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História Aprofundando a conexão - SASUSAKU. - Capítulo 9


Escrita por:


Notas do Autor


Desculpa gente, eu ia postar ontem, mas esqueci kkkkk,
Mas eu gostei de postar no sábado então talvez mude de sexta pra sábado as postagens 🤔


Então, esse capítulo ficou um pouco mais longo e é o capitulo mais tenso da história até agora, pois ele é importante para a resolução do arco do templo.

Capítulo 9 - Capítulo 8 - Desvendar


Fanfic / Fanfiction Aprofundando a conexão - SASUSAKU. - Capítulo 9 - Capítulo 8 - Desvendar

Sakura adentrou o quarto que dividira com Akemi nas últimas semanas, a garota acabara de sair do banho, os cabelos ainda estavam úmidos e ela os escovava calmamente, usava uma das roupas que a médica havia comprado para ela quando acordou pela primeira vez naquele quarto.

– Como você está? – Decidiu começar de forma branda.

– Muito bem graças a você, Sakura-san.

– Eu fico realmente feliz em saber disso, logo poderá voltar para sua família e recomeçar a vida longe daqui, te acompanharei pessoalmente até sua vila natal quando minha missão acabar – lágrimas de gratidão levaram um brilho aos olhos castanhos da moça.

– Eu não sei se eles vão me aceitar de volta, mas fico grata pela sua preocupação.

– Por que diz isso Akemi?

– Meu pai me enviou a Shiroibara para me afastar da nossa vila natal, não sei se ele ficaria feliz em saber que o desapontei novamente. – A Uchiha não sabia o que dizer, mas soube que estava no caminho certo quando a garota continuou.

– Morava numa grande casa e pertencia a um grande clã – seu pensamento parecia distante. – Eu tinha um namorado, mas ele era apenas um garoto filho de um dos guarda do meu pai.

“Eu havia sido prometida em casamento a um lorde feudal, um viúvo muito mais velho do que eu, na verdade ele provavelmente era mais velho até do que meu pai – riu sem humor – mas isso não faria diferença, quando eu fizesse dezoito anos iria me casar com ele e unir nossos clãs e nossas posses. Meu pai tinha certeza que ele morreria logo e eu seria sua herdeira já que nenhuma de suas esposas anteriores deixou filhos vivos.”

– Sinto muito, é horrível saber que esse tipo de barganha ainda existe em nosso mundo atual.

– É uma prática muito comum na verdade, talvez não mais para as grandes nações, como a sua, mas nas pequenas, como a minha, é assim que as alianças são feitas.

Não havia como contestar, desde que saíra de Konoha com Sasuke, cinco meses atrás, havia presenciado muitas situações de injustiça, felizmente em algumas delas havia conseguido pôr fim.

– O que mudou? – Akemi a olhou profundamente antes de responder:

– Eu contei ao Son, meu namorado, sobre o casamento e ele planejou uma fuga. Seu próprio pai nos entregou ao meu e se encarregou de castigá-lo. Alguns dias depois o “noivo” soube de minhas ações e desistiu do matrimônio, meu pai me enviou ao templo como castigo, já que eu não ia lhe render um bom casamento pelo menos não ia desonrar ainda mais nossa família.

– Quando te encontrei naquela vez em que subimos juntas nunca poderia imaginar toda essa situação, você parecia tão feliz em estar ali.

– Eu estava, era um destino muito melhor do que um casamento arranjado com um velho odioso, eu me sentia mal por Son, mas ele é jovem e bonito, acabaria encontrando alguma moça de nossa vila que assim como eu se apaixonaria por ele e seria feliz.

– O que deu errado então? Por que não estava no templo se havia decidido seguir com a vida de serva de Teisō-shin?

– Na cerimônia ela descobriu que eu não era uma... oferenda digna... por isso me entregou... por isso me entregou àqueles homens... para que eu... fosse sua escrava... AHHH – um grito de dor ecoou pelo quarto e a garota caiu sobre a cama tentando puxar o ar para respirar.

Enquanto corria para atendê-la, Sakura viu o marido abrir porta apressadamente em alerta. A médica percebeu que um certo ponto na nuca da garota, próximo a raiz do cabelo, estava vermelho e quente. Aparentemente doía muito, pois as lágrimas de Akemi vinham acompanhadas de soluços e gemidos de dor.

A vermelhidão se espalhou rapidamente por seu pescoço até chegar à parte frontal do rosto e travar sua mandíbula e maxilar de forma que seus dentes pareciam prestes a trincar.

– O que ela tem? – Perguntou o Uchiha.

– Não tenho certeza, mas acho que pode ser algum tipo de selo. Ela não está conseguindo respirar e não consigo examiná-la assim. Os pontos de pressão não estão funcionando.

