1. Spirit Fanfics >
  2. Apenas você e eu. >
  3. Fragmentos do passado

História Apenas você e eu. - Capítulo 12


Escrita por:


Notas do Autor


Opa, olá tô de volta gente! Mais um capítulo para vocês, pra ser sincera eu quase esqueci de postar, eu lá estudando de boa e eu olhei assim pare e falei:“ Mano tenho certeza que estou esquecendo alguma coisa ”

Peguei o celular e vi que dia era ksksks tô tão perdida nos estudos que nem sem mais que dia que é ksksksk.

Capítulo 12 - Fragmentos do passado


 

Depois de Ace subir desesperadamente no ninho do corvo, Marco e Thatch suspeitaram a ação incomum do garoto.

 

 

 

Enquanto Ace subia rapidamente no ninho do corvo ele murmurava xingamentos de baixo calão, e também sobre não querer ver mais uma das pessoas que o abandonaram por motivos tão fúteis.

 

 

Ace queria que o velho homem tivesse vindo até aqui por qualquer outro motivo que não fosse ele, mas se fosse pelo garoto, ele com toda certeza nunca iria ouvir o que o homem tem a dizer para ele, ele nunca iria o perdoar. Tudo bem ele ter dado Ace para bandidos das montanhas, tudo bem ele o socar com o seu punho do amor e tudo bem ele não ter sido o melhor exemplo de avô e pelo menos ter tentado fazer algo. Mas não estava nada bem ele ter feito o que fez, ter o abandonado como se fosse nada, ter falado que não queria nem sequer olhar nos olhos dele, ter jogado toda a culpa em Ace, só por fazer isso, só por jogar a culpa em cima do garoto já o fez ficar tão mal, pois ele acreditou que a culpa era dele por Luffy ter morrido, só isso já fazia Ace querer pegar qualquer lâmina afiada e rasgar o seu pescoço com um corte brutal, que com certeza acabaria com sua vida em segundos, pois o mesmo iria se engasgar em seu próprio sangue até a morte.

 

 

 

Ace olhou em volta do lugar onde estava e reparou uma pequena pilha de papéis e alguns lápis. Obra de sua divisão, eles precisavam ficar de olho no curso e atualizar diariamente as suas rotas. Ace pegou uma folha em branco e rapidamente começou a desenhar para se distrair.

 

 

 

Ace precisava mais do que nunca de sua válvula de escape agora. 

 

 

 

O velho homem fez Ace começar a se autodestruir por dentro, aquilo não era saudável, mas foi o jeito que o velho pode lidar com seu próprio luto mesmo que machucasse seu único neto.

 

 

 

Garp conseguiu chegar perto o suficiente para entrar no navio, e assim ele o fez, mas como o esperado, vários comandantes o cercaram, eles estavam prontos para uma luta, mas todos se surpreenderam quando o velho marinheiro levantou as suas mãos se rendendo, todos pararam, mas ainda estavam em alerta, qualquer movimento minimamente suspeito eles iriam atacá-lo.

 

 

 

— Eu não vim aqui para começar uma luta, eu não vou atacar ninguém! — Garp se pronunciou com a voz alta afirmando fortemente que não faria mal a ninguém. — Eu preciso falar com Portgas D. Ace, eu sei que ele está nesse navio, depois eu vou embora sem causar mal algum. — Com as palavras do velho homem fez com que tanto Marco quanto Thatch suspeitarem das ações de Ace a pouco tempo atrás, mas para o resto da tripulação só levantou dúvidas dos motivos para ele querer ver o garoto.

 

 

 

 

Garp olhou para o ninho do corvo sentindo com seu haki a presença do jovem.

 

 

 

— Ace venha aqui e fale comigo como um homem! — Todos ficaram mais alerta com o chamado do homem.

 

 

 

 

— Saia do meu barco! Você não é bem-vindo aqui. — O homem mais forte dos mares falou visivelmente sendo hostil já que ele representava uma ameaça, e na cabeça do homem poderia ser uma ameaça até ao seu novo filho já que não sabia as intenções do homem.

