História Apocalipse - TMJ - Capítulo 16


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Categorias Chico Bento Moço, Turma da Mônica, Turma da Mônica Jovem
Personagens Absinto, Aninha, Cascão, Cebola, Denise, Do Contra, Dorinha, Eduardo "Dudu", Franjinha (Franja), Jeremias, Luca, Magali, Maria Cebolinha, Mônica, Nimbus, Penha, Personagens Originais, Porta-voz, Quim, Titi, Toni, Violinista, Xabéu, Xaveco
Tags Casgali, Cebonica, Docônica, Fim Do Mundo, Limoeiro, Longfic, Magaquim
Visualizações 44
Palavras 2.309
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Luta, Magia, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Survival, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


~Heya
Cheguei chegando de novo! Com capítulo enorme e tenso!
É, eu sei, é um milagre: Dois capítulos em menos de uma semana.
E esse é o maior capítulo que eu escrevi! YEYYY!
Nos vemos nas notas finais💙

Capítulo 16 - Desastre


Fanfic / Fanfiction Apocalipse - TMJ - Capítulo 16 - Desastre

É... Minha vida mudou mesmo. Agora estou em Roma, vivendo com o amor da minha vida, e pronta para o meu maravilhoso futuro.

-Mônica

São apenas alguns anos. Tudo vai ficar bem. Estudar no Pitangueiras pode não ser tão ruim assim. Mudanças podem ser boas. Eu vou aguentar essa fase da minha vida.

-Magali

Arrependimento. Pode ser ou não. Não sei. Mas esse sentimento de fracasso que vai corroendo meu coração não é nada bom. De verdade, mesmo eu tendo feito uma burrada naquela madrugada, espero que a Cascuda fique bem.

-Cascão

Meu plano avançando, minha vida mudando. De um pirralho que queria ser o dono da rua a futuro príncipe do mundo. Quem diria, hein?

-Cebola

Os jovens que conhecemos foram crescendo. E seus futuros foram se formando através das consequências de seus atos. Que o Apocalipse seja instalado na terra.

Chocados com a morte de Toni, apenas Cascão e alguns da turma compareceram ao enterro. Não conseguiam acreditar que poderiam ter perdido Cascuda, e aquele peso na consciência de Cascão o deixava atordoado.

Magali se deu bem nos seus anos estudando no colégio Pitangueiras. Foi uma ótima aluna e conseguiu dinheiro o suficiente para estudar em uma faculdade de New York.

Cebola e Mônica, ainda namorando, estudaram os últimos anos do ensino médio juntos em Roma. Durante esses 3 anos, os únicos que não se afastaram obviamente eram os dois namorados, mas fora isso, a turma da Mônica havia se acabado.

1992, New York.

Os passageiros desciam de seus aviões, eufóricos por estarem em New York. Mônica não conseguia acreditar que pisava na cidade que tanto queria estar.

– Cebola, sério, obrigada! – Mônica o abraçou – Eu nunca teria ido para uma faculdade tão boa se não fosse por você!

O acebolado revirou os olhos, mas aceitou os agradecimentos da namorada. Quase 4 anos de namoro, o tempo havia passado voando.

– Hi! You can help me? I am from Brazil and I no have a good english! – Mônica ouviu uma mulher a tocar no ombro. Ao se virar, não conteve a emoção. Magali estava bem na sua frente, falando o inglês mais enrolado possível.

– Miga, sua louca! Seu inglês tá péssimo mas eu te ajudo sim! – As ex-melhores amigas se abraçaram.

– Senti saudades. – Foi o que Magali conseguiu dizer. Ela não entendia, mas não existia mais o sentimento de amizade verdadeira entre ela e Mônica. Pareciam mais conhecidas do que amigas. Realmente, a distancia podia fazer coisas tristes.

– Fala ai, Magá! Quanto tempo! – Cebola deu um aperto de mão em Magali, que revirou um poucos os olhos.

– Ah, oi. – Soltou as palavras num fio de voz. O clima estava estranho entre os três. Ainda eram a mesma Turma da Mônica?

– Caraca meu! Vocês aqui?! – Cássio veio correndo em direção aos três.

