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História Aplicativo de namoro falso - kiribaku - Capítulo 4


Escrita por:


Notas do Autor


Demorei umas horas a mais para escrever isso. E confesso que não gostei tanto do resultado, não fiquem decepcionado. Mas vai ser isso mesmo ùwú

Espero que gostem <3

Capítulo 4 - Capítulo quatro - "você realmente existe"


O restante da semana passou rápido para Kirishima que esteve bastante ocupado. Os encontros demandavam bastante tempo e isso estava lotando seu dia. Tinha a faculdade que já ocupava bastante parte do seu dia e com os encontros, parecia que nem sobrava tempo, então tudo parecia correr mais rápido.
Nessa primeira semana desde o lançamento do aplicativo, o ruivo teve bastante retorno. Se sentia realizado com isso e feliz pelo dinheiro em sua conta e ainda melhor por estar conseguindo se virar e não ter que pedir para seus pais pagarem mais um boleto da faculdade.
Enfim, o domingo havia chegado. Não teria que fingir ser namorado de mais ninguém além do garoto do encontro de família, que achava que se chamava Bakugou.
Estava mais ansioso do que imaginou que ficaria, afinal, seria como se estivesse indo conhecer a família do seu namorado, a unica diferença era que ele não era exatamente seu namorado. Mesmo assim, a situação o deixava ansioso, assim como animado e curioso.
Eijirou não tinha tido nenhuma conversa com o garoto loiro, não sabia muito bem como agir nessa situação, afinal, era diferente dos outros encontros. Mas apenas seguiria como o pedido: ser carinhoso e carismático. Isso não custaria esforço nenhum, era o jeito de ser do ruivo, não precisaria agir com outra personalidade nem algo do tipo, o tranqualizava um pouco saber disso.
- Por que está tão inquieto? - Denki, que segurava um caneca de leite nas mãos, pergunta ao ver o amigo entrar e sair do quarto para conferir a roupa no espelho.
- Na verdade, eu não sei. - Resolveu tirar a jaqueta e colocar um moletom novo vermelho. - Acho que... é um encontro diferente dos que eu tive essa semana.
Denki achava aquela ansiedade meio desnecessária, nem iria encontrar os pais de um namorado de verdade, porém resolveu não questionar.
- Só se acalma, é só mais um encontro e vai dar tudo certo. - Incentiva mesmo sem entender muito, estava ali para apoiar o amigo e era isso que faria caso fosse necessário. - E você ainda vai ganhar um almoço de graça!
- É verdade, tinha me esquecido disso. - Começam a rir levemente. Um almoço de graça lhe parecia atraente.
O ruivo olha o horário no relógio da sala, marcava 12:00. Não levaria tanto tempo para chegar no lugar marcado, então não se atrasaria muito tempo.
- Bem, acho melhor eu ir indo - Pega seu celular, coloca no bolso e sai pela porta.
°°
Bakugou estava mais nervoso do que qualquer um. Primeiro, nem conhecia o garoto; segundo, não sabia se isso realmente ia funcionar; terceiro... bem, não existia um terceiro. Mas dois motivos eram mais do que suficiente para ele estar quase entrando num surto.
Estava na casa da sua mãe desde manhã, ajudou ela a arrumar um pouco a casa e a preparar o almoço. Até aí, conseguiu fingir estar tranquilo, mas no momento que viu sua vó e seus tios entrando pela porta quase teve um colapso.
Pensou que seria apenas seus pais e mais ninguém. Agora fazia sentido a quantidade de comida que tinham preparado. E mais do que nunca, começou a surtar.
- Calma, filho, a gente tem certeza que esse seu tal namorado vai se dar bem com seus tios e sua vó. - Masaru, pai do garoto, tentava acalma-lo. Por mais que duvidasse da existência do tal namorado, estava tentando ajudar.
- É, sua vó e seus tios quiseram vir conhecê-lo. - Mitsuki fala - ENTÃO ACHO BOM QUE APAREÇA ALGUÉM!!