 

 

 

— O que eu tenho a tratar com o garoto é muito mais importante do que eu estar ou não no seu barco, e não importa se você é um yonkou ou não, eu preciso falar com ele. — Garp disse incrivelmente sério.

 

 

 

Barba branca fechou completamente o rosto, ele pensava se realmente deveria deixar o marinheiro falar com seu filho casula, ou se ainda deveria deixar ele mais alguns segundos em seu navio, ele estava dividido sobre o que fazer. 

 

 

Assim como Ace, o pobre garoto não sabia o que fazer, se deveria ou não ir, uma parte dele queria ver o seu avô de novo, mas outra parte não queria ver o homem nunca mais em sua vida. Ele estava tentando se manter ocupado desenhando o mapa, mas ele não conseguia mais evitar aquilo, aqueles sentimentos de melancolia e amargura, Ace pensava que se ele visse novamente o homem tudo cairia por terra, ele não queria isso.

 

 

 

Ace pegou uma nova folha e escreveu poucas palavras, ele amassou o papel e arremessou a folha na cabeça do homem que o procurava.

 

 

 

Garp rapidamente pegou o papel que atingiu sua cabeça antes que ele atingisse o chão, ele fixou o olhar no objeto, ele olhou em qual direção veio a folha amassada. Garp desamassou a folha, ele sabia que se aquilo veio de Ace naquela situação, havia algo lá.

 

 

 

A folha portava poucas palavras nela, o homem começou a ler mentalmente cada uma das palavras: “Vá embora! Eu não quero falar com você, você veio aqui à toa, eu não quero mais ver a sua cara, eu te odeio.”

 

 

 

O rosto de Garp ficou completamente sombrio ao ler aquelas palavras, ele fechou seus punhos com força, assim amassando o papel novamente. Ele levantou a cabeça e em passos firmes começou a ir em direção ao ninho do corvo, mas foi interrompido pelos comandantes, mas o homem ignorou todos eles, ignorando o risco total de perigo, assim que ele chegou no local de subida para o ninho do corvo, o braço direito do homem mais forte dos mares ficou na frente impedindo o homem com o título de herói de subir.

 

 

 

Marco estava completamente em alerta, ele não iria deixar o membro da marinha, que representava uma ameaça para todos, falar com o garoto que roubou seu coração. Sua fênix gritava, se debatia dentro dele para não deixar Garp encostar em um fio de cabelo do menino.

 

 

 

Garp tentou passar pelo homem, mas foi impedido pelo mesmo, o fuzileiro naval olhou com um olhar sombrio para dentro dos olhos da fênix.

 

 

 

— Me deixe falar com o meu neto. — O herói da marinha silabou em tom baixo e obscuro para o pirata. Ele empurrou o primeiro imediato e subiu no ninho do corvo.

 

 

 

Um ponto de interrogação surgiu em cima da cabeça de Marco, o loiro achava estar tendo delírios ao ouvir que Ace era neto de Garp, o herói. 

 

 

 

Ace estava rezando para que o homem que ele considerou seu avô tivesse ido embora, na verdade, ele estava implorando para que ele tivesse ido embora e que Marco ou qualquer outro suba e fale que está tudo bem e que ele possa descer sem medo de ver o homem novamente. Quando Ace ouviu que alguém estava subindo ele nunca quis tanto ver o rosto de Marco na sua vida até agora, ele só queria que fosse ele, mas quando ele viu o rosto de Garp ele sentiu seu coração acelerar, seu peito doía, ele olhou para baixo querendo evitar fazer contato visual com o homem.

 

 

 

— Ace…

 

 

 

— Vai embora! Eu estou comprimindo minha parte de não ir atrás de você, você jogou toda a culpa em cima de mim! Só por que você não foi capaz de cuidar do Luffy, só porque você não foi um bom avô, eu já tenho peso o suficiente nas minhas costas por ser um monstro! Eu não preciso que você coloque mais lenha na fogueira, então vá embora! Sai daqui! Eu não quero te ver nunca mais, assim como você me disse uma vez! — O garoto tremia, ele estava se segurando para não chorar, ele não estava gritando também, ele não queria que os outros ouvissem ele.

