco mais altos.

— Shi…

Pedia-me antes de me atacar mais uma vez, desta vez me puxando pelos cabelos, grudando nossas peles suadas ainda mais, indo assim mais fundo, tocando a minha próstata. Os espasmos eram mais fortes a cada segundo e em determinado momento os meus joelhos, já fracos pelo tesão, cederam, me levando ao chão e fazendo com que Jungkook — que não tinha perdido o ritmo de suas estocadas  — fosse comigo.

— Rebola, hyung. — seus lábios estavam em minha orelha e sua voz baixa me fazia de fantoche de seus desejos. — Mostra como o seu cuzinho vibra por meu pau.

Antes que o significado de suas palavras fossem absorvidos por meu cérebro, o meu corpo reagiu. Minha entrada contraiu-se em volta do pau de Jungkook segundos antes do meu quadril mover-se para frente e para trás, para esquerda e para direita — rebolando como o meu maknae queria.

— B-bom hyung. — sua voz saia ofegante e suas mãos rodearam minha cintura.

Jungkook me mantinha preso, pressionando minha bunda em total contato com sua pélvis. Nenhum centímetro de pele estava livre de seu calor e ele estava tão fundo, tocando o meu ponto mais sensível, naquele esfregar lento e tortuoso. Agarrei as coxas definidas dele e usei toda a  força do meu corpo em uma direção contrária, fazendo um slap alto soar quando quiquei em seu colo.

Você escutou esse barulho?

Gelei, a voz com toda certeza era de Taehyung.

Escutei o que? — a voz de Jimin soou.

Acho que também escutei algo, Jiminie.

O Jin também estava ali? Será que todos do grupo decidiram ir ao banheiro ao mesmo tempo?

Acho que veio do banheiro. — Hoseok entrou na conversa. — E você Namjoon? Não escutou nada?

— Eu disse, hyung. — filho da puta, continuava mexendo, trazendo o meu corpo de volta para a sua órbita e, se possível, me deixando mais excitado. —  Baixinho, quietinho… — cortei o meu gemido com os meus dentes, que praticamente, deixava meus lábios em carne viva. —  E bem devagarinho.

Usou o seu maldito quadril flexível em um movimento que era quase um rebolar. O desgraçado estava usando o mesmo passo que a gente tinha acabado de aprender para me foder, como poderia vê-lo praticar agora sem ficar duro?

E enquanto eu me distraia naqueles pensamentos que caminhavam sinuosamente entre o tesão intenso que me tirava o senso e o receio de sermos pegos, Jungkook voltou a puxar meus cabelos com certa agressividade, quase deitando a minha cabeça sobre seu ombro. Então, seus quadris me atacavam com ainda mais força, seu corpo estava ardente, sua respiração queimava minha pele também e eu, por mais insano que fosse, deixei que ele prosseguisse com aqueles movimentos deliciosos e apagasse qualquer preocupação externa de minha mente.

O mundo inteiro se tornou aquele cubículo de quatro paredes, nós dois e os sons nada discretos do nosso sexo. As vozes dos outros membros se tornaram distantes, eu estava completamente atento ao suor que pingava do rosto do maknae sobre mim e da expressão firme que ele tinha, com o cenho franzido, mostrando o empenho que tinha em me foder do jeito que ele sabia que eu adorava.

— Jungkookie-ah! — quiquei sobre ele, indo contra seus ataques, o que tornava tudo ainda mais gostoso.

I-isso foi um pouco… — a voz tímida de Jimin comentou no lado de fora.

Estranho. — Taehyung completou e alguns cochichos difíceis de decifrar começaram.

E eu não me importei com isso, tudo que eu desejava era que ninguém entrasse ali e atrapalhasse o orgasmo que eu estava prestes a ter com meu namorado.

— Shii, hyung. — reclamou, me dando uma mordida forte no pescoço, causando o efeito contrário de sua tentativa, mais uma vez.

Meu cuzinho estava dilatado e desesperado por seu deleite. Segurei minha ereção e me masturbei, implorando para que o maknae me fizesse gozar. Encostei a palma da mão na parede a minha frente e tentei segurá-la com desespero, arrastando meus dedos no azulejo frio. O pau dentro de mim pulsou e eu sabia que ele logo me abandonaria, mas antes disso me deixaria cheio com seus vestígios.

— Eu vou gozar em você, Yoongi. — sussurrou rente a minha orelha e novamente sua mão cobriu minha boca, à medida que suas estocadas se tornavam mais ávidas. — Fica quietinho — falava pausado e ofegante. — Isso vai ser gostoso. — e eu entendia que ele se referia a adrenalina das vozes que ainda estavam ao lado de fora nos investigando.

Assim como prometido, Jungkook jorrou sua porra quentinha dentro de mim e eu descontei todo o prazer mordendo sua mão, ao mesmo tempo que sujava a minha, viciada naquele movimento frenético na minha ereção.