- PARA DE DUVIDAR TANTO, ELE EXISTE! - Nesse momento, Katsuki começou a se questionar se realmente existia alguém ou se era apenas um robô. Vai que tudo não passava de um plano ou algo do tipo? Preferiu pensar que era alguém real.
Quando Mitsuki ia gritar de volta, a campainha tocou. Um arrepiou percorreu o corpo do loiro, mas fez questão de ser rápido o suficiente para sair correndo atender a porta.
- EU ATENDO! - gritou e saiu tão rapido que ninguém nem conseguiu ver.
Chegou em frente da porta e respirou fundo pelo menos umas 30 vezes até tomar coragem para realmente abrir a porta.
Nunca imaginou estar numa situação dessas, justo o garoto que odiava sair da sua zona de conforto, mas lá estava ele, abrindo a porta para um total estranho que, por algumas horas, seria seu namorado. Nada mais normal que isso.
Quando abriu a porta, se antes não tinha morrido, agora era sua hora. A pessoa em sua frente era mais bonita pessoalmente do que em foto. Bakugou chegou a corar levemente ao vê-lo.
- Você é o Kirishima do aplicativo, certo? - Perguntou quase num sussurro para que ninguém ouvisse.
- Sim, sou eu. Você é o Bakugou? - Perguntou sorrindo, também falando baixo, mesmo sem saber o motivo.
- Sim... - Ficaram se encarando por alguns segundos. - Deixa eu explicar, meio que eu falei para minha mãe que eu estava namorando, mas ela duvidou e eu falei que essa pessoa realmente exista. Então eu a desafiei dizendo que ia trazê-lo hoje para ela conhcer. E isso levou eu a baixar o app.
O ruivo, ao ouvir tal história e ver o desespero claro existente no outro, começou a rir. Tentava se segurar ao máximo, mas era de fato um história que não esperava. Ele mesmo tinha se colocado em tal situação e precisou correr para conseguir sair dessa. Se sentia quase como um super herói por salvar o loiro da sua mãe. Realmente não se arrependeria de aceitar o pedido.
- Ei, para de rir, idiota. - Falou irritado, em sua cabeça não era momento para dar risada. Estava tenso demais para isso.
- Certo, parei, eu apenas não esperava isso. - Disse se acalmando da pequena crise de riso que tinha acabado de ter. - Desculpa.
Bakugou ia convidar o outro para entrar, porém sua mãe apareceu na porta antes que isso acontecesse.
- BAKUGOU! Ah, você realmente existe... - Fala surpresa por ver realmente uma pessoa na sua porta e não algum outro ser de outro mundo.
Kirishima sorri e da uma risada suave, talvez a risada fosse apenas para disfarçar o leve pânico que estava tendo, mas conseguiu fazer o coração de Bakugou errar um batida.
- Você deve ser a mãe do Katsuki. Prazer, sou Eijirou Kirishima, namorado dele. - Estica o braço e dão um aperto de mão.
- Prazer, sou Mitsuki. Por muito tempo pensei que você nem existisse. Estou surpresa. - Se perguntassem, com certeza diziriam que ela estava mais surpresa do que nunca esteve em sua vida. Depois de vários anos vendo seu filho encalhado, ele simplismente aparece com alguém como Kirishima em sua porta.
Resolveram entram na casa e o ruivo cumprimenta a todos que estavam ali. Esperava por menos pessoas, apenas os pais, mas aparentemente mais familiares estavam ali. Até que estava sendo mais normal do que imaginou, acabou por ficar ansioso atoa.
- Certo, pessoal, o garoto realmente existe. Bakugou realmente namora alguém!! - Mitsuki grita na cozinha, indicando com as mãos "namorado" de seu filho.
- Espera um pouco. - A avó começa a falar de uma cadeira da cozinha -  Você não está pagando o garota pra isso, está?
Aquilo fez os dois jovens quase entrarem em um colapso em conjunto. Tinham sido descobertos?
- Vó!!! Claro que não! - O loiro diz revoltado. Mesmo que negasse, aquilo era uma total verdade.
