História Aprisionado - Drarry - Capítulo 38


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter
Tags Aventura, Draco Malfoy, Drarry, Harry Potter
Visualizações 190
Palavras 1.733
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


eu sou uma pessoa muito boa cara

Capítulo 38 - 38



CEDRIC

Meu coração parecia prestes a explodir, ele batia tão forte que tudo que escutava eram suas batidas desesperadas por descanso. Viktor estava um pouco mais para cima de onde eu estava, ele parecia estar tão cansado quanto eu mas a última abertura que encontramos parecia ter sido há horas.


Isso poderia significar que estávamos perto da saída ou que não encontraríamos nenhum descanso de agora em diante; a ideia de não poder mais parar fez com que meus braços doessem mais, eu não sei se aguento até o fim.


Respirei fundo para acalmar meus nervos mas me arrependi no momento em que senti a minha garganta arranhar. Segurei uma possível crise de tosse que fez meus olhos lacrimejarem.


- Ric?- escutei Viktor me chamar preocupado, pela falta de luz a nossa escalada estava sendo assombrosa.- Tudo bem?- sua voz saiu falha e tinha certeza de que se falasse a minha voz estaria do mesmo jeito, então apenas murmurei. 


Escutei-o respirar fundo e pelos ruídos ele voltara a subir, com um impulso senti meus músculos tremerem e consegui força para subir, meu corpo inteiro estava doendo, se isso durar por mais tempo tenho certeza de que eu irei despencar. Um bolo se formou em minha garganta e senti lágrimas molharem a minha bochecha.


- E-eu não consigo.- sussurrei; minhas pernas estavam queimando e senti meus braços amolecerem. 


- Ei, ei, ei!- senti Viktor dicar desesperado e gritar meu nome repetidas vezes. Eu não conseguia prestar atenção em muita coisa, apenas na dor que estava sentindo.- Cedric, amor? 


- Se eu me mexer eu vou cair.- falei o mais baixo possível como se isso pudesse me ajudar a ficar parado.- V! 


- Shiii, me escuta, ursinho.- senti lágrimas maiores molharem meu rosto ao ouvir o apelido.- Nós vamos sair daqui, entendeu? Eu te amo e eu nunca vou sair daqui sem você. 


Solucei e senti meus músculos tremerem, reclamando pelo esforço repetitivo. 


- Dói.- não só meus braços e pernas estavam doendo, mas minha barriga também, de fome e pelo esforço. 


- Eu sei, eu sei. Falta pouco, só mais um pouco, amor. Por favor.- a voz de Viktor saiu cortada por conta da sua respiração sôfrega. Ele não sabia se estavamos no fim, sorri por saber que ele havia dito aquilo para me dar forças.


Tossi mais uma vez e juntei toda a minha vontade para subir. Tentei ao máximo possível ignorar a dor que estava sentindo, eu não sou o único que está sofrendo, meus amigos estão subindo também.


Eu tenho que ser forte, só mais um pouco.


§§§§§


NEV

- Segura!- escutei algum dos gêmeos gritar lá no alto, senti uma pontada na minha coxa e senti o sangue pingar. 


Nesse exato momento Filch deve estar apodrecendo no inferno, a aberração achou que pudesse nos matar. Bem...foi quase, mas nós sobrevivemos; só não sei até o final.


- Quem aguentar passe pela abertura e siga caminho, quem estiver muito machucado é melhor descansar, mas não por muito tempo.- Blásio deu as ordens e o ouvi grunhir de dor. Levar uma facada na barriga não é facil, ele estava por último, do jeito que é deve ter sido por medo de cair e levar os outros junto. 


Quanta bondade.


- Do jeito que estamos não passaremos nem da segunda.- Simas suspirou. Fiquei em silêncio e junto com meu sangue algumas lágrimas caíram. 


Irmãozinho.


Ele foi o que mais se feriu, foi tudo muito rápido. Quando me dei conta estávamos sendo atacados e não tivemos tempo de nos proteger.


"Eu encontro vocês lá fora."


Idiota! Ele decidiu ficar para trás até se recuperar dos ferimentos, mas no momento em que aquelas palavras saíram da sua boca eu senti que ele não se recuperaria tão cedo.


A imagem dele segurando o lado esquerdo do rosto enquanto o sangue escorria como chuva por sua pele toda hora aparecia como uma assombração cravada em meu crânio. 


Merda! Mordi a língua até sentir um gosto metálico preencher a minha boca, eu não posso chorar agora.


"Cuide do Dray por mim, Nev."


Ele continuou com aquele sorriso idiota no rosto, mesmo com uma perna fodida e o rosto ensanguentado.


"Não! Me solta, Blásio!"


Eu tentei ficar com ele, eu tentei protegê-lo.


Eu tentei.


Perdão, Harry.


Mas esse não é o seu fim. Eu não vou deixar.


§§§§§


DRACO


- Rony!- berrei enquanto sentia o pulso do ruivo encorregar das minhas mãos. 


Nós estávamos indo bem, paramos em todas as aberturas mas em um maldito momento elas não apareceram mais, Comárco quase caiu mas foi rápido em se recuperar; agora Rony havia perdido as forças nos braços e tentava se agarrar nas paredes ou em qualquer coisa que o desse apoio.


- Não me solta!- ele berrou coberto de pavor.- Dray! 


- Eu não vou!- enquanto o segurava com uma mão a outra estava apoiada na parede e os meus pés estavam me ajudando a ficar parado. 


- Tente puxá-lo até mim.- ouvi Comárco acima de onde eu estava. 


- Rony, tente usar os pés.- pedi um pouco mais calmo. Mesmo tendo-o quase caindo eu consegui manter a calma.- Tente dar impulso para cima. 


