História Apesar de tudo - Capítulo 5


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Categorias Super Junior
Personagens Cho Kyuhyun, Henry Lau, Kim Ryeowook, Lee Donghae, Lee Hyukjae "Eunhyuk", Lee Sungmin
Tags Kyumin
Visualizações 18
Palavras 3.853
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Ficção Adolescente, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Saga, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Estupro, Homossexualidade, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Genteee... Volteei!!!!

Tive um problema de licenciamento com o Word e quase perdi tudoooo... O.o

Mas o que importa é que deu certo o/

Capítulo 5 - Capítulo 5


Fanfic / Fanfiction Apesar de tudo - Capítulo 5 - Capítulo 5

Acordei no outro dia e me sentia renovado. Por dentro, por que por fora, eu ainda estava com o uniforme manchado de sangue que vestia ontem e fedia, muito. A primeira coisa que fiz foi tirar aquela roupa suja e jogá-la por qualquer lugar do quarto, acho que teria que jogar aquele uniforme no lixo. Fui até o meu banheiro e tomei um banho de uma hora e meia. Foi mais do que relaxante. Coloquei uma roupa limpa e desci. Encontrei minha mãe sentada tomando café da manhã. Sentei e comi, mas estava ansioso demais, eu queria ir ao hospital logo ver como Sungmin estava, se ele tinha acordado, se estava tudo bem.

-Mãe, você vai trabalhar hoje? – Perguntei, aposto como ela já sabia o que eu queria, pelo olhar que me lançou. Era quase que comum que minha mãe trabalhasse nos sábados, ela era advogada e não havia hora certa pra nada.

-Não, mas eu posso te levar até lá... – Ela falou. Apenas ela estava ali, minha irmã provavelmente ainda estaria dormindo e meu pai, trabalhando.

-Obrigado. – Falei terminando de comer e descansando os hashis. – Pode ser agora?

- Mas, meu filho, ainda não começou o horário de visitas... – Ela falou.

-Vai que eles me deixam entrar mais cedo?! – Perguntei sorrindo pra ela e ela me olhou meio desconfiada.

-Acho bom que esteja tentando apoiar seu amigo, Kyuhyun, mas você pode muito bem esperar mais meia hora para ir até o hospital. – Ela falou voltando a comer.

Levantei e fui para a sala, me joguei no sofá e fiquei passando os canais da TV. Eram muitos canais, e mesmo assim eu já tinha passado por todos umas três vezes antes que minha mãe se cansasse de mim, levantasse da mesa e fosse se arrumar para me levar ao hospital. Por todo o caminho até lá, não nos falamos. Eu liguei o rádio e fiquei cantarolando as músicas até chegarmos. Ela disse que teria que fazer algumas outras coisas e que era para eu me virar pra voltar pra casa. Tudo bem, eu pretendia ficar o dia todo no hospital mesmo. Fui até a atendente e disse que eu queria visitar um quarto, ela me deu um crachá depois que eu mostrei minha identidade e então eu estava a caminho do quarto de Sungmin. Quando cheguei na porta, uma enfermeira estava saindo do quarto.

-Ó, que bom que esse garoto recebeu uma visita. – Ela falou. – O coitadinho está sozinho desde ontem...

-Está tudo bem com ele? Ele está acordado? – Eu perguntei quase que desesperado.

-Ele está bem, a cirurgia foi bem sucedida e ele dormiu durante a noite toda. É jovem ainda, vai se recuperar rápido. – Ela falou, e então eu entrei no quarto. Ele estava comendo algo que parecia não ter gosto, uma sopa, e fazia caretas.

-Olá. – Eu falei, chamando a atenção dele pra mim. Quando me viu, ele desfez a careta e sorriu. Não sabia o que seria de mim se ele não sorrisse pra mim daquele jeito toda vez que me via. –Como você está?

-Eu estou... – Ele pensou. –Me recuperando... Mas estou melhor agora. – Ele sorriu outra vez. Fui até ele e sentei na poltrona ao lado de sua cama.

-Você vai conseguir me desculpar depois do que aconteceu? – Eu perguntei.

-Do que você está falando? – Ele perguntou, deixando a comida totalmente de lado.

