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História Apocalypt Life (Apocalipse Zumbi) - Capítulo 7


Escrita por:


Notas do Autor


cheguei mais cedo, AMÉM

esse capítulo vai ser na base do ódio sim, se preparem
fico grandão neh? orgulho de mim

VAMO LA Q EU TÔ FELIZ

Capítulo 7 - Unknowks to the rescue


Fanfic / Fanfiction Apocalypt Life (Apocalipse Zumbi) - Capítulo 7 - Unknowks to the rescue

Sugawara parecia ter perdido algum membro do corpo, a expressão de alguém que sentia muita dor. Não que os outros estivessem diferentes. Todos compartilhavam do mesmo sentimento: o medo de perder duas pessoas tão importantes. Tanaka se sentou ao lado de Noya, seus corpos tremendo como as folhas de palmeira. Sugawara chorava tanto que nem respirava. 

-Nos colocar em pânico é o que eles querem. Tentem se acalmar. - Ukai se sentiu obrigado a tomar o lugar de Daichi em quanto ele não estava ali. 

-Como poderíamos estar calmos?!! - Tanaka disse. - Eles podem ter morrido! 

-Não acho que vão mata-los. Teriam feito isso logo quando se encontraram. - Ukai pensava em quanto falava. - Ou querem nos atrair, ou precisam de pessoas para alguma coisa. 

-Não acho que tenham sido pegos aleatoriamente. - Tobio falou alto para esconder a voz trêmula. - O Hinata é o mais confiante, e Daichi o líder. Foi uma clara tentativa de nos abalar. 

-Ou de nos testar... - Shimizu falara, surpresa consigo mesmo. 

Todos olharam para os próprios pés, juntando as peças desse quebra-cabeça mal feito. Koshi não parou de chorar, mas precisava tentar acompanha-los. 

-Os rastros verdadeiros vão até a casa abandonada da fazenda sudeste. - O loiro platinado explicou. - Vamos atrás deles ao amanhecer. 

-Devemos ir agora! - Asahi se levantou, choroso. - Podem morrer até lá!! 

-Somos muitos para vagar pela noite assim, e eu não vou mandar outros na frente, nos separar só vai piorar as coisas. 

-Não podemos abandona-los assim! - Noya se levantou também. Se virou irritado para Kageyama. - Você não tá nem um pouco preocupado com o Shoyou?!!! 

-Estou. - A resposta direta calou o menor. - Não quero que ele morra. Ele é... meu primeiro amigo. 

-Então??!! 

-Mas ele e o Daichi-san são fortes. Sei que não se deixarão morrer tão facilmente. - Kageyama disse, mais calmo. - Eu confio neles. 

Ninguém ficou realmente mais calmo, mas Kageyama foi bem convincente. Como só couberam 3 pessoas na barraca, eles se revezaram durante a madrugada. Os primeiros foram Kyoko, Sugawara e Nishinoya. Na hora de trocar, Suga saiu para dar lugar para Tobio, que adormeceu assim que a cabeça tocou no travesseiro. 

Koshi ficou parado perto da estrada, sentindo o vento frio congelar seus nervos. 

-Você não dormiu nada. Dá pra ver na sua cara. - Ukai se aproximou por trás, pegando um novo maço de cigarro. 

-E você fumou mais que o normal. - Suga retrucou. - Estamos quites. 

-Ittetsu sempre apagava meu cigarro e fazia um discurso sobre como eu poderia morrer por isso. - Ukai ficou ao lado dele e seguiu seu olhar. - Agora ele está morto e eu continuo fumando. 

-Não faça piada com isso. 

-Não é piada. - O maior se defendeu. 

Sugawara deixou que mais lágrimas escorressem por seu rosto, com uma expressão melancólica. Era difícil ficar falando com seu ex-mentor desse jeito. E tudo que passava por sua mente era: 

“Eu não consigo ser forte como eles.” 

-Você não ficar mais forte se pensar que ele está morto. - Ukai disse, como se lesse seus pensamentos, o encarando de canto. 

-Tem alguma certeza de que ele não está? - Suga o encarou também, sério. - Tem alguma certeza de que não vamos nos machucar quando soubermos da verdade? 

-Eu não tenho certeza de nada. E essa verdade que você diz, não existe mais nesse mundo. - Respondeu, soltando a fumaça por suas narinas. 

