História Appa! - Capítulo 1


Escrita por: e Chose_Army

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Park Jimin (Jimin)
Tags Desafio!golden, Goldenpjct, Jiho, Jimin And Le Min Ho, Le Min Ho, Twomin
Visualizações 57
Palavras 1.050
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Fluffy, LGBT, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Capítulo único.


Agora, sem mais nem menos, era apenas nós dois. As pessoas me olhavam com nojo, pena e desprezo, mas seu olhar, com ternura e proteção, me ajudava a caminhar. Ela foi embora. E você ficou, as pessoas lhe julgam, te olham torto, tudo isso, porque você é pai de um garoto como eu.


Você consegue amar alguém que é assim? Esquisito, sem amigos e gay. Aos olhos da sociedade, uma aberração que está apenas a fazer um show por atenção. Você fica de cabeça erguida e sente orgulho pelo que eu sou? Ou apenas finge ser feliz para não me ver mais triste? Pai, você prefere enfrentar todos por minha causa? Por minha mísera existência? No nosso bolo todo, fazemos uma mistura maluca de amor, carinho, más olhares. Você é feliz comigo?


— Jimin, filho. — Meus olhos pararam no homem a minha frente, seus olhos marejados e cintilantes. — O que eu mais tenho orgulho nesse mundo, é de você! Não me arrependo nenhum pouco, por nada.


— As pessoas nos olham estranho, Appa. Você não vê isso? Elas te olham assim por ser meu Appa, eu me sinto culpado. Afinal, tudo é minha culpa, o jeito que as pessoas vêem nossa família, por ser o que eu sou, elas nunca vão aceitar.


— Elas não precisam nos aceitar! — Me abraçou escondendo meu rosto no seu peito, virei um pouco meus olhos onde notei a carta nas pontas vermelhas de seus dedos. — Nem que seja nós dois contra o mundo, vamos ficar juntos. Ela se foi, mas não é por isso que eu vou deixar de te amar, pelo contrário, a cada segundo, a cada dia que passa, eu vou te amar mais e mais.


— Não se arrepende de ter um filho como eu, então?


— Nunca nessa vida, eu amo o filho que tenho, mesmo que nossos problemas sejam grandes, não será uma nem duas ou até o mundo todo, que fará eu deixar esse amor que sinto por você, acabar. — Eu mordi meus lábios e retribui seu abraço, afundei ainda mais minha cabeça em seu peito. 


Sentir seu cheiro, trazia proteção e segurança, me sentia em paz. Sabia que, debaixo desses braços, ninguém neste mundo poderia me derrubar, me ferir. Eu sabia que nesse momento, o que mais valia, era a sensação de sinceridade, amor e afeto. Ali, sabíamos que poderíamos contar um com o outro, pra sempre. Eu e ele, contra o mundo.


[...]


— Olha só, o viadinho já está saindo da escola.


— Parece que esse garoto só vive em velório, olha as roupas dele.


Os cochichos chatos e de partes, sinceras, eram falados entre as pessoas do corredor do colégio, seus olhares de nojo sobre mim, dentro daquele lugar. Eu não era nada, apenas um, em que eles poderiam simplesmente bater e descontar suas frustrações do dia a dia. 


Era esse meu propósito, servir de saco de pancadas para algumas pessoas aqui dentro. Não sabia como mentir para meu pai quando ele perguntava os hematomas que tinha quando chegava em casa, eu não queria o preocupar, com a morte da mamãe, ele apenas ficou mais sozinho, com mais dificuldades e prejuízos.


Eu passei pelos portões verdes do colégio e comecei a seguir em direção a minha casa, as pessoas olhavam, meu jeito estranho de vestir, mas na realidade, eu gostava de preto, e era escolha minha usar ou não. 


Quando passava na frente de religiosos, eles me olhavam com certa pena e desprezo, pelo o que eu era e fazia. O mundo, era cruel comigo mesmo. Tinha medo desses olhares serem direcionados para o meu pai, tinha medo das pessoas o julgarem pelo filho que tinha. Eu não queria isso, não queria ser mais um fardo. Ele me amar, me fazia perguntar:


Como?


As pessoas não me amavam, não me queriam, então, por que ele queria?


Eu parei em frente a minha casa onde encarei ele, em uma escada com uma lata de tinta na mão, sua roupa suja pela cor preta enquanto ele passava o pincel pelos tijolos já pintados de azul. Eu o encarei, por que ele fazia isso? Ele respirou fundo e passou a costa de sua mão na testa, tirando um pouco o suor e suspirou parando seu olhar em mim, acenou e começou a descer a escada. Eu atravessei a pequena cerca de madeira e fui ao encontro dele.


— Por que está fazendo isso?


— Pensei que fosse gostar...


— Appa! As pessoas já te julgam demais por apenas ser meu Appa, e você ainda faz isso?


— Eu queria te ver feliz, pensei que gostasse de preto. E eu não ligo para os olhares, eu ligo pra você.


— Você deveria me deixar, antes que todos te deixem de lado, te olhem torto ou não queiram sua companhia. Ser Appa de Park Jimin deve ser a coisa mais difícil do mundo. — Resmunguei baixinho.


— Mas pra mim, Park Le Min Hoo, nunca. — Falou brincalhão. — Eu te amo, filho. E se eu tiver que escolher entre você e as pessoas do mundo, eu escolherei você, meu bem mais precioso, só coloque isso na cabeça, enquanto eu tiver você e estivermos juntos, o mundo não importa.


— Por que você ainda insiste em me amar? Por que não me deixa como todas as outras pessoas?

— Porque essas pessoas não sabem a maravilha que é ter Park Jimin como filho delas, o coração nós não controlamos, mas desde que eu te vi chorar pela primeira vez, eu te amei, e foi ali em diante que prometi a mim mesmo, que, nem que eu derrame suor, sangue, eu iria proteger e amar você.


— Appa... — O abracei. — Obrigado. Você é o melhor Appa do mundo.

— Eu sei. — Ele riu. — Agora você se sujou de tinta! — Ele riu mais alto, me fazendo sair rápido do abraço.

— Que injusto! — Falei bravo. Ele pegou o pincel na lata e passou em meu nariz. Eu fiz uma careta e mergulhei meus dedos na lata passando em seu rosto. Ele levantou o pincel e ameaçou ir em minha direção, o que me obrigou a correr para não me sujar mais.

Às vezes, não podemos escolher nosso destino, mas podemos escolher um caminho, traçar um ponto em que deixe nossa vida confortável, e ficar perto daquele que amamos, possa ser nossa melhor escolha.

Eu te amo, pai.



Notas Finais


História por: @Chose_Army;
Betagem por: @peachytae;
Capa por: @BalletGirl.

Esperamos que vocês tenham gostado!


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