— Porra, hyung, isso doeu! — puxou sua mão, com uma exclamação impensada que fez todo o barulho no lado de fora se tornar um silêncio constrangedor. Afinal de contas, Jungkook e eu havíamos acabado de entregar nossas identidades de bandeja.

A risada escandalosa de Hoseok e Jimin quebrou o silêncio sepulcral. Sabia que aqueles dois seriam os primeiros a fazer piada de toda aquela situação, podia até sentir, mesmo com uma porta de madeira entre nós, os olhares maliciosos daqueles dois pervertidos.

Jungkook? — era a voz de Seokjin que invadia o nosso pequeno espaço, podíamos até ver o rastro de sua sombra por baixo da porta. — Você realmente está fodendo alguém nessa cabine?

Mas uma onda de gargalhada saiu de Jimin e Hoseok, eu só queria sumir dali. Pois, por mais que Jungkook tivesse revelado nossa localização, a minha identidade, mesmo que não por muito tempo, percebia ainda ser uma incógnita. Não conseguia nem imaginar o olhar de todos ao ver que era eu, ou melhor, que os gemidos eram meus.

É, Jin Hyung. — Jimin começa com aquela sua voz de escárnio. — Parece que o nosso bebê Jungkook, não é mais tão bebê. — gargalhou. — Vamos, Kookie-ah, nos mostre seu namoradinho.

— Eh, hyungs. — olhei para trás e vi Jungkook tão sem jeito como eu estava. — Será que vocês podem nos dar privacidade?

— Se você quisesse privacidade, você não estaria transando em um banheiro da empresa, Jungkook. — constou o óbvio. — Você tem noção da gravidade disso? E se não fôssemos nós que tivéssemos escutado o gemido de vocês? Já imaginou se isso sai em alguma página de jornal?

Jin Hyung estava exagerando, mas enfim, não mudava a loucura que tínhamos cometido. Afinal, não era nada profissional estar transando em lugar "público" da empresa, o que nos restava agora era encarar as consequências, seja os sermões ou as piadinhas que viriam.

Olhei para Jungkook e ele, atrevido, me deu um beijo antes de sussurrar que tudo ia ficar bem.

— Vamos sair, hyungs. — falou derrotado.

Logo o seu pau deixou a minha entrada e seu gozo desceu por minhas pernas, sujando as minhas calças semi abaixadas. Jungkook me ajudou a levantar — minhas pernas ainda estavam molengas — e também a me limpar, ou tentar.

Ficamos uns segundos olhando um para o outro e todos os rastro, assim como o cheiro, de nosso sexo ainda estavam em nós e todos perceberiam. Todavia, por mais que roubássemos segundos de tempo, não podíamos evitar o que estava para acontecer, para sempre. E quando Jungkook segurou a minha mão e finalmente abriu a porta, todos os olhares eram incrédulos em nossa direção.

Talvez a coisa mais estranha ali não fosse o fato de que eu era o namorado de Jungkook, mas, sim, de que eu era dono daqueles gemidos mal contidos. Provavelmente o “hyung” poderia ter deixado claro desde o princípio que era eu, afinal éramos os únicos faltando do lado de fora, mas ninguém jamais pensaria que logo eu, permitiria aqueles atos de loucura do meu namorado. No entanto, era assim que as coisas eram no final, bastava Jungkook me olhar que eu lhe dizia que sim, ele tinha permissão para me amar em qualquer brecha que achássemos, fosse com um sexo imprudente, como havíamos acabado de ter, ou com palavras mais carinhosas que só eram ditas em nossa intimidade de casal.

— É uma longa história. — comecei, com um tom baixo de pura vergonha.

Então eu senti o aperto do mais jovem, dentre nós, se tornar ainda mais firme em minha mão trêmula.

— Muito longa mesmo, não é? — me encarou com seus olhos carinhosos, de quem se orgulhava de todos os anos que estávamos nos amando, mesmo que em segredo.

E, bem, eu também me orgulhava de nós, mesmo com toda imprudência, amar Jungkook era uma felicidade inesperada que fazia os meus dias — e pele — mais coloridos.  Então sorri grande, assim como ele fazia ao olhar em minha direção, pois mesmo com toda a vergonha causada pelo flagra e, claro, toda explicação que teríamos que dar, aquela situação também nos era vantajosa. Afinal, se todos do grupo sabiam sobre nós, nossos dias de falar baixinho tinham chegado ao fim.

 


Notas Finais


agradecemos todos que leram e nós duas vemos vocês na próxima historia desse mês.
então fiquem ligadxs nas att do projeto. Esse mês estamos recheados de historias incríveis.

Agora um Avisinho:⚠⚠⚠⚠
Próximo mês teremos novidades no perfil do twt do projeto. Então quem tiver interesse em spoilers das próximas historias que serão postadas, é so seguir nosso perfil.
link: https://twitter.com/SongsOfYoonkook


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