-Então... o que eu deveria fazer...? - O acinzentado perguntou, fungando. 

-Pare de pensar no amanhã e tente dormir.  

Sugawara teve que soltar um risinho, juntando seus braços para se livrar do frio. Tudo naquele momento era tão estranho que tudo que ele pôde fazer era sorrir. 

-Você realmente não sabe dar conselhos né sensei? 

Hinata sentiu os olhos tremerem, e os abriu. O forte cheiro de poeira e podridão que o acordou. Tudo estava escuro. Não conseguia ver nada além de pontinhos brancos devido a tontura. Tentou mexer suas mãos, mas elas estavam fortemente amarradas por uma corda fina. 

Conforme acordava, sua cabeça doeu como nunca. Latejava. Suas memórias foram voltando aos poucos, seu coração se acelerando. Mal tinham enchido os bolsos de cogumelos quando ele e Daichi levaram uma pancada na cabeça. 

Espera... Daichi-senpai! 

-Ei... você acordou. - Uma voz fina sussurrou perto de si. 

-N-não se aproxime de mim!! - Sua voz saiu abafada e entrecortada por um pedaço de pano. Sua boca estava amordaçada. 

-Shhh, não fale alto, não quero que ele ouça! - A voz falou de novo. - Por favor, precisa me ouvir. 

-Me solte! - Hinata se mexeu de novo, mordendo o pano. 

-Hina...ta. - A voz de Daichi veio de seu lado, sem ar. - Deixe-o falar... só por agora. 

-Daichi-senpai? - Ele virou a cabeça, confuso. Ah, é claro. Estavam vendados também. 

-Escutem, eu imploro, não façam nenhum movimento brusco. Não sei o que pode-nos acontecer se zumbis aparecerem agora. - A voz fina parecia a de um garoto bem preocupado. 

-Q-quem são vocês? - Hinata indagou trêmulo, e tentando a todo custo não brigar. 

-Nós- 

-Yamaguchi!! - Outra voz, está mais grossa, gritou. - O que eu falei sobre conversar com esses caras?!! 

Passos pesados vieram em sua direção, e o garoto de voz fina pareceu ser arrastado. Eles começaram uma discussão sussurrada. Daichi estava exausto, mas a falta de visão deixava sua audição mais aguçada. 

-Não quero que se envolva com esses caras!! 

-Mas eles estão fracos, não sabem nem onde estão! Não podemos ser assim com todo mundo!! 

-É por sermos assim com todos que estamos vivos! 

-Mas isso não é viver Tsukki!!! 

Alguém respirou fundo, e um longo silêncio perdurou entre eles. 

-Eu vou atrás da baixinha. Você fala com eles. - A voz grossa disse ríspida. - Mas se eles tentarem qualquer coisa, isso acaba por aqui. 

Passos ressoaram para longe, e o garoto de voz fina pareceu hesitar, antes de se reaproximar e desamarrar a venda de Daichi. 

-Por favor, se comportem... 

Quando a venda de Hinata também foi tirada, ele tinha os olhos num medo contido. O garoto em sua frente, pouco maior que ele, tinha os cabelos de um tom verde bem escuro, assim como seus olhos. Suas bochechas eram cobertas de manchinhas, e seu nariz fino o dava uma aparência delicada. 

-Meu nome é Yamaguchi Tadashi. - Ele disse, tentando soar o mais tranquilizador que conseguia. 

Nenhum dos dois respondeu. Yamaguchi suspirou. Pegou um pequeno cantil, o abriu, e indicou a boca de Daichi. O castanho fez uma expressão desconfiada. 

-É apenas água. Você precisa beber. 

-Como podemos confiar em você depois do que fizeram com a gente?! - Hinata cerrou os olhos pra ele, ainda falando falhado devido a mordaça. 

Yamaguchi vendo isso, tirou a mordaça dos dois, as deixando em seus pescoços. Passou a mãos pelos cabelos, os tirando do rosto, e depois olhando sério novamente para eles. 

-É a única opção. Ou Tsukki não vai hesitar em matar vocês. - Ele parecia perturbado ao falar disso. 