-Termine de comer... – Eu falei. –Não quero que você passe mal e acabe apagando enquanto eu estou falando. – Ri.

-Tudo bem... – Ele revirou os olhos e continuou comendo. –E então...?

-Eu... Bem eu fui culpado por ter acontecido isso com você. Fui eu quem foi lá atrás dos caras, sabendo que eu não ia dar conta deles, e você ainda tentou me parar, mas eu não quis ouvir... Eu só não queria que eles ficassem impunes por terem feito aquilo com você e... Olha pra você agora? Eu sou um idiota... – Sim, eu estava fazendo um discurso enquanto ele me olhava, esquecendo de comer denovo.

-Kyuhyun eu entrei na briga por que quis, a culpa não foi sua. – Ele falou.

-Foi culpa minha sim, se eu não tivesse ido até a escola e começado essa briga...

-Eles continuariam me batendo diariamente até que eu viesse parar no hospital sem ninguém saber o que aconteceu. – Ele falou. –Tenho certeza de que isso acabaria acontecendo. Não se culpe, por favor, não quero que viva com isso.

-Mas Sungmin... Eu... – Levantei e agarrei sua mão. –Eu espero que possa me perdoar.

-Já disse que não foi sua culpa! – Ele deu uma batidinha na minha mão. –Ainda bem que não se machucou tanto. Você me deixou preocupado quando o vi caído no chão. Foi por isso que entrei na briga. – Ele falou docemente, eu estava começando a ter vontade de beijá-lo denovo, aquilo não era normal, era? Até a forma como ele me olhava me dava vontade de beijá-lo, eu tinha que me controlar pra não ficar olhando somente para os lábios dele enquanto ele falava. Já estávamos tão próximos... O que seria eu me aproximar um pouco mais?!

-Sungmin... – Eu falei, testando-o. Ele estava me olhando, ao contrário de mim, ele me olhava nos olhos, eu fixava sua boca.

-Kyuhyun... – Ele falou, e eu vi seus lábios contornando lindamente enquanto formavam meu nome. Eu não iria conseguir aguentar muito tempo se ficasse tão próximo dele. E então, a porta abriu de repente, um baque enquanto ela batia na parede e uma enfermeira entrou.

-Vim pegar suas coisas e trazer esses lençóis limpos, já terminou de comer? – Ela perguntou docemente enquanto eu me distanciava de Sungmin rapidamente e sentava na poltrona. A enfermeira deixou os lençóis limpos em cima de uma cômoda e pegou a bandeja já que Sungmin tinha terminado de comer às pressas. A enfermeira saiu e então eu levantei e sentei na beirada da cama de Sungmin. Ele pareceu se assustar quando sentiu que eu estava sentando, ele estava distraído olhando para a janela.

-Kyu...! – Ele falou, voltando o rosto pra mim. Estávamos próximos outra vez.

-Sungmin, há uma coisa que eu preciso te dizer. – Eu falei, convicto de que diria aquilo naquele instante, não tão certo assim se era a hora certa, mas eu simplesmente não podia mais ficar naquela agonia. A vontade de beijá-lo toda vez que eu o via, a felicidade gostosa e quente que se espalhava em meu peito quando eu o via sorrindo pra mim, o ódio mortal que eu tive daqueles garotos que ousaram tocar no MEU Min. Eu sabia o que era aquilo, eu não estava pensando muito bem sobre qual seria a reação dele ao que eu iria dizer, mas eu também não queria sofrer por antecipação.

-Diga, Kyu.

-O que aconteceu antes de ontem na sua casa...

-A gente pode esquecer Kyu... Eu já disse que...

-Não, Sungmin, não é isso. Na verdade, é isso, eu não quero esquecer aquilo, não quero esquecer nosso beijo por que eu simplesmente não consigo esquecer. Toda vez que eu te olho, meus olhos desviam pra sua boca, e tudo o que eu quero é tê-la de novo na minha... – Seus olhos estavam grandes como pratos, ele estava assustado, eu deveria ter pensado nessa possibilidade, mas agora eu já tinha falado muito. Ele continuava a me olhar, ele não estava respirando, eu ouvia o monitor de coração apitando freneticamente.

