História Apenas um pouco errado - Capítulo 21


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Categorias Big Bang
Tags Bigbang, Daesung, Gri, Jiyong, Nyongtori, Nyongtory, Seunghyun, Seungri, Taeyang, Top, Youngbae
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 21 - XXI


 

Quando Seungri desapareceu de vista, Jiyong fechou os olhos, tentando se recompor. Ele tinha conseguido ficar longe durante os últimos oito dias e agora o jogador tinha desfeito todo o trabalho duro com um simples toque. Jiyong fez uma careta. O fato de que ele sabia exatamente quantos dias tinham se passado foi ridículo. Ele era um fisioterapeuta renomado. Um homem adulto, não um estudante. Não deveria ser uma luta manter-se afastado.

Mas era.

Ele costumava se considerar um homem racional, de cabeça fria. Costumava.

Ele tinha pensado que seria mais fácil quando Seungri não estava mais por perto para deixá-lo louco, mas foi realmente pior. Porque quando Seungri estava por perto, ele poderia pelo menos culpar sua fraqueza pelos lindos olhos do mais novo, e pelos lábios, e também por aquele sorriso enlouquecedor. Com o menino fora de vista, Jiyong não tinha nenhuma desculpa para pensar nele sem parar, querendo vê-lo, e apenas o querendo. Ele se viu pensando nos lábios de Seungri sempre que se masturbou, lembrando a forma como aqueles olhos castanhos ficavam embaçados com necessidade quando Jiyong se movia dentro dele.

Pelo amor de Deus. Fazia oito dias. Ele não tinha visto Donna em mais de um mês, enquanto ela estava na China e ele mal pensava nela.

Donna. Jiyong suspirou. Ele ainda não sabia como conversaria com ela. É claro que ele não iria mentir para ela, mas só em pensar em explicar essa coisa, o fez desejar que ela não tivesse voltado da China ainda. Ele sabia que ela tinha notado imediatamente no aeroporto que o humor dele não estava bom. Ela não perguntou sobre isso, mas ela tinha o observado cuidadosamente. Ela o conhecia; é claro que ela não tinha ignorado como ele estava agitado.

Respirando fundo e olhando para baixo para se certificar que sua excitação não era perceptível, Jiyong seguiu Seungri lá pra baixo.

— Algo errado? — Donna murmurou, tocando seu braço. Ela puxou-o para a cozinha, desejando claramente falar. Ela parou quando ele não se mexeu. — Jiyong?

— Vamos assistir o filme — disse ele, puxando-a para o sofá desocupado.

— Oh, por Deus! — exclamou Nick com um rolar de olhos. — Nós não precisamos de babás. Nós prometemos não derramar coisas no seu sofá se você nos deixar em paz. — ele balançou as sobrancelhas com um sorriso.

Jiyong cerrou os dedos em um punho.

Donna riu. — Não olhe para mim. Culpe o seu irmão.

— Você ouviu isso, certo? — disse Nick, dando a Jiyong o olhar “não foda com meu encontro”.

Jiyong escolheu fingir que ele não entendia. — Esta é a minha casa — disse ele, caminhando para o mini-bar para retirar duas garrafas de cerveja. Ele abriu e voltou para o sofá. — Se você não gosta de minhas regras, vá para outro lugar.

— Tá bom — Nick disse lentamente.

Nick e Donna trocaram um olhar.

Jiyong fingiu não perceber e entregou a Donna uma das garrafas.

— Então, o que estamos assistindo? — perguntou Donna, tentando quebrar a tensão repentina.

Nick disse algo e Donna riu e disse algo de volta.

Seungri não fez um som.

Jiyong se sentou ao lado de Donna, focou seus olhos na tela e tentou relaxar.

— Você vai me dizer o que há de errado com você — Donna murmurou, mantendo a voz baixa, embora ele não sabia por que ela se incomodava: suas vozes foram mascarados pelo som de explosões.

— Do que você está falando?

— Eu estou falando sobre o fato de que estamos assistindo a um filme de ação e você odeia filmes de ação, com o seu irmão mais novo e seu namorado, enquanto poderíamos estar fazendo algo muito mais interessante. — seus dedos correram pelo seu peito levemente. — Você está tão tenso. Você ficou com alguém enquanto eu estava fora?

— Ele não é o namorado de Nick. Ele é meu ex-paciente.

Donna piscou e olhou para ele estranhamente.

— Eu sei quem ele é — disse ela depois de um momento. — Claro que eu sei. Que jornalista esportiva que se preze não reconheceria Lee Seungri? Mas eles parecem bastante íntimos para mim. Olhe para eles.

Jiyong não queria. Mas ele não tinha muita escolha agora.

Nick tinha seu braço sobre o encosto do sofá atrás da cabeça de Seungri, com as pontas de seus dedos tocando o ombro do jogador.

O aperto de Jiyong na garrafa era intenso.

— Jiyong? — ela chamou.

O polegar de Nick estava a polegadas longe do ponto abaixo da orelha de Seungri, o local que fazia o mais novo arrepiar-se e gemer sempre que Jiyong roçou os lábios contra ele.