– Cascão, meu brother! – Cebola fez um toque de mão com o amigo, e logo se abraçaram. Cascão também cumprimentou Mônica, e sem jeito, deu um oi para Magali.

– Acho que vamos todos estudar na mesma faculdade, não é?! – Mônica quebrou o silêncio.

Evidentemente, os outros três concordaram.

– Esses serão os nossos melhores anos! – Cascão bradou.

– Ah, mas nenhum momento vai se comparar a nossa infância. – Magali esclareceu.

. – Então vamos nessa, turma da Mônica! – Cebola abraçou os três.

A turma saiu do aeroporto conversando e contando o que tinha acontecido nos últimos anos. Não havia sido o melhor dos reencontros, mas ainda sim, para os quatro, era uma sensação nostálgica estarem juntos outra vez. Tanta coisa havia acontecido, será que eles haviam de se separar novamente num possível futuro?

Infelizmente eles não sabiam. Tinha que esperar os anos passarem e ver as consequências de seus atos nos passado.

¤

Os anos na faculdade foram ótimos para a turma. Mas foi ai que tudo começou a ficar mais bagunçado.

Cebola já não se mostrava tão apaixonado e atencioso para com Mônica, muitas vezes chegava a pensar em trair a namorada, mas isso só colocaria seu plano por água abaixo. Mônica se afastava cada vez mais de Magali, elas achavam que o reencontro as aproximaria. Estavam erradas.

E o pior: Cascão e Magali tiveram um caso em New York. Claro, agora eles eram livres, mas eles não sabiam que seus ex-namorados ainda tinham sentimentos. Os dois começaram a se envolver cada vez mais e acabaram namorando por quase um ano, mas depois o relacionamento desandou e eles continuaram como amigos.

Foi tanta coisa acontecendo, que eles nem se reconheciam mais. A Mônica durona ainda existia, mas a sentimental e ciumenta prevaleceu. A Magali delicada e certa existia um pouco, mas pouco a pouco ela foi se transformando numa mulher empoderada e rígida.

Cascão vinha perdendo os hábitos adolescentes e fúteis e vinha se transformando num homem sábio (nem tanto) e socialista.

O sentimento de cobiça por parte de Cebola crescia a cada dia, e ele se preparava para seu triunfo cada vez mais. Mantinha contato com César e planejava os mínimos detalhes de tudo do seu futuro.

Logo, Mônica foi pedida em casamento por Cebola, e os dois tiveram o mais luxuoso casamento do século 20, e claro, aconteceu em Roma.

Já adultos, Mônica administrava uma empresa de Marketing em Roma, Cebola era um dos políticos que ajudava o presidente a governar Roma, assim avançando para um dia ser líder mundial.

Magali se tornou uma nutricionista famosa no Brasil, ela dava dicas importantes sobre alimentação e chegou a dar aulas em escolas públicas e particulares e palestras para empresas alimentares.

Cascão não deixou sua paixão pela infância de lado, se tornou um escritor infantil famoso em São Paulo e todas as escolas continham pelo menos 10 livros deles. Tudo parecia andar bem, sem preocupações, todos seguiam suas vidas e nem se preocupavam com o mundo em volta. Mas isso iria mudar.

11 de Setembro, 2001.

A vida é uma caixinha de surpresas. Nunca se pode esperar nada, porque você pode se decepcionar.

Mônica havia viajado para New York afim de promover seus trabalhos e fazer alianças com outras empresas. Sousa havia ido junto para conhecer umas das diversas atrações da cidade: As Torres Gêmeas.

Cebola estava tirando um dia de folga de seu trabalho, e passava a tarde conversando com César.

– César, obrigado. Durante esses anos nunca imaginei chegar onde estou hoje. – Cebolácio levou a xicara de café aos lábios.

– Há muito o que viver ainda, Menezes. – César lançou um olhar esperançoso para Cebola.

– Você está certo. Ainda há muito mesmo.

Os dois ficaram observando o horizonte, ambos pensando no futuro que lhes aguardava. “Eu serei o príncipe deste mundo” era o pensamento constante de Cebola.

¤

– Pai, vamos comigo!