-Kyu eu... Não sei o que dizer... Eu acho que... Eu te amo. – Ele falou, e foi o suficiente para que eu me inclinasse e tomasse seus lábios outra vez, dessa vez foi com mais calma, apertei seus lábios contra os meus e senti sua boca abrir lentamente, enquanto eu calmamente entrava sua boca com a minha língua. Sua boca tinha gosto (ou a falta de gosto) da sopa que tinha tomado, mesmo assim ele parecia viciante como nunca. Um de seus braços passou pelo meu pescoço e me acariciou levemente os cabelos, era tanta ternura que eu achei que fosse me derreter. Eu estava parecendo uma garota, mas era pelo meu Min que eu estava assim, então não ligava a mínima. O beijo durou o que pareceram ser horas, talvez de verdade fossem apenas alguns minutos, e apartamos o beijo. Eu grudei nossas testas e estávamos ofegantes, as respirações se misturavam no meio do caminho entre nossos lábios.

-Eu te amo, Sungmin. – Eu falei, a voz meio rouca pela falta de uso por algum tempo. Ele sorriu, aquele sorriso que eu nunca mais queria que saísse dali. O sorriso se Sungmin pertencia aos seus lábios, eles deviam ficar ali permanentemente. Eu estava incumbido da tarefa de fazer isso ser verdade.

-Kyu... Minhas costas estão doendo... – Ele riu, eu deixei-o encostar-se no travesseiro atrás de si e fiquei segurando sua mão.

-Vou ficar aqui o dia todo hoje. Quer que eu pegue algo na sua casa? Alguma roupa...?

-Eu não quero te dar trabalho, deixe assim... – Ele falou, estava corado. Lindo.

-Eu vou até lá, durante a hora do almoço talvez, aproveito e como em algum lugar fora do hospital... – Eu ri enquanto ele fazia uma careta.

-E eu aqui trancafiado e tendo que comer essa comida sem gosto... – Ele reclamou fazendo bico.

-Eu posso tentar trazer algo escondido... – Pisquei um olho pra ele e ele riu gostosamente. Também ri. –Vou me lascar quando chegar à escola na segunda-feira... - Pensei alto. – Minha mãe vai ter que ir comigo e provavelmente eu vou ser suspenso. Se isso realmente acontecer, pode me esperar aqui todo dia. – Eu sorri.

-Não quero que você seja suspenso só pra vir aqui... – Ele falou.

-Mas a besteira já está feita, agora cabe ao diretor me dar uma suspensão de uma semana pra eu poder vir aqui todos os dias... Vou sugerir isso a ele. – Ri da cara que ele fez. –Acalme-se, provavelmente não vou ter nem de pedir.

Ficamos ali, sem que ninguém além das enfermeiras nos incomodasse até a hora do almoço. Eu fui até a casa de Sungmin e peguei algumas roupas e coisas pessoais para levar para o hospital, acabei almoçando na lanchonete do hospital e voltando para o quarto. Só saí de lá quando eram 19 horas e as enfermeiras estavam me expulsando de lá. Cheguei em casa e fui direto para o meu quarto.

No outro dia a rotina foi a mesma, menos a parte em que eu fui até a casa de Sungmin. Dessa vez eu apenas desci e almocei na lanchonete, depois voltei para o quarto. Qualquer tempo longe de Sungmin já era quase uma tortura, e eu sei que estou exagerando um pouco, mas eu estava completamente viciado em tudo nele, inclusive sua presença. Na segunda-feira, fui até a escola e o que eu achei que ia acontecer acabou acontecendo. O diretor me deu três dias de suspensão, e eu perguntei o que ele havia feito com os garotos que tinham batido em Sungmin até ele desmaiar, e então eu recebi a melhor notícia do dia: Eles tinham sido expulsos. Voltamos pra casa e minha mãe falou que teria algum tempo livre de tarde, e que queria visitar Sungmin também. Ara imediatamente se convidou pra ir também. Eu dei de ombros e disse que já estava indo para o hospital porque logo começaria o horário de visitas.

-Menino, você não vai mais parar em casa não? – Perguntou Ara, com uma sobrancelha arqueada. –Você passa o dia todo nesse bendito hospital!

