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História Appa ou Oppa? (18 anos) - Capítulo 28


Escrita por:


Notas do Autor


Oiee mochis! Volteiiii!
Vi que o cap passado foi uma surpres, e talvez vocês não estejam pensando como eu, mas não quero contar ainda o que eu tinha pensado, então só não desistam, ok?
Fiquem com o cap de hoje.
Espero que gostem.
Boa leitura.

Capítulo 28 - Capítulo vinte e oito


  SN on

Uma chuva começou a cair, contrastando com o calor do meu corpo e me trouxe arrepios incômodos. Corri mais rápido para fugir das gotas que me atingiam.

Em certo ponto, ouvi entre o barulho da chuva e dos meus passos sobre o asfalto molhado, meu celular tocando, mas não estava em condições de atender, enquanto sentia minhas lágrimas se misturarem à água. Além de que tinha quase certeza de quem poderia ser, mas não tinha ideia do motivo, se ele me viu e praticamente me deixou ir embora.

Estava chegando perto da casa de Jackson, mas não queria entrar. Estava indecisa, suspeitava do que ele poderia sentir por mim e não queria que ele me visse naquele estado. Ainda assim, por causa da chuva, parei em frente à entrada de sua casa, vendo-o na janela, olhando entre as cortinas.

Quando me viu, encharcada, expressou surpresa e correu da janela. Sabendo que ele me faria entrar, joguei minha mala para debaixo do telhado, em frente à porta, apenas para que minhas roupas ficassem secas, e meu celular, seguro, e corri. Corri como se não houvesse nada que me impedisse, e realmente, não havia.

Ouvi meu nome pela voz grossa de Jackson, já estava parada na esquina. O olhei, e ele permanecia parado, me olhando. Quando percebi que vinha em minha direção, cambaleei para trás, quase caindo, e voltei a correr, na tentativa de fugir dele.

Corri enquanto meus pés podiam aguentar. À medida que eu me cansava, meu choro diminuía até cessar. Meus pulmões não aguentavam mais a sobrecarga de um choro e uma corrida ao mesmo tempo, sem contar a chuva e temperatura fria que me atingia, e que possivelmente me deixaria resfriada.

Em tal ponto, parei em um lugar totalmente desconhecido, olhando para os lados para procurar abrigo. Acabei por me esconder debaixo de um quiosque com um telhado. Me sentei no chão, tremendo, enquanto pensava no que fazer. Meu celular havia ficado na mala, não tinha ideia de onde tinha vindo parar, estava sozinha e toda molhada.

Fiquei sentada no chão por pouco tempo, quando uma luz forte entrou em meu campo de visão, me fazendo tapar os olhos, já sensíveis. Tremia mais do que antes, temendo quem fosse que tivesse me achado. Senti mãos sobre meus ombros, quando algo fez sombra à minha frente. Minha mão foi tirada do meu rosto e meus olhos se adaptaram à luz do local.

Luz que contornava uma silhueta conhecida, agachado em frente a mim, me analisando por inteiro, com expressão preocupada. “Vem, vamos embora” foi a única coisa que o ouvi dizer. Me servindo de apoio, levantou meu corpo, guiando-me ao carro, sem proferir mais uma palavra. Uma blusa que estava no banco de trás foi envolta em mim, sobre meus ombros, e eu apenas aceitei, puxando-a mais para se ajustar.

E foi assim, em silêncio, desde que deu partida para casa, percebendo apenas seus olhares em mim de vez em quando. Seus olhos ainda passavam preocupação e tristeza.

Eu também não ousei direcionar qualquer frase a ele. Não me senti no direito, e não queria gerar mais estresse. Pelo menos, não por enquanto. Tinha certeza de que levaria a maior bronca, e apesar das circunstâncias, era uma bronca merecida.

Fiquei a viagem toda olhando para o vazio, sem saber como organizar meus pensamentos. Minha respiração era irregular, mesmo com a blusa, eu tremia de frio e meu nariz tinha começado a escorrer, me fazendo fungar vezes seguidas.

