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História Após a queda - Hannigram - Capítulo 5


Escrita por: xlazily

Notas do Autor


Olá 🙋‍♀️
a foto de capa é o restaurante aonde Hanni e Harry estiveram
Espero q gostem ✌🏻

Capítulo 5 - Engatilhar


Fanfic / Fanfiction Após a queda - Hannigram - Capítulo 5 - Engatilhar

— Boa noite. — Disse Hannibal saudando a pessoa sentada na poltrona no lado esquerdo do ponto central do repartimento. Com o nariz captou a exalação que procedia da mesma, o aroma de pólvora entre os minúsculos dedos. 

     — Boa noite Hannibal, não julguei que o veria mais. — Emitiu a moça com um timbre singelo, se erguendo para abraçá-lo. 

     — Apreciei a ideia de passarmos um tempo juntos. — Confessou o mais velho, envolvendo a jovem em um atencioso abraço. 

     — Seu amigo está vindo? — Articulou Chiyoh se desvencilhando do abraço se virando para admirar os flocos de gelo sendo expostos pelo amplo quintal tomado pela branquidade dos cristais de gelo. 

      — Não. — O tom soou ríspido e boçal. — Nada é insubstituível, um costume não é uma utilidade. — Disse Hannibal concluindo o discernimento suspendendo a xícara de chá rente aos lábios. 

     — Eu acredito que o amor entre um estripador e um desequilibrado é o mais doce que há. Ele mataria pelo outro, e bem o outro deliraria por ele. — Expressou a japonesa cerrando os olhos, facilitando Lecter a se expor.  

     — Estou terminando o transcurso, não pela razão, ou orgulho. — Suspirou fatigantemente. — Por incapacidade ou soberba.. mais por agonia, é pelo motivo de que entendi que a vivência é bruta. — Divulgou o mais velho fitando a moça com olhos avelãs, a tortura localizava-se no íntimo de cada migalha daquele olhar. 

    — A vida ainda que bruta, é meio mágica, habitualmente da para apanhar um coelho da cartola. — Sorriu a moça, concebendo um ato afirmativo com a cabeça. — É patético o sentimento que a traição nos causa, é algo suicida. — Articulou a jovem, observando o outro. 

    — Eu resido a preservar meu buquê de sorrisos no rosto, sem extraviar o apetite de antigamente. — Referiu Lecter se locomovendo ao outro lado da dependência para apanhar mais chá. 

     — Se manter deprimido por determinado problema é normal, se desmanchar por ele é tolice. — Relatou Chiyoh arregalando os olhos para a visão a sua direita. 

    Harry Benjamin se ergueu da cama um pouco de cada vez bocejando e com leves passos andou plenamente desnudo pela residência, descendo até o ambiente aonde a garota e o mais velho achavam-se, interrompeu o diálogo no momento em que parou na lacuna do cômodo. 

    — Está servido? — Disse Hannibal secamente, o oferecendo uma xícara de chá. 

    — Desculpe eu irei me vestir. — Manifestou Harry com um sorriso clássico, os cachos mascaravam os olhos cor de oceano, idênticos aos de Graham, segurando a xícara se removendo do recinto. 

    — Consolo? — Dirigiu a moça, gargalhando em deboche. — Hannibal, ele é uma reprodução desleixada do Graham, ele simplesmente não é o Will. 

    — Somos peritos em usar máscaras, meramente aparentando algo que não somos, meramente fingindo o que não sentimos, sendo réplicas fiéis. — Comunicou Lecter se sentando no piado, desencadeando a trilha da composição de “River flows in you - Yiruma”.

     — Você está com tão auto grau de medo de expor como você é, porque o mundo não quer o que é irregular e por isso ele decide destruí-lo. — A pequena mão da garota acertou algumas notas do piano iniciando aparelhadas com a do outro. 

    — Sabe a ideia da morte sempre me consolou, que o meu ciclo pudesse encerrar a qualquer segundo me propicia inteiramente o encanto, a arte e o horror, a plenitude de tudo o que este universo consegue me presentear. — Dissertou Hannibal, concluindo a melodia pausando e lambendo o lábio inferior.

