História Apoio À Desequilibrados - Capítulo 1


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Fantasia, FemmeSlash, Ficção Adolescente, Hentai, Lemon, LGBT, Luta, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Repostando, por muitos motivos
Mas, dessa vez vai :D
PS: se vc já tinha lido esse capítulo, saiba que ele está maior agora - lá pro final, ok? :)

Capítulo 1 - Part.1


Fanfic / Fanfiction Apoio À Desequilibrados - Capítulo 1 - Part.1

A sala ficou em completo silêncio por alguns segundos, nem mesmo sua respiração podia ser ouvida, mas isso, provavelmente, se devia ao zumbido quase enlouquecedor em seus ouvidos.

- Sr. Kim, me perdoe, mas você poderia repetir, acho que não ouvi corretamente. - ela disse em seu tom tipicamente pólido, educado e frio.

- Sinto muito, Sra. Uchiha, mas não há engano nenhum, seu filho tem que ser enviado ao grupo de apoio oferecido pelo governo.

- mas o que ele fez, Sr. Kim?

- o seu filho apresenta comportamento perturbado e violento, senhora, ele age como se as regras e a ética fossem inapropriadas, quando, na realidade, é ele que age como um baderneiro, para não dizer algo pior.

- baderneiro? Um Uchiha baderneiro? Me perdoe, mas, eu mal consigo imagina isso.

- eu imagino seu choque, Sra. Uchiha, e não a culpo, eu soube dos tempos difíceis que lhe cercam, por isso mesmo espero que a senhora entenda que ele deve ser mandado para lá, para seu próprio bem.

- claro, sr. Kim. Contudo, poderia me falar mais sobre esse grupo?

- Com certeza, senhora.

(...)

Madara estava sentado do lado de fora da sala do diretor, sua cara demonstrava tédio, olhando para o teto como se a resposta para o sentido da vida estivesse escondido ali. Izuna, o Uchiha mais novo de sete aninhos, observava o irmão com curiosidade, mas não se atrevia a falar nada.

Quando a porta abriu em um rangido estridente, a atenção de ambos foi para a bela e elegante Sra. Uchiha. Ela se despedia com um último aperto de mão do diretor Kim. Depois ela olhou para os filhos, seus olhos ainda estavam rígidos, era da sua natureza, mas ela tentava passar por eles um pouco do amor gritante que sentia por eles.

Ela se aproxima de Izuna e o pegou no colo, apertando o corpinho contra o seu, aquecendo seu coração.

- Vamos? - disse caminhando pelos corredores da escola pública e indo em direção ao estacionamento.

Madara a seguia em silêncio absoluto, não escondendo sua cara de desgosto pelo local em que caminhava. Seus olhos pararam em seu irmãozinho, que escondia o rosto na curva do pescoço de sua mãe, buscando consolo e segurança, então, ele sentiu inveja, ele nunca teve sequer uma relação com a mãe, quem dirá uma tão afetuosa assim.

A Sra. Uchiha abriu a porta do carro antigo, colocando Izuna no banco com a cadeirinha e depositando um singelo beijinho na bochecha gordinha, onde se formou um genuíno sorriso da criança.

Ela fechou a porta e olhou diretamente nos olhos, tão negros quanto os seus, do filho mais velho e disse para ele entrar no carro. Ele o fez, bufando.

Antes de si mesma entrar, ela respirou fundo e ajeitou o cabelo curto, anciosa, porém sem jamais perder a compostura.

(...)

O carro, apesar de um pouco velho, costumava ter um ar aconchegante, o qual as coisas mais velhas costumam ter mesmo, mas, hoje estava pesado. A Sra. Uchiha estava perdida em torno de tantas informações sobre aquele tal grupo, sobre Madara, sobre como ele foi o mais afetado com toda aquela mudança e como ela poderia ajudar, se é que podia.

- mamãe, eu to com fome. - Izuna disse, despertando ela.

