História Aprendendo A Te Amar - Capítulo 29


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Red Velvet
Personagens Irene, Jeon Jungkook (Jungkook), Joy, Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais, Seulgi, Wendy, Yeri
Tags Bae Joohyun, Bangtan Boys, Bighit, Bts, Fanfic, Irene, J-hope, Jimin, Jin, Joy, Jungkook, Kang Seulgi, Kookri, Namjoon, Red Velvet, Seulgi, Seulmin, Sooyoung, Suga, Taehyung, Taerene, Vrene, Wendy, Yeri
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Palavras 2.043
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drabs, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Luta, Mistério, Poesias, Policial, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 29 - Questão de tempo.


Fanfic / Fanfiction Aprendendo A Te Amar - Capítulo 29 - Questão de tempo.

Após um longo dia de supresas, aqui estava eu, junto ao meu pai. Como senti sua falta. Parece que agora as coisas não estavam tão chatas. Talvez o que eu precisava era de seu consolo. Tantas vezes ele esteve ao meu lado, dizendo que tudo ficaria bem. Era disso que eu sentia falta. Bom, não que minha mãe não seja boa, adoro ela, mas senti falta de meu appa. Iremos passar a tarde juntos!

Papai me levou a um restaurante do centro. Como eu não conhecia bem Seul, nunca havia ido lá. Na verdade, eu sempre faço minhas refeições em casa. Enfim, nós entramos e sentamo-nos numa mesa perto da vitrine do local. Logo um garçon nos atendeu. Fizemos nossos pedidos. Enquanto o prato era preparado, meu pai perguntou como tudo estava indo.

- E então, está se adaptando nesta cidade?- perguntou cruzando os braços na mesa.

- Sim, aqui é muito legal. As pessoas são educadas, os lugares são aconchegantes...- sorri.- É bom de se viver.

- Fez amigos?- olhou-me curioso.

- Sim, fiz amizades com quatro garotas incríveis!- respondi espontaneamente.

- Hm...- cogitou.- E não sente falta dos seus amigos de Daegu?

- Bom...- senti um pouco de incômodo com aquele assunto.- Não sei.

- Ué, por quê?

- Nem ao menos sei se sentem minha falta.- fui direta.

- Aí é que você se engana. Lia e ChungHa perguntaram sobre você.- disse.

- Appa, eu prefiro não falar sobre isso.- proferi com a intenção de cortar aquela conversa.

- Não entendo. Daegu é sua cidade natal. Como pode descartá-la assim?- me questionava indignado com minhas respostas.

- O que acontece é que lá eu sofri muito. Vim para cá justamente para esquecer desses sofrimentos.

- Filha...- pôs a mão sobre a minha.- Eu sinto muito se te fiz ficar mal.- seu rosto parecia arrependido.

- O senhor não tem culpa, pai. Quem me fez muito mal foi meu ex namorado.

- SuHo? Não estão mais namorando?- indagou confuso.

- Ele terminou comigo e me disse coisas horríveis...- abaixei meu rosto ao me lembrar de suas palavras.

- Eu...- travou.- Eu não acredito que ele fez isso! Quer falar sobre isso?

- O senhor é meu pai, então já está na hora de saber.- respondi decisivamente, logo depois comecei a relatar o que havia acontecido.

Relatei sobre tudo o que havia acontecido. Desde as primeiras, até as últimas palavras de JunMyeon. A expressão de meu pai era de raiva, visto que ele gostava muito de meu ex. Não conseguia acreditar que havia feito aquilo comigo. Bom, nem mesmo eu acreditei o quão podre ele podia ser. Papai dava longos suspiros, a fim de não gritar nervoso naquele restaurante. Sua vontade era de sair dali e matar SuHo, eu também queria fazer isso, mas superei. Quero pôr um ponto final nessa história e seguir minha vida de vez!

- E foi isso que aconteceu.- finalizei a história.

- Cara...- bufou.- Se eu esbarrar com esse sem vergonha na rua, eu juro que- o interrompi.

- Não precisa fazer nada, papai. SuHo é passado para mim e já não me importo com isso.

- Mas eu me importo, Irene! Esse moleque não pode fazer o que bem entender contigo!- falou enraivecido.

- Eu também achava isso, mas a melhor coisa que eu fiz foi esquecê-lo. Até chorei por causa disso, mas passou.- disse simplista.

- Filha.- olhou-me atentamente.- Sua mãe me disse que você tem andando triste...

- Mamãe te contou isso?- questionei curiosa.

- Sim, ela me ligou recentemente dizendo que você estava abatida, quase não comunicava com ela, se trancava no quarto, não saía... O que está havendo?- perguntou preocupado.

- Não é nada. Omma está exagerando.- respondi sem dar importancia.

- Mas ela é sua mãe. Se está dizendo, é porque é verdade.- insistiu no assunto.

- Arrg, pai. Está tudo bem! Dona Han Hi as vezes exagera!- proferi com a intenção de despreocupá-lo.