 

 

 

— Ace! Eu me arrependo de tudo que eu fiz e disse para você, eu não espero o seu perdão, mas quero que pelo menos entenda, eu demorei para ver que você é importante porque você é meu neto, e não importa quem você se tornou ou se você é da tripulação do Barba Branca, eu não me importo, porque você é meu neto meu único neto e eu estou orgulhoso de você por ter se tornado tão forte. — Garp abriu seu coração sem esperar que Ace fizesse o mesmo.

 

 

 

— É tarde para você falar isso não acha? O que foi que te fez mudar de ideia que agora está orgulhoso de mim? Piratas para você não eram piores que lixo?! Você só percebeu que a família era importante agora?! Foi porque a Dadan morreu que te fez perceber isso?! Francamente Garp você é um lixo, você não tem mais o direito de me chamar de neto. — O velho abaixou o rosto com as palavras duras de Ace, ele entendeu que seu lugar não era lá.

 

 

 

— Eu sinto muito, acredito que você realmente nunca vai me perdoar, mas eu só quero que saiba que eu sinto muito por fazer tudo que eu fiz. — Ace levantou um pouco a cabeça para ver o homem, o garoto se sentiu terrivelmente culpado quando viu que o homem ali com ele estava limpando seus olhos, pois provavelmente deixou alguma lágrima cair. Garp começou a rapidamente descer do local, mas antes de que pudesse ir o rapaz segurou seu pulso e olhou para baixo.

 

 

 

— Não foi sua culpa e nem minha, mas já está feito e não podemos retroceder, você tem razão que eu nunca vou te perdoar, mas família ainda é família e tem que se manter unida... certo? — Aquelas palavras significavam muito, muito mesmo. O pirata soltou o homem e esperou que ele fosse embora sem responder a sua pergunta, mas uma coisa que ele nunca nesta situação era que Garp o socasse com seu punho do amor. Ace colocou as mãos em sua cabeça onde sofreu o dano.

 

 

 

— Pirralho você nunca se livraria de mim! É claro que sim. — Então rapidamente ele saiu, seu rosto não estava alegre, mas sim enigmaticamente sombrio, pois as palavras que seu neto falou o abalaram “Não foi sua culpa” assim que ele desceu ordenou para que todos que estavam com ele fosse embora, e assim o fizeram. Assim como eles chegaram rapidamente eles se foram.

 

 

Marco foi até o garoto tão rápido que seria a mesma coisa dele ter se teletransportado para perto do garoto por conta de sua velocidade. O loiro estava muito preocupado, desesperado seria a melhor palavra para descrever o sentimento do homem. Assim que o primeiro imediato chegou lá, viu o garoto sentado no chão apertando fortemente o seu short enquanto derramava algumas lágrimas.

 

 

 

Marco se aproximou e se sentou em frente ao jovem rapaz, ele tocou suavemente uma das mãos do garoto que estava apertando sua roupa, Ace olhou profundamente para os belos olhos azuis que demonstravam preocupação.

 

 

 

— O que aconteceu-yoi? — A voz de Marco estava baixa, cautelosa e passando o máximo de ternura que podia naquele momento. Ace se afastou rapidamente do homem se levantando e secando suas lágrimas com rapidez.

 

 

 

— Não aconteceu nada… — A voz do moreno saiu quebrada e rouca, deixando o mais velho ainda mais preocupado, mas antes que pudesse fazer qualquer coisa Ace desceu do local velozmente. Assim que o garoto pisou no chão de madeira, pessoas começaram a olhar o garoto.

 

 

 

— Meu filho, o que aconteceu lá em cima? — Barba Branca perguntou para o garoto ainda preocupado com o ocorrido de vários segundos atrás.

 

 

 

— Eu explico para você mais tarde. — Ace bocejou e se espreguiçou, ele sabia que teria um ataque de narcolepsia daqui a alguns minutos, então ele foi em direção ao seu novo quarto ignorando os olhares curiosos, ele passou rapidamente o olhar pelo oceano vendo o barco da marinha se distanciando.

