1. Spirit Fanfics >
  2. Apocalipse Zumbi - Interativa >
  3. Respire um Pouco

História Apocalipse Zumbi - Interativa - Capítulo 47


Escrita por:


Capítulo 47 - Respire um Pouco


Washington, 21 de Novembro de 2023.

21:00.

P.O.V. DENNY

— Vamos descer no terraço do próximo prédio. — Digo no rádio, rádio esse que conectava com todos os outros rádios dos outros helicópteros.

Após eu dizer aquilo, todos os três helicópteros aterrisam no terraço do prédio.

— Galera... agora eu não sei mais o que fazer. — Digo após todos nós descermos do helicóptero. — Perdemos o maior abrigo que poderíamos ter, perdemos nossas armas, nossas comidas. Perdemos tudo. Alguma sugestão de alguém aí sobre onde podemos ficar? — Pergunto, mas não obtenho outra resposta a não ser o silêncio de todos que me olhavam. — Então vamos dormir aqui no terraço, e amanhã cedo, vamos dar um jeito de irmos para outro canto.

Cada um vai para um lugar diferente do terraço; todos naquele momento procuravam o melhor lugar possível para dormir.

Me deito ao lado de um tubo, e então adormeço.

— Papai, papai, papai acorde!! — Ouço uma voz feminina e familiar. — Papai!

Ao abrir meus olhos, vejo minha filha Eloísa. Ela estava me acordando.

— Oi, filha. — Digo enquanto passo minha mão em meus olhos, e em seguida dou um breve bocejo.

— O senhor está dormindo muito, vai se atrasar para o nosso café da manhã. — Diz ela.

— Tá bom, já estou indo. — Digo.

— Vem logo. — Diz ela enquanto sai do quarto.

Dou um sorriso bobo, e me arrumo.

Ao descer as escadas, vejo minha esposa e minha filha na mesa.

— Meu Deus, você dorme muito! — Diz ela ao se levantar da cadeira, e então se aproxima de mim aos poucos.

— Desculpe, ontem eu cheguei super esgotado do trabalho. — Digo.

— Você nunca consegue acertar a gravata. — Diz ela enquanto puxava minha gravata para o lado esquerdo. — Estava torta.

Ela novamente se senta na sua cadeira, e eu me sento na minha. No momento em que iríamos nos preparar para comer, alguém bate na porta.

— Deixa que eu vou lá. — Diz Eloísa, caminhando em direção a porta.

Ouço um agudo grito dela, e então corro até lá para ver o que era.

— Eloísa, filha. — Digo ao ver que ela estava agachada no canto da sala. — O que houve? Quem era?

Vou até a porta que no qual se encontrava aberto, mas não vejo nada. No momento em que eu volto para dentro de casa, minha filha estava com seu rosto pálido e olhos brancos. Ela corre em minha direção e, ao morder minha perna, caio para trás. Eloísa mordia minhas pernas fortemente, de forma intensa, eu sentia aquelas mordidas como uma queimadura que ia queimando toda minha perna. Deitado, olho para o teto da casa. Minha esposa surge do nada, ela também estava com seu rosto pálido e os olhos brancos.

— Culpa sua, tudo é culpa sua. Culpa sua, tudo é culpa sua. Culpa sua, tudo é culpa sua. — Diz ela, sua voz estava aguda. — Culpa sua, tudo é culpa sua. Culpa sua, tudo é culpa sua. Culpa sua, tudo é culpa sua. — A voz dela vai ficando cada vez mais aguda, e a minha perna vai doendo cada vez mais, até que a cabeça da minha esposa explode.

— Denny!!! — Diz Cam após eu acordar bastante soado. — Você estava gritando muito!

Olho ao meu redor, e vejo que todos estavam olhando para mim. Olho para cima, e via somente o céu escuro.

— Não foi nada. Foi apenas um... um pesadelo. — Digo.

— Que pesadelo, hein. — Diz Cam. — Nós temos que ir, o sol já está nascendo.

— Vamos. — Digo.

Voltamos todos aos helicópteros, e pilotamos.

13:45.

— Pessoal, já estamos pilotando há horas. A gasolina vai uma hora ou outra acabar, e não temos onde ficar. — Digo no rádio.

— Denny, tem um supermercado logo ali embaixo!! — Diz Rafael que estava no mesmo helicóptero que eu. Olho para baixo, e vejo o helicóptero.

— Galera, há um supermercado ali embaixo. Vamos torcer para que tenha enlatados lá. — Digo no rádio enquanto descemos o helicóptero. — Onde estamos?

— Miami. — Responde Rafael, e fico surpreendido por termos pilotado até chegar naquele lugar.

Aterrisamos todos os helicópteros em cima de um prédio. Era um prédio pequeno, de apenas cinco andares. Vamos descendo os andares tranquilamente; não havia nenhum zumbi por lá.

Vamos em direção ao supermercado, e entramos. As prateleiras se encontravam vazias, apenas algumas delas que estavam cheias de comida podre.

— Pessoal!!! — Ouvimos um grito de Shuhua, e então corremos todos para ajudar.

Ao chegarmos lá, ela estava sorrindo num corredor cheio de enlatados.

— Olhem só o que eu achei! — Dizia ela sorrindo enquanto segurava um dos enlatados. — Logo ali tem um fogão, vou preparar uma boa refeição para todos nós.

— Não tem gás. — Diz Rafael.

— Sempre tem nos armazéns. — Diz Shuhua, e então pega alguns enlatados e vai preparar a refeição.

P.O.V. SARAH

Percebo que Scott estava excluído que todos, então vou até lá falar um pouco com ele.

— Tudo bem aí com o ferimento? — Pergunto.

— Sim. — Responde ele.

