História Apocalipse - Capítulo 1


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Categorias Neo Culture Technology (NCT)
Personagens Taeyong, Yuta
Tags Apocalypse, Cigarettes After Sex, Sowhatyuta, Yutae, Yutae Namoradinhos
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Palavras 1.414
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Musical (Songfic), Shonen-Ai, Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


escutem cigarettes after sex, 'apocalypse'.

Capítulo 1 - Um doce apocalipse com gosto de uísque


Taeyong bebericava seu copo de ponche, que há minutos atrás — sem a sua permissão, é claro — havia sido batizado por um de seus amigos, Chittaphon, que agora estava por aí, desfrutando inteiramente da festa de formatura de ambos.

A música estava alta, quase insuportável, sendo uma completa tortura para seus ouvidos, ainda mais pela conclusão que ele mesmo chegou ao pensar que o DJ da festa tinha um péssimo gosto musical. 

Lee odiava músicas eletrônicas, com batidas intensas e gritantes. Assim como também, não era um grande fã de dançar, diferente de Chittaphon que dançava até não sentir mais suas pernas.

Sentia-se perdido em meio a todas essas pessoas diferentes, observava-as com um certo desdém no olhar, importando-se nenhum pouco por estar se afastando finalmente de cada umapara o azar de Taeyong delas. Formar-se e deixar aquele ambiente tóxico e cansativo que é o ensino médio sempre foi uns dos seus maiores desejos.

Com toda a certeza, ele não estava feliz por estar ali. Seu plano era pegar seu diploma e ir embora, mas como sempre, Chittaphon insistiu para que comemorassem e ficassem juntos para a festa que haveria horas mais tarde, o que é uma ironia. Taeyong estava sendo acompanhado por tudo e todos, menos por ele. Lee ainda o mataria por tê-lo deixado sozinho, disso não tinha sombra de dúvidas.

Tomou mais um gole do líquido, sentindo o gosto forte do álcool descer pela sua garganta, puxando-a em seguida. Levantou-se da mesa, deixando o copo em cima da mesma e saiu andando pelo salão, com as mãos postas nos bolsos do seu paletó. 

Pediu licença para as pessoas, em algumas vezes, até mesmo se esbarrou. Saiu porta afora do ginásio, logo sentindo a brisa lenta e agradável da noite bater contra sua pele. Jogou seus fios para trás e suspirou em alívio.

Iniciou passos lentos, observando a luz da lua e as demais estrelas iluminarem a noite graciosamente. Sorriu, tirando seu olhar do céu, batendo-o de repente contra Yuta, o presidente do conselho estudantil, que secretamente, sentia uma paixonite desde o primeiro dia que ambos se encontraram. 

Lee chegou tão desorientado no início das aulas e Yuta, com seu sorriso simpático e amável, ajudou-o com a maior disposição, cativando-lhe a cada palavra que direcionava a si.

Nakamoto o deixava em completa combustão instantânea com um olhar, era como se houvessem estrelas em suas orbes que o atraiam cada vez mais para perto. Ao vê-lo, sentia que o dia se pintava como uma tela com tons aquarela vibrantes e inesquecíveis.

Por mais brega que pareça ser — para o azar de Taeyong —, isso realmente acontecia em todos os momentos. Tudo o que ele menos desejava era se apaixonar, mas poderia dizer que era impossível. Além de que, tratava-se daquele maldito japonês e odiava o fato dele ser tão… Ele.

— Taeyong? — A voz doce de Yuta chamou por sua atenção, após perceber que o mesmo parecia estar viajando pelos seus pensamentos. 

O mais velho balançou levemente a cabeça, piscando freneticamente por quatro segundos e se focou em Yuta. Ele estava sentado no capô da sua caminhonete, segurando uma garrafa que Taeyong chutou ser de um uísque barato.

Ao se aproximar mais do veículo, pôde ouvir uma música totalmente diferente da que estava sendo tocada na festa vinda do rádio do carro. A melodia era calma e aconchegante, o tipo de música que o mais novo adorava apreciar.

— O que você faz por aqui? — Resolveu finalmente perguntar.

Tenho a música em você, baby

Diga-me o porquê

Tenho a música em você, baby

Diga-me o porquê

— Não sou eu que deveria fazer a mesma pergunta? — retrucou, arqueando a sobrancelha. 

— Creio que não. Afinal, o que o presidente do conselho estudantil faz aqui, bebendo sozinho, em vez de estar com seus amigos pseudo populares? — disse com um sorriso divertido.

— Saí para tomar um ar, aquele ambiente me sufoca.

— Ora essa, pelo visto não sou o único. — Riu.

Yuta o retribuiu com um breve sorriso, olhando para Taeyong com certa doçura. Lee então lambeu os lábios, sentindo o vento fraco da noite levando seus fios para trás. Nakamoto, no instante, pensou estar contemplando uma bela visão, podendo compará-lo com uma verdadeira obra-prima. E de fato, ele realmente era. 

