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História Apocalypse - Capítulo 2


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Capítulo 2 - Two


Fanfic / Fanfiction Apocalypse - Capítulo 2 - Two

Não tardou muito para que a maioria dos brothers estivessem de malas prontas, de frente para a porta que os tiraria dali. Não tinham nenhum sinal de vida humana nas últimas horas que se passaram. Todos agoniados.

Prior, Thelma, Manu, Rafa, Babu, Flay e Marcela estavam em prontidão na porta, certos de que estavam indo embora. Mari e Gabi logo se juntaram ao grupo. Pyong, Ivy, Daniel e Gizelly continuavam firmes na decisão de esperarem por algum sinal. Juravam que estariam mais seguros dentro daquela casa, mas eram a minoria.

-E se for uma prova? - questionou Gizelly. A capixaba já estava ansiosa por qual caminho essa discussão iria levar. 

-Não é uma prova. - Rafa gritou e todos se assombraram. - Eu tô cansada gente, vamos embora.

-Você conseguiu tirar a Rafa do sério, Gizelly, isso não tem perdão. - Prior caçoou, e Gizelly deu um sorriso quase escondido.

O grupo pequeno começou a se preocupar cada vez mais, se não acompanhassem os colegas seguiriam sozinhos a próxima jornada, e a cabeça de cada um deles borbulhava de perguntas.

-Aí tá bom. - Ivy bateu as palmas das mãos na lateral de suas coxas e avançou para o quarto, onde buscaria seus pertences. 

Ela foi seguida de Daniel e Gizelly, que ficaram mais preocupados em seguir a trajetória sozinhos do que de estarem certos. Pyong se demorou um pouco para de deslocar, encarou profundamente nos olhos de Prior, um olhar pesado, transmitia desprezo. Mas o arquiteto não deixou se abalar pelas tentativas de Pyong se derruba-lo, tinha outras preocupações no momento. 

Quando todos os brothers estavam reunidos e prontos para irem embora Rafa os brecou.

-Será que a gente pode rezar? - Ela perguntou e todos eles assentiram. Naquele momento a presença de qualquer ser divino era muito necessária. No final da oração Mari se pronunciou.

-Gente, eu to com uma sensação muito ruim. 

-Eu também. Mas pensamento positivo né, vai que é uma prova. - Manu tentou consolar a amiga. 

Rafa segurou fortemente a mão de Manu, Marcela e Daniel entrelaçaram os braços, Prior, Babu e Thelma mantinham-se abraçados, Gabi e Mari não se soltavam, Ivy, Pyong e Gizelly seguravam as mãos. Prior soltou o ar que estava preso na sua garganta e então abriu a porta. 

Nada de diferente naquele momento. Eles continuaram andando. Estava deserto, ninguém pelos estúdios. Alguns itens se encontravam quebrados, e ao continuarem os passos avistaram respingos de sangue pelo corredor.

-Meu Deus. - Manu parecia assustada. Logo ouviram o choro de Gabi e Mari. Ivy também não tardou em chorar.

Marcela estava assustada demais para deixar escapar qualquer lágrima. Prior estava perplexo, e tinha palavras entaladas em sua garganta. Naquele momento Babu não conseguia pensar em nada. Todos estavam chocados, e cada um agia de uma maneira diferente. 

-A gente tem que continuar. - Pyong falou, tirando o grupo do transe. 

Ao saírem do estúdio se assustaram mais ainda. Não tinha ninguém nas ruas. Alguns carros estavam destroçados e pegando fogo. Eles entraram um mercado que estava ali perto.

Encontraram a poucos metros uma poça de vinho. Tudo estava quebrado. Eles se separaram um pouco e deram uma olhada no local. 

-Gente. - Gizelly chamou a atenção deles. - Não é só vinho. 

Ao chegarem perto não foi difícil deixar de ouvir o berro estridente de Gabi ao ver um corpo que jorrava sangue pela barriga e pela garganta. 

Thelma se aproximou do corpo e analisou bem. 

-Que estranho. - Ela anunciou.

