História Apesar da semelhança. - Capítulo 11


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Aminimizade, Drama Adolescente, Orange, Originais, Original, Treta, Yuri
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Palavras 1.723
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Festa, Ficção Adolescente, Fluffy, Orange, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Voltei!! Sentiram saudades? ~por favor, digam que sim.
Senti falta de vocês também :')
Ah, me desculpem a demora ;-;

Sem mais delongas, boa leitura <3

Capítulo 11 - Ansiedade


Fanfic / Fanfiction Apesar da semelhança. - Capítulo 11 - Ansiedade

Eu estou tentando, juro que estou. Mas é muito difícil. Deve ter somente umas 36 horas que eu não trago algum cigarro, mas já estou tendo crises de abstinência.

Estou tendo tremores, dores de cabeça, muito estresse e estou ansiosa pra caralho. Ansiedade é uma merda. Está sendo difícil suportar isso, mas eu prometi meu mindinho para Mia que daria tudo de mim para tentar acabar com meu vício.

Comecei a batucar os dedos na bancada da cozinha impaciente, esperando minha mãe. 

-Mãe, por favor, vamos logo.-Gritei da cozinha com o intuito dela ouvir lá do banheiro. Elizabeth Fisher é a causadora da escassez de água no mundo.

Não disse? Ansiedade é uma merda. Estou tendo uma tentação imaginável de fumar ultimamente.

Para tentar abafar essa vontade louca, coloquei minha mochila em cima da bancada e fui até o meu quarto olhar o brotinho de feijão.

Se eu disser que quase matei o feijão afogado duas vezes, dá para acreditar? Pois é. Mia teve que vir aqui em casa umas três vezes seguidas para me ajudar com isso e para me motivar a continuar tentando. Tudo culpa da ansiedade. Eu acabo ficando ansiosa até para regar o algodão.

Passei a ponta do meu dedo indicador, com cuidado, nas folhas do brotinho. Realmente, ver que toda sua dedicação e cuidado com algo surtiu efeito, é gratificante.

-Oi, filha. Tô pronta. -Minha mãe apareceu na porta, ajeitando o cabelo. Confesso que me assustei um pouco.

-Ah, finalmente. Vamos logo então.- falei já passando por ela e descendo até o primeiro andar.

Entrei no carro apressadamente e tentei baixar a adrenalina. Minha mão estava tremendo. 

E é nesses momentos em que me arrependo por ter me apegado ao hábito de fumar.

-Nossa, Anne. Você parece muito animada com alguma coisa, porém também parece que está muito estressada.- Ela entrou no carro e deu mais uma olhada em mim- Você tá acabada.

É, eu tô.

Não demorou muito até minha mãe parar em frente aos portões. Saí do carro com a mesma pressa de quando entrei. 

Fui, praticamente correndo, até minha sala e me dirigi ao meu lugar, onde, como sempre, Mia estava sentada, aguardando o início da aula.

Me agachei ao lado da minha carteira.

-Mia...- disse baixo. - isso é insurportável. Não sei se consigo. 

Ela se inclinou para ficar mais próxima de mim e repousou sua mão em cima da minha.

-Anne, você vai conseguir, sim. Isso é como se fosse....-parou para pensar nas palavras que usaria.- como se fosse uma fase. Alguma hora você chegará até a vitória. 

Motivadora.

-Não posso ficar sem fazer nada, tipo, de modo algum. Se eu ficar sem fazer porra nenhuma, vou acabar não resistindo e vou fumar.- Suspirei.-Caralho, você sabe o quanto o cigarro me deixa tranquila?! Odeio ter que ficar tão ansiosa assim. Isso tudo é uma merda.

-Calma, peixinho, calma. Você vai conseguir, é só continuar tentando.- Ela sorriu e sua covinha surgiu na bochecha. Caramba, como ela consegue parecer tão calma? Como ela consegue fazer parecer tão fácil? Eu tô me sentindo uma bomba prestes a explodir.

-Mia, amanhã é sábado. Não posso ficar à toa, vou acabar enlouquecendo.