O ruivo choramingou mas fez como pedido, senti a pele da minha mão apoiada na parede arder um pouco mas me foquei na criatura assustada que eu segurava.


Com um impulso Rony conseguiu subir, Comárco pediu a sua mão e logo nos acalmamos. 


- Comárco e eu iremos te apoiar até você se recuperar.- Oliver respirava pesadamente e senti o esforço que o casal estava fazendo.- Malfoy? Consegue passar por nós? 


Tentei lamber meus lábios mas minha língua parecia inchada e áspera. Fiz como Oliver havia dito e passei por eles tomando o cuidado de não escorregar.


- E agora?- fiquei parado esperando mais alguma ordem e fiquei relutante ao ouvi-la. 


- Continue.- Comárco falou naturalmente. 


- E deixar vocês?!- senti meus braços tremerem mas continuei parado. 


- Nós não vamos demorar.- Oliver tossiu e continuou.- A saída deve estar próxima. 


- Dray, escute-os.- Rony quase sussurrou.- Eu já estou quase bem. 


Fiquei mais um tempo parado pensando no que fazer até que senti mais uma vez meus braços tremerem. Suspirei ainda relutante em deixá-los mas meus braços não durariam muito tempo.


Continuei subindo e encontrei mais uma abertura, pelo tempo que contei ela estava bem longe de onde Rony havia ficado com os outros. Agora a única certeza que tinha era que Viktor e Cedric ainda estavam vivos, pois nenhum corpo havia despencado até nós.


Continuei subindo, depois de um tempo senti o suor escorrer frio pelo meu corpo, estava se tornando cada vez mais difícil respirar e tive certeza que estava tendo um acesso de febre.


Tomei um grande fôlego e parei um pouco, a minha respiração estava alta e incontrolável. Segui caminho, se parasse mais uma vez provavelmente não conseguiria mais subir.


Senti algumas leves gotas nas minhas costas mas ignorei, eu devo estar delirando. Continuei subindo e senti mais gotas na minha pele, me atrevi a olhar para cima e vi estrelas.


- Consegui?!- minha respiração se tornou acelerada e quase cai, subi o mais rápido que consegui e quando cheguei na saída tive que ter muito cuidado para não escorregar. 


Senti o chão de pedra nas minhas mãos e me impulsionei para fora. 


Me arrastei o mais longe possível da chaminé, que ficava escondida entre algumas outras pedras, e me deitei de costas.


Fiquei um bom tempo parado, nada me veio à cabeca, eu tentava me recompor mas estava impossível. Tudo em mim parecia ter ficado em silêncio.


A minha respiração demorou para se acalmar, senti a brisa fria tocar a minha pele e fechei os olhos. A garoa era a única coisa que me fez acreditar que não era um sonho, mas mesmo assim me belisquei para ter certeza.


Então eu me dei conta.


Porra! Eu consegui! Nós conseguimos! 


As lembranças de tudo o que passei em Mors piscaram em meus olhos, desde que entrei até aqui.


Os choros, os gritos, as dores, a saudade. Tudo.


"Você vai estranhar a rotina, mas com o tempo você pega o jeito da coisa."


Por incrível que pareça eu me acostumei com Mors.


"Ele e novo não é? Oi, eu sou o Rony"


Meu pequeno amigo.


"Não gosto que me desobedeçam. Lembre-se disso."


Eu nunca me esqueci.


Merda!


Meus olhos arderam e percebi que estava prestes a chorar. 


Mas eu ainda não estou em paz, não ainda. Meu coração ainda não está completo. 


"Eu não vou te deixar cair. Nunca."


Ele vai aparecer, ele prometeu.


Respirei fundo e fiquei observando o céu e sentindo a garoa, que se tornou forte, me molhar. Era como se o deserto estivesse festejando a nossa vitória.


Ouvi alguns passos e vi Cedric e Viktor se aproximando. Eles estão bem.


Fechei os olhos e chorei cobrindo meu rosto com os braços; os soluços rasgaram a minha garganta e meu choro se tornou incontrolável. 


- EU ESTOU LIVRE! 


Continuei chorando e mesmo querendo parar eu não conseguia. Abracei o meu corpo e assim fiquei. Eu estava encharcado mas nem liguei, depois de tanto tempo sem água sentir os pingos baterem em minha pele era como um sonho.


- Eu consegui...- abri um sorriso em meio ao choro e solucei mais uma vez.- Livre...


§§§§§

Depois que parei de chorar Cedric e Viktor me levaram para umas rochas que nos protegia do vento forte. Obviamente fiquei durante quase toda a chuva de boca aberta para o céu até ter a minha sede saciada.


- Eles vão demorar muito?- olhei para o buraco que estava a poucos metros de nós com a esperança de ver mais alguém saindo dele.- Já está amanhecendo. 


- Eles vão conseguir.- Viktor afagou o meu cabelo e foi até Cedric que estava dormindo.- Nós estamos em uma montanha, eu procurei um jeito de descer e acho que vai ser fácil. 


- Estamos muito alto?- eu não me atrevi a chegar perto da beira da montanha, apenas olhando em volta eu sabia que estávamos muito alto. 


- Não muito.- Viktor bocejou e se deitou na perna de Cedric que roncava baixinho.- Se ouvir algum barulho me acorde. 


Eu fiquei olhando para a saída da chaminé até o sol estar no centro do céu, meus olhos estavam pesando de sono mas ele desapareceu assim que vi uma movimentação e uma mão aparecer tateando o chão.

- Rony!!!
 


Notas Finais


vcs tem a obrigação de me amar e me venerar.


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