Chegamos e eu saí do carro, sendo acompanhada pelo homem, que fez questão de me guiar pela casa, até o banheiro. Continuei de cabeça baixa o tempo todo, meio envergonhada por tudo que fiz.

Paramos em frente ao box do chuveiro. Suas mãos deslizavam e tiravam minha roupa, peça por peça, formando uma pilha ao lado da porta do cômodo. Meu corpo trêmulo não tinha reação, apenas olhava para baixo para não o encarar.

Ouvi o barulho do chuveiro ligado, e caminhamos calmamente até lá. A água quente sobre meu corpo me fez relaxar, fechando impulsivamente os olhos, conseguindo enfim esclarecer meus pensamentos.

Qualquer coisa que havia entre mim e o Jungkook, acabou, agora eu tinha novas responsabilidades, uma nova “casa”. Agora eu estava realmente sozinha. Não literalmente, eu tinha o Jackson, mas ainda preciso analisar melhor o que eu sinto por ele.

Não mexi um músculo durante o banho, sequer precisei. Saímos do box e uma toalha foi enrolada em meu corpo. Suas mãos sobre meus ombros me guiaram até a beira da cama, onde tinha uma pequena pilha de roupas. Reconheci rapidamente que não eram minhas, mas aparentemente, eram para eu vestir.

SN: Eu posso pegar roupas na minha mala – Minha voz saiu falha, mas clara o suficiente.

JS: Não é necessário. Amanhã ajudo você a desfazer a mala. Até lá, pode usar isso.

Concordei e me vesti com sua ajuda.

Jackson foi até o banheiro e voltou com uma escova de cabelo em mãos. Fez um pequeno gesto com um sorriso singelo no rosto, e eu aceitei, me sentando na cama. Rodando ao meu entorno, ele desembaraçava meu cabelo e de vez em quando trocávamos sorrisos quando nossos olhares se encontravam.

Quando ele se afastou para guardar a escova, me levantei procurando minha mala. Antes que eu a achasse, ele entra no quarto novamente, vem até mim pegando meu rosto entre as mãos, em seguida fazendo um leve carinho e olhando-me inteira.

JS: Fica bem melhor em você.

SN: O quê?

JS: As roupas. Ficam bem mais bonitas em você – Sorri tímida em resposta ao seu elogio e desviei meu olhar para o chão.

SN: Obrigada.

JS: O que foi? – Seu olhar buscava o meu enquanto eu fugia.

SN: Obrigada.

JS: Está tudo bem, princesa. Não precisa me agradecer.

SN: Preciso sim. Você está tentando me ajudar e eu estou complicando as coisas. Muito obrigada por tudo, e me desculpe pelo que fiz. Minha cabeça está uma bagunça, eu não consigo pensar com clareza, principalmente em algumas situações e...

Meus olhos lacrimejavam enquanto eu tentava ordenar as palavras em algo que fizesse sentido.

JS: Ei, ei, ei, ei. Para com isso. Eu sei que está sobrecarregada e que é muita pressão de uma vez só. Mas não precisa pensar nisso agora, ok? Eu estou a sua disposição para ouvir e te ajudar no que eu puder, mas não quero que se sinta culpada assim. Eu tenho certeza de que algo melhor está por vir, e você vai ver como está mais forte a cada dia. Essas situações nos deixam mais fortes, e você não precisa passar por isso sozinha. Eu estou aqui com você para o que precisar.

SN: Quer saber o que aconteceu lá?

JS: Como assim?

SN: Você disse que está disposto a ouvir o que eu tiver para falar, mas eu quero saber se VOCÊ – com ênfase no “você” – quer saber o que aconteceu. Se não, eu nem conto.

JS: Realmente, estou curioso.

Apagamos as luzes, nos deitamos abraçados na cama para eu começar a contar a história.

Continua...


Notas Finais


E aí, mochis, o que acharam? Comentem, por favor.

O que vai ser daqui para frente? Como vai ser a vida da SN agora?
E a do Jungkook? Como o Jackson se sente? E como a SN vai lidar com tudo isso de uma vez?

Até o próximo capítulo.
Obrigada por lerem.


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