     Chiyoh pressionou a mão ao redor do pulso encarando o vaco do ambiente por um instante de minutos por fim enunciando: 

     — Eu só gostaria que você abordasse as coisas, que se passam pela tua mente, eu acho que de tão simples, você desaprendeu como se faz. Bom, é desta maneira você comparece, inspira o ar, expira um quarto dele, ergue a cabeça, infla o peito, olha para mim e fala, só fala.

     Lecter foi incapaz de reprimir os frágeis risos, a envolvendo em um doce abraço, as lembranças de uma saudade, sobre uma moradia ilusória caminharam-se recuadamente. 


***


— Senhor Benjamin, eu almejaria saber qual será seu interesse para atualmente? — Disse Lecter transcorrendo a porta para o interior do cômodo, o homem recém saído do banho com os cabelos molhados se virou para encara-lo. 

     — Eu penso que podemos nos divertir juntos você não acha? — Falou Harry depositando um beijo acanhado em Hannibal. 

     Harry e para a infelicidade de Lecter eram idênticos ou quase, um assassino frívolo e calculista o seu primordial hobby era matar mulheres mais vulneráveis muitas das quais eram profissionais do sexo ou usuárias de drogas, era um ex-boxeador ele costumava nocautear suas vítimas com socos antes de estrangula-las o que consistia que quase nunca haviam sinais óbvios como facadas ou ferimentos de entrada de balas, ele era bastante habilidoso chamando a atenção de Hannibal, lamentavelmente para o mais velho ele não era Graham, Harry era mais como um passa-tempo, durante o tempo em que William  permaneceria afastado. 

     — Sofrendo por amor, parece estar tão ausente, a partir de quando nos conhecemos antigamente você era carinhoso. — Proferiu o rapaz deixando a toalha cair.

     — A particularidades que só o amor enxerga. — Os olhos avelã percorreram cada curva sinuosa do corpo do outro, que recordava ser esculpida a mão. 

    — Conheço o olhar de uma águia quando está perdida, você quer buscar por alimento amado? — Um sorriso malicioso germinar na face de Harry exibindo suas covinhas na lateral do rosto. 

     Hannibal verdadeiramente não se achava acomodado para sair de casa contudo a insistência do outro o fez ceder, evaporaram-se pelas ruas enfeitadas e sentaram-se na bancada do um dos restaurantes mais cotados na capital de Londres, “Sexy fish”  era um dos lugares mais formosos no momento, do piso ao teto classificavam como algo sofisticado, a decoração era toda baseada no fundo do mar, com obras de arte de ninguém menos que Damien Hirst e Frank Ghery chamavam a atenção de Hannibal, admirando em de redor, sua alma supunha que William apreciaria circular desvendando o cenário, o cardápio todo concentrado frutos do mar oferecendo o melhor da culinária asiática, Lecter mantinha-se encarando o menu por um pequeno número de segundos não havia detectado contudo detinha a respiração segurada no peito, durante o tempo em que Harry o encarava mordiscando o lábio inferior.   

     Harry suspirou e se pôs de pé ao lado de Lecter o convidando a se erguer para uma dança no ponto central da pista se apoderando de Hannibal pelas mãos o arrastando até a pista, risonho pela paisagem estampada na face do mais velho se apossando da boca de Hannibal, o mais velho conhecia aquele aroma que teimava em emanar do homem enlaçado em si, era excitação, vontade e atração mais entretanto nunca foi amor, com elegantes e polidos passos o homem a partir daquele momento conduzia Lecter em uma harmoniosa dança.

    O jovem deitou a cabeça no ombro de Hannibal enlaçando o pescoço do outro com as ágeis mãos irradiando breves suspiros, roçando as pontas dos dedos nos fios loiros na parte de trás da cabeça de Lecter, na condição de Hannibal o mesmo escassamente se deixou influenciar, as ponderações sobre Graham passavam flutuando sobre sua consciência entristecida, e se William de modo nenhum intencionasse a assumir uma relação formal, e se nenhuma vez planejasse ter uma descendência, ou se em nenhuma circunstância ansiasse permanecer, Hannibal localizava-se desordenado tendo em conta tudo o que ocorreu, as reflexões foram dobradas e acomodadas no íntimo do canibal, no momento em que o jovem começou a tentar o mais velho com apalpadas entre suas pernas sobre a calça social de forma instantânea Lecter interrompeu o rapaz.

     — Você não gosta mais? Até aonde me lembro você amava isso? — Disse Harry murmurando no ouvido do outro. 