– Desculpa, filhota. – Sousa de um beijo na bochecha da filha – Mas estou ansioso para conhecer as torres gêmeas!

– Ok, senhor curioso! Te vejo depois! – Mônica se despediu do pai com um abraço – Oh, thank you! – Agradeceu o taxi que os levara até o ponto de chegada.

Mônica amava New York, depois de Roma era a sua cidade preferida. Sua reunião começava em uma hora, então dava tempo de passar num dos museus de arte moderna. O movimento no museu era calmo, podia-se movimentar sem esbarrar em ninguém ou comprar algum quadro. Ou não.

Distraída com os quadros, Mônica sentiu um impacto sobre o corpo e caiu no chão, certamente esbarrara em alguém. Ela rapidamente se levantou e falou enquanto se ajeitava:

– Sorry, I... You... – Ela parou ao tentar reconhecer o homem a sua frente. Cabelos negros e rebeldes, olhos cintilantes, um ar contrário, usando um moletom azul e uma calça um pouco larga rasgada nos joelhos, e segurando um skate. Ela sabia quem era. – Maurício?!

– Ainda prefiro DC, Mô. – Respondeu com um sorriso no rosto.

Mônica logo o abraçou, fazia tempo em que eles não se viam.

– Que saudade! – Indagou – Como vai a vida?!

– Digamos que ao contrário – DC deu uma risadinha – Mas e você e o careca?

– Casados. – Respondeu sem se dar conta de como aquela palavra atingiu o coração de DC em cheio – O Cebola é um marido maravilhoso e nossa vida em Roma não poderia estar melhor!

DC abaixou a cabeça. Sério mesmo que pensei que eles não estariam juntos? Pensou.

– Ãh... E quero que saiba – Mônica continuou – Que o Cebola mudou. Sua perspectiva sobre ele pode ter mudado também.

– Eu te amo.

– O quê?

– Eu... – Só então DC se deu conta que falou por impulso - ... Eu ainda gosto de você. Nunca encontrei outra pessoa pra me fazer feliz. Mas acho que o fato de você estar feliz me deixa feliz. Mas você realmente o ama?

Mônica ficou perplexa, ela não esperava tal atitude tão direta de seu velho amigo. DC já era um homem formado, mas guardava sentimentos de anos. A empresária não soube como responder.

DC pegou as mãos de Mônica delicadamente, colocando-as em cima de do coração do apaixonado.

– E ele? Te ama? – Fez outra pergunta.

Novamente, ela não soube responder, e ficou constrangida. Era para ser fácil, por que ela não conseguia dizer que ela e Cebola se amavam?

Maurício se inclinou um pouco para o rosto de Mônica, dando a impressão de iniciar um beijo. E ele não a forçou, muito pelo contrário. Ela aceitou.

Um misto de sentimentos tomou conta de Mônica enquanto os dois se beijavam, sentimentos que não havia sentido com Cebola durante sua vida junto com ele. DC acariciava os cabelos de Mônica e a beijava delicadamente, a deixando com vergonha e feliz ao mesmo tempo.

E então Mônica se deu conta de que estava traindo seu marido. Se afastou rapidamente e deu um tapa na face de Do Contra.

– O q-que pensa que está fazendo?! – Mônica bradou arrumando a gola da camisa.

– Eu não te forcei, né?

Mônica foi saindo do museu, sendo acompanhada pelo amigo. Antes de se despedir, ela aconselhou:

– Um dia você vai encontrar alguém que te ame, assim como eu amo o Cebola – E foi para se encontrar com o pai nas torres gêmeas.

¤

– Senhorita Fernandes? – A secretária de Magali compareceu a sala principal.

– Sim?

– O senhor Cássio quer falar com a senhorita. Seria possível interromper a consulta com a senhorita Mello?

– Claro, Letícia. Chame-o, eu e Mello podemos conversar mais outro dia, certo? – Magali balançou os cabelos soltos e olhou para a amiga.

– Certo. Estou de saída. Até, Magá! – Mello se levantou da cadeira, esvoaçando seus lisos cabelos.

– Não se esqueça, hein? Alimente-se bem.

