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História Apenas uma Mensagem (imagine Jimin) - Capítulo 9


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Capítulo 9 - Remédios


Fanfic / Fanfiction Apenas uma Mensagem (imagine Jimin) - Capítulo 9 - Remédios

Meu coração dispara, era Aila. Fernanda que teve noção e soube agir virou o celular que estava em minha perna. De certa forma eu sou lerda e não pensei em nada fiquei imóvel. Aila é muito fã dos meninos e gosta de se aparecer, se ela tiver visto algo, nem sei o que pode acontecer. Estávamos caladas, e Aila estava a espera de uma resposta, nos olhava desconfiada, nossa atitude estava suspeita. Eu e Fernanda somos péssimas em desfarçar.


     — Que foi meninas? Por que estão com essa cara?– Aila disse sorrindo, quebrando aquela tenção que estava entre nós. Por empulso eu sorri sem graça. — O que vocês estão vendo? É o Jimin não é, S/n?– Ela diz extrovertida empurrando meu ombro de leve, pois sabe que eu gosto de Jimin.

Fernanda estava de olhos arregalados, e se segurava para não sorrir. Costumamos sorrir quando estamos nervosas. Eu precisava dizer algo, ficar sem dizer nada ia ser muito suspeito.

   — Ah, estávamos vendo – cortei minhas palavras pois não pensei em nada, não sabia o que dizer. Eu só tinha que pensar em alguma coisa. — Vendo, uh... Ah... Um edit do Jimin... Isso, um edit. – Minha voz saíu trêmula, errei algumas palavras por conta do meu nervosismo.

     —Ah, entendi. Posso ver?– Ela estende seu braço, afim de pegar o meu celular. Rapidamente peguei meu celular e o deixei próximo ao meu peito temerosa dela pegar. Ela me olha com um olhar de reprovação do meu ato.

Fernanda, me cutuca de leve. Ela percebeu que aquilo estava suspeito demais. Eu só queria sumir dali, não poderia deixar ela ver.

   — Credo, S/n! Pra que tanto ciúme?– Ela sorrir. — Ok, vou deixar você e seu "dengo" quietos. – Eu costumava dizer que Jimin é meu "dengo", mas apenas por brincadeira, é claro. E as vezes eu fingia ciúme de algo que envolva Jimin, eu gosto muito de brincar quando se envolve ele. E eu estava agradecendo por essas brincadeiras agora.

Mesmo nervosa, eu sorrir para não parecer estranho. Mas aquele meu sorriso era de alívio, ela se sentou ao lado de Fernanda. Apertei no botão de "casa" do meu celular para que ele saísse do kakaoTalk, em seguida eu o apaguei.

   — Em falar em, Jimin. Eles nunca mas postaram nada, sumiram – Aila diz tristonha, ela gosta deles. E assim como ela sei que tem outras armys que querem que eles voltem a mídia.

   — Talvez eles estejam dando um tempo para voltar, não acha? Isso está óbvio, eles precisam de um descanso – Disse fitando o chão, pensei em cada palavra não queria falar demais.

  — Deve ser mesmo. E os haters só aumentam, um site coreano postou uma nota sobre os grupos de k-pop em alta, e advinha? O BTS não está entre eles. – Disse Aila.

Sentir raiva, e ao mesmo tempo tristeza. Só pensei em Jimin, como ele deve está se sentindo? Como pode decair tanto em tão pouco tempo? Um grupo tão famoso, decaindo por algo tão estúpido. Pessoas querendo que eles acabem, e acham que estão conseguindo.

      — Mas eles vão voltar, tenho certeza disso. Eles só estam dando um tempo, quando voltarem vão vim com tudo.

           — Creio nisso.

Ficamos conversando. Eu insistir em mudar de assunto. Eu sentia uma dor em saber disso, me sentia triste. Isso era lastimoso. E também, que tipo de fã quer ver seu ídolo passando por algo assim?

Logo a sirene toca, alguns alunos saíram. Meu amigo que não gosta do BTS, percebe que estávamos falando deles. E logo começa a xinga-los de coisas desagradáveis e pesadas. Ignorei ele, pois já estava acostumada, ele sempre faz isso.