— Jiyong?

Nick o tocou lá?

— Jiyong! — ela beliscou ele.

Ele estalou o olhar para Donna. — O quê?

Ela franziu a testa antes de olhar para Seungri. — Eu sinto como se estivesse faltando alguma coisa. O que está acontecendo?

Jiyong tomou um grande gole de sua cerveja, desejando que fosse algo mais forte. — Nada.

— Então por que você olha como você se quisesse bater em alguém? — Donna tocou em seu braço duro. — O que há de errado com você?

Ele não podia mentir para ela.

— Eu dormi com ele.

Em sua visão periférica, ele podia ver a boca de Donna caindo aberta.

— Ah — disse ela, finalmente.

Ele olhou para ela, surpreso com o desconforto em sua voz. Ela nunca tinha reagido dessa forma quando eles falaram sobre suas fodas.

Ela sorriu um pouco, mas ele a conhecia. Sua confissão a fez desconfortável.

Jiyong franziu a testa. Donna não era homofóbica. Ela tinha sabia há muito tempo que Nick era gay e ela sempre apoiou ele.

— Você ficou desconfortável — disse ele.

Ela não se incomodou em negar. Ela estremeceu, parecendo envergonhada. — Desculpe. Você sabe que eu não sou assim, mas... — ela riu, sacudindo a cabeça. — Droga. Eu sou moderna, uma mulher de mente aberta. Eu não sei por que isso... Deus, isso é bobagem. Eu não estou intolerante. Eu não. Não deve importar…

— Mas importa — Jiyong disse calmamente. De certa forma, ele entendeu. Ele não usou isso contra ela. Era uma coisa ter a mente aberta quando era com alguma outra pessoa, mas quando se tratava do homem que ela ia se casar... Havia certos estereótipos que não faz jus sobre os homens gays. Todos eles eram bobagem, tanto quanto Jiyong estar em risco. No entanto, nem todos compartilham essa opinião.

— Eu não penso menos de você — disse ela rapidamente. — Não há nada de errado. Eu não me importo que você dormiu com outras pessoas, não importa se é um homem ou uma mulher. Nenhuma diferença para mim.

Ela não estava sendo inteiramente verdadeira, mas Jiyong optou por não dizer nada. Ela estava claramente incomodada pelo fato de que ela estava desconfortável. Donna sempre se orgulhava de ser prática e sem preconceitos. E se ela queria fingir que pensar sobre Jiyong na cama com outro homem não era desagradável para ela, ele não ia discutir.

— Você só me surpreendeu, eu acho — disse ela. — Você nunca me disse que era atraído pelo mesmo sexo, também.

— Porque eu não sou atraído por homens — Jiyong disse, esfregando a testa. — Eu experimentei um pouco disso  na faculdade antes de ficarmos juntos, mas não foi realmente minha praia. Ele é, ele era a exceção.

— Por quê?

Recostando-se no sofá, Jiyong bebeu sua cerveja e sorriu. — Você tem olhos. Você não consegue adivinhar?

— Besteira — disse ela. — Você trabalhou com centenas de homens bonitos antes.

Jiyong deu de ombros. — Ele só fica sob minha pele.— Este foi o eufemismo do século. Ele tomou um gole da garrafa. — Isso não importa agora. Eu dormi com ele. Passado.

— Passado? Então por que você está chateado que seu irmão está na dele?

— Eu não estou incomodado.

— Certo — ela disse, sem rodeios. — Se eu não soubesse melhor, eu pensaria que você está com ciúmes.

Os músculos do queixo de Jiyong trabalharam, com calor correndo para seu rosto. — Nick não sabe com quem ele está lidando. Seungri vai andar em cima dele.

— Nick tem vinte e três anos e pode cuidar de si mesmo. Você nunca se importou com quem ele teve relações sexuais.

— Quem disse que eles tiveram relações sexuais — ele soltou.

Ele podia sentir olhos nele, sondando e avaliando.

— Você ainda o quer — disse ela, finalmente.

Ela não parecia com raiva, apenas surpresa e mais do que um pouco desconcertada. É claro que ela ficou desconcertada: isso não era algo que já aconteceu antes. Eles estavam em um relacionamento de longo prazo, às vezes eles transavam enquanto eles estavam separados, e depois eles voltavam e brincavam sobre isso juntos: era assim que deveria funcionar. Foi assim que o relacionamento deles havia trabalhado por dez anos. A maioria das pessoas não entendia como eles podiam ficar bem com uma relação não-exclusiva, mas funcionou com eles. Funcionou com eles, porque eles sabiam que não havia sentimentos envolvidos quando eles dormiam com outras pessoas. Sabiam quando era o fim do jogo para o outro. Nenhum deles ficaria preso a outra pessoa. Especialmente quando o seu casamento estava a um mês de acontecer.

— Você ainda o quer — ela repetiu mais tranquila. — Jiyong…

Jiyong colocou a garrafa no chão. — Isso não importa. É apenas luxúria. Eu posso controlar isso.

Mentiroso, uma voz sussurrou no fundo de sua mente. Mentiroso, mentiroso, mentiroso.

 



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