-Eu fui o culpado por Sungmin estar daquele jeito, eu tenho a obrigação de ajudá-lo. – Eu falei, terminando de calçar os sapatos e saindo enquanto Ara continuava resmungando lá dentro. Saí e fui de metrô até o hospital. Lá Sungmin me falou que teria alta no próximo dia, retiro o que eu disse antes, essa era melhor notícia do dia.

Quando a tarde chegou, com ela vieram minha mãe e minha irmã visitar Sungmin. Ara foi a primeira a entrar de supetão no quarto, dei graças a Deus pelo quarto ter uma pequena virada antes de chegar à cama mesmo, onde ficava a porta do banheiro, por que senão, Ara tinha me visto deitado na cama de Sungmin, agarrado a ele (mesmo que por cima do lençol fino que ele usava pra se cobrir). Deu tempo de eu pular fora da cama e eu ouvi Ara cumprimentar-nos, minha mãe atrás dela. Conversamos durante algum tempo, minha mãe perguntou algumas coisas a Sungmin e Ara ficou conversando com todo mundo por bastante tempo. Eu fiquei perto de Sungmin o tempo todo. Não conseguia mais evitar estar perto dele, tocando-o o tempo todo para ter certeza de que aquilo estava ali, de que estava acontecendo, de que ele existia e era meu. Minha mãe percebeu, e eu percebi que ela percebeu. Ara também percebeu. Ara provavelmente não daria a mínima, mas minha mãe... Bem era impossível prever as reações dela.

Minha mãe teve que voltar ao trabalho, e levou Ara, por que ela teria que fazer algo na faculdade. Logo eu e Sungmin estávamos sozinhos outra vez.

-Sua mãe ficou me olhando de um jeito estranho. – Sungmin falou enquanto eu deitava em sua cama de novo e agarrava seu corpo pra ficar o mais próximo possível do meu.

-Eu sei, vou falar com ela quando voltar pra casa. Ela percebeu que nós não nos tratamos mais como apenas amigos... – Falei. Ele se virou e me encarou.

-Tem certeza de que vai fazer isso? – Ele perguntou enquanto fechava os olhos ao sentir minhas mãos acariciando seus cabelos.

-Claro, é minha mãe, eu tenho que contar a ela. – Eu falei. –E se ela já percebeu, se eu ficar calado é bem pior...

-É verdade. – Ele falou. Aproximei meu rosto do dele e juntei nossos lábios rapidamente.

-Você está cansado? Pode dormir se quiser... Ainda vou ficar aqui até as oito da noite. – Falei.

Ele acabou pegando no sono mesmo, estava de fato cansado, como eu havia previsto, já que a tarde tinha sido movimentada. Ele acordou apenas quando eu tive que sair, porque o horário de visitas tinha acabado, e se eu não voltasse pra casa eu estaria muito encrencado. Quando abri a porta, não esperando que houvesse alguém na sala ou algo assim, minha mãe estava ali passando os canais da TV. Achei estranho ela estar em casa tão cedo e à toa.

-Kyuhyun! – Ela falou quando ouviu a porta abrindo e olhou para mim.

-Oi mãe. – Falei. Ela continuou me observando. -Só você aí? – Perguntei, para quebrar o gelo.

-Sim, sua irmã está no quarto e seu pai trabalhando. Kyuhyun, eu quero conversar com você. – Ela falou. Não achei que ela fosse ser tão direta. Eu larguei a bolsa que havia levado para o hospital numa poltrona e me sentei nela, esperando minha mãe continuar. Ela não pareceu ter coragem para começar a conversa.

-É sobre Sungmin? – Perguntei.

-Sim... – Ela falou, parecia aliviada que eu tivesse começado. –E você. O que está acontecendo? Pelo que vi no hospital vocês pareciam, não sei, mais íntimos... Não me diga que...

-Não me diga que vocês estão namorando, era isso que você ia dizer? – Perguntei. Ela apenas balançou a cabeça afirmativamente. – Digo, sim, mãe, qual é o problema? Eu gosto dele e ele gosta de mim, não deveria ser o suficiente?