 

 

 

Ele quis chorar ao lembrar das palavras que o homem falou para si, mas ele segurou para fazer isso quando chegasse aos seus aposentos, mas antes disso a enfermeira denominada Sophia o puxou para falar com ele.

 

 

 

— Você está bem?! O que aquele homem queria com você?! — Ela perguntou extremamente preocupada, ela puxou o braço de Ace para mais perto dela e o encaixou entre seus peitos. Ace imediatamente se afastou da mulher e deu um passo para trás.

 

 

 

— Eu estou bem obrigado pela preocupação. — A garota percebeu o que fez, acreditou que ele iria gostar de estar tão perto assim dela, afinal ela era bonita, tinha um corpo divino, mas essa era a última coisa que Ace repararia. 

 

 

 

— Saiba que qualquer coisa eu estou aqui, qualquer mesmo, minha porta estará sempre aberta para você. — Ela deu um sorriso caloroso para Ace e o mesmo confirmou com a cabeça.

 

 

 

A garota saiu rapidamente, assim que saiu de perto do garoto ela fechou completamente a cara, ela queria saber o por que diabos o menino não agia como os outros homens, se uma mulher faz esse tipo de coisa a maioria tende a ficar envergonhado, mas ela não conseguia entender porque o garoto não reagia a ela. Afinal, ela pensava que ele estava apaixonado por ela.

 

 

 

 

Assim que a mulher saiu, Marco foi atrás do jovem garoto, ele não iria falar sobre o que aconteceu a pouco se o rapaz não quisesse, mas ele precisava saber se o menino estava bem.

 

 

 

— Ace você

 

 

 

Antes que o loiro pudesse terminar a frase, Ace caiu contra o seu corpo, se ele não tivesse sido abordado pela a garota ele teria chegado em seu quarto a tempo. Marco como um bom amigo que é, passou um braço atrás de seus joelhos e o outro atrás de seus ombros e o puxou para cima, deixando a cabeça de Ace em seu ombro.

 

 

 

O loiro levou o garoto até o quarto dele e o deixou lá para ficar mais confortável, Marco o cobriu com o cobertor, mesmo que o homem soubesse que Ace era um Logia de fogo, ele queria que o jovem se sentisse confortável. Logo depois ele saiu do quarto e foi para o seu, afinal ele precisava terminar sua montanha de papel.

 

 

 

 

 

Ele iria se esforçar o máximo possível para ser digno de ser o comandante da segunda divisão do Barba Branca.

 

 

Quando a noite caiu, Ace como de costume foi até a cabine do capitão, o jovem não falou muito para seu pai sobre sua família então agora ele iria precisar. Ace explicou para o homem mais velho que Garp, o herói, era o seu avô adotivo, o garoto não falou muito sobre isso e principalmente sobre o que acontecera mais cedo, seu pai não precisava saber de tudo que aconteceu. Mas ele ficou surpreso com a descoberta, o homem queria perguntar o que ele queria com Ace, mas percebeu que não deveria quando viu o rosto do menino. 

 

 

Ace não sabia se era certo guardar tudo aquilo para ele, toda aquela escuridão estava no fundo de seu coração, ele acreditou ser normal, afinal ele nunca foi ensinado a falar esse tipo de coisas para os outros. Além disso, ele não queria a piedade de ninguém sobre isso, talvez fosse por isso que ele não falasse para ninguém.

 

 

Depois que terminou a sua conversa com Barba Branca o garoto foi direto para o refeitório e comeu o suficiente para encher um gigante, ele conversou e riu com os outros, ele estava feliz por ter aquela família, já que a sua antiga foi deixada aos cacos por todos os erros do garoto, ele estava feliz com a sua família nova, mas nunca, jamais, iria se comparar com a sua antiga.

 

 

Marco percebeu que Ace estava um pouco mais distante que o normal, não que os outros tenham percebido qualquer mudança no garoto, mas o loiro em específico percebeu que ele estava pensando mais do que o normal, ele tentou ignorar e empurrar para baixo o sentimento de preocupação.

