História April, 25. - Capítulo 4


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Investigação, Investigativa, Morte, Suspense
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Palavras 1.244
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Suspense
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Desculpa a demora, famoso bloqueio criativo.

Capítulo 4 - She is dead continuation


Eu ainda estava em choque. Sem reação, estava até sem lágrimas. Minha mãe tinha acabado de morrer, e não era por um cérebro desoxigenado. Ela já estava passando mal antes, e nenhum médico reconheceu o por que.

Os médicos pediram para que eu, mesmo sendo paciente, saísse da sala, para que pudessem levar o corpo da minha mãe. Disseram que seria melhor assim. E então eu obedeci, ainda sem nenhuma reação. Foi só quando eu vi aquela maca saindo do quarto com o corpo da minha mãe que a ficha caiu. Eu não veria mais ela, eu ligaria e ela não atenderia, eu nunca mais poderia falar outro eu te amo pra ela, e eu nem sei se ela ouviu o meu último. Simplesmente, já era.

Minhas lágrimas saíram quando vieram me pedir para assinar os papéis de minha mãe. Eu chorei, chorei desesperada, abracei a enfermeira que não soube muito bem o que fazer, cai no chão de tanto chorar, e só me acalmei quando minha garganta começou a doer por isso. Então eu assinei aqueles malditos papéis, mas me irritei quando li que a causa da morte dela, havia sido escrita como morte cerebral. Mas tinha mais coisa ali, e se eu tivesse percebido, eu poderia ter evitado.

Eu e minha mãe éramos sozinhas, não tínhamos muito com quem contar, minha mãe havia ido morar na Rússia com minha tia avó Natasha quando tinha apenas 21 anos. mas ela estava muito doente. Quem acabou precisando de cuidados foi ela.

Eu estava triste, não sabia com quem contar e eu não tinha mais ninguém pra ligar a não ser o Alan, mesmo a três anos na Vitae, ele era meu amigo mais próximo, e foi pra ele quem eu liguei, mesmo sendo 3:30 da manhã, ele antendeu no segundo toque.

- Oi, Mina. – Era perceptível o sono na sua voz –

- Oi... – Falei entre lágrimas –

- Cê tá chorando? O que? Por quê?

- Alan, a minha mãe faleceu. Eu estou aqui no hospital, será que você pode vir pra cá? Eu não quero ficar sozinha.

- Eu sinto muito, Mina. Me passa o nome do hospital que você está, estou indo praí.

- Te mandarei a localização.

- Certo.

Desligamos e eu fiquei na sala de espera, esperando por ele enquanto minha mãe havia sido levada pro necrotério, pra ser autopsiada.

Em menos de 15 minutos o Alan chegou, me viu e me abraçou. Não aguentei, desmoronei no ombro dele mesmo. E ficamos abraçados por uns quatro minutos.

- Mina, eu sinto muito.

- Eu também...

Então ele me abraçou rapidamente de novo. E ficamos na sala de espera. As sete da manhã me disseram que o corpo da minha mãe havia sido liberado, mas que mesmo com a autópsia, não havia achado nada que justificava sua parada respiratória. Minha mãe iria ser cremada, mas eu não queria espalhar as cinzas dela sozinha, pedi que Alan fosse comigo. Mas minha mãe sempre me havia comentado de um desejo; Que se morresse, queria ser cremada e queria que fosse na Inglaterra, aonde o pai dela estava. Que ela queria ele lá e me fez prometer que assim faria. Mas eu estava desnorteada, eu estava a mais de cinco mil quilômetros da Inglaterra. Pra uma viagem pareceria normal, mas eu estava levando a minha mãe morta comigo. Então o Alan teve a ideia de cremar ela aqui mesmo, na Rússia e irmos a Inglaterra já com as cinzas dela. Ele também ligou para nosso serviço, explicou pro nosso chefe o que havia acontecido e o porque de eles não poderem ir trabalhar. Nosso chefe me deu suas condolências e entendeu de prontidão, e ele ainda disse que iríamos em um dos vários jatinhos particulares da empresa, para ser mais rápido.