- Tem certeza?- perguntou outra vez.

- Tenho, appa!- sorri.- Pode ficar tranquilo.

- Bom, então confiarei em você.- se deu por vencido.

Nossos pratos haviam chegado. Enfim, comemos. Já estava morrendo de fome.

Eu sabia que, no fundo, minha mãe havia comentado algo. Bae Han Hi é sempre tão cuidadosa. Se quis me deixar melhor fazendo com que meu pai viesse, conseguiu. Aquilo realmente estava me deixando melhor. Não queria dizer aos meus pais o motivo de eu estar triste há dias atrás: é bobagem. Como eu havia pensado, os dois têm preocupações mais relevantes do que pararem para dar conselhos à uma garota que teve seu coração enganado por um garoto que já namora. Se consegui esquecer SuHo com o tempo, farei a mesma coisa com Taehyung. É tudo questão de tempo.

Terminamos nosso almoço. Papai pagou a conta e logo fomos passear numa praça. Enquanto isso, nós íamos conversando sobre s vida e sonhos.

- Já sabe o que fará depois de se formar?- perguntou ao sentarmos num banco.

- Pretendo fazer faculdade de Artes Cênicas.- respondi espontaneamente.

- Legal.- respondeu alegre.- E a sua escola te oferece algo que te favoreça no futuro?

- Muitas coisas! Os professores lá são excelentes e as aulas melhores ainda! Começarei a fazer aulas de teatro em breve.

- Que ótimo, filha. Tomara que você conquiste muitas coisas ainda.- abraçou-me de lado.

- Obrigada, pai!- sorri.- Pode ter certeza que vocês terão muito orgulho de mim.

- Mentira.

- O quê?- indaguei confusa.

- A gente já tem muito orgulho de você, querida.- falou rindo, fazendo-me sentir aliviada.

- Aff, pai...- o abracei.



(...)


Papai me levou a vários lugares, inclusive me comprou algumas coisas. Foi uma tarde muito divertida. Acabei por conhecer um pouco melhor esta cidade. Perguntei-lhe o motivo de saber tanto de Seoul e ele me respondeu dizendo que morou aqui por um tempo com seus pais. Disso eu realmente não sabia!

Acho que o melhor momento desse passeio foi quando meu pai me contou histórias da vida e de como conheceu minha mãe. Na verdade, eu fico muito curiosa sobre isso: meus pais se amavam tanto. Por que o casamento foi por água abaixo? Sei que esse assunto incomoda ambos, porém eu só queria saber. É tão difícil amar sem se cansar da outra pessoa? Será que ainda irei encontrar um amor verdadeiro?

Ao terminar nosso passeio, fomos para casa. O tempo estava um pouco nublado, então papai achou conveniente que voltássemos logo. O relógio marcava 18:09 e foi aqui que me dei conta do quão rápido as horas passaram.

Chegamos em casa. Minha mãe havia acabado de voltar do trabalho. Corri para abraçá-la.

- Onma!- a abracei fortemente.- Obrigada.- sussurrei em seu ouvido.

- Espero que tenham se divertido.- disse após desgrudar de mim, voltando seu olhar ao meu pai.

- Foi muito legal. Conversamos muito!- papai selou minha testa.

- Que bom. Obrigada, Bon-hwa!- esboçou um sorriso fraco, mas ainda assim agradeceu.

- Não precisa agradecer. É um prazer passar um tempo com minha filhota!- passou a mão sobre meus cabelos e piscou levemente para mim.- Bem, tenho que voltar para Daegu. Tchau, Baechu!

- Tchau, appa! Adorei passar a tarde contigo.- o abracei fortemente.

- Eu também, filha.- afundou seu rosto em meus ombros.

Após nossa despedida, papai foi embora e mamãe o acompanhou até a porta. Sentei-me no sofá esperando que ela voltasse. Enquanto isso, pensei nas coisas que meu pai havia me dito durante nosso passeio. Acho que durante esse meio tempo em que tranquei-me no quarto, não me importei em como minha mãe estava. Isso foi um grande erro que cometi. Preciso me desculpar.

Enfim, ela voltou. Comecei a falar.

- Mamãe.- a chamei.

- Sim, filha?- ergueu seu rosto para fitar-me, curiosa com que eu iria dizer.

- Desculpas.

- Pelo que, filha?- questionou parecendo confusa.

- Por ter estado distante nos últimos dias.- fui objetiva.

- Irene...- esboçou um sorriso abobado.- O importante é você estar bem.

- Deve ter sido um sacrifício ligar para o pai, já que você tem um pouco de ranço dele, não é mesmo?

- Não tenho ódio do seu pai.- afirmou.

- Mas foi difícil ligar para ele, ou não?

- Pra ser sincera, eu não queria, porque ainda tenho meu orgulho.- dizia enquanto se aconchegava no sofá.- Mas para certas coisas é preciso fazer um certo sacrifício. Como, por exemplo, te ver feliz.- pousou sua mãe em meu rosto, fazendo um sorriso surgir em meus lábios.