Daichi percebeu que não era uma ameaça falsa. Abriu levemente os lábios, e permitiu que Yamaguchi derramasse o líquido frio em sua boca. Com a garganta menos seca, ele se sentiu quase totalmente recobrado.  

Em quanto o maior matava sua sede, Hinata pegou esse tempo para avaliar a situação e os arredores. Estavam em um tipo de casa. Teias de aranha enfeitavam os cantos do teto, haviam grandes armários antigos, o piso de madeira escuro coberto por uma grossa camada de poeira, as janelas com todos os vidros trincados, e outros móveis cobertos por panos brancos enormes. Era algum tipo de lugar abandonado, mas estava cercado por plantas, e o dia ainda não tinha amanhecido, então ele não conseguia distinguir onde. Ao se mexer um pouco, também notou que não havia nenhuma faca em seu cinto. 

Ou seja, estava desarmado, com a cabeça dolorida, num lugar que não conhecia, sendo mantido preso por pessoas que não confiava, e sem meios de contatar os amigos. A situação não poderia ser pior para eles. 

-Quem é o tal de “Tsukki” que estava falando? - Daichi que perguntou depois de secar a boca na própria camisa. 

-Somos amigos desde a infância. Estamos juntos desde que tudo começou. Então... já faz bastante tempo. - Tadashi respondeu, fechando seu cantil. 

Hinata passou os olhos pelo corpo dele. Suas roupas eram muito diferentes de qualquer uniforme que já vira. 

-Vocês não são daqui. - O ruivo disse. - De onde são? 

-Vivemos nos Estados Unidos. Mas quando tudo começou, estávamos aqui. Nós... meio que já previmos o que estava acontecendo no mundo. - Yamaguchi parecia extremamente mal ao falar disso. 

-Seu amigo, por acaso, é do exército americano? - Sawamura perguntou. 

-Não. O irmão dele que era.  

-Então por que... 

Antes que terminasse a pergunta, ouviram os familiares ruídos e sons guturais vindos do lado de fora da casa. Yamaguchi se levantou e olhou assustado para fora. Seus punhos estremeceram, mas ele conseguiu se manter nos conformes. 

-Não façam barulho, eu já volto. - E assim saiu correndo pelo corredor, deixando os dois sozinhos. 

Daichi e Hinata, a princípio ficaram atentos, pensando ser algum tipo de armadilha prevista. Mas já estavam a um bom tempo presos ali, e nada de Yamaguchi voltar. Eles pareceram ter tido a mesma ideia. 

-Hinata, vire-se de costas! - Daichi sussurrou. - Rápido!  

Hinata lamentou ter que se esfregar naquele chão, mas fez o que o mais velho disse. Se virou de costas para ele, e fez força com as mãos. Daichi curvou as costas e abaixou a cabeça, tentando alcançar a ponta da corda com os dentes.  

-Só não morda meu dedo! - Hinata disse temeroso. 

Depois de várias tentativas falhas, Sawamura conseguiu puxar a corda que prendia as mãos de Hinata. Foi difícil, mas logo o nó ficou mais frouxo, e Shoyou conseguiu libertar suas mãos. As marcas vermelhas ardiam, mas ele estava tão eufórico para escapar que nem ligou. Se aproximou para soltar as mãos de Daichi também. 

-Mas que merda...! - A voz grossa veio de trás deles. 

Hinata se virou rapidamente e ficou de pé, achando que teria chance de ao menos se defender. Mas logo reconheceu a sua lâmina dada por Saeko, sendo apontada bem perto de seu pescoço. 

-Se mexa, e eu corto sua garganta. 

O garoto em sua frente era incrivelmente alto. Hinata teve que levantar a cabeça para olha-lo. Seus cabelos curtos e loiros estavam sujos, a armação de óculos preta reluzindo a escuridão de sua face. Suas roupas também eram diferentes, e ele tinha dedos longos e ossudos, que ocupavam todo o cabo da faca. Hinata nem precisou inspirar para saber que estava sem ar. 

-Bem atrevido você, tampinha. - Ele disse, abrindo um sorriso de canto ao ver o medo nos olhos dele. - Essa faca é bem bosta, mas acho que ela pode cortar a sua cara em duas. 

-N-não fale do presente de S-Saeko desse jeito! - Hinata disse, encolhido.  

