História Apenas uma menina - Capítulo 48


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Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Luta, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 48 - Pílula


- Não teve importância o que tivemos.
  Ele sugou o ar e soltou velozmente pelo nariz.
  - É incrível sua capacidade de banalizar um relacionamento Cindy. – Ele colocou a mão na testa.
  - Rafael presta atenção, não teve relacionamento, ficamos durante uns meses e só.
  Ele ficou com os olhos fechados e mão na testa por alguns segundos, seus olhos franzidos imaginando cenas que não deveria.
  - Sinto raiva!
  - Do que? – Indaguei.
  - De você ter tido outras pessoas. – Ele suspira esfregando o rosto. – Isso não é normal, não mesmo. – Disse ele se martirizando.
  - Você sabe que nunca gostei de ninguém como eu gosto de você. – Passei a mão no seu rosto aflito.
  - A única coisa que eu tenho certeza sobre você, é que você é imprevisível Cindy. Faz coisas sem pensar.
  O fato de eu ter ficado com uma garota foi algo totalmente irracional.
  - E como eu posso dormi em paz sabendo que tem uma pessoa querendo te roubar de mim?
  Engoli em seco.
  - Ele nunca me roubaria de você.
  - Eu não tenho a mesma certeza.
  - Pois deveria ter. – Suspirei.
  Ele ficou me encarando.
  - Vamos pra minha casa, dorme comigo.
  Abri um sorriso, é tudo que eu queria. Mas minha avó e minha tia não vão gostar nada dessa ideia.
  - Não quero ficar mais um dia sem ter você Cindy. – Disse ele acariciando a minha bochecha.
  - Vou ir pegar umas coisas e deixar um recado pra minha tia.
  Passei como um vulcão, para ninguém puxar assunto comigo, peguei minhas coisas e umas roupas. Pensei duas vezes antes de avisar minha tia, ela nunca teve consideração comigo, sempre avisa as coisas por carta ou por mensagem de texto, vou fazer o mesmo.
  Do lado de fora a Nicole me encara decepcionada, o plano dela de tirar o Nego de mim desceu por água abaixo. Espero que ela não mexa nas minhas coisas no meu quarto, a trégua que eu pedi não existe mais.
  O Nego avisou que não iria correr mais, porque tinha algo melhor para fazer “ficar comigo”. Faço questão de ser inesquecível para ele. No caminho ele parou em um posto de gasolina para eu pegar uma bebida. Peguei uma garrafa de vinho, sobe rápido.
  - Você não tem jeito. – Disse ele sorrindo.
  Chegamos na casa dele, e posso ver uma luz em um quarto se acendendo, alguém olha pela janela. Não sei quem é, a pessoa sai da janela e apaga a luz.
  Entramos no quarto escuro dele, acendi a luz. O irmão dele já estava na sala, provável que ele tenha mandado uma mensagem avisando.
  - Vou pegar umas taças. – Disse ele mordendo a língua.
  Tirei minha lente de contato e me esparramei na cama encarando o teto.
  A porta abre, é ele com as taças. Abri o vinho com um saca rolha, coloca no copo pra mim e pra ele.
   - Um brinde. – Disse ele sorrindo.
  Me sentei.
  - Brinde ao que?
  Brindamos.
  - Por você ser tão gostosa assim. – Ele riu.
  Bebi o vinho maravilhoso.
  - Isso aqui está muito bom. Delicioso!
  - Você sabe escolhe vinho. – Ele ergueu uma sobrancelha.
  Deitei depois de outra golada, acabou o meu.
  Os olhos do Nego percorreram meu corpo, quando ele me olha desse jeito fico excitada.
  - É eu estourei no norte. – Disse ele passando a mão na minha barriga.
  Dei risada. Sua mão percorre minha coxa, meu corpo se arrepia. Seus lábios vêm rente aos meus, ele está com cede em me ter.
  - Você achou mesmo que eu não iria te foder hoje? – Indagou ele acariciando meus seios.
  Sua língua veloz no meu pescoço, e sua mão aperta meus seios de um jeito que me faz arrepiar por inteiro.
  Levantei.
  - Vou tomar outro gole de vinho. – Coloquei mais na taça.
  A bebida faz com que eu fique do jeito que ele gosta. Voltei pra cama e a mão dele foi para a minha coxa acariciando.
  - Vem aqui vem. – Disse ele fazendo sinal para eu ir pro chão. Ele sentou na cama. – Eu quero que você faça duas coisas. – Ele desabotoou a calça.
  Coloquei a mão no seu duro grosso, bem excitado.
  - O que você quiser. – Sussurrei de olhos semicerrado.
  - Você vai chupar, e me olhar com essa sua cara de cachorra. – Sussurrou ele.
  Passei a língua entre os lábios e fui descendo aos poucos. Molhei a parte de cima e aos poucos fui encaixando, ele pressionou minha cabeça.