Nada mais precisou ser dito, trocaram um breve olhar e enquanto ele ativava seu doujutsu ela tentava imobilizar a garota de uma forma que seus olhos encontrassem o de Sasuke.

A última coisa que Akemi viu antes de apagar foi um olho vermelho e preto girando diante dela.

– O que houve? – Perguntou à esposa no momento em que ela tentava examinar a garota agora desmaiada sobre a cama.

– Ela começou a me contar sobre o templo, então isso – apontou para uma pequena marca na nuca – se espalhou impedindo que ela continuasse.

– Um selo.

– Sim, eu já o tinha visto antes, mas achei que era apenas uma cicatriz antiga e não dei importância.

– Ele nunca se ativou antes?

– Não, não completamente, às vezes quando ela falava dormindo ficava vermelha e febril, mas podia ser apenas uma reação biológica, nunca associei com um selo, nunca vi selo algum agir assim, nem mesmo o selo que Sai tinha na língua.

– Parece uma marca da maldição.

– Acha que colocaram isso nela no cativeiro? – O marido a olhou por alguns instantes.

– O que ela costuma falar dormindo?

Sakura massageou as têmporas antes de responder:

– Palavras desconexas sobre... a deusa da castidade – então a verdade lhe atingiu. – Foi no templo que colocaram isso nela.

– Ela não vai conseguir nos dizer nada.

Sakura suspirou, não queria ter que recorrer a isso, mas se era o único modo, teriam que fazer.

– Quanto tempo ela vai ficar apagada?

– Não muito.

– Quando Akemi acordar vou pedir a ela que te mostre o que não pode nos dizer – ele assentiu.

.

.

.

Akemi acordou poucas horas depois, um pouco desnorteada sem saber exatamente onde estava, mas assim que se recuperou totalmente lhe explicaram o que havia acontecido.

– Se ele entrar na minha mente aquilo vai acontecer de novo? – Perguntou a Sakura, que olhou para Sasuke um tanto incerta.

– É uma possibilidade – respondeu ele.

– Não sabemos como o selo se ativa, mas imagino que seja pela fala, Sasuke-kun pode ver seus pensamentos com o jutsu dele, acreditamos que se você não disser nada o selo não vai se ativar e assim conseguiremos as informações que nos faltam. Akemi, desculpe não ter sido honesta com você desde o início, não queria te envolver nisso pro seu próprio bem, mas agora é inevitável que você se envolva, pois tem informações cruciais para nossa investigação, precisamos evitar que outras garotas passem pelo que você passou.

O tom de Sakura era tão gentil, quase maternal, que apesar da pouca diferença de idade entre elas fazia Akemi recordar o carinho e cuidado de sua mãe, de modo que qualquer receio que tinha se esvaiu naquele momento, ela olhou mais uma vez os olhos verdes da médica e depois assentiu para que o Uchiha se aproximasse.

“Ela estava com sua roupa de noviça, um koromo branco, havia outras garotas como ela, em um semicírculo ao redor de um altar em tons de dourado e rubi. Estava ansiosa para que tudo acontecesse logo, adorava ser parte de uma irmandade, havia feito amigas ali no pouco tempo em que fora noviça e pretendia seguir a vida monástica junto a elas, então deu-se início a cerimônia, cânticos foram entoados, o cheiro de incenso, cera de velas e óleos essenciais dominava o ambiente, além da euforia das escolhidas.

Uma a uma, suas colegas eram recolhidas a antessala que ficava atrás do altar, onde seriam ungidas pelas sete sacerdotisas sendo banhadas pelas ervas e óleos que representariam sua pureza e castidade, depois seriam levadas a da sacerdotisa mor que as vestiria com seu koromo branco e um rakusu amarelo, então voltavam para o altar e recitavam seus votos diante de todas as monjas que tomavam acento nos degraus do anfiteatro subterrâneo do templo, para finalmente sentar-se ao lado delas como uma igual.

Akemi era a nona na fila, uma das últimas, mas seu coração começou a acelerar quando a quinta das candidatas a monja não fez o percurso padrão depois dos ritos iniciais e a sexta foi chamada sem que ela retornasse.

Ela sabia que algumas candidatadas não eram aceitas como monjas e tinham que deixar o templo, por isso começou a temer que isso acontecesse a si própria por seus 'pecados' passados, o desespero começava a apertar sua garganta.

Sua vez havia chegado.

Adentrou a antessala, retirou seu koromo e deitou-se sobre a fria mesa de pedra que uma das sacerdotisas lhe indicou, recebeu o banho de ervas e óleos, mas algo não parecia certo, seu corpo começou a formigar e posteriormente queimar de maneira febril onde elas haviam espalhado a mistura de essências.