-Isso foi um presente? - Ele olhou para a lâmina com desprezo. - Eu devolveria uma porcaria dessas. 

Até mesmo Daichi se irritou. Alguém alto e magricela desse jeito não devia ser tão desprezível assim. 

-Tsukki!! - Yamaguchi apareceu na sala ofegante e amedrontado. 

O mais alto deu um olhar repreendedor para ele por cima dos ombros, o esverdeado estremecendo. Já sabia que não devia nem se atrever a falar. 

-Como você deixa dois prisioneiros sozinhos desse jeito? Quer morrer? 

-M-m-me desculpa... - Ele abaixou a cabeça. - E-eu só... 

-Agora já foi. Mas eu não vou te socorrer da próxima vez. - O maior disse ríspido, fazendo Tadashi se calar magoado. 

-Ele disse que são amigos de infância, e é assim que fala com ele? - Hinata olhou feio para ele, a lâmina ainda apontada para seu pescoço. 

O loiro se irritou um pouco mais por saber que em tão pouco tempo, Yamaguchi já tinha aberto a boca, e ainda por cima, para alguém tão pequeno e a atrevido como aquele ruivo. Franziu as sobrancelhas mais brutamente, e virou a faca. 

-Você não vale todo esse estresse. - O altão disse. 

Yamaguchi abriu a boca em choque, e fechou os olhos. Não queria ver mais daquela cena. O loiro estava prestes perfurar a lâmina na garganta do menor, quando ouviram passinhos desajeitados correndo em sua direção. 

-Pessoal!!  

Uma garota pequena, de cabelos medianos e loiros adentrou o cômodo. Suava muito, e estava completamente suja de lama. Seus olhos castanhos indicavam preocupação, mas logo se arregalaram em espanto quando viram o mais alto apontar uma faca para o estranho menino ruivo. Ao mesmo tempo, os primeiros raios de sol começavam a entrar pela janela, indicando que já havia passado um bom tempo. 

-Yachi, o-o que houve??! - Yamaguchi tocou o braço dela. 

-Um grupo de pessoas... vindo pra cá... irritados! - Ela se apoiou nos joelhos, recobrando o ar. 

Hinata e Daichi pareceram comemorar internamente, trocando um olhar esperançoso. O loiro cerrou os olhos para eles, e ao invés de continuar com a atrocidade que cometeria, abaixou sua faca, e apenas segurou com força os dois braços de Hinata. 

-Nós vamos dar o fora daqui. Agora. - Ele disse, sem paciência. 

Yamaguchi se apressou em correr na direção de Daichi, o puxando para que levantasse, sussurrando uma “desculpa” triste. A loirinha ajudou Tadashi, e eles foram juntos na direção dos fundos. 

Demoraram mais que o desejado. Sawamura e Shoyou faziam força para se manterem no lugar, ganhando tempo, em quanto o trio que os levava se atrasavam para conseguir leva-los. Na porta que daria para o jardim dos fundos, o loiro alto a chutou sem incômodo, comandando. 

A brisa fresca encheu os pulmões dos dois capturados, os dando mais forças para se manterem firmes. A pobre loira fazia tanta força que suas mãos já estavam começando a ficar com câimbra. 

-Comecem a andar direito, ou eu juro que...! - O loiro alto teve que parar. 

Em sua frente, o grupo de Hinata apontava suas armas na direção deles. Kageyama e Ukai, sendo os únicos com pistolas, miravam na cabeça de Yamaguchi e do loiro. Nishinoya se sentia horrível por apontar sua faca para uma garota, mas foi o necessário para o momento, já que ela se encolheu de medo, erguendo os braços em desistência. 

-Larga a faca. - Tanaka falou, olhando para o loiro que ameaçava Hinata. 

Ele não teve escolha. Preferia perder essa batalha do que perder sua vida e a de seus companheiros. Abaixou-se lentamente e jogou no chão a lâmina prateada. Hinata e Daichi correram na direção de seus amigos. 

Sugawara se precipitou e desamarrou as mãos de Daichi, o coração saindo pela garganta. Ele chorava como um louco, logo esmagando o castanho num abraço forte. Daichi retribuiu, acalmando o acinzentado. Hinata e Nishinoya também deram um breve e emocionado abraço. 

