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História Apocalipse - Capítulo 2


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Capítulo 2 - Gabriel


Em um instante tudo estava escuro, nada se via apenas o caos, a escuridão caótica que tampava completamente a visão de Josh. Derrepente tudo comessou a se iluminar, casas foram se erguendo e se estreitando ao redor de uma rua sinuosa dourada, jardins que flutuavam no ar intercalavam-se entre um prédio e outro, algumas casas possuíam muros enormes, impedindo que a visão do garoto alcançasse além dos altos muros. Alguns prédios  eram dourados e se destacavam entre o verde e o sinza das construções. No final da rua dourada se erguia um imponente castelo com muros de diamante e cristal, sua estrutura era de puro ouro, dele emanava uma luz tão forte quanto a do sol.

Os olhos de Josh demoraram até se acostumar com a visão de tudo aquilo, quanto mais ele adentrava a rua, mais larga ela ficava e mais imponentes as construções ficavam. Muros de rubi e quartzo verde chamavam sua atenção, Josh passou por algo que julgou ser um parque ou um pequeno bosque, podia ver no centro sercado por água uma árvore que nunca tinha visto, uma árvore dourada, algo totalmente fora do que o garoto estava acostumado a ver.

Josh sentiu algo pesado em suas costas, algo que não estava ali antes, de suas costas brotavam duas enormes asas com penas brancas e douradas cintilando a luz que emanava do castelo. A sensação era estranhamente familiar para o garoto, como se já tivesse passado por aquilo outra vez, como se já tivesse sentido o peso daquelas asas. Seu corpo não era mais de uma criança de dez anos, agora ele parecia um adolescente, com quinze, dezessete anos no máximo. Seu corpo estava mais forte, musculoso, podia sentir seus musculos rigidos e firmes, seu abdomem estava definido, seus braços musculosos, mas não de forma exagerada, de uma forma moderada e atraente.

Josh caminhava lentamente em direção ao castelo de ouro, parecia que uma força invisível o puxava para aquele lugar, ele sentia uma necessidade de chegar mais perto e descobrir os segredos daquele lugar. Ele podia sentir uma energia que emanava daquele lugar que trazia calmaria e tranquilidade, ele estava se sentindo bem. A plenitude era tanta que nem se quer ele se recordava da maneira bruta que havia matado seu irmão adotivo.

Em cinco exatos minutos o garoto estava a porta do castelo, grandes portões de diamante se erguiam até onde a visa alcançava, nuvens brilhantes densas ofuscavam imagens sobre os muros, imagens aladas com peculiaridades humanas. Sobre os muros anjos vigiavam a entrada, Josh não percebia, mas existia mais de mil anjos em defesa do castelo ambos armados com espadas e alguns com arcos.

Os grandes portões sem liberar ruído algum se abriram, Josh pode ver duas fileira de seres idênticos enfileirados uma de cada lado da rua que levava a uma escadaria com vários degraus dourados cintilantes. Um dos guardiões saiu da fila e veio em direção ao garoto.

— Nosso mestre deseja velo. — diz o anjo apontando para o topo das escadas, a voz do anjo era algo semelhante a voz humana porém com uma toque de calmaria é serenidade. — Ele o aguarda no salão principal. — O anjo diz voltando a formação, suas asas eram menores que as de Josh, ambos os anjos tinham asas totalmente brancas, vestiam vestes brancas até os pés.

Será que eu morri? Pensa o garoto enquanto anda em direção a escadaria. O fato de tudo aquilo estar acontecendo levou a um questionamento na mente do garoto, se aquilo fosse real muito provavelmente ele estaria morto.

Subindo as escadas ele conseguia observar enormes umbrais da porta de entrada, sobre os umbrais algo escrito que ele não conseguiu ler, entrando no salão principal viu várias pilastras e em cada uma delas um anjo segurando uma lança, a diferença desses anjos para os outros estava nas asas, esse possuíam asas prateadas como se fossem de metal. No centro do salão se erguia um trono dourado com cinco pontas, em cada uma delas em uma esfera brilhante um dos elementos da natureza e na Central algo que Josh julgou representar a alma, a qual o brilho era mais intenso. Sobre o trono assentado estava um ser de três metros de altura, em tudo parecia um humano, as únicas diferenças eram as asas, o tamanho e seus olhos totalmente dourados.

— Bem vindo ao reino dos anjos elementares. — diz o que está sobre o trono se levantando e indo em direção ao garoto. Conforme ele se aproximava sua estatura mudava, até que quando estava em frente à Josh ambos tinham a mesma altura. — Sou Gabriel, o Arcanjo responsável por essa parte do céu.

O garoto levantou os olhos olhando fixamente para os de Gabriel. O mesmo tinha um corpo exageradamente musculoso, seu rosto era belo com longos cabelos ruivos que caiam como chamas de fogo sobre seus ombros, suas asas eram diferentes das de todos os anjos pois suas penas pareciam serem feitas de um fogo azul arrocheado, seus olhos dourados amedrontavam aquele que os olha-se fixamente. Ele era um dos 5 grandes, um dos arcanjos, o terceiro mais poderoso deles, perdendo apenas para Samael (que se tornou Lucifer) e Miguel.

— Por que estou aqui? — pergunta o garoto meio confuso ainda, qual era a razão de tudo aquilo? Era um sonho? Ele estava morto? O que tinha acontecido para ele estar ali? E se fosse real? Como faria para voltar para casa?

— Há cinco anos você despertou seu poderes e foi parado por um dos telepatas mais poderosos do universo. Nesse processo você ficou em coma por todo esse tempo. — comessa o Arcanjo elementar — Fiquei responsável por vigiar você enquanto isso, minha missão era esperar até que você despertasse primeiramente aqui é depois na terra era me certificar de que você iria esquecer o ocorrido há cinco anos, você vai apenas lembrar que tem poderes, nada além disso, e não saberá dominar todo seu poder.

Enquanto Gabriel falava outro anjo adentrou o salão voando, um anjo magro, com asas e cabelos verdes, Josh não conseguia ver seu rosto.

— Gabriel, ele é o escolhido! — grita o recém chegado olhando para ambos que estavam na sala. — Ele é o filho de Aziel e Mertis, ele é o Apocalipse.

O garoto não estava entendendo o que estava acontecendo, mas podia sentir o ódio e o medo na voz do anjo de asas verdes.

— Ora Sariel, eu sei disso. — diz olhando para o anjo verde. — Mas não posso intervir, não posso simplesmente mata-lo ele iria reencarnar.

— Podemos prende-lo nas masmorras meu senhor.

— Não seja tolo Sariel, — indagou o Arcanjo elementar — Se ele nasceu é por planos de Yahweh, não podemos simplesmente mudar a vontade de nosso criador.

— Mas agora ele já sabe a verdade.

Gabriel sorri e olha para Sariel como se ele fosse um nada, como se ele não merecesse viver por questionar as escolhas de um arcanjo.

— Ele não lembrará desse encontro, não se preocupe, eu mesmo cuidarei para que não aconteça. — diz Gabriel e estala o dedo.

— Desculpe senhor. — diz o anjo verde e sai de cabeça e asas baixas. — O senhor tem toda razão.

Gabriel levanta novamente a mão e estala o dedo novamente, uma onda luminosa surge em sua mão e se espalha pelo ambiente, logo tudo se desfaz e Josh aparece em uma cama num quarto escuro.



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