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História Apocalipse: O outro lado da Fronteira - Capítulo 1


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Capítulo 1 - Capítulo Um


Fanfic / Fanfiction Apocalipse: O outro lado da Fronteira - Capítulo 1 - Capítulo Um

As pessoas morrem agora... Em tempos como esse você tem que decidir "quem" e "quando", ou alguém pode decidir por você. -The Walking Dead

 

Acordo como em um dia normal, mas sei que não é. Os protestos se tornaram cada vez mais violentos depois que a rede de TV BBC informou sobre um tal vírus WZ, que está se espalhando pelo continente Norte Americano. Gritos, bombas e tiros eram os que mais se ouviam ao longe da minha casa, em nosso bairro os vizinhos começaram a construir muros para tentar se proteger desse vírus. Até agora ninguém próximo a nós foi contaminado, meus pais ligam todos os dias para Bryan, para saber como está a situação em São Francisco e graças a deus, por lá ninguém havia sido contaminado. Até hoje. 

Levanto-me e faço minhas higienes matinais como de costume. Ao mesmo tempo em que visto minhas roupas para sair em uma entrevista de emprego ouço a TV ligada e, considero que talvez meus pais estejam tomando café da manhã enquanto assistem o jornal. Mas paraliso com a notícia que o âncora anuncia.

- O governo dos Estados Unidos instituiu estado de emergência para todo o país. Todas as atividades externas foram decretadas suspensas até segunda ordem. A recomendação é ficar em casa e...

Pisco algumas vezes não acreditando no que acabei de ouvir e sinto que algo está muito errado. Chamo os meus pais enquanto os procuro pela casa, mas não há nenhuma pista deles. Tento ligar para ambos pelo fixo, porém até mesmo os celulares estão fora de área, o que faz minha preocupação aumentar.

-Bryan – falo pra mim mesma, corro em direção ao telefone mais próximo a mim e tento ligar para meu irmão. Ligo tantas vezes que perco a paciente e jogo o telefone fixo no chão com muita raiva . Subo para o meu quarto, agarro meu smartphone e ligo novamente para meu irmão. Depois de mais algumas tentativas ele, finalmente, atende.

- Bryan consegue me ouvir? - pergunto com o coração na mão 

- Ali.... a....gação.... cortand -Eu não consigo entender quase nada por conta do sinal fraco e, certamente, ele também não. Então, abro a janela do meu quarto e me penduro com a intenção de poder melhorar a ligação.

- Eu não sei onde nossos pais se meteram, mas assim que eu os encontrar, iremos te buscar. okay? - tento me acalmar - Não sai da cidade, Bryan. E de forma alguma confie nas pessoas. Você precisa ficar!

- Ficarei esperando vocês, Ali - ele faz uma pequena pausa – Encontre eles e fique viva. Vou tentar segurar as pontas enquanto vocês não chegam - a ligação volta a cortar e novamente eu não consigo assimilar o que ele está falando.

– Mas......situa......ruim.......lugar.....

-Bryan? Eu não consigo ouvir você - do outro lado da linha eu podia ouvir gritos e cortes na rede- Bryan? 

-Ali, está ficando pior, venha o quanto antes eu estarei......- de repente, a ligação cai.

-Merda!

Eu estou sozinha e perdida. Não sei nem sequer por onde começar.

Meus pais, não havia sinal deles, já estava sem esperanças, mas o meu irmão, ele eu tinha certeza que estava vivo, era hora de começar a me preparar, era hora de ir a luta e em busca dele, mesmo sendo sozinha, Bryan é a única família que me resta e eu não posso perder ele.

Organizo-me para sair de casa, pois a viagem será longa e eu preciso levar coisas que realmente são necessárias.Uma mala grande e uma bolsa de costas são realmente o suficiente para mim, na mala grande coloco um pouco de comida, algumas roupas e utensílios que realmente irei precisar, na mala menor cordas e armas. Lembro que meu pai escondia uma Glock 47 em seu quarto. Subo para o local onde estava escondida a arma e a pego, olho os detalhes e a escondo atrás das minhas costas.Procuro mais um pouco e acho duas caixas de cartuchos.

Ao longe, os protestos vão cessando e a gritaria aos poucos diminuindo.Eu estava quase totalmente preparada, subi para o meu quarto para trocar minhas roupas por uma que seja própria para uma longa caminhada.Visto uma calça jeans preta com uma blusa preta regata e por cima uma branca de manga comprida, coloco um tênis que mais parece uma bota, o qual nunca pensei que um dia iria realmente usar.

-Você, foi um dinheiro bem gasto -falo olhando para o tênis. De frente para o espelho, olho minha aparência pela última vez, pego um casaco e visto - Está na hora - disse olhando para o reflexo  do espelho.

Saio do meu quarto e vou para a sala onde estavam as bolsas. Não estava esquecendo de mais nada, só precisava de um carro, mas isso eu poderia encontrar no caminho. Abro a porta de casa e ouço um breve silêncio e depois alguns gritos. “Não posso hesitar’’, penso e finalmente saio para um mundo novo e totalmente desconhecido.

Começo a correr  para poder ganhar mais tempo, vejo alguns mortos vivos e me escondo entre carros ou atrás de arbustos de algumas casas.  A cada passo que dava o caminho ficava mais complicado, e para  eu chegar à estrada que me levaria para São Francisco,  seria preciso passar pelo centro da cidade e era lá onde perigo habitava. Fogo, muitos carros batidos e muitos ZW.

-Droga- resmunguei para mim mesma. Silenciosamente continuo meu caminho quando, de repente, um ZW aparece um pouco mais a minha frente, por sorte havia um carro ao meu lado, virei de uma vez me escondendo do monstro. As únicas informações expostas era como as pessoas se tornavam  um deles e do que eles se alimentavam, carne humana.

Eu não poderia morrer, estava tão perto de chegar no meu caminho final, quando ouço um grito. Era uma menina que pedia ajuda, gritava fortemente e o ZW que estava próximo a mim saiu com uma velocidade um pouco alta em direção aos gritos. A menina estava totalmente desesperada. Segui os gritos que me levaram em direção a uma menina de cabelos claros em cima de uma pequena van cercada por ZW. 

-Não- dizia para mim mesma. Não poderia salvar ela, eu tenho que seguir meu caminho, porém não consegui negar, tive que ajudá-la. 

Coloquei as bolsas dentro de um carro azul,e com uma arma apontada para o céu comecei a atirar atraindo a atenção dos monstros, corri  atirando para o céu. Por sorte conhecia essa cidade como a palma de minha mão, achei uma passagem que me levava de volta para o local onde estava a garota. No entanto, quando cheguei ao local ela não estava mais lá.

 


Notas Finais


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