- nós já estamos chegando. - ela o olhou amorosa, o máximo que conseguiu expor. Ainda era difícil passar por cima de sua criação rígida.

- uau, mas eu não sabia que naquele subúrbiozinho existia comida. - Madara despejou seu veneno em um resmungo.

- Madara, não haja como um porco preconceituoso, o mundo não precisa de mais um. - disse séria, sem desviar a atenção da estrada.

Madara ferveu, mas ele sempre fervia, era um rebelde sem causa, afinal.

- oh, me perdoe, Madre Santíssima.

- seu deboche não me altera, Madara. No entanto, acho que agora estou abrindo meus olhos para o que você se tornou.

- O que eu me tornei?? Você ta brincando comigo?? - ele rugiu alto, indignado.

- Não sou do tipo que brinca com coisas sérias, Madara.

- Você... Você... ARGH!

Então tudo silenciou. Madara respirava pesado, sentindo seu corpo tremer em raiva. Enquanto sua mãe se mantinha controlada e Izuna encolhido, apertando seu ursinho em um abraço.

Havia muitas palavras não ditas, conversas muito mais difíceis pela frente  e uma relação quebrada, onde ambos lados duvidavam da melhora.

(...)

O Diretor Kim estava sentado em sua mesa, analisando o perfil de cada integrante do grupo de apoio.

O grupo de apoio foi fundado para tentar ajudar esses jovens, jovens que estão perdidos e sem perspectivas... O Sr. Kim queria ajuda-los, dar a eles uma nova esperança.

Mas não seria uma tarefa fácil, afinal, por trás de cada rosto naquelas fotos, havia uma história a ser contada.

Ainda assim, o Sr. Kim não desistiria.

Porque, se no passado alguém não tivesse lhe dado um chance, como ele queria dar a eles, só os deuses sabem onde ele estaria agora.

(...)

Madara entrou quase quebrando a porta do seu quarto ao fecha-lo. Ele queria ficar lá para sempre, se esconder daquela realidade, se esconder da sua mãe.

Como ela podia lidar com tudo?

E por que isso o irritava tanto?

- Madara... - A voz dela chamou. - precisamos conversar...

- Vai embora.

- Não até nós conversarmos.

- o que é tão importante?

- você saberia se abrisse a porta.

- eu abro se me dizer sobre o que é nossa conversa.

...

Hesitação era atípico de sua mãe.

...

- você vai para um grupo de apoio.

(...)

Alguém batia na porta.

- Entre.

Cinco pessoas entravam, em sequência:

Um homem entrou, ele usava uma roupa meio suja e cheirava a tabaco.

Atrás dele vinha uma mulher de saia e suéter marrom, com um terço pratiado no pescoço.

Após ela, um casal vinha, com sorrisos tímidos, como bonecos de porcelana, o que os tornava um pouco sinistros.

Lado a lado, duas muheres entraram, elas não eram amigas, mas cochichavam baixinho e às vezes riam mais baixinho ainda.

- Boa tarde, Senhores e Senhoras.

- Boa tarde diretor - o casal disse em uníssono perfeito.

- Boa tarde.

- Tarde.

- É prazer revê-lo, Sr. Kim.

- Receio, não ter tanta certeza sobre o prazer, Sra. Uzumaki.

- O que minha filha fez agora? - o homem que cheirava a tabaco perguntou impaciente e com a voz rouca.

- Senhores e Senhoras seus filhos foram selecionados para um grupo de apoio. - disse direto, querendo se livrar da presença deles rapidamente, não o fazia bem ficar na mesma sala que aquelas pessoas.

- o que? por quê? - uma onda de perguntas tomou a sala, e as duas mulheres que cochichavam erguiam as vozes agora.

- Acalmem-se, acalmem-se! Eles foram selecionados baseando-se em alguns testes que a psicóloga, mandada pelo governo, fez.

- então uma 'mulher' diz que minha filha é doida e eu tenho que levar isso a sério? - o homem cheirando a tabaco se pronunciou pingando preconceito e raiva.

