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História Apenas um trago - Sukuna x Mahito - Capítulo 2


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Capítulo 2 - Dois


TIME SKIP - 3 dias se passaram

A aula começara, eram sete horas em ponto e o tempo lá fora era de neve. A manhã cinzenta, além de despertar a mais profunda preguiça em Sukuna, também o deixara de mau humor. Por causa da neve não pode vir de moto a escola, teria que voltar a pé e conversando com Yuuji, que simplesmente adora dias como aquele. Nobara provavelmente iria para casa deles e maratonaria Gossip Girl com o irmão. 

Ele fingia que não gostava, mas toda vez que a dupla de melhores amigos ligava a TV para colocar aquela série, fazia questão de sentar no sofá e mexer no celular e fingir não prestar atenção. Chuck Bass muito idiota, podia ter ficado rico, solteiro e ter tido todas as mulheres que desejasse, mas foi se apaixonar bem por ela. 

Sukuna, que estava imerso em seus pensamentos, foi despertado por um perfume característico. Um perfume que despertou, além da curiosidade, desejo. Tentou identificar de quem era e descobriu quando o irritante de sua vida sentou-se na cadeira de trás. Um sorriso surgiu em seus lábios, mas não falou nada. Durante o restante da aula, Mahito cutucou-o, mandou bilhetinhos com comentários engraçados sobre os outros da turma e a maioria zoando o próprio Sukuna.

Algo dentro de Mahito começou a fermentar. Passou três horas provocando o gêmeo e nada. Nos dias anteriores ele perdia a cabeça logo na primeira aula e hoje nada. Nem mesmo quando estragou as chances dele com a ruiva bonita da sala. Hoje Sukuna estava verdadeiramente intocável, o semblante de rei o cercava. Qualquer aluno da sala notou a confiança exalada e com isso os cochichos começaram, mas nem isso o tirou de sua incrível concentração. 

Eu preciso saber o que aconteceu. Será que ele ganhou na loteria? Ele gosta de neve?

Ei Susu, você quer brincar na neve? Um boneco quer fazer? 

Pegou um pedaço de papel e montou seu último bilhetinho.

Mahito: Transou com quem pra ta feliz assim?

Sukuna: Sem ciúmes tá, o pai aqui é de todas

Mahito: Af nem me fala quem é a cadela para eu ir dar uns tapas

Sukuna: A gostosa da sua mãe

Mahito: Que mãe?

O gêmeo riu da última frase e parou de responder, pois o sinal da aula tocou. Aos poucos todos os alunos foram deixando a sala de aula, mas os dois continuaram ali. Sukuna ficou mexendo em seu celular, rindo para o aparelho, o outro tentava espiar, mas o outro bloqueava o celular toda vez. Quando Mahito finalmente desistiu e saiu da sala de aula, foi ao encontro de Hanami e Jogo, queria contar o que estava acontecendo e ver se era coisa da sua cabeça ou não.

Era tudo que Sukuna queria. Assim que o outro se foi, guardou o celular em seu bolso, guardou todo seu material e foi atrás do perfume que tanto esperou para encontrar. Sentou-se na mesa atrás da sua, abriu a mochila do suposto amigo e encontrou o que tanto queria: a maconha.

Naquela manhã, quando Mahito entrou na sala, ele exalava o cheiro de quem acabara de fumar um baseado inteiro. Reconheceu na hora, pois na antiga escola fora expulso justamente por chegar na aula todo dia cheirando assim. Uma hora a diretoria reclamou e Nanami foi obrigado a mudar os filhos de colégio. Obviamente o pai brigou e colocou Sukuna de castigo, cortou a mesada e toda forma que ele tinha de conseguir mais da droga. O que alterou o humor do gêmeo, já que este adorava ficar chapado e dar risada das besteiras que Yuuji aprontava. 

Ainda não havia fumado, mas só de imaginar seu corpo já sentia a sensação. A felicidade borbulhou dentro dele quando achou a cartucheira de Mahito. Abriu e encontrou a flor de maconha, a seda e a piteira. Tudo o que se precisava para bolar um baseado. Sukuna riu sozinho e colocou a bolsa dentro de sua mochila. 

Na primeira página do caderno, deixou um recado para o outro e saiu da sala. Iria matar as aulas do resto do dia.

Enquanto isso, no pátio coberto pela neve, alguns pontinhos coloridos se faziam presente. Nobara e Junpei decidiram aceitar o convite de Yuuji para uma guerra de bolas de neve. Mahito intrigado foi até lá acompanhado de Hanami e Jogo.