-O que? - Marcela perguntou enxugando uma lágrima.

-Esses cortes. - Ela apontou para o pescoço e para a barriga. - São mordidas. 

-Puta merda. - Prior gritou depois de conferir. - Que porra é essa? O que que aconteceu? 

-E se... - Daniel travou. 

-E se o que? - Ivy chacoalhou Daniel.

-E se a gente tiver no meio de um apocalipse zumbi, caralho? - Daniel tremia e Pyong revirou os olhos.

-Para de falar bobagem Daniel. - Pyong se afastou do grupo.

-O piá tá certo. - Babu elevou a voz para que Pyong o ouvisse. - Olha o estado que as coisas estão. Eu não duvidaria disso. 

-Isso é coisa de filme, cara. Não existe. - Pyong falou deixando o mercado.

Antes de saírem, Thelma aconselhou cada brother a colocar algo para comer e beber na mala. 

Do lado de fora Pyong parecia transtornado. Andava de um lado para o outro, os seus dedos puxavam fortemente o seu cabelo.  Rafa tentou colocar uma mão em seu ombro mas ele não aceitou. Levou a mão aos seus olhos e não poupou as lágrimas. 

Naquela altura todos já estavam chorando, tentando formular alguma resposta para aquela situação. Manu olhava para cada detalhe, não deixava escapar nada. 

-Vocês perceberam que está mais verde? - Ela perguntou e todos a encararam com cara de ponto de interrogação. - Tipo, tem mais árvores, tem mais vegetação no geral. 

-E daí? - Felipe perguntou.

-E daí que isso não é normal ué. - Manu concluiu. 

-Ela tá certa. - Mari concordou. 

-Isso pode ser qualquer coisa, as vezes a prefeitura tinha algum projeto enquanto a gente tava lá dentro, sei lá. - Babu tentava explicar.

-Não! Olha aquilo. Tem grama no asfalto. - Manu apontou e aquilo chamou a atenção de todos, mas ninguém tinha nenhuma explicação para aquilo, então apenas esqueceram o assunto.

Seguiram a trajetória e já não se espantavam tanto ao verem os corpos jogados no chão. A mente deles parecia nem funcionar mais. As vezes Gabi sentia que iria ter um ataque do coração, mas o seu exterior não demonstrava nada. 

-A gente precisa de algum lugar pra dormir. - Ivy chamou a atenção deles. 

-Vamos procurar. - Prior falou. 

Pulavam os corpos que apareciam com cuidado para não mancharem os sapatos de sangue, mas depois que atravessaram a barreira de carros, veio uma poça de sangue. Não dava nem pra contar quantos corpos haviam ali. Eles apenas olharam para frente e tentaram não vomitar ao sentirem sangue entrando dentro de seus sapatos. 

-Tem uma casa ali. - Prior apontou. - Vamos tentar entrar. 

A porta estava entreaberta, eles só precisaram pular o portão, que não era tão alto. 

Babu entrou primeiro e viu que logo na entrada tinha o corpo de uma mulher. Ele agauchou, pegou o corpo da mulher e colocou no jardim. Pyong pegou um pano úmido e limpou o chão. 

Eles se sentaram no chão, e a primeira coisa que cada um deles fez foi tirar os sapatos. Mari saiu correndo para vomitar, ao ver o sangue escorrendo de seu tênis.

-Da próxima vez que a gente for no mercado, vamos pegar botas. - Felipe disse enquanto passava uma água no seu sapato.

-Pelo menos ninguém aqui tá de chinelo. - Manu brincou e alguns deles riram baixinho. 

-O que que a gente faz agora? - Ivy perguntou sentando-se cuidadosamente no sofá. 

-Nada. Vamos passar o dia aqui por enquanto. 

-Tem dois quartos. - Thelma falou ofegante, depois de ter explorado a casa. - Eu achei alguns colchões também, então lugar pra dormir tem pra todo mundo. 

-Vocês acham que a gente precisa fazer ronda, essas coisas? - Marcela perguntou.

-Eu duvido que alguém vai dormir. - Pyong concluiu. 



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