  - Me olha caralho. – Ordenou ele.
  Eu o encarei.
  - Isso Cindy, isso.
  Ele foi abaixando minha cabeça fazendo os movimentos vai e vem, está gostoso. Eu gosto muito de fazer isso, e ele sabe. Eu acaricio seu duro enquanto minha boca está ocupada, ele quer enfiar mais, e não dá.
  - Boquinha gostosa. – Sussurrou ele de olhos semicerrado.
  Tirei a minha boca ganhando folego.
  Fiquei em pé e ele desceu a minha calcinha, fiquei apenas de saia e blusinha. Ele me puxou pelo quadril me fazendo sentar no seu colo, meus joelhos em sua cintura, sinto o seu duro querendo perfurar a minha pele. Ele coloca a mão na minha parte intima.
  - Está molhadinha.
  Ele coloca a cabecinha entre as minhas pernas, sinto um tesão fora de mim, estou disposta a fazer qualquer coisa que ele quiser, e o pior é que ele sabe. Meus joelhos apoiados na cama, e sua mão puxa meu quadril para baixo, sinto o grosso querendo entrar. Gemo sem querer. Ele faz sinal de silêncio, está a família dele toda dormindo. Mais uma vez ele me puxa para baixo e eu sinto um pouco entrar, e não consigo controlar os grunhidos que saem da minha boca.
  - Vou colocar bastante, pode? – Indaga ele.
  - Calma. – Peço sem saber se vou conseguir me controlar. Seguro seu tronco cavando as minhas unhas na sua pele. Sua boca se afoga nos meus seios, me fazendo ficar ainda mais excitada. Que homem gostoso. Sou surpreendida com as mãos dele pressionando o meu quadril para baixo mais uma vez.
  - Aí. – Rinjo os dentes. Suspiro e fecho os olhos. Coloco minha mão na altura da cabeça segurando o cabelo e mordendo o lábio inferior. A outra mão eu coloco na cintura, agora não posso mais conter a intensidade que ele me pressionará. Ele sabe que pode fazer do jeito que quiser.
  Suas mãos em meu quadril vão me pressionando para baixo, gemidos saem da minha boca e meus olhos semicerrado de tanto prazer. Ele continua me pressionando aos poucos, e vai me levantando e abaixando, está doendo, está excitando, eu só sei que estou gostando demais.
  - Aguenta que você é cachorra. – Suas palavras sujas despertam meu lado mais piranha.
  - Aí. – Puxo entre os dentes.
  - Só de olhar você nessa pose me excita. Você é sexy demais. – Disse ele me observando, me abaixando e levantando. – Agora eu quero que você rebole bem gostoso, daquele jeito que você sabe fazer.
  Continuei com a mão no cabelo e a outra na cintura, e comecei a mexer o quadril. E ele a gemer, e eu me excito vendo ele dessa forma. Está tudo dentro, gostoso demais. Coloco minhas mãos no pescoço dele encarando firmemente. Ele me mexe para cima e para baixo.
  - Nego. – Murmurei enquanto ele me faz sentir ser a melhor mulher do mundo. – Eu amo você.
  Ele me encara, e não diz o mesmo. Já é a segunda vez que ele não diz o mesmo. Eu fico ansiando uma resposta.
  - É amor de pica Cindy.
  Não acredito no que eu acabo de escutar, meu coração calejado se parte. Sinto os fragmentos do meu sentimento se espalhando pelo meu peito. Queria tanto ouvir dele que sente o mesmo por mim, mas parece que por aqui é só tesão, e palavras ao vento. Broxei. Sai de cima dele. Os olhos dele me acompanharam até eu deitar, virei para o canto, ele não disse nada, muito menos eu. Não imaginei que eu fosse me magoar tão profundamente como estou agora. Tudo nele me deixa muito eufórica, ou muito magoada. Nunca exigi sentimentos de ninguém, principalmente na hora do sexo, estou surpresa comigo mesmo. Ele está em pé se limpando eu nem reparei o que aconteceu. Jogou o papel higiênico para mim. Passe a mão entre minhas pernas e sinto o molhado. Limpei, ele deita do meu lado e murmura.
  - Amanhã eu compro a pílula do dia seguinte.
  Uma lagrima escorre dos meus olhos. Como ele consegue ser tão príncipe e tão sapo ao mesmo tempo. Senhor não consigo lidar com essa confusão mental que o Nego me faz. Só quis me trazer pra cá para mostrar pro Binho que podia mais, havia alguns dias que ele não me trazia aqui. Sentiu-se ameaçado e quis ganhar território, não sou propriedade de ninguém.
  - Escutou Cindy? – Indagou ele tentando me olhar, sinto seu hálito quente no meu rosto. – Você tem que tomar bem cedo.
  Assenti com a cabeça.
  Ele me ganha, ele me perde. Hoje ele me ganhou, agora ele me perdeu, amanhã eu já não sei como será.