- Para de ser neurótico - Jogo. 

- É melhor deixá-lo perguntar - Hanami apoiou sua mão no ombro de Jogo - Você sabe que ele não se aquieta quando quer algo. 

- Que seja - Revirou os olhos estressados - Mas vai logo então, está um frio danado aqui!

O trio parou um momento com a brincadeira para dar ouvidos a Mahito.

- Seu irmão transou? - Indagou sem filtro algum.

- Meudeus, ele engravidou alguém? - Yuuji virou para Nobara - VOU SER TITIO!

Nobara colocou a mão na cintura e fez uma cara séria.

- Olha aqui, eu não vou trocar fraldas.

- Titio Yuu ama, titio Yuu cuida - Itadori tinha brilho em seus olhos - Depois dessa eu com certeza vou ser o filho favorito!

- Acho que eles entenderam errado - Hanami cochichou para seus amigos. 

- Oh, gêmeo lerdo - Mahito estalou os dedos na frente dele, conseguindo a atenção que queria - Ninguém engravidou não, só queria saber o porquê do gêmeo capeta estar tão feliz hoje.

- O sururu feliz? HOJE? Acho que você errou - Nobara apontou para o céu - Ele odeia neve.

- Tem algo que ele não odeie? - Junpei. 

- Maconha com certeza - Brincou Yuuji mesmo que só Nobara dali fosse entender. Porém houve outro estalo, agora na cabeça de Mahito.

- Filho da puta! - Exclamou antes de sair correndo de volta para a sala de aula.

Chegou ofegante e deparou-se com a mochila num lugar diferente de onde havia deixado e com a carteira vazia de Sukuna. Procurou por sua cartucheira e nada. Quando sua ficha caiu, e viu o bilhete deixado em seu caderno começou a rir loucamente. 

- Ok, agora eu tenho certeza que ele não bate bem da cabeça - Jogo observada com Hanami do lado de fora da sala, viu o amigo se aproximar deles com a mochila nas costas - Aonde vai?

- Procurar o gêmeo - Respondeu naturalmente e saiu.

Mahito já sabia onde ele estava. Durante a caminhada até a praça abandonada da favelinha que existia na cidade, o único lugar seguro para se fumar maconha e não ser incomodado por nenhum oficial, pensou na coincidência. Antes era o único fumante do colégio, mas agora chegou um cara popular, que se paga de rei de todos, o tipo que Mahito mais gostava de perturbar e manter por perto, e além disso tudo, que também fuma. Por bem ou por mal seria amigo de Sukuna.

Fazia alguns meses que não sentia esse ânimo. Qualquer um em seu lugar estaria irritado depois de ser assaltado, mas Mahito não. Em sua mente surgia mais e mais ideias de como poderiam se divertir, quantas festas poderiam invadir e aproveitar ao máximo. Tudo o que sempre quis era alguém que aproveitasse as loucuras que tramava ao invés de tentar detê-lo como Jogo e Hanami. E ali estava a chance perfeita, ali estava Sukuna.

Ao ver o gêmeo sentado em uma das fontes quebradas e terminando de bolar o cigarro de maconha, Mahito estendeu os braços e exclamou animado.

- OLHA ELE AÍ! O homem mais sagaz de todos!

- Nem vem que eu não vou devolver - Sukuna terminou se passar a goma da seda na boca e terminou de fechar o baseado - Ai que saudades de você - Disse para o cigarro.

Mahito sentou ao lado dele e o observou acender e dar o primeiro trago. Pode ser os traços de felicidade tomar o rosto de Sukuna. 

- Quanto tempo estava sem? - Perguntou ainda analisando o outro. A verdade é que prestava mais atenção na boca dele do que em todo o resto. 

- Três meses - Respondeu antes de apreciar mais outra tragada.

- Pode pelo menos devolver minhas coisas - Mahito estendeu a mão, esperando que sua cartucheira fosse porta ali.

- Não, agora é minha - Disse dando um sorriso de canto para o outro - Gostei das coisas que você tem nela.

Encararam-se por um momento. Um ainda com o sorriso lateral e o outro com olhos totalmente concentrados. Mahito, delicadamente, pegou o cigarro da mão do outro, deu um trago e assoprou a fumaça no rosto de Sukuna.

- É claro que gostou, minhas coisas são sempre as melhores. 

Os dois sorriram ao mesmo tempo e mutuamente decidiram uma trégua por tempo indefinido. 



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