-Vocês são dois garotos, como poderia ser suficiente?! – Ela falou, a voz estava contida, contida demais, ela estava prestes a gritar. –Kyuhyun, como acha que vai contar isso pro seu pai? Como acha que vai fazer com que aceitem esse seu grau de intimidade com esse garoto? Ele é órfão, não tem que contar nada a ninguém. E seus pais, eram tão bons, por que não ensinaram seu garoto a...

-Mãe, não está insinuando que Sungmin que me seduziu ou seja lá o que a senhora está pensando, não é? – Perguntei. Eu sabia que não estava sendo nem um pouco educado com minha mãe, mas eu não pude evitar cortá-la naquele instante. –Mãe, por favor, não me diga que você não vai nos apoiar, eu achava que você não teria nada contra, e agora você vem com acusações...

-Meu filho, eu preciso ter certeza de que você tem em mente que isso é errado e perigoso. Seu pai não vai aceitar isso nunca...

-O que é que eu nunca vou aceitar? – Uma voz bastante conhecida me veio aos ouvidos e meu sangue pareceu todo esfriar nas veias enquanto eu via meu pai entrando na sala. Deus, quanto será que ele tinha ouvido? Eu sabia que meu pai era irredutível e preconceituoso, e nunca queria ter que contar a ele qualquer coisa sobre mim e Sungmin enquanto ele fosse vivo. Por mim ele morreria sem saber. Eu só esperava que minha mãe não contasse. Eu não olhei para nenhum dos dois, abaixei a cabeça e ouvi enquanto conversavam.

-Ah, Kyuhyun falou que quer começar a cantar, imagine, cantar...

-Cantar? E fazer o que da vida, para ganhar dinheiro de verdade? Tem é que trabalhar, como eu e sua mãe fizemos para sustentá-los! – Ele falou, a voz grave ressoava em meus ouvidos como um zumbido. Era isso que meu pai me lembrava, uma coisa que fizesse zumbido, como uma abelha ou uma vespa, pronta para ferroar quem quer que esteja perto.

-Sim, pai, eu já desisti da idéia, não tenho voz pra isso, eu apenas brinquei com a mamãe e ela acreditou. – Eu falei, pegando minha bolsa e indo para o meu quarto. Mesmo que minha mãe tivesse brigado comigo, sabia que ela não teria coragem de me entregar pro meu pai. Ao menos gostaria de continuar acreditando que minha mãe nunca contaria ao meu pai qualquer coisa sobre isso. Por enquanto eu podia ter a certeza de que estaria tudo bem.

No outro dia, Ara me ajudou a levar Sungmin para casa outra vez e ficou nos enchendo durante todo o tempo que esteve conosco. Como eu havia previsto, ela não teve nada contra ‘a nossa intimidade’ como minha mãe preferiu chamar. Na quinta-feira eu e Sungmin estávamos finalmente de volta à escola, e Henry estava pra explodir de coisas para me contar. Eu tinha deixado meu celular de lado a maior parte do tempo que eu passava com Sungmin (o que foi durante todo o tempo), e Henry não tinha conseguido falar comigo mais do que um oi e tudo bem. Ele contou que os garotos foram expulsos, e que esse era o novo assunto na escola. Todos estavam comentando em como eu tinha acabado com um deles e eles acabaram comigo e com Sungmin. Henry ainda estava com um band-aid no supercílio direito, mas ele disse que não foi nada grave. Contei a ele que eu e Sungmin estávamos juntos, sua reação foi a mais engraçada até agora. Estávamos no intervalo de aulas, para a última aula antes do intervalo do almoço.

-Isso é sério? Sério mesmo? Vocês estão... – Ele me olhava, seus olhos pareciam que iam saltar das órbitas, ele ficava incrivelmente fofo quando estava espantado, eu apenas ri de sua cara.

-Sim, é sério. – Eu confirmei. Ele olhou para os lados e então voltou o olhar pra mim. Estava completamente vermelho agora, parecia... Com vergonha...? Eu nunca teria previsto o que veio a seguir.

-Eu... Bem... Eu... Você pode me ajudar? – Ele perguntou. –Já que você e Sungmin estão juntos, eu pensei que talvez você pudesse me ajudar a saber de uma coisa...