-Juro que te mato da próxima vez que sumir de mim desse jeito!! - Ele dizia, afundando o nariz nos ombros largos. 

-Desculpe Suga... - Daichi o consolava com um carinho nas costas. 

-Cena comovente. - O loiro alto ironizou. 

-Qual o seu nome? - Kageyama deu um passo para perto dele, sem tirar a arma da mira. 

-Tsukishima Kei. - Ele respondeu, as mãos acima da cabeça. 

-P-por favor, n-não o machuque! - O esverdeado exclamou, olhando desesperado para o moreno. - N-nós não tínhamos intenção de machuca-los, e-eu juro! 

-Mas tinham a intenção de machucar Takeda, não tinham?! - Ukai também se aproximou. - Levando os zumbis para uma faculdade que ainda poderia estar cheia de pessoas! Têm noção do que fizeram?!! 

Yamaguchi arregalou os olhos. Pareceu devastado. Caiu de joelhos, lágrimas secas saindo por seus olhos num choro de arrependimento. Tsukishima deu uma leve revirada de olhos, antes de estalar a língua para eles. 

-Não sabíamos que ainda havia pessoas lá dentro. - Ele disse. - Precisávamos fazer isso. 

-MAS HAVIAM!! E VOCÊS MATARAM UMA PESSOA IMPORTANTE!!!! - Keishin levantou a arma novamente, dessa vez apontando-a para Tsukishima. 

Asahi se apressou para segurar o professor, antes que algo de ruim acontecesse. Levou-o para longe, a fim de acalma-lo. Tsukishima continuava impotente, mas pareceu incomodado com o fato de alguém ter morrido. 

-E vocês? - Tobio agora olhou para os outros mais baixos. - Quem são? 

-Yamaguchi... Tadashi. - O esverdeado disse, ainda pasmo. 

-Y-Y-Yachi Hitoka. - A loirinha respondeu. 

-Bom. - Daichi tomou partido novamente, depois de minutos acalmando Koshi. - Amarrem-nos. Temos muitas perguntas para fazer. 

Os que estavam livres obedeceram às ordens de Daichi, que se afastou para falar particularmente com Sugawara. Sabia que esse seria o maior sermão de toda sua vida. Em quanto isso, Hinata se aproximou de Kageyama com um sorriso no rosto. 

-Vejo que ser raptado não mudou sua bobice. - Ele já disse, olhando de soslaio para o menor. 

-Bobice? As ofensas estão diminuindo de nível. - Hinata brincou. - Por acaso você ficou tão preocupado que não consegue ficar bravo?? 

-Não seja estúpido! - O moreno corou um pouco, e desviou o olhar. 

-Hmmmm. - Hinata fingiu se convencer, preferindo não provocar mais. - Mas então, como nos encontraram? 

-Ukai seguiu os rastros. Só planejamos invadir a casa com tudo. 

-Daichi vai socar a sua cara quando descobrir que não tinham um plano. 

-Eu vou culpar o Tanaka. 

-Que maldoso você! - Hinata riu baixinho. 

Tanaka e Asahi, os mais estabilizados mentalmente no momento, amarraram o trio, e acharam mais seguro ficar naquela casa pelo menos até o próximo dia. Seria o suficiente para decidir o que fazer com seus novos conhecidos. E por precaução, os três foram colocados em cômodos diferentes. 

-Conto com você Kageyama. - Daichi disse. - Eu e os outros vamos investigar essa casa, ver se eles têm algumas armas. Pode interroga-los, certo? 

-Sim. - O moreno respondeu, entregando sua pistola para ele. - Por favor, leve com você, pra se proteger em todo caso. 

-Tem certeza que não vai precisar dela? 

-Não. - Kageyama respondeu, pegando de seu cinto a faca de Hinata, que tinha ficado perdida uns minutos atrás. - Eu me viro bem com uma faca. 

Daichi concordou, e depois disso, liderou o grupo para investigar aquela misteriosa casa as ruínas. Kageyama ficou pensando no que falaria, antes de entrar no cômodo com o ritmo pesado. O loiro de óculos estava amarrado numa cadeira velha. 

-Você que vai me interrogar? - Tsukishima soltou como se ouvisse uma piada ruim. 

-Vou. - Kageyama disse, casualmente. - E espero que você colabore comigo. 