Fernanda, entrega o que ela tinha de entregar para Ketlin. Eu não estava ligando para nada, eu só conseguia pensar em Jimin. Me perguntava se ele tinha visto essa nota desse tal site, como ele estava se sentindo? Com certeza, nada bem. Isso me deixava agoniada.

Chamei Fernanda, queria ir para casa logo. Ela se despediu de Ketlin, e seguimos para fora do colégio, rumando para casa.

       — Eu ainda estou nervosa, Aila quase viu. – Fernanda diz risonha. Me recordei do momento, sentir arrepios em pensar que ela poderia ter visto.

    — Ah, nem me fale. – Digo afim de esquecer isso.

        — Você está aflita com algo? Ou foi só o fato de Aila quase ter visto?

     — Estou preocupada com Jimin, saber sobre esse site vai deixar ele abalado. Não só ele, mas os outros também.

         — Entendi.

Seguimos em silêncio. Fernanda chega em sua casa, me despeço dela e sigo para a minha. No meio do caminho, coloquei o meu fone de ouvido, ligando minha playlist.

Parecia que o caminho ia ficando curto quando ouvia as músicas. Eu odeio ficar em público, as pessoas da minha rua ficam me olhando, pois eu dificilmente saío, e diferente das outras meninas da minha rua, eu não me enturmo com ninguém. Aqui só ha péssima influências.

A paisagem era simples, casas pobres, pessoas humildes. Havia um casarão em minha rua, o único. Era de se invejar, toda vez que passo por ele fico encantada, sua arquitetura antiga me encanta. Não há moradores, apenas pessoas que são pagas para cuidar dela.

Eu moro no fim da rua, se seguisse mais para frente, haveria o cais de minha cidade. Pego a chaves que estava em meu bolso e abro o portão da minha casa, estava louca para entrar, odiava ficar do lado de fora. Entrei em casa, abrir a porta da frente, fui para o meu quarto me atirando na cama.

Suspirei cansada. Retirei os fones, e empurrei a mochila para o lado. A casa estava bagunçada, como aqui ventava nessa época do ano, ficava com areia dentro.

Retirei o uniforme da escola e vestir uma roupa simples. Retirei os tapetes e logo começei a arrumar as coisas.

[...]

Tomei um banho, já tinha terminado de fazer tudo. Minha mãe iria fazer a comida quando chegasse, e eu a ajudava, enquanto minha irmã ficaria no quarto mexendo em seu celular.

Me sentei em minha cama, pegando meu caderno e livros. Eu ia começar a estudar de agora. Abrir o livro, e começei a ler a explicação que nele estava sobre o assunto.

Minha concentração foi tirada de mim. Meu celular começa a tocar, notificação atrás de notificação. Eu não iria pegá-lo, tinha que estudar, mas estava me agoniando. Ia silência-lo, peguei ele e desci a barra de notificação, me assustei era Jimin. Sei que lá devia está a noite, e ele deveria está dormindo. Logo abrir o kakaoTalk.

    — S/n, desculpe encomoda-la. Mas pode conversar comigo por apenas um estante?

    — Eu soube de uma notícia nada boa, e estou me sentindo muito mal

    — Não estou conseguindo dormir, estou tendo pesadelos

       — Estou agoniado

       — (●´⌓`●)

Havia mensagens seguidas dele. Logo me veio a mente sobre a tal nota do site coreano. Ele deve ter visto.

      — Você não está encomodando nada Jimin

           — Ah, que bom que você viu

          — Pode dizer o que você está sentindo

     — Como eu disse, eu estou agoniado. Tenho medo de que as coisas não voltem como era antes. Não consigo dormir, e parece que isso não vai passar nunca

       — Jimin, vai passar sim. É apenas uma fase, tem tantos idols que já foram, e logo as coisas voltaram ao normal. Você é amado por muitas pessoas, e também tem muitas que tem inveja do seu sucesso, então fazem o que podem para derrubar você por inveja. Então sinta-se bem, pois saiba que você tem algo que possa invejar, e elas o que tem?