Nenhum dos dois sabia se aquilo iria funcionar. Estavam fazendo parte de uma mentira um tanto quanto grande. E Kirishima estava envolvido naquilo, por isso resolveu dar uma ajuda. Apenas para passar um ideia de que realmente estavam juntos.
Ele chegou mais perto do loiro e envolveu seu bravo na cintura do outro.
O outro não estava esperando por isso, mas rapidamente achou que ajudaria.
- Não, ele não está me pagando. - Deu uma risada curta e roubou um selinho rápido do loiro. Este apenas soube corar.
Com isso, a família resolveu que era hora de acreditar que os dois estavam repente juntos.
Se alguém descobrisse que Bakugou realmente só tinha contratado o serviço que o outro oferecia, estaria ferrado e seria zoado o resto de sua vida. Ainda não achava um resposta para ter inventar o tudo isso. A verdade seria tão mais simples, porém não podia negar que estava gostando da sensação de namorar alguém.
O almoço foi bem tranquilo. A família de Bakugou e Kirishima se deram bem. Katsuki jurou que Eijirou era algum monstro da comunicação, nunca viu alguém conversar tão facilmente com sua família como se fossem amigos de anos.
Despois do almoço, se sentaram na sala e continuaram a conversar tranquilamente. O falso namorado até ajudou Masaru a arrumar a cozinha. Era um namorado educado.
Na sala, sentaram perto e ficaram abraçados. Como namorados faziam. Estava cumprindo a parte do carinhoso, o que fazia Bakugou desejar tê-lo como namorado de verdade. Se sentia idiota por querer namorar alguém, mas não podia ignorar a enorme vontade de passar horas trocando carícias com alguém.
O ruivo, por sua vez, também estava adorando a sensação. Fazia um certo tempo desde que esteve com alguém e estar abraçado com alguém lhe confortava. Além disso,  Bakugou parecia ser alguém legal, gostaria de poder conversar com ele em outras situações.
O celular de Kirishima começa a apitar. Era um cronômetro que tinha colocado para saber a hora que o encontro acabava.
- Oh, me desculpem, marquei de encontrar minha mãe hoje, preciso ir agora. Foi um prazer conhece-los. - Sorri e se levanta do sofá.
- Já vai, querido? Foi realmente muito bom te conhecer, você é ótimo! - A tia comentou.
- Realmente, venha mais vezes! - Foi a vez de Masaru falar.
- Pode deixar, irei vir sempre que tiver tempo! - Sorriu mais uma vez e se dirigiu até a porta de entrada, foi acompanhado por Bakugou.
Os dois já estavam fora de casa, os outros continuaram a conversar na sala.
- Ahh.. obrigada por hoje. Você foi uma salvação para mim. - Sorriu envergonhado. Não era de seu perfil agradecer.
- Não foi nada! - Kirishima sorri. - Ah, uma coisa. Você conhece o Shouta Todoroki?
- Ah, sim conheço. Foi ele que apresentou o aplicativo e tudo mais. - Explicou.
- Entendi. Bem, vou indo, espero te ver mais vezes.
Depois disso, Kirishima seguiu pela rua. Sentia que queria conhecer mais o loiro. Além do mais, havia gostado do encontro e da família do garoto.
Já Bakugou, depois de muitos anos, tinha acabado de perceber que estava gostando de alguém. Só não sabia se aquele era realmente o Kirishima verdadeiro ou apenas aquele que ele pediu para ser. Esperava ser o verdadeiro, não queria gostar de alguém que não existisse.
E no final rudo tinha ocorrido bem. Duvidou disso desde o começo, mas tinha conseguido enganar sua família com a ajuda de um total estranho. Deku estava certo, isso daria uma ótima história para contar.


Notas Finais


Bem, foi isso.
Talvez eu demore um pouco mais para publicar os próximos capítulos. Minhas aulas vai voltar e terei que acordar cedo e tals. Mas tentarei publicar sempre que tiver tempo.

Qualquer erro podem me avisar.
Tchauu!!! Bjsss <33


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