XX

 Acordei não havia ninguém na cama de casal, levantei e fui ao banheiro tomar um banho e tentar não pensar de como ontem foi tão legal, e tão decepcionante. A água quente cai na minha cabeça me fazendo refletir sobre muitos pontos, e um deles foi esse namoro que eu praticamente forcei. E agora estou querendo força sentimentos também, quem diria que eu chegaria algum dia nesse ponto tão crítico. Depois do banho me troquei e coloquei meus óculos, penteei meu cabelo e passei uma base no rosto. A porta se abre e o Nego entra com uma sacolinha de farmácia na mão, ele está tão preocupado com que houve ontem, que isso me irrita.
  - Comprei de um comprimido só, de dois você poderia esquecer mais tarde. – Ele ergueu a sacola.
  Peguei, tinha uma latinha de suco de abacaxi dentro.
  - Eu não tomo suco de abacaxi artificial. – Falei tirando essas merdas da sacola.
  - Vou pegar água.
  - Depois eu tomo Nego.
  Ele voltou pra trás.
  - Porque não toma agora?
  Uma risada de indignação toma conta de mim.
  - Acha mesmo que vou querer engravidar de você igual ela fez?
  Ele engoliu em seco.
  - Não estou falando isso, as coisas acontecem.
  - Comigo não acontecem não, sabe porquê? Eu não preciso de filho pra segurar homem.
  - Então você toma remédio pra evitar?
  - Não tomo.
  Ele riu.
  - Faz o que você quiser certo, sua cabeça é seu guia. – Ele abriu a porta. – O café da manhã está na mesa.
  Na mesa de café da manhã estava o irmã dele com um Playstation portátil, mastigava e jogava ao mesmo tempo. Vanessa fechou a cara quando me viu, e a Andressa está na pia. Não sinto vontade nenhuma de tomar café da manhã com esse povo. Crio coragem e sento ao lado do Rafael na mesa.
  - Bom dia. – Forço as palavras.
  - Bom dia. – Murmurou Vanessa colocando as coisas de comer perto de mim.
  - Bom dia. – Disse Pedro dando um grito ao perder o jogo.
  - Você só perde mano. Me dá isso. – O Rafael tomou o vídeo game dele. – Hora de comer é sagrada. – Disse ele com dureza, apesar dos dois terem quase a mesma idade, parece que o Rafael é bem mais maduro que o irmão.
  Comi uma torrada, tomei um pouco de leite com chocolate e me levantei arrastando a cadeira. Andressa me encarou. Peguei minha louça e levei até a pia. Não sou obrigada a lavar nada. O neném começa a chorar e ela sai da pia rapidamente. Eu volto pro quarto e coloco minha rasteirinha. Preciso ir pro colégio, não vou pedir pra ele me levar. Peguei a merda da pílula e tomei com o suco artificial horrível. Alguém abre a porta, é ela. Fiquei encarando ela entrar no quarto, abriu o guarda e pegou uma coberta de neném. Minha vontade era de pergunta se ela não tinha vergonha nessa cara, mas engoli. O Rafael não merece o meu incomodo com a pessoa dela. Peguei minha bolsinha e sai do quarto passando pela sala.
  - Ei mina. – Grita o Rafael.
  Eu olho e o encaro.
  - Oi.
  - Eu vou levar você.
  - Não precisa se preocupar, e olha eu tomei a pílula. – Tirei a embalagem do bolso e joguei no chão.
  Sai da casa dele, e correndo ele veio atrás de mim.
  - Vou levar você, é minha mina.
  É mais fácil ele dizer que sou a pessoa que ele gosta de mostrar para os amigos.
 Ele abriu o carro e eu entrei, fomos para o colégio ouvindo música. Estou bem arrependida de ter dito aquelas três palavras magicas que me destruíram por dentro, pelo fato de não ter sido recíproca. E fora o “amor de pica” que é o que meu sentimento representa pra ele. Legal saber disso.  Ele parou o carro em frente ao colégio, eu desci. Ele desceu também.
  - Não vai conversar comigo?
  - Fizemos certo em assumir um relacionamento?
  - Que?
  - Não sei. – Rapidamente caminhei e passei na catraca, não quero render este assunto
 



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