     — O centro da minha biografia é a minha carreira, não possuo tempo suficiente para relacionamentos. — Manifestou Hannibal se desjuntando do corpo do rapaz regressando moderados passos atrás.

     — Jura? — A voz soou cética e manhosa. — Tem alguém mais interessante do que eu? — Disse Harry com um ar de superioridade. 

     — Deploravelmente para você há. — Os olhos cor de avelã se estreitaram, o mais velho cruzou o braço e o observou. 

     — Me diga só uma coisa, cadê o afortunado? Ou afortunada já que você é versátil. — Referiu o rapaz suspirando. 

    — É um amor não correspondido. — A mirada se reverteu desolada. — Ele não comprova do mesmo paladar que o meu. — Confessou Hannibal encarando o jovem, que se acomodava zombando do contexto.  

     — Eu não sou bom suficiente nem para tampar o buraco de um amor não correspondido? — Alegou Harry aos gritos no meio da pista, todas as pessoas assistiam o acontecimento sussurrando entre si. 

     Hannibal o encarou e o deteve-se com um singular gesto de cabeça forjando apavoramento e receio no outro o jovem era ciente de quem o canibal era, e do que era competente a exercitar assim que se importunava se silenciando, o mais velho ofereceu a mão e restituíram a afável dança em serenidade.


***


Os olhos claros se estenderam vagarosamente ao cômodo, os cílios extensos amparam a claridade que embaçava a percepção de Graham, estressado se pôs sentado na cama murmurando consigo próprio o que assentava consumando naquela estalagem. Um tanto comum na metrópole de Londres era se repartir a habitação, as áreas comuns como cozinha, banheiros entre as pessoas que viviam em todos os quartos, o elevado alto nível de moeda da libra justificava este fato, a hospedagem que o moreno alugou se fracionava em três andares com dois banheiros completos, uma vasta cozinha e dezoito quartos. O cômodo que Graham arrendou era um despretensioso quarto de solteiro, caso ele caminha-se pelo cômodo três passos à frente iria de encontro com a parede, com uma básica e minúscula cômoda marrom e uma estreita lacuna para a  janela de fato era tudo o que o moreno suportaria pagar no momento.

     O mesmo conseguiu tolerar a fome que sofria por algumas horas até que enfim se deu por vencido, desajeitadamente se guiou até a cozinha, colocando um miúda panela no fogo brando, posicionando uma sopa pronta vegana no interior da panela de coloração alaranjada sem constatar uma barata andava sobre a tampa, revirando os olhos matou o bicho meditando que Hannibal em nenhum momento aprovaria que ele vive-se em uma atmosfera como aquela era deplorável como as pessoas do subúrbio viviam, com lembranças da sua antiga casa em Wolf Trap regressou ao quarto solitariamente com a sopa, a consistência no mínimo aparentava estar boa. 

     Em um intervalo de horas presenciando partir da brecha da janela os o cristais de gelo em forma de floco, de formato hexagonal e com o aspecto de uma pequena estrela esparramar-se pelas alameda principal, amornou o peito do moreno, Lecter efetivamente sabia ser romântico o transportando a uma capital tão terna e sensível, um semblante o assistia o encarando logo que ele a fitou o pranto veio, William deixou-se desmoronar de joelhos no chão, apoiando as mãos na parede pra absorver mais ar. 

     — O que foi Will? — Disse Abigail, pousando as mãos sobre a face de Graham o acariciando. 

    — Eu experienciei a mais insignificante parte da minha vida, depois da tua partida. — Emitiu o moreno entre soluços.

    — Olha para mim, estou aqui agora sempre que você fechar os olhos eu vou estar. — Falou a menina sorrindo. 

     — Quando você faleceu, a sensação era como se uma parte minha tivesse falecido junto. — Confessou o moreno gemendo dispondo a mão sobre o abdômen que latejava com uma dor cruel. 

    — Eu não faleci. — A menina fez um biquinho irritada. — Vamos ver o que está acontecendo em Wolf Trap, estou curiosa você não? — Concluiu a fala com o contorno do sorriso meigamente.

    — Eu almejo do fundo do meu coração que a  morte lhe ofereça a paz que você buscou por tantos anos. — Mencionou Graham apanhando o smartphone do cima da cômoda sentando com o torso apoiado contra a parede, Abigail se debruçou mirando a tela do smartphone sendo desbloqueada.