– Agora sou adulta, Magá. – Mello disse antes de sair da sala – Agora sou mais responsável com minha saúde! Beijos!

– Beijos!

Assim que Mello saiu, Cascão entrou na sala.

– Para o que devo a visita, Cascaboy? – Magali provocou, e deu certo. Cássio riu.

– Vim fazer uma proposta: Sabe que muitas crianças não gostam de se alimentar, e penso em um livro infantil que poderia ajudar as mães a educarem a alimentação de seus filhos. E eu queria uma colaboração sua. – Cássio concluiu, direto e rápido.

Magali arqueou as sobrancelhas. Era mesmo uma ótima ideia. Como ela nunca havia pensado naquilo? Era incrível.

– Nossa, estou impressionada, Cas! – Exclamou – Fechado. Só temos que acertar os detalhes!

– Obrigado, Magá. Você sempre foi incrível. – Cascão afirmou – Me lembrei agora daquele nosso caso em New York.

– Nem me fale! Éramos tão imaturos... Como você e a Cassandra estão? – Mudou de assunto rapidamente, não era algo que ela queria falar.

– Ah, desde que reatamos estamos bem. Nunca mais vou cometer aquela burrada da adolescência. E você e o Quim?

– Nada de novo – Rebateu de imediato, mordiscando uma maça – Estamos bem sendo amigos, desde que terminamos não quero que nosso relacionamento ultrapasse disso.

– É, o mundo deu várias voltas.

– E algo me diz que ainda vai dar muitas – Magali completou.

¤

– É hora do show... – Cebola se sentou no sofá luxuoso da mansão e ligou a sua grande tv.

¤

Sousa admirava as torres com clareza. Ele amava aquelas estruturas e como tinham sido tão bem. Era um sonho estar vendo elas de perto. Pena que seria a primeira e última. Dona Morte observava as pessoas de cima da torre, com um sorriso cínico no rosto e sua foice pronta para capturar várias almas.

De repente, um avião colidiu com as torres, fazendo várias pessoas morrerem de imediato, vários anjos malignos enviados por Morte voavam levando as almas ruins ao inferno. Outros anjos levavam as boas para o céu.

O noticiário abriu de imediato, fazendo com que Mônica se desesperasse e corresse para encontrar seu pai.

¤

– Ataque? Torres Gêmeas? – Xaveco ouvia tudo do telefone – Certo. Jeremias! Ligar câmeras! Está acontecendo um massacre em New York!

– O quê?! – Se espantou de imediato.

– No ar em 3, 2... – Uma assistente ligava a câmera - ...1!

– Interrompemos a programação para uma notícia de última hora – Jeremias iniciou com pesar – As torres gêmeas de New York acabaram de serem colididas por um avião. Nossa repórter Denise está lá e nos mostrará tudo. Denise, na escuta?

¤

– Sim, Jerê! – Denise respondeu – As pessoas estão apavoradas, dizem que é um ataque e.

Ouviu-se outra explosão. Outro avião havia colidido com as torres, fazendo concreto cair e matar várias pessoas.

– Gente eu to passada, chocada! – Denise gritou sem pensar – Outro avião acabou de colidir! A situação é séria!

Sousa corria desesperado para sobreviver, porém, infelizmente... Um escombro caiu por cima dele e o matou na hora, tendo sua alma sendo levada por Dona Morte, que sorria de orelha a orelha.

Mônica corria procurando o pai, chorando, se lamuriando. Mas não dava mais tempo de nada, Sousa estava morto.

¤

Cebola assistia tudo da tv abrindo um sorriso maligno, ele estava feliz com a morte e o desastre que estava acontecendo. Era seu passatempo predileto, se divertir com desastres e mortes.

11 de Setembro de 2001, essa data ficou marcada como o Ataque das Torres Gêmeas, e depois disso tudo desandou. O Apocalipse. Ele era real. Ele estava acontecendo, e Cebola se alegrava com isso.

O mundo estava acabando, e ninguém percebia.


Notas Finais


Agora começa o Arco Adulto! Sério, obrigado pelo apoio de vocês, estou amando essa história!
Se puderem, comentem o que acharam do cap nos comentários, ok?
Até mais~💙


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