- Bom, senhor, é uma ordem govermental ou o senhor acata, isso vale para todos, ou uma assistente social será obrigada a averiguar o por que seu filho não comparece e se há alguma falha na estrutura do lar.

O homem empalidece e se cala.

- Mais alguma dúvida?

Silêncio.

- Foi uma honra conversar com o senhores, mas por hoje é só, na mesa da secretária vocês podem pegar os papéis que devem ser assinados, obrigado pela atenção.

Um a um saiu da sala.

- Eu não tenho nada a temer, 'Senhor'. - o homem disse parado, de costas para o diretor.

- Passar bem, Sr. Amegakure. - disse cortando qualquer assunto.

Quando o som da porta sendo fechada resoou, o diretor levou as mãos a cabeça, massegeando as têmporas.

- Vai ser um longo, longo caminho...


(...)


- Você vai para um grupo de apoio.

Madara sentiu o mundo rodar mais devagar por dois segundos, então, sua adrenalina correu pelas suas veias queimando seu corpo e cortando sua respiração.

- Eu não preciso dessa porcaria! - ele rosnou, sem gritar, Uchihas nunca gritam.

- Bom, os fatos apontam o contrário - A Sra. Uchiha entrou com a chave reserva, mas, Madara estava tão revoltado que nem percebeu como ela entrou.

- Ah, jura? E o que você espera? Que eu comece a cantar e dançar, como a porra de Glee? Não, claro que não, você nem se importa mesmo! Deve estar tão feliz de se livrar de mim!

- Não diga bobagens! Eu-Eu nunca iria querer me livrar de você! - ela tinha seus olhos chocados e as sombrancelhas franzidas em descrença. - Madara... eu sou sua mãe eu-

- Ah você lembrou agora? Que lindo estou emocionado! Obrigado!

- Madar-

- Eu deveria te abraçar e chorar, mamãe? Me lamentar pelos anos em que você estava mais preocupada em foder com a vizinhança do que brincar com seu filho? Ou, quem sabe, soluçar pelas vezes em que você rejeitou um abraço e afeto? Ah vamos! Vamos nos perdoar e ser uma família feliz! É isso que você quer? - Ele terminou ofegante e com os olhos lacrimejantes.

A Sra. Uchiha não sentia o ar em sua volta, parecia que alguém havia cortado o oxigênio e a deixado para morrer sufocada na própria culpa e dor.

De repente não existia mais palavras certas ou qualquer tipo de palavra a ser dita.

A Sra. Uchiha se virou e tentando não desabar sobre seus próprios joelhos, ela caminhou para fora. Quando saiu completamente, a porta atrás de si bateu com força.

- Eu sinto muito... - ela sussurrou para ninguém.

- mamãe? - Izuna chamou baixinho, se agarrando as pernas da mulher.

- oi, meu anjo... - ela o pegou no colo.

- Por que você está chorando?

Então ela levou franziu as sombrancelhas, notando, pela primeira vez em muito tempo, os rastros de lágrimas correndo por suas maçãs do rosto.

(...)

Madara ofegava e, metaforicamente, ele tinha sangue nos olhos. Era claro como água, para ele, que aquele laço, tão secretamente desejado, de mãe e filho nunca existiria, mas, ainda doía pensar que ela o queria longe... É óbvio que o queria longe, o Uchiha quebrado, o Uchiha que não controla seu temperamento e destrói patrimônio público.

Sua cabeça costumava girar sempre que ele começava a pensar nisso e ele sempre estava pensando nisso...

Talvez fosse bom ir embora, viver longe da sua vida...

(...)

- quando eu devo começar a fazer as malas? 


Notas Finais


Obrigado por ler ❤
Eu já estou trabalhando na part.2 mas, acho que não sai amanhã, porque eu tenho aula e uma tinta azul nova que eu estou apaixonado ksjsjs
Perdão por qualquer erro :)


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