      — Eu não sei o que dizer

     — Sabe que é verdade. Não fique triste, sei que você está preocupado com tudo isso, mas você vai guandando tudo na sua cabeça e acaba que se transfoma em medo. Isso te faz ter pesadelos, você não está tão relaxado

      — Agora eu estou ( ◜ ᴗ ◝ )

     — Eu fico feliz, mas é apenas agora. Depois você vai ficar mal de novo, isso não vai parar por agora, tem que se destrair, para não ficar prezo a isso

     — Está certa, eu estou preocupado demais com isso

    — Não estou dizendo que não é pra ficar. Por que não tem como não ficar, mas tire um pouquinho desse tempo pra fazer algo que te enterta, vai ser bom pra você

    — Eu vou tentar

    — O tempo vai se encurtar, vai ver (◠ ᴗ・)

   — Obrigado S/n. Eu me sinto muito melhor agora

    — Tem certeza?

     — Tenho ✧◝(⁰▿⁰)◜✧, vou lhe provar

      — Como?

Ele não me responde. Fiquei encarando a tela do celular, a espera de algo.

Não se passou muito tempo até que chega uma foto.

                              °Foto°
        ╭───── • ◈ • ─────╮
[Jimin estava deitado de bursos, na imagem ele sorria. Vestia um moletom Branco, e estava de capuz. Seus olhos estavam um pouco avermelhados, parecia que estava chorando]

         ╰───── • ◈ • ─────╯

Sorri ao vê-lo. Mas fiquei preocupada em ver que ele parecia está chorando. Sou perceptível, e isso me deixou encomodada.

    — Eu fico mas aliviada. Posso te perguntar algo?

     — Claro (. ❛ ᴗ ❛.)

     — Estava chorando?

     — Não

    — É que na foto seus olhos estão um pouco avermelhados, e dá para ver brilho nele, como se estivesse. E quando você chora, o ladinho do seu olho fica em um tom avermelhado assim como seu nariz, e dá pra ver isso na foto

Eu poderia está com paranóia. Mas achei melhor perguntar, eu iria ficar com dúvida, e não me concentraria em nada, então seria melhor tirar essa dúvida. Jimin não estava me respondendo, talvez estivesse com vergonha de admitir.

    — Nossa, percebeu isso em uma foto?

     —É (ツ)

      — Bem perceptível

      — Mas você estava?

      — Sim, eu estava

   — O que importa é que você está bem agora (◍•ᴗ•◍)

   — Sim (^ᴗ^), agora vou parar de te incomodar

        — Jimin? Você não encomoda

        — (- ᴗ -;)

       — Enfim, você precisa dormir

       — Ok, tchau S/n (◍•ᴗ•◍)

       — Tchau (^‿^)

Fui para a minha galeria e adicionei a foto que Jimin me mandou na pasta que eu tenho só dele. Mas uma foto que só eu tenho, sorrio convencida. Fico admirando a foto, não dá para parar de olhar.

Me assusto com um barulho no portão. Era a minha mãe, fui para fora pegar as sacolas que estavam no guidão da moto. As levei para dentro colocando na mesa.

     — Ah, que bom que já está tudo arrumado. Você vim cedo vai ser ótimo. – Ela sorri, suspirando tranquila.

Me imagino vindo todo dia de pé, cansada, ainda chegar e arrumar a casa, estudar. Não seria tão bom para mim, mas eu sorri ladina.

   — O que você estava fazendo?– Ela pergunta enquanto remexe no conteúdo das sacolas.

       — Ah, estava estudando.

       — Já?– Me olha aturdida.

       — Sim.

     — Queria que os seus irmãos fossem como você, dedicados. Mas infelizmente... – Ela não termina de dizer, seu olhar retratava tristeza. No termo "estudos" meus irmãos não se emportam muito.

Eu não tinha nada a dizer sobre isso. Voltei ao meu quarto, e mergulhei nos estudos.

[...]

Após o almoço voltei a estudar. Nessa semana eu só iria focar nisso. O tempo passa rápido quando estou estudando, quando percebo já está a tarde e depois noite.

No banheiro, aquela cena lamentável se repete. A garota amargurada que se machuca para sentir dor, mas a dor já está dentro dela. Se torturar é um feito para sentir fisicamente o que está se passando por dentro, mas não é suficiente. Por que cada dor que ela causa a si mesma não é nem um terço da angústia que ela tem dentro de si.