 

 

Quando o jantar terminou Ace só conferiu mais algumas coisas da sua divisão antes de ir para o seu quarto, quando terminou já estava um pouco tarde, a maioria das pessoas já haviam ido dormir. Ace foi até o seu quarto, fechou a porta e a trancou, ele se sentou em sua cama, tirou seus sapatos e colocou seu chapéu em cima da cômoda e se deitou.

 

 

O jovem esperou o sono vir, mas passou muito tempo e ainda nem uma fagulha de sonolência, Ace tinha um aperto, ou melhor dizendo um vazio em seu peito. O garoto pensou por um segundo, ele estava sozinho e ninguém o veria chorando ele não precisaria se preocupar com isso, estava tudo bem chorar, não seria a primeira vez que ele choraria enquanto estava sozinho, mas provavelmente seria a última.

 

 

Seus olhos cinzentos começaram a lacrimejar, ele se sentou na cama e se encostou na cabeceira do móvel, pegou o travesseiro e se agarrou a ele, um soluço preso em seu pescoço saiu com isso um efeito em borboleta se formou. Lágrimas quentes escorriam pelo seu rosto com sardas em um ritmo incontrolável, soluços ecoavam pela sala frequentemente, ele abraçou o travesseiro com ferocidade, seu corpo começava a tremer ele mordeu o lábio inferior com força, mas não o suficiente para sangrar.

 

 

Pensamentos obscuros que ele vivia tentando não trazer à tona começaram a tomar conta ecoando dentro de sua cabeça, cada vez mais e mais desses pensamentos começavam a surgir, mas de repente tudo foi cortado com o barulho de alguém batendo em sua porta.

 

 

Ace olhou para o relógio em sua parede, ele marcava 3 e 20 da manhã, o que fez surgir uma dúvida no garoto do porquê alguém estaria batendo em sua porta a esse horário. Ele se desesperou em pensar que ele acordou alguém com os barulhos que ele estava fazendo.

 

 

Ele limpou seu rosto e pigarreou para sua voz não sair quebrada como realmente estivesse chorando, ele se levantou e destrancou a porta e abriu uma fresta para ver quem era, ele estranhou o fato de ser Marco em sua porta a essa hora.

 

 

— Está tarde, Marco, por que está aqui? Eu estava dormindo. — Disse o menino abrindo um pouco mais a porta, e tentando deixar sua voz o mais natural possível.

 

 

— Você não está fazendo um bom trabalho se está tentando esconder que estava chorando, e não minta para mim que estava dormindo, eu consigo ouvir seus soluços no meu quarto-yoi. — Marco se encostou no batente da porta, ele deixou seu pé perto da fresta que foi aberta, caso ele precisasse impedir que Ace batesse a porta na sua cara.

 

 

— O que você quer?— Ace perguntou cauteloso.

 

 

— Se você precisar conversar eu estou aqui para te ajudar-yoi. — Ele disse sendo o mais carinhoso que podia ser, mas Ace não viu isso tão bem.

 

 

— Eu não preciso da sua piedade. — Ele disse sério para o homem, Marco levantou uma sobrancelha em dúvida.

 

 

— Eu não estou tendo piedade, eu me importo com você, e eu estou preocupado com você-yoi. — Ace corou fortemente, mas se escondeu um pouco atrás da porta para não ser percebido. — Você quer falar sobre o que está acontecendo para te deixar assim-yoi? Foi pelo que aconteceu hoje de manhã-yoi? 

 

 

— Eu não quero que se preocupe, é só bobagem minha, pode ir dormir. — Ace tentou fechar, mas foi impedido por Marco.

 

 

— Isso não é bobagem se te incomoda Ace, se não quer falar tudo bem, mas se quer chorar, eu estou aqui para te dar o meu ombro para você chorar, porque eu me importo com você-yoi. — Ace abaixou a cabeça e abriu a porta para o homem entrar, Ace se sentou na cama e esperou Marco vir até ele.

 

 

O loiro entrou no quarto escuro, ele fechou a porta e se juntou a Ace.

