História Aproximação - Capítulo 4


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Categorias Dragon Ball
Personagens Bulma, Vegeta
Visualizações 67
Palavras 700
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - Silêncio


Não, ele não tinha certeza.

Talvez, se tivesse coragem de lhe falar, que ela parecia um das únicas coisas em sua vida que realmente faziam sentido, que tinha lógica... O amor que ela sentia, por tudo, por todos, pela sua espécie, pela ciência...

 Ele se questionava, por que apesar dos surtos, de falar alto, de rir exageradamente... Por que  às vezes podia vê-la chorando, sozinha... 

Sentada olhando o horizonte, na janela do quarto. Por que ela chorava? Se parecia sempre estar tão alegre, tão contente...? Seria apenas por causa da ameaça em seu planeta? Parecia ser algo além disso...  Seria por causa daquele imbecil com aquela cicatriz ridícula no rosto? E por que ela faria isso? Uma mulher tão... Inteligente, chorando por causa de um imbecil? Vegeta nem sabia se esse era o real motivo, e também não queria saber... Talvez ele tivesse medo do que poderia ouvir.

Espera, o príncipe dos Sayajins... Com medo? Medo de que? Se já ouviu todos os tipos de súplicas, xingamentos... Palavrões sujos. Estava com medo do que aqueles lábios levemente umedecidos pelo café, teriam para lhe dizer?! Talvez não fosse medo a palavra... Na verdade, ele não sabia o que era. O por que do receio de ouvir "eu estou assim por causa dele..." Vegeta, olhava à fundo aqueles olhos azuis que pareciam como mar... Semelhantes aquele planeta visto de longe. Destruir aquele planeta, era destruir aqueles olhos... Por que era ali que ela habitava. E foi incrível quando ele percebeu... Que toda a imensidade da terra, se concentrava naquelas íris... Que se escondiam por de trás do constraste negro de suas pupilas, que pareciam se dilatar na presença dele...

E ele pensou em tudo isso, naqueles breves segundos, que sentiu a energia dos dedos dela, tocarem os dele...

Sem pensar duas vezes, ele se levantou. Não, era tolice. Aquela humana, era como todas as outras mulheres que ele já conhecera, e assim não precisasse mais dela, assim que derrotasse Kakaroto... Iria lhe virar as costas e nunca mais olhar em seu rosto... Foi naquele momento... Que ele mesmo  questionou seu próprio pensamento, "nunca mais olharia em seu rosto"? Se fosse em outra ocasião ele pensaria no lógico, no óbvio... Iria matá-la. Mas por que pensar nisso lhe trazia desconforto?

Ele se levantou, em silêncio e virou de costas. Não respondeu, não quis responder. Não tinha certeza. Naquele momento, ele até esqueceu os robôs... Perguntou a si mesmo se aquilo não era uma desculpa para vê-la. Ele deu alguns passos em direção a saída da cozinha, e olhou para trás... Por breves segundos

E aqueles olhos azuis lhe perseguiam, como se esperasse uma resposta... De uma pergunta tão... Tão idiota. Essa era a palavra? Ele não sabia, por que também não sabia se aquela pergunta era tão idiota assim. 

Ela o viu sair pela porta... Em silêncio. Bulma, sentada na mesa, vendo seu café esfriar... Percebeu como aquela xícara, que antes fervendo lhe aquecia os dedos, estava tão semelhante ao seu coração... Pensou em Yamcha. Seria esse o motivo de sua aflição? Daquele espinho que insistira em lhe incomodar? Sozinha, em um silêncio horrível, onde podia ouvir até mesmo as gotas da torneira caírem sobre a pia. Aquele silêncio, aquela solidão... 

Ela estava fantasiando. Gostaria de ouvir do príncipe que... Que ele gostava dela. Mas isso era apenas um pensamento supérfluo, de uma garota burra, em relação a sentimentos... 

No corredor, ele pensava sobre o que gostaria de fazer e o que sentia. A vontade de voltar e ser sincero... O que estava acontecendo com o princípie, além covarde agora era mentiroso? Balançou a cabeça, passou a mão pelos cabelos escuros, e vôou rapidamente em direção ao próprio quarto, trancando-se lá dentro, como se estivesse trancando sua própria transformação em um macaco descontrolado. Ele era obrigado a esquecer a terráquea, como príncipe, essa foi a ordem que ele deu a si mesmo.

Sozinha, Bulma se questionou o por que de ele desistir das idéias dos robôs? Sera que ela estava perdendo sua sensualidade? Porque até mesmo Yamcha lhe virou as costas... Tanvez fosse isso. Antes de criar paranóias sobre o peso, ou o corte de cabelo... Ela resolveu ir dormir, com a simples Desculpa de que "homens são assim mesmo."





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