Eu pego os meus restos e junto eles, as únicas forças que eu tenho! Cada palavra que me machucou, cada coisa que eu vi e me doeu, meus traumas, tudo em que passei e que estou a passar, e guardo eles no meu potinho chamado mente. Minha boca se cala, mas minha mente grita repetidas vezes, mas eu não vou obdece-la eu ficarei em silêncio. Enquanto eu poder eu vou segurar tudo.

Como sempre minha mãe fica no quarto ou na cozinha para não ter que olhar para o meu pai. E fica apena eu e meu pai na sala, mas parece que não tem ninguém. Ele não me olha, e nem diz nada. Se eu falo algo, não recebo um resposta, apenas um olhar de quem não quer conversar. E isso me machuca tanto, eu não consigo ajudar, sou inútil para fazer isso.

Cansada daquilo fui para o meu quarto. Minha irmã foi para a casa da minha vó, que se encontrava nos fundos da minha. Minha vó possuía um grande terreno, ela dividiu com seus dois filhos e irmã. No casa meu pai, meu tio e minha tia. Então moramos próximos, meu tio é meu vizinho, atrás da minha casa tem a casa da minha vó, e do lado da casa da minha vó a casa da minha tia.

Me sentei na cama e peguei o livro sobre o assunto da prova de amanhã. Mas não consegui ler, logo as lágrimas vinheram. Retirei o livro da minha perna pois não queria molha-lo com minhas lágrimas.

Chorei baixinho. Eu me sinto tão sozinha, mesmo com essas pessoas a minha volta eu me sinto só. Não emporta o quanto atenção me derem, depois aquele vazio volta novamente.

Eu me irrito com isso, tenho mais vontade de me agredir, descontar na única pessoa que merece tudo isso... Eu.

As memórias horríveis vinheram me atormentar, era para ser apenas um curto choro, mas veio acompanhado com outras coisas. Eu não conseguia mas parar. Guardei minhas coisas rápidamente, apaguei a luz do quarto e me joguei na cama, poderia ser cedo, mas fingir está dormindo é uma desculpa ótima para chorar.

Chorei demais, todos dormindo e eu ali chorando. Poderia não ter motivos mas eu estava a desabar. Até que chegou um momento que já estava de mais, então finalmente adormeci, como uma completa dopada.

[...]

De manhã segui a rotina como sempre. Meus olhos estavam ardendo, sentia eles pesados. E eu estava com uma dor de cabeça horrível.

Ao chegar no colégio, fui para a fila. Fernanda contava algo engraçado uma vez ou outra, forcei a sorrir, eu não queria mostrar que estava mal.

[...]

Após a prova seguir para casa. Quando Fernanda foi para a sua casa eu seguir sozinha, coloquei os fones de ouvido e ouvi música enquanto caminhava pelo mesmo trajeto de sempre.

Tudo a minha volta me dava uma sensação horrível. Fiquei olhando aquelas pessoas, esse lugar. Me dá uma frustração, tenho vontade de chorar, saí daqui, fico totalmente sufocada. A música e essa paisagem estavam acabando comigo, caminhei apressadamente não queria chorar aqui.

Ao chegar em casa entrei rapidamente, me sentir aliviada para poder chorar. Eu estava sozinha, então me sentia livre.

Arrumei a casa chorando, eu não conseguia parar. Eu estava tentando, mas logo aquela dor voltava e as lágrimas vinham junto com ela. Escutei um barulho no portão, corri para o banheiro não queria que minha mãe me visse chorando.

      — S/n?!– Ela chama meu nome.

Até minha voz estava trêmula, tentei me acalmar pelo menos para poder dizer algo.

     — Estou aqui – saío em um tom razoável, não dava para perceber que eu estava me acabando em lágrimas.

    — Comprei uma blusa pra mim!– Ela diz animada, minha mãe gosta de gastar, mas nossas condições não é boa, então difícilmente compramos roupas novas.

    — Ah, que bom – queria parecer contente com isso, mas eu não estava, nada me deixava animada.

Joguei água em meu rosto. Em seguida o enxuguei com a toalha, fiquei me olhando no espelho. O tom avermelhado dos meus olhos não estavam tão fortes, mas estavam inchados. Me ver no espelho me deu vontade de chorar, mas me segurei eu tinha que parar.

Respirei fundo e saí do banheiro. Logo minha mãe percebeu meu semblante.

