História Apenas um pouco errado - Capítulo 18


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Categorias Big Bang
Tags Bigbang, Daesung, Gri, Jiyong, Nyongtori, Nyongtory, Seunghyun, Seungri, Taeyang, Top, Youngbae
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 18 - XVIII


 

Seungri olhou para fora da janela, observando a paisagem passar enquanto Jiyong levou-os de volta a Londres. Desde que tinham deixado o centro de treinamento, a tensão no carro não havia desaparecido.

Youngbae tinha sido bastante desconfortável. O médico obviamente tinha notado os chupões em várias partes do seu corpo, ele teria que ser cego para não vê-los, mas ele não tinha dito nada, mantendo suas questões estritamente profissionais. No entanto, ele não conseguiu esconder a carranca em seu rosto ou a sondagem, que ele fez em Jiyong. Youngbae sabia; Seungri tinha certeza disso. Normalmente, ele não iria incomodá-lo muito. Youngbae era provavelmente a única pessoa de seu conhecimento a quem ele completamente confiava para não o rejeitar: Youngbae era gay e ele próprio foi a definição de um “cara legal”, se tal coisa existisse.

Depois que Youngbae acabou, ele puxou Jiyong para o lado e lhe disse algo em um tom abafado e irritado. A mandíbula de Jiyong cerrou, os olhos giraram tempestuosos enquanto ouvia a tudo o que amigo estava dizendo. Por um longo e tenso momento, ele não disse nada. Finalmente, ele assentiu e saiu do quarto depois de dizer a Seungri que ele iria esperar por ele no carro. Quando o jogador exigiu respostas de Youngbae, o médico simplesmente olhou para ele antes de informá-lo de que amanhã ele iria voltar a treinar com o restante da equipe.

Amanhã.

Esse pensamento continuou surgindo em sua mente.

Amanhã.

Seungri olhou para Jiyong, mas ele estava olhando para a estrada. O mais novo olhou para a paisagem. Eles estavam nos arredores de Londres já.

— Youngbae disse que eu iria começar a treinar com o pessoal amanhã.

— Sim.

Seungri empurrou seu polegar contra o vidro. — Então isso significa que nós basicamente acabamos?

Ele contou três segundos antes que o mais velho respondesse: — Sim.

— Ah... — soltou Seungri, desenhando linhas em ziguezague na janela com o dedo. — o tempo. A temporada está quase no fim. Eu terei apenas um mês para recuperar a minha forma e impressionar o treinador.

— Quando você começar a treinar com o time, não se apresse em voltar ao campo. Seu problema é que você não tem paciência. — Jiyong soltou um grunhido irritado. — Eu lavei o carro esta manhã. Pare com isso.

Seungri não parou.

— Eu tenho muita paciência. Eu sou um modelo de paciência.

— E eu sou o Papa. Esta é a sua terceira lesão na virilha em meio ano. É óbvio que você está fazendo algo errado. Eu olhei os vídeos de suas sessões de treinamento e notei que você é muito impaciente e não faz alongamento antes de cada sessão de treinamento. Isso é muito importante, Seungri. Isso vai ajudá-lo a preparar os músculos para qualquer atividade.

Seungri desenhou um cão com o seu dedo. Bem, pelo menos era para ser um cão. Ele olhou para fora da janela. — Nós não estamos indo para minha casa.

— Não — falou o mais velho. — Eu tenho um DVD na minha casa. Um guia para o aquecimento adequado e uma rotina de alongamento estruturada. Você vai vê-lo com cuidado e seguir as instruções ao pé da letra quando começar o treino sem mim. — Jiyong ficou em silêncio por um momento. — Eu achei que teríamos outra semana, mas Youngbae discordou. Então você vai ter que aprender sozinho através de vídeo.

Seungri apagou o cão com o dedo.

Jiyong soltou um suspiro exasperado. — Você está fazendo isso de propósito?