Maldito sorriso. Ela sorriu novamente, mas daquele jeito sapeca. Daquele jeito que parece que está tramando algo.

-Isso não é problema. 

-Caralho, como você pode dizer isso?! Eu acabei de falar que tô quase enlouquecendo e você diz que não é problema?! Porra, Mia!- Me irritei. Ultimamente estou me irritando facilmente e ela ainda faz esses joguinhos psicológicos. Assim não dá, né?!

-Não foi desse jeito que eu quis dizer- ela riu baixinho.- estou dizendo que você ficar à toa no sábado não é um problema. Você irá na festa de aniversário do colégio comigo. 

Eu até pensei em responder que não iria nem morta, nem se me pagassem, nem se ela ameaçasse se matar, mas preferi não fazer pirraça. Já tem alguns dias que estou cogitando a possibilidade de ir. Caramba, a Mia não para de insistir nisso. E, porra, se eu não tiver algo para fazer e não deixar minha mente ocupada, vou acabar cedendo à tentação de fumar.

-Ok, eu vou. Não tenho opção mesmo.- pensei por um instante- Mas..... com uma condição, é claro.

Mia arqueou as sobrancelhas.

-Que condição? Não vai me impedir de beber, né? Porque se for isso, nem precisamos ir pra festa, seria melhor ficar em casa mesmo.- arregalei os olhos.

-Seria uma boa ideia, mas eu pensei em algo bem mais fácil. Só iria pedir pra você prometer não me deixar sozinha na festa.- Respondi.

-Ah, só isso? Então, tudo bem.- Ri baixinho. 

A menina, com o sobrenome Turnner, me acalma de uma maneira indescritível. Eu estava me sentindo como uma bomba instável, mas agora....agora me sinto uma garota normal sem crises de abstinência.

-Só mais uma coisa -disse. -Vou precisar usar vestido?

-Bom...era pra ser uma festa formal, mas acho que ninguém vai ligar pra isso e que geral vai de bermuda.- Mia riu da própria fala.- Mas adoraria te ver de vestido, então, sim, você vai precisar usar um vestido.- e de novo, a covinha surgiu após àquele sorriso.

-Vou pensar no caso.- ouvi batidas na porta. virei-me para olhar e vi que a professora de inglês já estava na porta, aguardando a sala se organizar. Me voltei para Mia- agora, vaza do meu lugar. 

Mia se retirou da minha carteira, me lançou uma piscadela e começou a se dirigir para a parte da frente da sala, onde ela se senta.

Até um tempo atrás, eu agradeceria por ela ficar longe de mim, pelo menos, na sala de aula. Porém, agora, o que eu mais queria, era que ela se sentasse bem na minha frente. 

Pois é, quem diria que a agente de saúde, que me tirava do sério a todo momento, se tornaria alguém tão próxima e importante para mim? As coisas, às vezes, não são o que parecem.

Agora, fico me lembrando do como aqueles olhos verdes me enlouqueciam só de se esbarrarem com os meus. Sério, Mia Turnner tem uma beleza única. Talvez, se ela mesma não me forçasse à conhecê-la, eu não teria aberto brecha para uma amizade. Depois tenho que agradecê-la por ser tão insistente sobre certas coisas.

Eu me considero uma boa aluna, mas, sinceramente, minha vontade de assistir aquelas aulas estava abaixo de zero. Por isso, só fiquei observando o tempo passar enquanto olhava a linda cerejeira que fazia parte da vista que eu tinha da janela.
 
Obrigada, professor, por me colocar num lugar tão bom.

Não sei bem quanto tempo eu fiquei viajando na minha cabeça e quanto conteúdo eu perdi por isso, mas fiquei tempo o suficiente até ouvir o sinal tocar.

Me levantei apressadamente, arrumei meus materiais e fui aguardar Mia ao lado de Paige.

-Calma, já vai.- Mia disse enquanto enfiava os livros na mochila.-Para de me olhar com essa cara, Paige. Eu sempre te espero. 