                                                            ...


Pousamos no aeroporto de Bristol. Eu só sabia que era lá que eu encontraria meu vô. E apesar de me sentir aliviada ao fim da viagem, eu ainda precisaria procurá-lo de porta em porta, e fiquei com medo de abusar da boa vontade de Alan, mas ele tinha um coração de ouro, e disse para alugarmos um carro se quiséssemos achar ele logo. Então fomos alugar no aeroporto mesmo. Ao revirar minha bolsa para pegar meus documentos, eu achei junto ao meu passaporte uma carta escrito: “De sua mãe, com amor, para Mina.” Pedi licença ao Alan, falei que iria usar o banheiro. Chegando lá, comecei a ler a carta com os olhos já marejados.

“Mina, meu amor. Me desculpe por ter ido e não te avisar que iria. Eu sei que não pedi pra morrer e apesar dessa carta parecer uma carta de suicidio, eu só sabia que eu iria morrer pelo seu mal estar e pela minha idade. Aconteceu exatamente o mesmo comigo, quando sua avó faleceu, e exatamente o mesmo com ela quando minha vó faleceu. Eu sei que eu deveria te contar essa história antes, mas eu não sabia como lhe falar “filha, eu vou morrer tal dia, com tal idade”. O que importa é que essa é a história em comum e ao mesmo tempo tão macabra que as nossa família guarda. Aqui, as mulheres morrem aos 55 anos de idade no dia 25 de abril. Sabe por que eu te influenciei sempre a gostar de biologia? Sabe por que fui morar de propósito com sua tia que tem Alzheimer e deixei seu avô sozinho, quando ele mais precisou? Eu precisava te fazer estudar isso, eu sempre notei o quão inteligente você era, desde a minha barriga, quando você se mexia conforme a música que eu cantava pra você. E eu como sua mãe, quero te proteger, e proteger tua futura filha. Seu avô está em um asilo em Bristol e ele lhe contara detalhadamente sobre isso, ele te dirá o que fazer, e a quem procurar. Ele sempre soube que essa seria a missão dele. Conversamos sobre isso a anos atrás, quando eu decidi te ter. Por favor, perdoe-me por ter lhe escondido isso por tanto tempo. Eu te amo, e eu cuidarei de você aonde quer que eu esteja.”

Acabei de ler a cheia de lágrimas, mas um pouco confortada. Mas como assim, todas morriam ao dia 25 de Abril por um motivo desconhecido? Isso era tão louco quanto qualquer teoria da conspiração já contada. E eu precisava descobrir do que ela estava falando. No verso da carta, tinha um endereço, e imaginei que seria lá que eu encontraria meu avô.

Ao sair do banheiro, o Alan estava me esperando, preocupado. Tão preocupado que me pegou de surpresa com um abraço assim que eu saí do banheiro. E eu não soube reagir, fiquei parada enquanto ele me abraçava. E ele suspirou no meu pescoço de forma profunda, como se quisesse sentir meu perfume, o que fez com que eu me arrepiasse profundamente, também.

Depois que ele me soltou, nos entre olhamos e eu quebrei o clima puxando um assunto

- Acho que sei aonde vamos encontrar meu vô. – Mostrei o verso da carta pra ele que me olhou esperançoso –

- Então vamos, o horário de visita não deve durar muito.

Concordei prontamente e assim fizemos. Alugamos um carro e fomos. Por incrível que pareça, eu não sabia o nome do meu avô, estava tão dispersa que não conseguia me lembrar disso. Mas falei meu sobrenome e funcionou.

Ele me olhou surpreso e pálido assim que viu, pela data, talvez ele soubesse o motivo da minha visita


Notas Finais


Opnioes please. Beijos


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