Sorriu sozinho.

Você está trancado aqui para sempre e não pode simplesmente dizer adeus

— Sabe de uma coisa, Taeyong-ah? — perguntou retoricamente, brincando com a bebida. — A luz da lua te deixa muito mais bonito.

— Está tentando me seduzir, Yuta? — Ergueu a sobrancelha, dando risada.

— Mas eu já não tinha feito isso faz tempo? — Abriu um sorriso convencido. — Bem, se você acha que dizer a verdade é uma forma de seduzir alguém, então sim, eu estou, hyung — disse antes de colar seus lábios no bico da garrafa.

— Você não tem nenhum pingo de vergonha na cara ao dizer isso, não é? — Desviou o olhar, risonho.

— Talvez. — Riu. — É um dos grandes privilégios do álcool. 

— Se não fosse por isso, admito que teria acreditado por um segundo em você.

Beijos na testa dos amantes envoltos em seus braços

Você os escondeu em pianos vazios deixados no escuro

— Pois acredite.

O Lee soltou uma risada soprada.

— Chittaphon me deu bons motivos para não confiar nas palavras vindas de pessoas bêbadas.

— Mas essa é a questão, Taeyong. A bebida faz com que dizemos e cometemos atos que sempre gostaríamos que acontecessem. 

— Então você precisou da ajuda de uma garrafa medíocre de uísque para, finalmente, dizer-me que sou mais bonito por causa da lua? 

— Claro, verdades merecem ser ditas, de uma forma ou outra. — Sorriu, piscando para o Lee de uma forma divertida, quase provocativa. 

— Somente para saber, tem mais alguma coisa que você gostaria de me confessar? — perguntou, brincando.

— Não sei se seria uma má hora para dizer que eu amo você. 

Tenho a música em você, baby

Diga-me o porquê

Tenho a música em você, baby

Diga-me o porquê

Taeyong recuou, pensou e repensou. Ele sorriu um pouco perdido, acreditando seriamente que aquilo era somente mais uma das brincadeiras de Yuta, de uma pessoa tomada pela alegria e impulsividade do álcool. Entretanto, Nakamoto ainda mantinha o olhar em si, parecendo aguardar uma resposta ou até mesmo, uma reação vinda dele. Mas nada veio. 

Lee não piscava e muito menos sentia o ar entrar e sair pelos seus pulmões. Yuta o amava e isso era a única coisa que ele conseguia assimilar. Ou pelo menos, tentava.

— O que… Eu não… 

Você está trancado aqui para sempre e não pode simplesmente dizer adeus

Yuta o encarou rindo atoa, dando um último gole em seu amado uísque. Deixou-o de lado, saindo de cima do capô e andou até Taeyong, que se assustou ao perceber que ele estava sendo colocado contra o veículo, com seu corpo colado com o de Nakamoto tão intimamente. 

O mais novo deslizou a mão pela bochecha pouco rósea do Lee, fazendo leves carinhos. Taeyong engoliu em seco, olhando nos olhos dele com ansiedade.

— Sim, hyung, eu amo você e por favor, não me rejeite. Esperei por tanto tempo até ter coragem suficiente para fazer o que eu farei agora… — murmurou, levando seu polegar até o lábio inferior do mesmo, arrastando-o.

— E o que você irá fazer?

Seus lábios

Meus lábios

Apocalipse

A nuca de Taeyong logo foi segurada pela mão firme do japonês, que tomou os lábios alheios com sensualidade, suspirando em êxtase e por alívio. O Lee enroscou seus dedos nos cabelos do Nakamoto, trazendo-o para perto com necessidade de sentir tudo o que aquela boca tão macia poderia lhe proporcionar além da maravilhosa experiência que estava vivendo agora.

Os lábios se moviam lentamente um contra o outro, e hora ou outra, separavam-se em busca de fôlego para assim, voltarem a se conectarem cada vez com mais intensidade. Taeyong não conseguia pensar em outra coisa a não ser aproveitar o ósculo ao máximo, sentia-se euforico e desesperado por mais contato, sendo de uma apertada nos fios de Yuta até sugar e saborear a sua boca.

Era de se esperar que depois de tanto desfrutar do japonês, talvez, Taeyong tirasse um tempo para que ambos se recompossem, contudo, em vez disso, o mesmo virou os corpos e se deitou por cima do Nakamoto. 

Mais um beijo que exalava o cheiro e gosto amargo de álcool preenchiam aquela noite novamente, e para a felicidade do casal, tudo parecia estar longe de acabar. Afinal, Taeyong passou a amar o gosto de uísque que Yuta proporcionava, este que não poderia ser comparado com nenhum outro.


Notas Finais


tenho que dormir, boa noite e eu amo mto yutae.


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