   — Estava chorando?– Ela pergunta se aproximando de mim. Eu não poderia dizer que não, pois estava bem a mostra.

     — É por causa da prova, sabe que eu fico preocupada. Não é nada demais. – Sorri. Não queria deixar ela preocupada, mas sorrir me doeu tanto.

      — Vai dá tudo certo. Olha aqui a blusa – ela retira da sacola um crop tee em um tom rosa pastel.

     — É um crop tee mãe – Analiso a peça se roupa.

Minha mãe tem um gosto diferente do meu, ela gosta de peças curtas, e tons claros. Já eu gosto do oposto disso.

     — Bonitinho né?– Ela diz encarando a peça de roupa.

      — Sim.

      — Você poderia comprar um pra você.

       — Eu não gosto.

Minha mãe sabe que eu não gosto, mas gosta de insistir.

       — Hoje eu comprei os remédios da mãe.

       — Todos?

        — Sim. Ela já estava precisando.

Minha vó tem Mal de Parkinson. Então minha mãe tem que está sempre comprando remédios. E todo dia minha mãe vai pra lá para poder cuidar dela, e fazer coisas de casa que ela não pode fazer mais.

Fui para o meu quarto, peguei os livros e meu caderno. Ia começar a estudar.

[...]

Estava deitada no sofá mechendo no Instagram. Já estava de noite, e eu já tinha acabado de estudar. Não tinha ninguém na sala apenas eu, já estava acostumada com isso. Eu passei a gostar de ficar só.

Me veio a mente os remédios da minha vó. Eu me lembro bem quais são, porém eles só podem ser comprados com receita médica. Mas isso seria fácil, eu posso levar a receita da minha vó e compra-los, creio que me ajudaram a dormir, e acabar com esse choro.

Eu já tinha pensado nisso antes, mas desistir pensei que não seria necessário. Mas vendo minha situação agora, acho que eu preciso.

Fui para o meu quarto arrumar meu material. Peguei o dinheiro da minha mesada que meu pai me dá mensalmente, é pouco mas eu já venho juntando faz um tempo, então consigo a contia para poder comprar os remédios. Guardei tudo em minha mochila.

Quando todos foram dormir, eu levantei da cama e fui sorrateiramente para o quarto da minha mãe. Tentei não fazer barulho, peguei a bolsa da minha mãe, onde ela guarda os documentos. Achei uma receita que estava os remédios que eu precisava, peguei ela e fui para o meu quarto, em seguida guardei na mochila.

Tentei dormir mas eu não estava conseguindo. Uma vez ou outra cochilava, mas logo acordava. A noite é tão longa, parecia uma prisão.

[...]

Estava conferindo tudo, para ter certeza de que estava tudo certo. Meu pai me levou para o colégio, seguiu tudo normal.

Após a prova nós fomos dispensados. Eu mudei o caminho, pois iria passar na farmácia. Fernanda não perguntou nada. Por mas que eu odeio sair, falar com pessoas, eu tinha que comprar esses remédios, ou eu não iria descansar se não os comprasse.

Fernanda ficou do lado de fora, e eu entrei. Mostrei para a farmacêutica a receita, porém só pedir dois remédios que nela estavam. A moça logo trouxe, eu dei o dinheiro e saí.

Fernanda não perguntou nada, e nem desconfiou de nada. Fiquei aliviada com isso.

[...]

Era de noite, eu tinha escondido os remédios para a minha mãe não ver. Eu faria tudo as escondidas.

Peguei o Trazodona e o Diazepam. Peguei um comprimido de cada e os tomei. Eu também tinha alguns remédios que eu tinha que tomar diariamente, eu estava receosa de tomar, se eu misturar tudo pode causar algum sintoma. Mas eu não poderia cortá-los da rotina.
Decidir toma-los. Eu tenho asma, então tenho que tomar um remédio para não correr o risco de eu ter falta de ar. Quando era pequena eu costumava ter surtos, então tomo remédio controlado para isso não acontecer. São os remédios que eu tomo diariamente, mas agora vou acrescentar esses.

Me deitei na cama a espera do efeito dos comprimidos. O efeito veio rápido, minhas pálpebras pesaram, e logo adormeci.


Notas Finais


Tchau ♥


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