-De um tempo pra cá, você nem olha mais pra trás. Se a Anne sair primeiro, você vai atrás.

Mia semicerrou os olhos, mas não falou nada, só estendeu o dedo do meio. 

Paige colocou a língua para fora, tentando provocar Mia. Sorri da situação, aquilo estava engraçado.

Elas são duas crianças. Fazem birra, mas se amam. 

-Pronto. Feliz?! -A menina de olhos verdes ajeitou os óculos na ponta do nariz e colocou a mochila nas costas.- Vamos logo, então.

Paige revirou os olhos.

-Mereço -Murmurou.

Não aguentei, tive que rir.

-Que foi?- Mia perguntou.

-Nada não. É só que eu acho que vocês brigam por algumas coisas tão desnecessárias. Chega a ser engraçado, sabe?

-É engraçado porque não é você que está sendo trocada pela sua melhor amiga, hum.- Paige disse com tom acusador.

-Pipe, eu não tô te trocando. Para de drama.- Mia se defendeu.

Pipe. Não sabia desse apelido. Bonitinho....

-Só não fico brava, porque acho vocês bonitinhas juntas.- Não sei bem em que sentido ela quis dizer, mas tudo bem.

-Também acho. -Mia falou baixo, mas consegui entender.

Pigarrei inquieta. 

-Hm, que tal a gente sair da sala, hein? -Sugeri.

Elas assentiram e se puseram a andar para fora do pequeno quadrado que chamamos de sala.

Fomos até a saída e lá, um cara alto numa moto, já estava esperando Paige. Aquele cara não era o pai dela, com certeza não, ele era muito novo. Ele parece só um pouco mais velho que a gente.

-Tchau, Pipe. -Mia disse em meio à um abraço que dava na Paige.

Paige começou a se distanciar e ir em direção à moto.

Sei lá, aquele moço me faz lembrar alguém.

O motorista da moto acenou para onde eu e Mia estávamos. Com certeza, o aceno era para Mia. Provavelmente eles já se conheciam, afinal, Paige e Mia são melhores amigas. Deduzi que aquele homem era o namorado da Paige.

Não sei muito sobre a Paige, por isso fico tentando deduzir.

-Tchau pra você também, Noah!- Mia gritou para o garoto e acenou de volta. Puta que pariu, meu coração errou a batida por um instante.

O homem ligou a moto e acelerou, se distanciando e desaparecendo do nosso campo de visão.

Agora sei quem aquele cara me lembrou. Não, melhor, agora eu sei quem é aquele cara. É o Noah.

-A Paige namora o Noah?!- falei mais alto do que planejava.

Mia riu.

-Não, o Noah é o meio irmão dela. Mas até que seria um belo casal, né? -Ela sorriu.

-Caramba, nem sabia que ele tinha irmã.

-Pera, você conhece o Noah?- Mia se interessou.- De onde você conhece ele?

-Longa história. Talvez um dia eu te conte.- é muita informação para receber, calma. Ainda estou processando.- Hm, Mia...Acho que já vou indo a pé mesmo, ok?

-Ah, tudo bem.

-Ok, até amanhã.- Me aproximei dela e a abracei. Isso foi tão espontâneo que até eu me assustei. Há um tempo atrás, eu nem pensaria na possibilidade de abraçar essa garota. Engraçado como a vida muda o jogo, não é? -será que, antes da festa, você pode passar lá em casa amanhã? Quero sua ajuda com o vestido. -Sorri.

-Vou adorar te ajudar, peixinho.- Ela ajeitou os óculos e sorriu de volta. 

Comecei a me afastar e ir em direção à minha casa. No caminho, mandei mensagem avisando a minha mãe que já estava voltando sozinha. 

 


Notas Finais


É cada coisa, né, bixo?

Vou fazer greve só pra receber comentários ;^; ~brincadeira rsrs
mas Qro saber o que vcs acharam rs <3
Ent pra não perder o costume:
Se quiser comentar ou favoritar...tamo aí~Pt.10


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