     Com as mãos tremendo buscou pelo site do Tattlecrime no lado posterior da barra descendo até ao adjacente pesquisando por “maridos assassinos”  seguidamente averiguando que Crawford desenrolou uma “forjada entrevista” exprimindo que inclinava-se a acreditar que Hannibal e William gozariam da morte em paz emparelhado com o Dragão vermelho, Graham inaugurou com um riso miúdo em seguida desencadeando monstruosas gargalhadas, pressagiou que naquele instante Jack estaria aplicando-se a caçá-los, a seguir se aquietou e prolongou a leitura, até o nome de Molly desabrochar na página, era inimaginável que sua ex-esposa se digna-se a fazer isso, as seguintes palavras proferidas foram, “William permanecia obscuro e suspeito com seus comportamentos, parecia um destes homens que ele tanto caçava”. O ar dos pulmões de Graham se retiveram com um sorriso cético no lábios as reflexões vieram em concordância com facadas ninguém vira um psicopata do nada, nenhuma intelectualidade de vilão é fundado sem atravessar por muito desgosto e rejeição da sociedade, as pessoas estabelecem seus próprios vilões e após destinam-se meramente a extinguir-los, este é  um conceito concreto que a sociedade em geral elege desconsiderar.

     Abigail seguiu o encarando sacolejando as mãos na face de William que mantinha-se com os olhos cerrados a jovem o apanhou pela mão o arrancando do lugar, o abraçando por alguns determinados minutos, ainda quando abriu os olhos o cômodo permanecia vazio, soluçando e secando as lágrimas com as costas da mão, cogitando em espalhar-se pelo recinto pousou seu agasalho sobre o miúdo corpo se locomovendo a fora da hospedagem, atravessando a longa rua Regent Street que no decorrer de festas de final de ano, se tornava ainda mais especial, a decoração para aquele ano motivado no “Espírito de Natal” e contando com emblemáticas figuras angelicais por toda sua extensão, suas tradicionais bolas de Natal foram substituídas por 27 modernas cortinas de LED, cada vez uma destas cortinas exibiriam mensagens festivas e informações importantes para seus visitantes, Graham localizava-se encantado com a ilustração provocando uma paisagem singela. 

     Os olhos anis céu arregalaram assim que reparou em contrapartida na base superior da alameda Hannibal passeando equilibradamente com um homem desconhecido com um terno três peças marfim acariciando a nuca de Lecter durante o tempo em que sussurrava algo no ouvido do mais velho, as bochechas de Graham inflamaram com um formigamento possuído de ciúmes principiou em segui-los a uma boa distância, conhecia Hannibal razoavelmente para saber que ele deduziria se alguém o seguisse, circulando uma quadra atrás de ambos resolveu render-se, precisava recuperar o passaporte que Hannibal o dera outro dia para o registro do quarto e um provável serviço em breve, optou por voltar ao domicílio dispondo se que Hannibal permaneceria ocupado pelas consecutivas horas. 

    Harry como um sinal de boa fé após Lecter receber uma ligação de seu chefe, decidiu regressar em casa desacompanhado para recolher alguns formulários impressos o Senhor Edwards solicitou uma conferência de emergencia com Hannibal, minguavam-se dias para o início da jornada para o trabalho, o jovem reaveria o mais velho em meia hora. 

     

***


Pulando com tribulação o portão de metal pertinente a elevada altura do abertura na parte superior, caminhando agilmente até a porta posicionando a chave até aquele momento achava-se exercendo sua função, Hannibal não se deu o trabalho de mudar as fechaduras, ocasionalmente, ou só talvez desta vez, ele almejasse Graham de volta ao seu lado, esta reflexão fez germinar um espaçoso sorriso na face do moreno.   

     Atravessando toda a residência com afobação entrou em seu antigo cômodo remexendo sobre o criado mudo buscando pelo passaporte desesperadamente. 

     — O que temos aqui hein? Um ratinho ladrãozinho. — Disse Harry compelindo a porta com a palma da mão dando abrimento necessário para uma melhor iluminação da paisagem.

    — Não sou ladrãozinho, sou amigo de Hannibal. — Falou Graham revirando os olhos, se voltando ao que mantinha-se fazendo anteriormente acendendo a luz do abajur.