 

 

— Foi pelo que aconteceu hoje, Garp é meu avô adotivo, ele tinha me abandonado depois… depois… hum... alguém importante morreu, ele colocou a culpa em mim e falou muitas coisas… eu não estava num bom momento porque a única pessoa no mundo que era minha razão para viver morreu, eu acabei tendo uma briga feia com a minha tripulação por algo bobo, e ele não ajudou muito, ele só me ajudou a cavar o buraco mais ainda…— Ace olhou para suas mãos se lembrando de uma memória em específico. Marco colocou sua mão no ombro do garoto, como uma forma de consolo. — Eu fiz muitas coisas erradas, mas eu não consigo consertar nada, eu tentei uma vez e só acabei destruído mais ainda.

 

 

Marco foi carinhoso e passou os braços, envolta do garoto, o envolvendo em um abraço caloroso, Ace lacrimejou um pouco e deixou algumas lágrimas caírem, o rapaz colocou as mãos nos braços do homem e os apertou um pouco, como se não quisesse que ele fosse embora.

 

 

— Eu destrui a minha família, mas ele veio se desculpar por tudo que fez ou disse para mim, ele falou que tudo que ele fez foi um erro e ele se orgulha de alguma forma de mim, mesmo que piratas para ele sejam iguais a lixo, acredito que ele se importa, talvez porque uma das minhas mães adotivas morreu a algum tempo. — Ace nunca se sentiu tão leve por falar algo, aquele vazio em seu peito havia diminuído, ele ainda estava triste, mas muito melhor. Ace se acomodou um pouco contra o homem que ouvia calado sem questionar, sem tentar desenterrar mais ainda coisas frágeis sobre ele. — Eu não quero fazer isso, eu não quero mais pensar sobre isso, eu não quero parar e ter que pensar nisso de novo e de novo porque se eu parar por um segundo, eu vou lembrar eu vou pensar sobre isso, eu não preciso disso, eu tenho uma nova família, não era para eu me importar com a antiga que está completamente destruída. — Marco viu o rosto do garoto, seus olhos brilhando levemente não só por conta das lágrimas acumuladas em seus olhos, mas também por causa da fraca luz da lua que estava caindo sobre os dois, fazendo com que o homem pudesse ver seu rosto. Os lábios do garoto estavam um pouco vermelhos, ele estava um pouco corado e um pouco do seu nariz vermelho, provavelmente por conta do choro.

 

 

 

Para Marco, Ace parecia fofo desse jeito, mas não era hora de pensar nesse tipo de coisa, ele não iria fazer nada com o garoto, não agora, por mais que sua fênix esteja quase o matando para fazer. Marco tinha uma coisa chamada bom-senso, ele não iria fazer nada com Ace mentalmente instável, mas da próxima vez que o garoto estivesse bem ele não sabia se iria conseguir lutar contra o desejo de querer o garoto consigo.

 

 

Ace estava se sentindo bem com Marco ali com ele, mesmo que seu coração esteja quase parando, ele estava com vergonha perto do homem, Ace aproveitou para retribuir o abraço, mas ele o fez timidamente, o que era simplesmente adorável, o garoto ficou abraço com o homem sentindo seu calor, agora Ace entendia porque a cama do loiro tinha cheiro do mar com um toque suave de pássaro, era porque ele tinha esse exato cheiro, porém mais forte. Ace sentiu a mesma sensação de narcolepsia que estava acostumado vindo, mas ele não se importou, ele queria ficar assim com o loiro mais um pouco até ele pegar no sono.

 

 

Marco sentiu o corpo do garoto ficar mole e viu que ele estava dormindo, o homem o deitou na cama, ele ajeitou o travesseiro e a coberta para o menino ficar confortável, quando ele estava prestes a ir embora ele se aproximou do garoto e o beijou em sua testa carinhosamente.

 

 

— Boa noite Ace. — E então o homem foi embora, deixando o menino ter uma boa noite de sono.

 

 

 

 

 

 

 

Continua…


Notas Finais


Críticas construtivas, opiniões, sujestões, elogios.

Me contem aqui nos comentários 😁


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...