— Olhos na estrada, não em mim — Seungri murmurou. — Eu sei que é difícil, mas eu sou muito jovem para morrer só porque você não pode parar de olhar para mim.

— Seungri…

O jogador bateu os dedos na janela. — Você ainda está olhando para mim. — Ele podia sentir fisicamente quando Jiyong olhou para longe.

Eles ficaram em silêncio durante o resto do passeio.

Quando Jiyong finalmente estacionou o carro na frente de uma grande e bela casa, Seungri riu. — Você sabe, para alguém que continua reclamando comigo por ser um menino rico e mimado, sua casa é duas vezes maior do que a minha. Quem é o menino rico e mimado agora?

Jiyong saiu do carro. — Eu tenho uma grande família.

Seungri seguiu para a casa. — Eles estão aqui?

— Não no momento. Minha mãe prefere viver com a nossa tia. Minha irmã é casada agora e meus irmãos todos saíram, embora todos eles ainda venham aqui com bastante frequência. Vou pegar o DVD. — Jiyong disse antes de desaparecer no andar de cima.

Seungri olhou ao redor da sala de estar. Ela era grande, parecia aconchegante e confortável. Havia fotos sobre a mesa baixa ao lado do sofá. Principalmente fotos de família, mas uma delas era diferente. Seungri pegou e olhou para ela. Jiyong tinha um braço em torno de uma linda morena. Portanto, esta era a famosa Donna. Sua figura alta e curvilínea parecia perfeita ao lado do quadro masculino de Jiyong. Eles pareciam bem juntos. O jogador colocou a imagem para baixo e pegou outra. Jiyong e seus irmãos: quatro irmãos e uma irmã. Eles não pareciam todos com ele, mas a semelhança de família era inconfundível. Todos os irmãos eram altos, um deles claramente quase da idade de Jiyong.

Sentindo os olhos nele, Seungri olhou para cima. Jiyong estava na porta, observando-o.

— O quê?

Balançando a cabeça, o mais velho se aproximou e lhe entregou um DVD. Seungri fez uma careta, mas pegou.

— Seus irmãos?

Jiyong assentiu, ainda olhando para ele com a mesma expressão estranha. Era enervante para os nervos já desgastados do jogador. Tentando manter seu corpo relaxado, Seungri apontou para o rapaz de cabelo preto à esquerda de Jiyong na imagem. — Eu pegaria totalmente este.

O olhar de Jiyong seguiu seu dedo. Ele parecia divertido. — Wonbin é um garoto. Ele tem apenas vinte e um.

— E daí? — disse Seungri, colocando a imagem na mesa e sorrindo docemente para Jiyong. — Acabei de fazer vinte e dois. Ele está com vocês?

— Quem?

— Wonbin.

Os olhos de Jiyong se estreitaram. — Não, ele não está.

— Hmm. Não importa.

— Você não quer ele — disse Jiyong. — Você está apenas tentando me irritar.

Interiormente eriçado, Seungri se esforçou para manter seu rosto neutro.

— Por que iria irritá-lo? Seu irmão é um menino grande e pode defender a sua virtude. E você está errado. Eu sempre tive uma coisa para cabelo preto e pele pálida. Ele é quente e ele tem a minha idade. — Ele sorriu. — Agora que eu não vou ter você para me entreter, vou ter que encontrar uma nova foda. Por que não ele? Ele é exatamente o meu tipo.

— Fique longe de meus irmãos — disse Jiyong, em voz baixa e perigosa. — Eu não vou deixar você usá-los apenas para me irritar. Nenhum deles pode lidar com você.

— E quem pode? — perguntou o mais novo, inclinando a cabeça. — Você?

Sua respiração era mista, tanto rápida quanto tensa.

As mãos de Jiyong agarraram os quadris de Seungri fortemente. — Eu não dou a mínima para o que você faz. Basta ficar longe.

— Você não seria capaz de manter suas mãos longe de mim?

