História .Apenas uma noite - Chansoo - Capítulo 1


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Categorias EXO
Personagens Chanyeol, D.O
Tags Chansoo, Do Kyungsoo, Park Chanyeol
Visualizações 43
Palavras 1.123
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, LGBT
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Provavelmente tenha um bônus :/

As partes escritas em itálico são tipo uma narração da lua.

Capítulo 1 - A noite dos desejos


☆☆☆☆☆☆☆☆


Apenas uma noite 


- Capítulo 1/2


☆☆☆☆☆☆☆☆


A noite dos desejos 


Toda a cidade estava em festa. A famosa celebração da "Noite dos desejos" era um evento anual. A festa tão famosa vinha, por décadas, sendo passada de geração para geração. 

Acreditasse que em todos os anos no sétimo dia do sétimo mês do calendário lunar, a Lua realizaria um pedido para cada pessoa. Não haviam tantas regras quanto ao pedido, apenas teria de ser feito com o coração. 

Em cima do morro mais alto do vilarejo, havia um borrão, que logo virou uma sombra, que se tornou um menino, e logo o reconheci. Dentre tantos admiradores, Park Chanyeol sempre foi o que mais me chamou a atenção. Todas as noites, o rapaz estava lá. Alguma beleza havia na imensidão escura da noite, algo diferente que parecia fazer sentido para o garoto. Nem sempre eu era o centro das atenções do menino de cabelos cacheados.

Olhos fechados, os cabelos sendo bagunçados pelo vento, e repousando em seu colo uma cópia do livro "O pequeno Príncipe". Quem presenciasse a calmaria do jovem naquele momento jamais pensaria que ele havia vindo da cidade, Channy não era do tipo de rapaz que gostava de festas, a calmaria sempre lhe encantou mais. 

Na cidade, a festa já estava para encerrar, faltava apenas o ritual dos desejos, o ápice da festa. O ritual se consiste em escrever seu maior desejo em um papel e queima-los para oferecer a Lua. 

O canto das crianças era alto, mesmo lá de cima Chanyeol conseguia escuta-las. Não era ruim. Conseguia sentir a pureza e inocência das crianças em acreditar que algo realmente cairia do céu sem ao menos correrem atrás. Também lhe trazia uma sensação de nostalgia, se lembrava de cantar essa mesma canção quando mais novo, junto a um coral de crianças. 

Mesmo não acreditando que seu desejo se realizaria, Chan puxou um pedacinho de papel que guardava dentro de seu livro e retirou uma caneta de seu bolso, e escreveu algo sobre o amor. Era perceptível, ao menos para mim, que ele se obrigava a não acreditar naquilo, como se a crença em algo o fizesse um tolo. Mas, eu conheço o coração de todos, e sei que no fundo, bem no fundo, Park Chanyeol realmente queria que seu desejo se realizasse. 

Chan passaria a noite por ali, não queria voltar para casa hoje, fugiria dos problemas por esta noite. Era dia de festa. E pessoas ficam bêbadas em dias de festa. No caso de seu pai, ficaria duas vezes mais do que os outros. 

Park movia a cabeça de um lado para o outro, os sons que a natureza emitia eram como uma trilha sonora daquele momento, sua respiração estava tranquila, e seus olhos pesavam. 

Naquela noite Chanyeol adormeceu sobe uma árvore. Por volta das três da manhã, uma voz o acordou. Uma voz estranha para o rapaz. Era estranha, porém era mais estranho ainda ter gostado de ouvi-la. 

- Por favor... desenha-me a lua! 

Ao olhar para o lado, Chan logo se encantou. Não sabia ao certo o porque, o garoto ao seu mais baixo simplesmente, de uma maneira rápida e um tanto sem sentido, capturou sua atenção. Talvez fosse pelo menor estar citando seu livro favorito. Talvez fosse a beleza do rapaz. Quem sabe o que lhe prendeu a atenção foram os belos pares de olhos, era como se estrelas tivessem possuído os globos oculares do outro. 

Bem... eu como autora, posso lhes segredar. Havia sido uma mistura de tudo. 

-O quê? - Continuou o monólogo tão conhecido por si. 

- Desenha-me a lua... - Disse o desconhecido, dando continua a brincadeira. 

Após a fala do garoto, ambos sorriram, e os sorrisos foram seguidos por uma curta gargalhada, que pouco depois se tornou um silêncio confortável, mas que foi quebrado com a fala de Chanyeol. 

- Park Chanyeol. - Sorriu, estendendo a mão que logo foi segurada pelo menor.

- Kyungsoo. Do Kyungsoo. - retribuiu o sorriso.- Agora é sério, faça um desenho da lua no meu braço. - Sem perguntar se podia ou não, Kyung se sentou ao lado do garoto alto, e esticou o braço na direção dele.

- Eu não sei desenhar, Kyungsoo. 

- Por favor, Park. - Um biquinho se formou nos lábios do Do, e Chanyeol respirou fundo, por um momento quis socar o rostinho bonito do garoto insistente. 

Mesmo a contra gosto, retirou a caneta de seu bolso novamente, e arrumou o braço do outro em sua coxa, se aproximando ainda mais do baixinho. 

As respirações pareciam estar sincronizadas, e isso era agradável, na visão do Park. 

Passando a caneta esferográfica no pulso do rapaz, Chanyeol fez um círculo, um círculo torto, porém não parecia ter incomodado o garoto ao seu lado. Junto ao círculo desenhou algumas estrelas, e como toque final no estranho desenho, fez um rosto alegre na lua. 

- Isso não se parece com a lua. - Opinou o pequeno garoto. - Ela não tem um rosto, certo?- Perguntou, retoricamente. Chan apenas revirou os olhos. 

- Eu disse que não sabia desenhar Do. A culpa é sua por ter insistido. 

- Não disse que havia ficado ruim. - Segredou Kyung. O sorriso singelo que habitava nos lábios em formato de coração, de alguma forma, aqueceu o coração do outro rapaz. 

Ficaram em silêncio por um tempo. Não sentiam a necessidade de quebrar o silêncio até então confortável. 

A pequena mão de Kyungsoo ainda repousava na coxa do rapaz de cabelos cacheadinhos, os dedos do moreno faziam pequenos círculos por cima do tecido grosso da calça que o outro usava. 

Chanyeol não se sentia desconfortável. Estranhamente se sentia relaxado com o carinho que o garoto estranho fazia em si. 

Kyungsoo -sem parar com o carinho que fazia nas coxas do outro- fechou os olhos e encostou a cabeça na árvore que se encontrava atrás dos dois. 

Chan virou para o lado, observando o garoto bonito. Naturalmente, como se já estivesse acostumado a tocar em meninos desconhecidos, Yeol levou suas mãos até o rosto de Kyung. Fazendo um leve carinho naquela área, vendo o outro jovem abrir os olhos e encara-lo. 

Sem pensar muito, aproximou seu rosto do de Kyungsoo, vendo o baixinho fechar os olhos novamente. Sem se conter, vendo que claramente o outro havia consentido, selou os lábios do rapaz. O beijo era desajeitado, ambos nunca haviam beijado ninguém. Não era ruim, apenas estranho a princípio.

Seu primeiro beijo havia sido com um desconhecido, sob a luz da lua, em seu local favorito no mundo. 

Naquela noite fria de Dezembro, Park Chanyeol deu seu primeiro beijo no garoto que possuía os olhos que mais se assemelhavam as estrelas que iluminavam a noite e faziam companhia a lua. 



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