- Onma, eu te amo tanto!- abracei-a, jogando meu rosto em seus ombros, que pareciam estar cansados.

Sei que Bae Han Hi seria capaz de ir até o fim do mundo para me ver bem. Bem como Lee Bon-hwa seria. Meus pais são as melhores pessoas que conheço em toda minha vida. Mas uma coisa que ainda não entendo é o porque de terem se separado. Deveria ou não perguntar sobre isso? Bem, eu sou o fruto do amor que um dia os dois sentiram um pelo outro, acho que tenho direito.

Nosso longo abraço foi se desmanchando aos poucos. Mamãe estava um pouco cansada, mas acho que minhas palavras a confortaram, ou, pelo menos, espero. Tomei coragem para fazer a pergunta.

- Mamãe, tem uma pergunta que gostaria de fazer.- proferi um pouco apreensiva.

- Diga, filha.- pediu para que eu prosseguisse.

- Quando eu tinha 7 anos costumava ver você e papai tão felizes. Porém, com o tempo, esse amor foi se apagando. Como isso aconteceu?

- Ah...- respirou pensando no que responder.- Acho que nosso modo de pensar já não se batia, sabe? Ambos foram ficando chatos e chegou um momento em que não dava mais.

- Mas por que vocês perceberam isso depois de construir uma família?

- Porque nós não podíamos prever o futuro. Quando começamos a namorar era tudo mar de rosas, porém depois, acabamos entrando num dilúvio.- respondeu fazendo gestos com a mão.

- Isso é tão estranho. Ser adulto é algo difícil. Acho que não estou preparada pra isso.- pensei alto.

- Você vai se acostumar com isso.- disse com a intenção de me acalmar.- Mas não posso lhe dizer que foi infeliz com seu pai, porque ele também me fez muito bem.

- Mas acabou.

- Sim. E na vida você aprende que nada é para sempre, de qualquer forma aquilo acabaria. A questão é que ainda não encontrei alguém para compartilhar meu eterno. Talvez eu nunca encontro, porque não estou empenhada nisso agora. Mas você, filha, ainda tem uma vida inteira para viver. Procure alguém que te faça bem, que te deixei pra cima, que te deixe viver. Nunca alguém que te faça o contrário.- finalizou sua fala com algumas lágrimas nos olhos.

Fui para o quarto deixar minhas coisas na cama. Peguei uma roupa casual no meu guarda roupa e fui tomar um banho.

Liguei o chuveiro e deixei com que a água morna inundasse meu corpo. Enquanto me lavava, os pensamentos iam surgindo em minha cabeça. 

Era a primeira vez que minha mãe comentava sobre sua separação. Ela me disse coisas que me fizeram refletir sobre outras. Aquilo se assimilou ao meu namoro com SuHo, onde eu acreditava que tudo era perfeito, tudo era otimo. Apenas eu estava feliz, ele apenas fingia. Por mais que eu me esforçasse tanto, nada era suficiente para o mesmo. E por que será? Por que mesmo nos doando tanto, acaba não sendo nada? Eu estava tão apreensiva sobre isso. Onde eu errei para aquilo ter dado errado? Quando eu o encontrei, parecia ser tão certo. Se bem que eu só era uma garota de 16 anos. Mesmo assim, fomos tão fundo nessa relação.


"Nada é para sempre. Então encontre alguém que esteja contigo até o fim do seu eterno."


O momento em que olhei para Taehyung profundamente, pude ver tantas coisas. Pude sentir, também, que aquela sensação de sofrimento havia passado. Ele me fez estar bem, mesmo sem proferir nenhum palavra. Como aquilo era possível? Como ele fez aquilo? Eu realmente não sabia. Todavia, achei que era ele, mas não era. Tudo bem: o coração as vezes erra. Se ainda não encontrei, hei de encontrar algum dia.


"Você é maravilhosa, Irene, só não encontrou alguém que seja capaz de te apreciar ainda."


Meu pai me disse isso depois de contar sobre meu término com SuHo. 

Espero não estar olhando errado em minha volta, pois ainda não vejo essa pessoa. Mas eu aguardarei, ansiosa. Sei que ela irá se apresentar. Ou eu já a conheço. Não sei. Só que esse negócio de esperar me deixa um pouco apreensiva. Mas assim como foi questão de tempo esquecer meu ex, vai ser questão tempo conhecer meu verdadeiro amor.


Mesmo que você esteja longe

Eu irei te observar de longe

Venha até mim, não importa quando

Eu estarei esperando por você




Notas Finais


Olá, amores. Desculpem a demora para postar. Mas aqui está o capítulo. Prometo não demorar muito pra postar. Hoje a han hi tava poetisa, kk.
E sobre esse verdadeiro amor da Bae, ela ainda vai aprender a reconhecer quem é e está próximo. Até o próximo cap. Kisses sz


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