— Seu pequeno…

— Você sabe o quê? — disse Seungri. — Vamos pular as preliminares, quando dizemos coisas horríveis um ao outro e ficamos loucos. — Seus dedos começaram a desabotoar a camisa do mais velho. Ele esperava que Jiyong não percebesse como instáveis eles eram. Ele olhou para Jiyong no olho. — Eu quero chupar seu pênis. E depois quero que você me foda. Então nós seguiremos nossas vidas e nunca nos veremos mais.

Jiyong ainda o olhava. Suas pupilas estavam tão deslumbradas que Seungri mal podia ver a íris.

Ele puxou Seungri para ele.

Eles não foram para o quarto. Eles fizeram isso bem ali, no tapete na sala de estar de Jiyong, rodeados por as fotos de sua família e sua linda noiva.

Foi o pior sexo na vida de Seungri. Ele odiava Jiyong, odiava a forma como o sexo o fez sentir frustrado, cru e profundamente insatisfeito, mesmo após o orgasmo espetacular que o fez estremecer e cavar os dedos nas costas nua do mais velho.

Depois, Jiyong disse em seu pescoço:

— Eu vou ter que me livrar do tapete agora. E eu gostava deste tapete. É tudo culpa sua. — Sua voz estava rouca e ainda um pouco atordoada. — Sua culpa. — Seus lábios se moviam acaloradamente para baixo do comprimento do pescoço de Seungri. Jiyong sugou fortemente sobre a pele acima de seu pulso.

Seungri fechou os olhos por um momento, lutando contra o nó na garganta. Ele abriu e deixou as mãos cair das costas de Jiyong aos seus próprios lados.

— Fique longe de mim.

Jiyong não se mexeu, afundando seus dentes em sua pele. Isso doía. Deus, isso o feria.

— Saia de mim — Seungri sussurrou.

Quando Jiyong não se mexeu, ele na verdade, ficou tentando empurrar-se mais profundo, Seungri o empurrou e ficou de pé, um pouco vacilante. Seu corpo estava ferido. Ele não se importava de ser fodido um pouco áspero, mas, por alguma razão, desta vez ele se sentiu mais machucado do que ele estava fisicamente. Sem olhar para o mais velho, ele colocou sua cueca e calça jeans. Sua camisa era um problema. Ele lutou com os botões da camisa, com seus dedos desajeitados. Após várias tentativas de tentar colocar o primeiro botão dentro de seu buraco, ele não se segurou. — Porra, caralho, foda…

Jiyong empurrou as mãos de Seungri longe e começou a abotoar a camisa. É claro que os dedos não eram desajeitados. Seungri observava aqueles dedos longos fazer brevemente o trabalho dele em silêncio. O silêncio era opressivo, como a vida, o peso pressionando em seu peito. Seungri detestava Jiyong.

— Obrigado — ele disse, muito educadamente, dando um passo para trás.

Jiyong apenas deu de ombros. Como se ele não se importasse. Parecia que ele já havia perdido o interesse na conversa e queria estar em qualquer lugar, menos lá.

— Tchau — Seungri disse, odiando-se um pouco por ser incapaz de chegar a algo espirituoso e mordaz.

Algo brilhou nos olhos de Jiyong. — Adeus — disse ele secamente, afastando-se e estendendo a mão para suas roupas.

Seungri saiu.

Suprimindo o desejo de bater a porta, ele fechou-a em silêncio. Ele não daria a Jiyong a satisfação de saber que ele estava... irritado. Ele estava com raiva? Era a sensação de aperto no seu peito ira? Ele não tinha nenhuma razão para estar zangado. Ele sabia o tempo todo que isso iria acabar em breve. Só foi... foi inesperado. Ele não estava pronto. Ainda esta manhã, antes de ir ver Youngbae, Jiyong tinha passado quinze minutos beijando-o, como se ele não pudesse ter o suficiente. E agora, agora, nada. Isso foi muito repentino. Foi por isso que ele se sentia tão fora de equilíbrio; isso foi tudo.

— Ei, você está entrando ou saindo?

Seungri levantou a cabeça.

