História Após a Meia-Noite - Capítulo 18


Escrita por:

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Serial Killer
Visualizações 28
Palavras 1.053
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Depois de um dia desgastante de Enem eu venho com mais um capítulo. Bom divertimento!

Capítulo 18 - Capítulo 18


- Fica muito longe daqui ? - pergunto a Jacques enquanto caminhamos em direção a casa de Geneviève.

- Não. - ele ri de leve - Essa cidade é minúscula. Tudo é sempre muito perto.- ele me lança um sorriso e retribuo.

- Isso é muito vantajoso- diz Gregory em uma tentativa falha de segurar a minha mão.

- Digamos que facilita muita coisa.- Jacques responde simplesmente.

Não demora muito para que cheguemos à casa de Geneviève, como previsto por Jacques.A residência é simples mas bela com um lindo jardim na frente. Geneviève nos recebe e nos leva para o interior da casa, extremamente aconchegante por sinal. Havia cerca de dez pessoas ali, sentadas espalhadamente pela copa. Todas elas sorriram para nós de maneira convidativa, fazendo com que eu me sentisse um pouquinho mais à vontade. Logo o jantar foi servido e todos nós conversávamos tranquilamente. Os outros convidados conversavam entre si e algumas vezes faziam alguma pergunta a mim ou a Gregory.

- Então quer dizer que vocês trabalhavam em uma multinacional ?

- Sim,- responde Gregory que, ao contrário de mim, parecia estar extremamente desconfortável naquele ambiente - eu era CEO e ela trabalhava no setor administrativo.

- Impressionante.- diz um senhor que parecia aparentar sessenta anos e usava um suéter listrado.- Imagino que seus salários eram excelentes.

- O meu era suficiente para me manter com uma condição estável.- respondo enquanto pegava um aperitivo de queijo.

- A vida de vocês devia ser maravilhosa.- eu apenas sorrio em resposta e Gregory se mantém sem expressão.

- Mas por que vocês saíram de Seattle para vir morar aqui ? - pergunta uma moça que não parece ter mais de vinte e cinco anos de idade. Olho para Gregory esperando que ele responda essa pergunta. Não deixo de sorrir quando vejo sua expressão ficar séria mas, para minha decepção, ele parece perceber meu sorriso e solta uma risada leve e descontraída, relaxando o corpo e se acomodando na poltrona.

- Cidades grandes são muito vantajosas mas também são muito estressantes. Meu sonho sempre foi morar em um lugar tranquilo quando pudesse sustentar a mim e a minha família. Então vim para Gavarnie e descobri que era exatamente o lugar dos meus sonhos.- todos sorriem para ele, claramente felizes com a resposta. Eu praguejo mentalmente. Como ele conseguia conquistar as pessoas tão facilmente com discursos baratos ?

- Mas e você sra. Eveline ? - pergunta Jacques descontraído - Aceitou tão facilmente vir morar em uma cidade tão pequena ?- Dessa vez Gregory olha para mim parecendo interessado na minha resposta. Se raiva pudesse queimar fisicamente as pessoas ele já estaria incinerado e não restaria nem mesmo suas cinzas.

- Bem, eu sempre gostei de cidades pequenas então foi fácil para ele me convencer. E por favor, me chamem apenas de Evie.

- Como Ivy ? - Jacques pergunta.

- Exato.- sorrio calorosamente para ele e ele retribui. Sinto Gregory enrijecer ao meu lado.

- Ah vocês formam um casal tão lindo. Parecem ter sido feitos um para o outro.- diz Geneviève suspirando e todos parecem concordar com ela.

- A quanto tempo vocês estão casados ? Não estou vendo nenhuma aliança. - questiona uma senhora que segura uma criança pequena em seus braços. Olho para Gregory mas, como sempre, ele parece ter uma resposta pronta e convincente.

- Estamos juntos há um ano mas não somos casados oficialmente. Por isso não estão vendo nenhuma aliança. Mas isso é algo que planejamos mudar em breve. Não é querida ? - fuzilo-o com os olhos e forço um sorriso.

- Claro.- ele sorri triunfante.Ouço Geneviève bater palminhas.

- É o casal mais fofo que eu já vi.

- Bem Gene, - interrompe Jacques- digamos que você não conheceu muitas pessoas ao longo de sua vida.- ele ri e ela lhe mostra a língua como uma criança de cinco anos. Todos nós rimos da cena.

- Já está ficando tarde. É melhor irmos para casa Evie.- Gregory diz se levantando e puxando minha mão delicadamente. Assinto e me levanto soltando sua mão.

- Obrigada pela recepção e pelo jantar maravilhoso.

- Não tem de quê. Voltem sempre que quiserem.- Geneviève diz sorridente.

- Obrigada.- sorrio para ela. - Até breve.- me despeço de todos ali.

- Querem que eu os leve de volta ? - Jacques se oferece.

- Não será necessário.- Gregory responde rispidamente- Já conhecemos o caminho. 

- Têm certeza ?- Jacques me olha intensamente- Podem acabar se perdendo.

- Absoluta. Muito obrigado.- ele me conduz até a porta e aceno para todos antes de partir.

- Poderia ao menos ter disfarçado seus ciúmes.- digo quando estamos a uma distância segura da casa.

- Não estava com ciúmes.- Gregory retruca áspero- Apenas não gosto daquele sujeito.

- E por quê ?

- Isso não é da sua conta.- diz extremamente rude. Fecho a cara e ele também.

O resto do caminho foi taciturno. Entro em casa e bato a porta do quarto em sua cara ouvindo-o xingar baixinho. Me tranco no banheiro e choro baixinho por um tempo. Um sentimento de desespero e agonia cresce em mim. Vejo uma tesoura em cima da pia e a encaro por um tempo. Uma série de pensamentos conturbados passa pela minha cabeça mas acabo voltando à razão e saindo daquele banheiro antes que eu fizesse alguma besteira. Quando volto para o quarto vejo Gregory deitado casualmente na cama usando uma regata e uma bermuda.Eu me recuso a dormir no mesmo ambiente que ele. Pego minhas coisas e me dirijo à sala me deitando no sofá. Tento dormir mas meus pensamentos giram em torno dos acontecimentos recentes e acabo passando boa parte da noite em claro. Por volta das quatro da manhã ouço o barulho da porta do quarto abrir e passos se aproximam de mim. Fecho os olhos e tento controlar minha respiração. Sinto meu corpo ser erguido e depois de alguns segundos sou colocada sobre uma superfície macia e coberta pelo edredom. Depois ouço passos se distanciando e a porta do quarto fecha. Abro os olhos e acendo a luz do abajur mas não o vejo. Desligo o abajur e me deito sentindo o sono chegar aos poucos. Depois de alguns minutos eu finalmente adormeço., sentindo meu corpo relaxar e minha mente ficar totalmente vaga.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...