Kei ficou em silêncio. Só de olhar para aqueles olhos azuis petulantes, tinha uma vontade muito louca de provoca-lo, ver até onde alguém como ele poderia chegar. Mas no momento, arriscar sua vida não estava entre os objetivos. Primeiro, precisava pensar num jeito de fugir dali. 

-Hinata disse que vocês vieram dos Estados Unidos. É verdade? - Kageyama passou os olhos pelas roupas dele. 

-Então o nome do tampinha é Hinata? É a cara dele. - Ele debochou.  

-Responda à pergunta. 

Tsukishima apenas deu uma leve confirmação com a cabeça, desanimando logo em seguida. Esse cara não era nada divertido. Tobio fez mais algumas perguntas, que o loiro se recusou a responder devidamente. Dava respostas curtas e que não batiam uma com a outra. 

-Suas roupas também não são suas. De quem são? Do seu irmão? - Kageyama anotava mentalmente cada expressão enojada que o loiro fazia. 

-Não é da sua conta. 

-Eu preciso saber. Para sabermos se você é confiável. 

-Eu não sou.  

-Por que? Porque você matou pessoas? - Esse fato não estava entre os argumentos que ele planejou. Foi como uma curiosidade que veio de repente. 

-O que você está tentando provar ao me fazer todas essas perguntas estúpidas? - Tsukishima franziu os olhos por baixo das lentes embaçadas.  

-Não estou tentando provar absolutamente nada. 

-Você é o tipo de cara que eu mais odeio. - Tsukishima continuou. - O tipo de cara que sempre viveu na merda, e por causa de uma única e simples esperança, acha que já pode sair como se fosse uma pessoa normal. Mas deixa eu te falar uma coisa... Você continua sendo um baita lixo solitário. 

-Não fale de mim como se me conhecesse. - Kageyama cerrou os olhos, um calor crescendo por seu corpo. 

-Ninguém conhece pessoas como você. Aqueles idiotas andando com você... É só questão de tempo até todos pularem fora. - Tsukishima falava com muita convicção para quem estava preso. - Aí você vai ficar totalmente sozinho... De novo. 

-Escuta seu magricela de meia tigela...! - Kageyama colocou um pé na cadeira, e aproximou seu rosto do dele. - Não sei o que acha que vai conseguir de mim, mas você vai ficar amarrado nessa cadeira e passando fome, até decidirmos o que fazer com você. Eu fui claro?! 

Kei estalou a língua disfarçadamente, desviando o olhar. Realmente, aquele moreno não era nem um pouco divertido. Kageyama soltou a cadeira, e foi embora do cômodo, usando tábuas quebradiças para bloquear a porta. Deu um suspiro longo, mas aquele calor em seu corpo não passava. 

-Ele é só mais um babaca... - Disse pra si mesmo, fechando os punhos para controlar sua raiva. 

Agora, era a vez de entrevistar o outro garoto. Entrou no cômodo, este com uma porta funcional. A fechou, e guardou a chave enferrujada no bolso. Yamaguchi tinha o rosto vermelho, depois de horas chorando, e agora parecia bastante exausto. 

-Se responder á todas as perguntas, te dou um pouco de água. Isso vai ajudar sua canseira. - Kageyama disse, se aproximando dele. 

Em sua cabeça, não conseguia imaginar porquê Tsukishima estava junto desse garoto. Seus olhos eram muito menos ácidos do que os do loiro, seu corpo tremia, e ele parecia ter um respeito distante por todo mundo.  

-P-por favor, só... não mate meus amigos. - Ele implorou, voltando a chorar fraquinho. 

-Por que defende aquele menino alto? - Tobio indagou. - Ao que parece, ele não te trata muito bem, e muito menos parece se importar. 

-Isso não é verdade! - Yamaguchi protestou alto. - Tsukki... nunca foi uma pessoa muito amável, mas ele está passando por um momento difícil agora. 

-Que tipo de momento difícil? - Kageyama questionou, vendo Tadashi abaixar a cabeça. - Ele se arrepende pelas pessoas que matou? 

-Ele... teve que matar uma pessoa importante pra ele... Alguém que ele amava muito. - Yamaguchi agora falara bem baixo, como se temesse que Kei pudesse ouvir. - Ele só está... se sentindo culpado. 