Um rapaz alto estava sorrindo para ele. Depois de um momento, Seungri o reconheceu pela foto. Era o irmão que se parecia muito com Jiyong, exceto que seu cabelo era preto. Assim como Jiyong, suas características faciais eram marcantes ao invés da beleza clássica. Ele tinha uma compilação diferente, porém: seu corpo era um pouco mais muscular. Ele deveria estar nos seus vinte anos.

O cara estendeu a mão. — Nick.

Seungri agarrou-a brevemente e colocou um sorriso. — Eu sou…

— Lee Seungri — Nick disse, dando-lhe um sorriso atraente. — Um jogador de Chelsea e atual vítima de Jiyong.

— Não mais.

Os olhos cinzentos de Nick invadiu-o com excitação intermitente através de seu rosto. — Quer dizer que você se recuperou? Já era tempo! — Pelo olhar assustado de Seungri, Nick deu-lhe um sorriso e piscou. — Um fã do Chelsea desde que eu era criança. Como estou indo até agora? Eu estou tentando tanto não fazer papel de bobo.

Certo. Jiyong tinha mencionado que um de seus irmãos era seu fã.

Seungri sorriu, deixando sua máscara pública escorregar. Depois de cinco anos no centro das atenções, era como uma segunda pele para ele agora. Não era mesmo uma mentira na maior parte do tempo. Ele gostava de ser o centro das atenções. Ele gostava de ser amado. Ele gostava de ser admirado e adorado pelos fãs. Foi realmente fácil.

— Fã do Chelsea? — Seungri disse com um sorriso. — Seu irmão deve odiar você.

Sorrindo, Nick balançou as sobrancelhas. — Qual?

Seungri riu. — Tão ruim assim, hein?

— Aham. Eu sou a ovelha negra da família. — ele estremeceu dramaticamente; e, inclinando-se ao ouvido de Seungri, disse em uma conspiradora voz horrorizada — Eles são todos Gunners.

A risada de Seungri foi interrompida quando a porta se abriu atrás dele.

— O que você está fazendo aqui? — A voz de Jiyong estava muito fria.

Seungri ficou tenso.

Nick virou a cabeça, seu sorriso se transformando em uma expressão intrigada. — É bom ver você, também, irmão. Quem roubou o seu donut? Esta ainda é a minha casa, como você mesmo diz.

— Certo — Seungri disse, afastando-se. — Eu tenho que ir.

Nick agarrou seu braço. — Ei, não tão rápido! Eu não posso deixar você ir assim.

— Nick, nós já conversamos sobre isso — disse Jiyong acentuadamente. — Você não pode incomodar meus pacientes.

— Não tem problema. — Nick sorriu para seu irmão, claramente apreciando irritá-lo. — Ele não é seu paciente mais.

— Nick — A advertência na voz de Jiyong era inconfundível, e o sorriso de Nick desapareceu, com um olhar de confusão genuíno aparecendo em seu rosto.

Ignorando Jiyong, cujos olhos estavam furando na parte de trás de sua cabeça, Seungri sorriu para Nick. Ele gostava de seus fãs. Ele achou este. E ele gostava de irritar Jiyong acima de tudo. — Eu tenho que ir agora, mas você pode pedir o meu número a Jiyong. Me liga.

Surpresa e prazer brilharam no rosto de Nick. — Ótimo, eu vou. Até logo.

Seungri concordou com a cabeça e afastou-se, recusando-se a olhar para trás, para Jiyong. Ele sabia que se o fizesse, ele não seria capaz de manter-se controlado. Deus, ele estava desgastado, disso, dessa coisa patética e estranha, fosse o que fosse. Foda-se Jiyong. Eles acabaram. Acabaram. Ele não podia esperar para ter de volta a sua vida normal. Jiyong poderia muito bem se casar com sua linda noiva e viver seu felizes para sempre. Seungri não dava a mínima.

E se a sua garganta doía e estava um pouco apertada, não era da conta de ninguém.

 



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