História Apenas um traficante - Capítulo 14


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Categorias Amanhã
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Drama, Romance
Visualizações 12
Palavras 1.453
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura meus amores 😍❤️😍

Capítulo 14 - Capítulo 13



MAJU NARRANDO ☁

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Cheguei na casa do Luan umas sete e meia da manhã, Priscila ainda dormia e não quis interromper seu sono, tomei café conversando com dona Marta sobre o que havia acontecido comigo e tudo que acontecia e logo pedi um táxi indo direto pro mesmo teto que o cafajeste, infelizmente.

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Queria logo sair dali.

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Adentrei a sala e ouvi algumas vozes.

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─ Não te quero brincando com o Fernando, tu sabe de quem ele é filho e não quero que o com o pai dele.

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A voz grossa e pouco rouca dizia séria, olhei em direção à cozinha e Luan tomava café com Gabriel. Ele parecia tenso com alguma coisa.

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Tentei passar sem fazer barulho mas acabei esbarrando na mesinha e fazendo ela arrastar um pouco, os dois me olharam firmes. Não queria encarar aqueles olhos intensos, nem aquele rosto angelical e perfeitamente quadrado que Luan possuía. Seus olhos vagaram por meu corpo.

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Estava sem sutiã e o vestido estava um pouco colado em meu corpo, fiquei morta de vergonha e subi rápido em direção ao quarto onde estava. Tranquei a porta e arranquei aquele vestido de meu corpo.

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Parei em frente ao espelho grande do quarto e fitei todo meu corpo, minha barriga estava começando a inchar e já dava pra notar uma saliência bem pequena abaixo do umbigo, o mesmo, já começava também à inchar, meus peitos começavam a criar tamanho e havia um caminho fino bem no meio da minha barriga crescendo. Dedilhei meus dedos pela minha barriga apertando com os três dedos da mão direita de leve onde estava inchado, percebi que um lado estava mais inchado que o outro.

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Depois de ficar um tempo ali olhando meu corpo no espelho fui tomar um banho e me arrumar, aliás, iria sair com o DG.

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Passei desodorante, escovei os dentes e passei um resto de hidratante que havia em um sachê dentro da minha mala desde quando fiz minha viagem para Angra dos Reis, nas férias, e passei por todo meu corpo então o jogando fora.

Vesti um conjunto listrado em rosa e roxo de calcinha e sutiã que quase já não dava em mim por conta dos seios que criavam volume, peguei um short cor branco com várias flores coloridas cintura alta da B&L e o vesti com dificuldade, peguei uma regata azul marinho sem estampa e só com o símbolo da Pool grudado no lado esquerdo.

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Fiz uma maquiagem simples e coloquei meus cabelos de lado calçando uma melissa rosa e pegando os cem reais dentro da mala. Peguei meu celular e decidi deixa-lo carregando na casa de Priscila, já que tínhamos o mesmo celular.

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Desci dando de cara com Luan parado bem na porta de saída, com sua arma atravessada nas costas, uma bermuda tactel preta, uma camiseta da oakley vermelha e um boné da Nike em cima dos cabelos loiros.

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─ Pra onde vai? ─ ele indagou e tentei passar direto mas fui barrada por ele.─ Me responde!

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O olhei com um olhar de lado matador e tentei por tudo passar por ele, o mesmo agarrou em meus braços e segurou firme meu corpo com seus braços fortes. Ele colocou seu corpo ao meu, eu batia bem abaixo de seu peitoral e por isso levantei minha cabeça pra encara-ló, ele me segurava com força, seu corpo estava quente assim como seu toque firme e podia sentir a tensão em seu corpo, minhas pernas tremeram e meu coração acelerou por estar tão perto, seu cheiro masculino me fazia arrepiar e sentir uma leveza, seu perfume se impregnou todo em mim.

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Nós dois não dissemos nada naquele momento, meu peito descia e subia com força e meu coração batia forte, nossas respirações se igualaram, seus olhos verdes pareciam me penetrar devagar e com delicadeza e ao mesmo tempo quente e sedutoramente. Ele aproximou seu rosto do meu e encostou sua bochecha na minha me fazendo sentir sua barba por fazer roçar minha pele quente, sua voz rouca alcançou minha audição tão ligeiro me fazendo arrepiar.

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─ Tu é muito teimosa ─ disse baixinho e rouco.

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Fechei meus olhos sentindo sua respiração conta minha orelha e suas mãos apertando meus pulsos com braveza. Nossos corpos estavam tão colados que quase desfaleci, eu sentia tudo, inclusive sua ereção contra minha barriga.