A garota perguntava desesperada o que estava acontecendo, mas nenhuma delas se dignou a olhá-la, não pareciam surpresas com sua reação “alérgica”, apenas desgostosa, quase reprovadoras, pela forma como a olhavam.

A sacerdotisa mor foi chamada, fitou-a com tanto desprezo que sentiu-se pequena demais diante de tantos olhos julgadores.

– Achou que poderia nos enganar?

O que? Do que está falando Tsutae-sama?

– Você não é digna de servir a Deusa da Castidade – sua voz era suave, mas ecoou pelo recinto pequeno fazendo Akemi estremecer. – O que veio fazer aqui se já perdeu sua pureza? Como ousa nos procurar se não tem nada a nos oferecer? – Diante de seu silêncio, continuou. –Sabe qual é o princípio básico da castidade? –Vendo o olhar confuso da jovem, completou.  – A virgindade. Se você não a tem, não é digna de servir a nossa deusa, vai pagar pela insolência de ter vindo aqui.

– Co-co-mo... ?

– Como eu sei? Meu clã tem uma habilidade única o Shinjitsu, alguns chamam de kekkei genkai, nosso chakra cria naturalmente uma espécie de elixir da verdade, eu consigo manipular as reações físicas de uma pessoa a ponto de que ela não possa mentir para mim ou que não possa dizer aos outros o que não quero que seja dito. Eu aprimorei essa habilidade ao máximo, de modo que posso extrair a verdade de qualquer ser humano desde que ele entre em contato direto com meu chakra.

‘Há anos venho aprimorando minhas habilidades, até que cheguei a uma mistura de ervas e óleos especificas que quando adicionado a elas um pouco do meu chakra faz com que seu próprio corpo me revele seus segredos escondidos. O seu tipo de pecado deixa marcas sabia? Marcas que meu chakra faz se revelar.

Depois de tantos anos fazendo o mesmo processo todos os meses, fica fácil para qualquer uma de nós identificar os sinais’.

Tsutae deu um sinal e de repente todas as sacerdotisas formavam um círculo em volta do pequeno altar, Akemi sentiu seus braços e pernas sendo presos pelas mãos delas e um sussurro foi ouvido saindo da boca da sacerdotisa mor, as chamas, que parecia sentir cobrindo seu corpo, foram regredindo e se concentrando em um único lugar abaixo de sua nuca, a dor que sentiu era tanta que mal conseguia se manter consciente, mas lembrava-se claramente das últimas palavras que ouviu da mulher que mais admirava na vida, até aquele dia.

– Levem-na para junto da outra, ao final da cerimônia eu darei a elas o destino apropriado as vadias que são.

Foi vestida com seu antigo koromo e jogada no chão frio ao lado de sua antiga colega de noviciado, finalmente derrotada pelas dores físicas e psicológicas, apagou.

Lembrava-se vagamente de acordar parcialmente, sem saber onde estava. Alguém tocava seu corpo contra sua vontade, não tinha forças para se esquivar e nem voz para pedir socorro, lágrimas silenciosas fugiam de seus olhos, em algum lugar ali próximo alguém soluçava.

Nas unica vez em que esteve mais sã tentou inútilmente ver uma saída, mas a punição por sequer pensar nisso foi extremamente dolorosa.

O corpo todo doía e a marca enorme em seu braço indicava que alguém estava injetando algo em sua veia, todas as vezes que acordava, parcialmente, era assim, o corpo todo dolorido, com marcas e hematomas que via apesar da escuridão do cômodo fétido onde estava, não tinha noção de tempo, estava no inferno, era tudo o que sabia. Uma sensação insistente a tomava, a certeza de que preferia estar morta.

A luminosidade em que se encontrava mostrava que não estava mais no mesmo local, seria um anjo a mulher de cabelos rosas que via debruçada sobre si?”

Sasuke liberou-a do jutsu respirando pesadamente, Sakura acolheu a garota desacordada nos braços e depositou-a na cama. O desgaste para esse tipo de jutsu era muito grande, ela ficaria desacordada por uns dois dias, pelo tempo de exposição, o Uchiha também precisaria de algum tempo para se recompor.

– Sasuke-kun? – Tentou chamá-lo, mas ele ainda estava se recuperando dos efeitos causados pelo uso do jutsu.

A mandíbula travada e a respiração pesada indicavam o quanto Sasuke estava revoltado e enojado com o que vira, a pergunta que tomava a mente do Uchiha era: o quanto seres humanos podem se assemelhar a monstros?


Notas Finais


Shinjitsu - verdade.

Bem, é isso, agora sabemos um pouco do que a Akemi passou, resta saber qual o próximo passo do nosso casal.

Até loguinho 😘


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