História Apocalipse - Capítulo 4


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Apocalipse, Truegus
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Palavras 609
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 4 - Paula - Parte 2



"Você tá brincando, né?" disse Paula.
"Não, eu tô falando bem sério..." respondeu Gus.
"Claro que você não ganha um abraço. E tem sorte de não ganhar uma bala na cabeça, também." expôs ela.
"Sua namorada é mó estressada..." disse um dos membros da comunidade.
"Ela não é minha namorada, trouxa." disse Gus.
"Ele não é meu namorado, seu imbecil." disse Paula, ao mesmo tempo que ele. "Eu vou dormir mais um pouco. Me acordem quando for hora da ronda por suprimentos."
...
Paula acordou e levantou-se de sua cama em um salto.
"Puta merda... A ronda. Eu estou..." dizia ela, desesperada. O desespero tornou-se em confusão quando ela percebeu que estava escuro lá fora. Ela desceu as escadas com pressa, e estava saindo de casa quando a campainha tocou; Ao abrir a porta, ela viu Gus.
"Gus, que horas... que horas são? Por quanto tempo eu dormi?" perguntou ela, aflita.
"Você dormiu o dia todo." disse ele.
"E ninguém veio me acordar?!" exclamou Paula.
"Eu pedi a eles que lhe deixassem dormir. Não se preocupe, eu cobri seu turno na ronda de hoje." expôs Gus.
"Por favor, me diz que você trouxe." disse Paula.
"Trouxe o quê?" perguntou Gus.
"Eu tinha uma lista de coisas que eu precisava. Você trouxe?" questionou ela, apreensiva.
"Eu não sei de lista nenhuma." expôs Gus.
"Filho da..." murmurou ela. Gus então sorriu e disse:
"Eu trouxe, sim. Tô zoando com a sua cara. Está no carro; Eu já pego."
"Você é um..."
"Filho da puta. É, eu fiquei sabendo. Uma garota chamada Paula me chama da mesma coisa. Amiga sua?" brincou ele, entregando uma sacola de itens para ela. "Volte a dormir, Paula."
"Gus." disse ela.
"Que é?" perguntou ele.
"Desculpa pelo... tapa na cara. Hoje de manhã. Não sei o que deu em mim." expôs ela.
Ele riu.
"Como eu mesmo disse: Eu mereci. Provavelmente deixei todo mundo preocupado sem motivo algum. Mas talvez haja salvação para mim, afinal..." disse ele. "Aliás... O que quis dizer com isso, Paula?" perguntou Gus, curioso.
"Você... definitivamente não é o mesmo arrogante, orgulhoso, irônico, sarcástico e escroto mentiroso do Ensino Médio." explicou ela.
"Nossa, obrigado por tantos elogios. Me sinto lisonjeado." disse ele, sarcasticamente.
"Talvez nem tanto a parte do sarcasmo..." disse ela. "E... obrigada."
"Por?" questionou ele.
"Criar esse lugar. Eu duvido muito que estaria viva lá fora." expôs Paula.
"Eu duvido muito que você estaria morta lá fora. Você é durona; Daria um jeito de sobreviver." disse Gus.
"Nem todos tem experiência com zumbis, Gus. E, obrigada de novo." disse ela.
"Por?" questionou Gus.
"Você matou um zumbi. Logo no começo de tudo isso." expôs Paula.
"Eu matei muitos zumbis logo no começo de tudo isso. Aonde quer chegar?" perguntou ele.
"Mas esse zumbi estava quase me mordendo. Você quebrou uma cadeira da sala de aula e usou a parte de metal pra literalmente afundar o crânio dele. Você me salvou. Obrigada por isso. Talvez eu nem estivesse aqui hoje..."
"Eu salvei você. Mas falhei em salvar muita gente... Não me agradeça." disse ele. De súbito, seu tom de voz se tornara ríspido e sério.
"Você vai mesmo ficar relembrando o passado, sofrendo?" perguntou Paula.
"Eu amava ela, Paula. Eu amava a Sarah." respondeu Gus.
"Ah, de novo com esse papo...! Que merda! Sabe, ela não é a única mulher no mundo!" exclamou Paula, irada.
"Paula, entenda..." disse Gus.
"Não! Você vai calar a boca e me ouvir, porque eu não aguento mais guardar isso dentro de mim." interrompeu Paula.
"Do que você tá falando...?" perguntou ele.
"Eu te amo. É disso que eu tô falando. Eu te amo. Eu." expôs ela.
 



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