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Ouvimos uma buzina e só assim me vi livre daquele homem, assim que ele me soltou senti meu corpo todo se esfriar e a raiva me dominar, dei um murro em seu peitoral com força e saí dali mesmo o ouvindo me chamar. DG me esperava bem em frente da casa de Luan, fui até ele rápido e virei apenas pra olhar o quão furioso Luan estava.

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Subi na moto, dessa vez colocando o capacete e dei um sorrisinho como se estivesse marcado um gol.

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Demorou muito pra chegarmos até o ponto do teleférico, cerca de quarenta minutos, mas também, da Rocinha pra Urca era estrada mesmo. Já estava sentindo minhas pernas dormentes só do tempo em que estava sentada.

Chegamos no bondinho e desci procurando um lugar pra sentar, DG sorriu ventando e estacionou a moto.

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─ Você tá linda ─ confessou sorrindo.

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─ Obrigada, nós já podemos ir?

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Ele me ofereceu seu braço e peguei desconfiada e entramos pra fazer todo o processo e então pegarmos o teleférico.

O teleférico não estava tão cheio, só umas cinco pessoas aparentemente turistas que entraram com câmeras pra fotografar, e logo já estava em movimento.

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A vista era realmente linda, dava pra ver a Urca e tudo mais lá de cima, além da paisagem que era encantadora, fiquei vendo tudo e pensando...

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Pensando em Luan.

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─ Tá com quantos meses? ─ DG puxou assunto e despertei-me de meus pensamentos o encarando.

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─ Não sei exatamente te dizer, com a confusão que se encontra na minha cabeça esqueci até o dia do meu aniversário.

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Ele sorriu e aproximou-se de mim também olhando a paisagem do Rio, a cidade mais linda do mundo.

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─ Luan tá te obrigando em ter a criança?

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─ Sim, mas ele vai fazer como todas, e acho isso bom, não tenho interesse em nada ali e só quero sair daquele lugar e voltar para casa.

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Ouvi ele suspirar e segurar em meu ombro.

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─ Luan não quer ser igual o pai, por isso não se prende em nenhuma mulher.

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O que havia acontecido com o pai de Luan? Eu havia ficado interessada no assunto mas DG não quis me contar nada, fiquei na minha apreciando o passeio pela Urca que estava linda naquela hora. Era como se você pudesse voar e ser livre, se pudesse morar naquele teleférico eu não pensaria duas vezes.

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Logo o passeio acabou e fomos almoçar e comi muito com o DG, meu apetite tava horrível e senti até vergonha, depois passeamos mais e conversamos e logo tivemos que regressar pro morro, infelizmente.

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─ Te liga, se tu quiser tirar o bebê eu arranjo tudinho pra tu e Luan não vai se meter em nada.

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─ Tá bom.

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Entreguei o capacete pra ele, já era de tarde, me despedi de DG com um beijo na bochecha e ele sorriu arrancando com tudo dali. DG não era um monstro nenhum como falavam, ele era até uma pessoa legal e havia me tratado super bem.

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Nem parecia que era traficante.

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Ainda tinha os cem reais no bolso e resolvi ir até uma sorveteria e comprar uns três pro lanche, não estava com vontade de dar de cara com Luan, não depois do ocorrido hoje pela manhã. Andei pelas ruas movimentadas devagar e chamando olhares em minha direção.

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Lembrei-me de repente das palavras de Neguinho ontem: ''Se você abrir seus olhos verdadeiros, você é capaz de notar a beleza da Rocinha, agora se você ficar vendo tudo com orgulho e ódio, você nunca vai ver a beleza que aqui se esconde.'' Havia alguns grafites pelas paredes com frases de amor e de Deus e alguns desenhos, havia desenhos de armas, na primeira parede era um homem com uma família e depois com uma arma e drogas, por fim um túmulo e várias balas em volta.

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Os grafites eram realmente lindos e tentavam de alguma forma nos passar aquela visão.

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Algumas crianças brincavam por ali correndo e sorrindo e havia senhoras limpando suas portas e conversando, todos ali eram humildes, até na pobreza existe felicidade. Às vezes, as pessoas que não tem nada realmente encontra a verdadeira felicidade do que aquelas que têm tudo mas são infelizes.

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Eu era esse tipo de pessoa.

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Cheguei em uma sorveteria e pedi um sorvete cascão de quatro bolas com cobertura de morango, amendoim ralado e uvas passas. Comi lá mesmo observando o movimento e pensando...


Notas Finais


Vocês querem que eu continue ou não?Se quiserem deixar seus comentários.. beijoss ♥️😍❤️


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