    — Amigo? — O tom em deboche se expandiu no ambiente. — Utilizando essas roupas? Está mais para o cara que lava os carros dele. — Disse o jovem se apoiando na porta. 

    Logo que Graham se virou e o encarou com a luz do abajur iluminando o ambiente, com o semblante secamente recebeu um impacto a aparência física era evidente, Hannibal elegeu uma duplicação mal-acabada e ordinária para o substituir, era triste e engraçado ao mesmo momento, humilhante por assim dizer, enfim com o passaporte entre as mãos esforçou-se em deslocar-se, contudo o homem insistia em pará-lo.

     —  Não vou entrar em detalhes sobre tudo. — Emitiu Graham arremessando a chave sobre a face do homem. — Mais vou admitir, que existiram dias medíocres. — Encerrou a frase desenhando um perverso sorriso no rosto.

    — Jura? Um mal sucedido como você? Lecter situava-se demente, mais agora já recobrou a consciência. — Revelou Harry em deboche, apanhando a chave e colocando no bolso da calça social. — Acho que farei desse quarto nosso ninho de amor agora em diante. 

    — Há uma diferença dentro daquilo o que pronunciamos ser verdade, e o que vemos ser a genuína verdade. — Discursou William, sentindo o sangue efervescer com um chiado borbulhando no ouvido, resguardado com um ciúmes que o achava tirando fora de si. 

    — E qual seria a tua verdade meu caro? Com essas roupas amassadas se tornou zelador? — Articulou Harry rosnando entre os dentes agredindo Graham com socos na parte da frente da cabeça o derrubando no chão. — Eu vou preparar um bom jantar para o Hanni com a tua carne, espero que esteja melhor que a aparência exterior. 

    — A minha lucidez tem milhares de vozes. — Emitiu Graham grunhindo, se arrastando no chão durante o tempo em que o sangue gotejava da sua mandíbula. — E cada uma destas vozes transporta-me a milhares de narrativas, e em cada uma delas eu sou o réu. 

    Harry se abeirou do corpo estirado do moreno no chão depositando múltiplos chutes na cavidade do torso, Graham apanhou um bisturi disperso no chão embaixo da cama, introduzindo no osso da fíbula (osso da panturrilha) rasgando os vitais nervos até atingir o tálus (osso do tornozelo), Harry despencou ao lado do moreno no chão espirrando sangue entre o meio do cômodo ensopando a cabeça de Graham com o cheio pobre e pútrido recitando abundantes palavrões em alemão com um sotaque carregado.

     — Você quer o que um consolo? Você é patético. — Articulou o homem aos gritos arrancando um revólver 38 da fivela da cinta da calça direcionando ao peito de Graham. 

    — Eu não cogito — Disse William, arremessando golpes no tórax do outro. — Nenhum brinde de consolação, quero o que é meu. — Emitiu William berrando apunhalando o outro com o bisturi anexo ao olho direito, Harry desengatilhou a arma combinando o projétil para abeirar o membro de Graham. — Desejo aquilo que eu posso gladiar por, este será o fruto das minhas batalhas. — Encerrou Graham arredando os quadris, o projétil passou de raspão. 

     — Depois de hoje você não terá batalhas, eu vou matar você seu maldito. — Declamou o outro berrando impelindo o corpo para situar-se de pé, Graham conservava-se em cima do corpo de Harry deferindo numerosos socos no maxilar inferior.

     — A sua força vem de você mesmo meu amigo. — Confessou Will padronizando riscos e vastos arranhões na face do outro, suspendendo o bisturi de lado, pressionando as pontas dos dedos no interior dos olhos do outro, Harry pontapeava o moreno pretendendo o asfixiar com as mãos no pescoço do outro. — Não aguarde que outros indivíduos suportem suas batalhas por você. — Articulou Graham, murmurando em tom baixo.

    — Isso aqui não é uma terapia. — Disse o homem aos berros pela agonia e desespero sem enxergar para instalar a arma.

    — Subitamente você percebe que está numa batalha que nem ao menos decidiu estar. — As mãos de Harry localizavam-se o asfixiando, o timbre sonoro de Graham encontrava-se fraquejando. — Esforçando-se para se proteger que quem acha que lhe conhece melhor de que você mesmo. — Disse Graham prensando com integralmente força na abertura dos olhos do outro, ele naquele instante experienciava nas pontas do dedos a vida abandonando aquela estrutura física se desvencilhou do corpo do outro ajustando-se ao lado da carcaça meramente sussurrou “this is my design”.