-O que é Henry? – Eu estava genuinamente curioso.

-Eu... Acho que estou gostando de um garoto também e... – Eu não me contive e comecei a rir. –Não ria de mim! – Ele gritou e então eu tentei me segurar. –Achei que você fosse me levar a sério... – Ele cruzou os braços e parou de falar, virando para a porta. Aquele pirralho tinha me deixado curioso agora.

-Henry, me desculpe, eu estou te levando a sério agora... – Falei fazendo uma melhor cara de cachorro pidão, o que não era muito, mas fez com que Henry voltasse a me olhar. – Quem é o garoto?

-É... O Ryeowook, do segundo ano. – Ele falou e ficou tão vermelho que achei que ele fosse derreter. Tudo bem, ele estava sendo fofo de novo.

-Ryeowook, aquele pequenininho com aquela franja? Do conselho de classe? – Perguntei. O garoto era um nerd bem no sentido real da palavra. Era presidente do conselho, suas notas eram as mais altas de sua turma e seu uniforme era impecavelmente arrumado. Ele todo parecia impecavelmente arrumado o tempo todo. Não acreditaria que Henry tivesse uma queda por ele, se ele mesmo não estivesse me falando.

-Mas ele usa o uniforme arrumado, ele é todo arrumado, ele é seu completo oposto! – Eu falei.

-Olha pro Sungmin e me diz o que ele é seu... – Ele falou, as bochechas inflando sinalizando que ele estava começando a ficar com raiva de mim de novo.

-Não, tudo bem, eu posso tentar te ajudar com ele, mas você já falou com ele alguma vez? – Perguntei.

-Claro que já! Ele... Até se ofereceu para me ajudar a estudar matemática durante essa semana... – Ele falou, o vermelho voltando para sua face.

-Hey, não era eu quem te ajudava com a matemática?! – Eu ri da cara que ele fez.

-Não preciso mais de você. – E então o professor chegou e acabou com a nossa conversa.

O intervalo do almoço finalmente chegou e eu e Henry nos esgueiramos para fora da sala. Estava um falatório louco nos corredores, eu achei que ainda fosse a história da briga, mas quando eu ouvi alguém falando algo sobre Donghae e Eunhyuk eu apurei os ouvidos para o que as pessoas estavam falando. Vi Henry indo ao encontro de Ryeowook quando o viu, e eles engataram em uma conversa, daria um rim para ouvir o que eles estavam dizendo...

-Oi Kyu! – Sungmin falou perto de meu ouvido. Meu corpo se arrepiou involuntariamente enquanto eu reagia ao susto.

-Min, não faça isso... Vai me matar de susto! – Eu falei, ele apenas riu e cruzou seu braço com o meu. Eu sorri ao ver que ele tinha parado de se preocupar com o que os outros estavam falando.

-Vamos comer, eu estou com fome. – Ele falou, fazendo um bico adorável, fiquei com vontade de mordê-lo, mas me contive antes que fizesse qualquer coisa na frente dos outros. –Ouviu falar que Donghae e Eunhyuk são o novo casal da escola?

-Não... Ahh... Então era isso que todo mundo estava falando... – Eu pensei alto enquanto eu e Sungmin pegávamos a fila para o almoço. –Já não era sem tempo deles assumirem.

-Você já sabia? – Perguntou ele. – Como assim, eles não contaram nem pra mim! – Ele falou fazendo outro bico. Ele tinha que parar de parecer tão adorável o tempo todo, ou eu o agarraria ali mesmo.

-Eu apenas os observei e deduzi Min, eles não me contaram nada. – Eu falei. Terminamos de pegar nossa comida e fomos sentar. Quando olhei a mesa que Eunhae estavam sentados, Henwook também estavam com eles (sim, eu gosto de dar apelidos pros casais, fica bem mais fácil pensar neles assim, aliás, eu e Sungmin éramos Kyumin em minha cabeça). –Sungmin, temos uma missão. – Falei antes de chegarmos à mesa.

-Qual? – Ele perguntou curioso.

- Juntar Henry e Ryeowook. – Eu ri.


Notas Finais


Finalmentee!!!!!!!!!!!

Vocês shippam HenWook? hahahhaa


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