-Acho que você não vai me contar quem é. - Kageyama insinuou, vendo o menor concordar com o olhar. - Bem, tenho outras perguntas então. 

Como ele pensou, Yamaguchi era bem mais atento e sincero. Respondeu a todas as perguntas que sabia, e surpreendentemente, elas batiam com as respostas curtas que Tsukishima tinha dado. Talvez ele não fosse um babaca completo. O esverdeado, entretanto, não fez nenhum comentário sobre sua vida antes de tudo isso, e nem sobre a vida de seus parceiros. 

Acho que ele os respeitava demais para falar alguma coisa. 

-E a garota? A loira pequena. Também estão juntos desde o início? - Era a última pergunta na mente de Kageyama. 

-Não... Nós a resgatamos. Ela foi a... única pessoa que eu convenci o Tsukki a trazer conosco. 

-Algum motivo em específico? 

-Ela era enfermeira. Sabe fazer um monte de coisas. - Kageyama abriu mais os olhos, interessado. - Ela... cuida de nós, e em troca, a protegemos... 

-Hm. - Tobio disse por fim, e se dirigiu pensativo para a saída. 

-V-vocês...! - Yamaguchi esganiçou antes que ele saísse. - V-vocês não vão mata-los, vão...? 

-É claro que não. - Kageyama respondeu como se isso fosse óbvio. - Não sei o que aquele alto idiota andou fazendo, mas nós não somos como ele, e nunca faríamos algo assim. E não se preocupe, vou buscar sua água. 

Yamaguchi calou-se, aliviado. Quando Kageyama saiu, o pequeno pôs-se a derramar algumas lágrimas de alegria. Depois de tanto sofrimento, mesmo estando amarrado e sem opções, ele estava feliz por saber que ainda existiam pessoas boas no mundo. Pessoas que não viam a morte como única solução. Ele mal podia esperar para mostrar á Tsukki que essas pessoas não eram más como o resto. 

Afinal, ele havia visto muitas coisas ruins em tão pouco tempo. 

-Kageyama. - Ukai chegou trotando, a mão levantada para chama-lo. 

-Sensei, encontraram alguma coisa? 

-Sim, e acho que você vai gostar de ver. 

-Mas e a garota? Ainda não a interroguei. - Kageyama disse, a face de dever não cumprido. 

-Mandei que Shimizu fosse falar com ela. Talvez por serem duas mulheres, elas se entendam melhor. - Ukai respondeu. 

-Hm, tudo bem... 

Kageyama foi um pouco relutante junto de Ukai. Mesmo estando curioso para ver o que encontraram, ainda queria ter a chance de saber qual era o lado daquele loirinha medrosa. 

Kyoko não era tão boa quanto Kageyama em intimidar as pessoas, mas ela ao menos tentou. Entrou no cômodo com um olhar sério, e fechou a porta, fazendo o lugar ficar mais escuro. Hitoka pareceu engolir o próprio coração, tremendo dos pés a cabeça, amarrada. 

-Não vou machucar você. Apenas quero que responda ás perguntas com sinceridade. - Disse a maior, puxando uma cadeira velha também. 

A loirinha não conseguiu responder. Precisava se acalmar primeiro, e por isso, ficou fitando a morena em sua frente, que a esperou pacientemente. Nesses poucos minutos, percebeu que Shimizu era uma mulher muito bonita. Seus cabelos negros, por mais que oleosos devido ao tempo sem lavar, brilhavam. Seus olhos azuis profundos transpassavam calma, e sua postura perfeita a deixava mais alta. Yachi quase sentiu-se intimidada só de ver o quão linda alguém podia ser em meio à um apocalipse zumbi. 

-Mais calma? - Kyoko perguntou, a tirando de seus devaneios. 

-S-s-sim. 

-Vou começar então. 

Quando elas menos perceberam, a noite já tinha caído sobre eles novamente, e a casa destroçada ficara dez vezes mais assustadora. 


Notas Finais


tsukishima haters n passarás
pra quem n sabe, sim, ele é meu personagem preferido, entt superem pq o docinho vai aparecer UM MONTE
e o Yamababy tbm, n se preocupem :3

SERASE TSUKYAMA????
se vcs pedirem com carinho, talvez

bjo


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