     Assentado por um pingo de minutos com os olhos findados no cadáver suspirou expelindo o ar com dificuldade e se pôs de pé, aquela ocasião crítica ainda sim considerável, era um inconveniente crucial para o moreno delinear seu design seria uma obra prima honesta e honrada para Hannibal que nos dias de hoje eles eram correspondentes um do outro, seriam um pelo outro, até os confins da terra.


***


Hannibal estacionou o automóvel junto ao acesso  principal, desbloqueando o smartphone pela milésima vez como tinha efetivado todo o desdobrar do deslocamento até em casa, a indignação por Harry não responder as chamadas telefônicas o deixou resmungando todo o trajeto com uma marcha acelerada se locomoveu até no meio da sala sentindo o odor que descendia do piso superior, era um fluxo sanguíneo como uma seiva de orvalho, revirando os olhos refletindo porque diabos Harry persuadiu alguém para liquidar a pessoa na ocasião em que Hannibal comparecia sem tempo, o mais velho se transitou até o elevador, contudo no tempo em que a porta se abriu Hannibal notou que o cômodo aonde Graham estava anteriormente a porta localizava-se meio aberta, havia alguma coisa errada. 

     Desesperadamente Lecter correu até a rente a porta, experienciando o cheiro de sangue penetrar suas narinas e dominá-las, os sinais de enfrentamento e desacordo, com vestígios de um combate igualitário encontravam-se por todo o ambiente, o corpo de Harry residia de cabeça para baixo por uma linha de pesca chamada monofilamento composta por um único filamento feito de nylon, sem cabeça e com uma abertura rasgada na parte superior da frente do peito, o coração situava-se no interior de um prato fundo, e os intestinos e a cabeça, dentro de uma caixa preta rente ao prato. 

    Hannibal suspirou fechando os olhos para a paisagem deixando borbulhar um doce sorriso de entusiasmo o odor de Graham assentava por todo o cômodo, balançando a cabeça em um aceno afirmativo continuou seguindo o aroma do moreno, se deparando com mais uma meiga obra ao que tudo indicada Graham assassinou toda equipe de jardinagem e de limpeza que gradualmente vinha a casa cumprir seu expediente havia nove máscaras feitas de pele humana, tigelas de sopa feita com os crânios das empregadas domésticas, dez cabeças decapitadas e uma cadeira coberta de pele humana, o sorriso de Hannibal alargou mais, se sentando na cadeira nostálgico abrindo uma caixa laranja sobre a ponta da mesa no interior havia nove vaginas, uma estava pintada de cinza com ouro rose grafitado o nome de Hannibal, com um cinto feito de mamilos ao redor das partes íntimas, ainda no íntimo da caixa os narizes e mais a frente um abajur coberto envolvido de pele humana, o semblante do mais velho era de consentir para toda a paisagem em sua volta, cruzando um museu aonde o moreno colecionava peças raras que não eram repartidas com qualquer um e ele era o ilustre convidado, ele queria gozar de tudo aquilo com Graham presos um ao outro a todo tempo, William se susteve ocupado nas últimas horas portanto Hannibal tencionava procurar por mais que acessórios o mais novo lhe presenteara caminhando pela casa buscando por rastros enxergou um puxa-cortina feito com lábios, uma caixa de cereal de aveia sobre a bancada na cozinha com pedaços de cérebro, um pequeno número de roupas como sutiãs e camisetas produzidas de pele humana, contudo não acabadas possivelmente pela inexistência de tempo, um crânio decorando com orquídeas a bancada, órgãos e vísceras na geladeira, buscando por mais rastros não encontrando sentou-se na cadeira rente a bancada com um vasto semblante de triunfo Graham era precisamente o que unicamente permaneceu amortecido e ignorado por tanto tempo, era lindo, muitas pessoas são monstros, e no final diversos monstros se ocultavam e fogem das pessoas contudo Will estava nu se apresentando para o mais velho e era, a obra abstrata mais encantadora e angelical que Hannibal já mirou em toda sua vida.

 

***



Notas Finais


Atualizo em breve


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