— Obrigada por ter salvado nossas vidas. — Agradeço com um sorriso, e então ele abre sua boca numa forma que significava que ele iria dizer obrigado. Mas ele acaba dizendo outra coisa.

— Não tem de quê. — Diz ele sorrindo, e então eu volto de onde eu vim.

P.O.V. EZRA

— Bob. — Digo ao me aproximar dele. — Isso está muito feio. Estamos agindo feito crianças!! Podemos ser amigos? — Estendo minha mão em sua direção.

— Amigos. — Diz ele ao apertar minha mão.

P.O.V. FREDERIK

— Pessoal, vem todo mundo!! — Diz Rafael, e então todos nós vamos até ele. Lá havia várias garrafas de água, e todos começam a pegar algumas.

Pego uma garrafa e me afasto daquela aglomeração enquanto bebia a água. Rafael e Yoongui vem em minha direção.

— Eu sei que eu sou o cara, gente. Não precisam falar. — Diz Rafael.

— Galera... eu tô muito apaixonado. — Dizia Yoongui sorrindo.

— Nossa... por quem? — Pergunto.

— Não vou dizer agora, mas ela é muito linda. — Diz ele.

— Está pronto, galera! — Ouvimos a voz de Shuhua, e então todos nós vamos comer.

P.O.V. BETTY

Todos estavam comendo desesperadamente. Tudo bem, ninguém havia comido há quase vinte horas. Mas eu, não estava com fome. Me sentia mal pelo fato de eu estar brigada com Samuel. Não sei quem é o culpado da situação, mas mesmo assim eu me culpo bastante.

— Chega! — Digo me levantando da cadeira, e então todos olham para mim. Inclusive Samuel. — Eu sou transexual, galera. Quando Samuel soube disso, ele ficou extremamente bravo. E por isso, está sempre me ignorando. Não sei se é porque é homofóbico, mas acho que não, pois eu conheço ele. Deve ser pelo fato de ter se sentindo enganado. Mas eu não quero continuar assim, não quero mesmo. Isso é horrível! Desculpe, Samuel. Eu preciso desse perdão... eu preciso do seu perdão. — Olho em seus olhos. — Samuel... você me perdoa?

Ele não diz nada, apenas vai embora do local. Me sinto envergonhada, e então também saio do local.

P.O.V. TAYLOR

— Bom. — Digo me levantando da mesa. — Aproveitando esse momento que estão todos aqui, quero dizer que tive uma enorme perda. Perdi alguém que significava muito pra mim, muito mesmo. — Meus olhos enchiam de lágrimas. — Aqui está apenas a Misty, pois a Nevasca, foi infectada pelos zumbis no Pentágono. — Começo a chorar, e em seguida limpo minhas lágrimas.

— Era apenas uma cadela, Taylor. — Diz Scott.

— Não era apenas uma cadela. Era era A Cadela. Nevasca se sacrificou por mim. Quando o zumbi vinha em minha direção, ela correu e mordeu o seu pescoço. E é por isso meus amigos... — Digo ao levantar minha garrafa de água. — Que ela merece ser honrrada. — E então todos também levantam suas garrafas de água.

— À Nevasca! — Diz Henrry.

— À Nevasca! — Diz todo o restante da sala, e enquanto eu chorava, Henrry me confortava.

P.O.V. SHUHUA

— Gente... nos esquecemos da Mi no Pentágono!! — Diz Pietro.

Puta merda... ele falou. Olho para Hanny, mas ela continuava sem reação alguma.

— Não nos esquecemos dela. — Digo, e então todos olham para mim. — Mi Kaalo se sacrificou por mim e pela Hanny. E é por isso, que aquela deusa dos planos infalíveis, merece uma salva de palmas. — Digo, e então todos nós começamos a aplaudir a Mi.

P.O.V. HANNY

Naquele momento... eu me senti totalmente confusa. É como se minha ficha tivesse caído.

— A Mi morreu? — Pergunto, chamando a atenção de todos. Meus olhos começam a encher de lágrimas, e então todos me abraçam. Dessa forma, começo a chorar. Pois finalmente a minha ficha havia caído.

P.O.V. MILES

Anna, Milana e eu nos afastamos daquela tristeza que havia se formado entre as pessoas.

— Meu Deus, Anna... coitada da Hanny. — Diz Milana.

— Não gosto de ver ela assim. — Diz Anna. — E você, Milana? Seus pais já ficaram de bem?

— Sim!! Finalmente sim! — Diz Milana sorrindo. — E você, Miles? Não se lembrou de nada ainda?

— Não. — Digo. — Não me lembro de nada além da minha infância.

P.O.V. ADHARA

Nicole e eu vamos atrás de Samuel.

— Você não pode tratar Betty desse jeito. — Diz Nicole.

— Preciso pensar. — Diz Samuel.

— Ela não merece ser tratada dessa forma! — Diz Adhara.

— Eu falei que preciso pensar!!! — Diz Samuel, indo para outro canto.

P.O.V. DENNY

— Galera, depois da gente sair daqui... iremos pra onde? — Pergunto.

— Como eu não pensei nisso antes! — Diz Samuel ao surgir no local.  — O Japão é o único lugar do mundo que não tem nenhum infectado!!!

— Ótimo. — Digo. — Galera... vamos para o Japão.

Miami, 22 de Novembro de 2023.

14:00.

P.O.V. ???

Sinto minha pressão caindo... estou ficando cada vez mais fraco. Preciso comer algo!! Beber algo!!

Só de me lembrar daquele velho... aquele velho que tinha AIDS, e na tentativa de criar a cura para a doença, acabou criando essa merda.


Notas Finais


gente, eu QUASE CHOREI escrevendo certos trechos desse capítulo.

Sério, galera... essa fanfiction é I N C R Í V E L, e iremos ficar tristes SIM quando ela acabar.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...