História Após a Meia-Noite - Capítulo 17


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Serial Killer
Visualizações 17
Palavras 1.089
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Finalmente uma att decente. Olha eu de volta com mais um pouco de mistério hehe. Mas vamos logo com essa história não é ? Boa leitura.

Capítulo 17 - Capítulo 17


* Flashback on*

6 meses atrás

- Você é uma péssima amiga. - Will me surpreende se sentando na beirada da minha mesa.

- Você também me assustando desse jeito. - retruco e beberico um pouco do meu chá.

- Por que não me contou que está namorando com o Greg ? - quase cuspo a bebida e me engasgo logo em seguida.

- Não estamos namorando.Somos apenas amigos. - Will revira os olhos e franze o cenho para mim.

- Até parece. Faz um mês desde que vocês não desgrudam um do outro. Se isso não é namoro não sei o que é...

- Apenas uma boa amizade.

- Colorida ? - arregalo os olhos e dou um tapa em seu braço sentindo meu rosto enrubescer .

- Claro que não seu pervertido. - ele ri e rouba meu chá ignorando meus protestos. 

- De qualquer forma, sei que tem um clima apaixonado pairando no ar sempre que estão perto um do outro. A empresa inteira já percebeu. Até mesmo Amy já veio me perguntar se vocês têm alguma coisa.

- Parece que tem uma eternidade que não a vejo. Desde que ela foi transferida para o departamento de contabilidade perdemos quase completamente o contato.Como ela está ?

- Bem, ela definitivamente não é mais a mesma desde o desaparecimento do irmão. Está sempre com olheiras profundas e aparentemente cansada e triste. Nem mesmo o Foreman consegue animá-la. É deprimente vê-la naquele estado.

- A polícia encontrou novas evidências sobre o caso de Joe ?

- Não, eles estão pensando em fechar o caso e declará-lo como morto.

- O quê ?! Não podem fazer isso! Não tem provas de que ele morreu. Desde a última vez que investiguei isso pude confirmar isso.

- Mas infelizmente não há nada que possamos fazer a não ser consolar Amy.

- Não ! Eu não posso deixar isso assim. Vou provar que ele está vivo.

- Eveline, pare de bancar a versão feminina do Sherlock Holmes. Se envolver demais nesse caso pode acabar te prejudicando. Você sabe como é a polícia, eles podem acabar até te incriminando.

- Não importa! Eu não posso deixar isso acabar assim. Não sabendo que ele pode estar realmente vivo. É de uma vida que estamos falando, alguém que conhecemos, mesmo que pouco, e irmão da nossa melhor amiga. Se não quiser se envolver tudo bem, mas não tente me impedir.

- Queria ter a sua determinação e coragem.- ele suspira - Não vou tentar te impedir. Mesmo porque não tenho poder para isso. Só... tome cuidado, ok ? Eu realmente me preocupo com você e não quero te ver atrás das grades ou algo assim. - sinto um aperto no coração mas sorrio e aperto seu braço levemente para confortá-lo.

- Não se preocupe, eu serei cuidadosa.- sorrimos um para o outro. Ele olha o relógio e se surpreende.

- Uau, já está na hora de ir pra casa.- ele se levanta e faz menção de ir embora mas se vira me lança um sorriso malicioso- Por acaso vai sair com o Greg nesse final de semana ?

- Lá vem você de novo.Não iremos sair, ele tem outros planos e eu também.

- Seus planos devem incluir passar o dia de pijama comendo chocolate e assistindo séries e filmes românticos. Mas e os dele ?

- Eu não sei, ele não me falou muito a respeito. Só disse que teria que fazer uma breve viagem a negócios mas que estaria de volta na terça-feira. 

- Viagem a negócios ? Não fui comunicado de nenhuma viagem necessária. Aparentemente a reunião entre os sócios será aqui mesmo na quinta-feira. Já está tudo agendado. A própria Alice me disse ontem.

- Talvez tenha surgido uma emergência.

- Quando ele te disse sobre essa viagem ?

- No sábado passado.

- Então não faz sentido algum se recebi essa notícia ontem. A não ser que ele esteja planejando algo à parte e não tenha comunicado à diretoria.- franzo o cenho.

- Hum, que estranho. - por que ele mentiria ?

- Às vezes ele tão misterioso. Pergunte a ele sobre a verdade.

- Melhor não. Não devo interferir na vida dele dessa forma. Se ele não quer contar deve  ter suas razões. - no entanto, a minha intuição dizia exatamente o contrário. Confesso que acabei ficando um pouco intrigada com essa história. Meus instintos me diziam para investigar mas minha consciência me implorava para não intervir e cuidar da minha própria vida.

- É, você tem razão. melhor cuidarmos de nossas próprias vidas. Bem, estou indo para casa.

- Quer uma carona ?

- Não, eu vim de carro hoje.

- Ok. Te mando uma mensagem mais tarde.

- Tudo bem. Tchau.- ele acena para mim.

- Tchau.- aceno de volta enquanto ele vai embora. Organizo minhas coisas e pego minha bolsa me dirigindo ao elevador. - Droga ! - exclamo ao ver que alguém acabou de descer. Pelo visto terei que descer pelas escadas. Vou na direção da escadaria enorme  a contragosto. Quando começo a descer ouço uma voz familiar.

- Está maluca ? Não se atreva a vir aqui e muito menos se aproximar dela. Eu te poupei uma vez mas não serei tão piedoso novamente.- uma pequena pausa - Escuta aqui sua vadia de quinta categoria, é melhor você ficar bem longe dela senão farei com você a mesma coisa que fiz com a piranha da sua irmã. Depois não diga que não avisei. E não me ligue mais.- eu congelo completamente incrédula e sem conseguir mover um músculo sequer. Aquele não poderia ser realmente o Gregory. Poderia ?

- Evie ? O que está fazendo aqui ? - a voz dele me tira dos meus desvaneios e olho para ele de olhos arregalados, sem reação.

- O elevador estava...ocupado. - minha voz vai diminuindo à medida que eu falo. Ele me encara apreensivo e tenso.

- Até onde você ouviu ?

- Eu não ouvi nada. - ele não parece acreditar em mim mas acena com a cabeça e suspira longamente.

- Quer uma carona até em casa ?

- Não, eu estou com meu carro. Obrigada. - digo descendo rapidamente. Ele segura meu braço e meu coração congela. 

- Dirija com cuidado.- ele sussurra no ouvido me fazendo arrepiar. Assinto e vou em direção ao estacionamento sem olhar para trás. Entro no meu carro e encosto a cabeça no banco, me sentindo um pouco zonza. Mas que droga eu acabei de presenciar ?

 



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