História AQUAMAN! - Capítulo 32


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Categorias Aquaman
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Palavras 388
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ficção Adolescente

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 32 - II


        Os soldados entreolharam-se, questionando-se silenciosos sobre o que fazer. Um terceiro homem se aproximou, seu caranguejo irritado, beliscando a água furiosamente. --Por que devíamos?-- Ao que Arthur retrucou: --Por que se não o fizeram serão vocês que precisarão de um.-- Não houve mais discussões depois disso; levaram o soldado ambariano para dentro e prometeram-nos que ele ficaria bem. Deixaram as sombras e partiram para sua próxima jornada: Atlantis, sob a bruxuleante luz que vinha da superfície. Nadaram quilômetros e mais quilômetros até chegarem ao vilarejo Sangue e Vinho; um lugarzinho torpe, cinzento e infestado por uma espécie de peixe-mutante, os Worgtails, comumente chamados de Dentes-vivos. --Podíamos ter pego a rota das baleias, amor.-- Disse Mera, enquanto adentravam vielas, becos estreitos feitos de corais cortantes e casebres em estado de ruína. O povo do vilarejo nem prestava atenção a eles; era como se fossem mais dos dentes-vivos, ou pedintes perdidos, nadando a esmo. Nadaram sob um gigantesco navio pirata, que havia caído sob duas edificações rochosas, com a poupa e a proa presas uma de cada lado. A sombra da embarcação esticava-se por metade do lugar, como um fantasma negro, parado, observando. Dentro, centenas de cardumes; desde sardinhas a tubarões-baleia, filhotes de jubartes e golfinhos acrobáticos; líquens nas madeiras, estrelas-do-mar dentre partes encalhadas e rochedos, ouriços vagantes em uma dezena de cores - vermelhos, azuis, amarelos, púrpuras, laranjas, bronzeados, pretos, brancos, verdes e até transparentes. Um verdadeiro espetáculo. Deixaram para trás o náufrago e seguiram viagem; passaram por campos de areia movediça, de algas-fantasmas, gêiseres escaldantes que transformavam água em vapor numa questão de segundos, recifes andantes, corais elétricos e redemoinhos. Alguns quilômetros à frente e Atlantis crescia, vindo na direção deles enquanto nadavam velozmente. Já podiam ver a muralha, e um esboço turvo do cume do castelo real. --Vamos dar a volta.--, Disse Arthur, o som da água trepassando-lhe os ouvidos, explodindo. --Os cofres ficam ao sul do castelo, numa masmorra abaixo do eixo principal. Levará algum tempo mas duvido que hajam guardas lá.-- Mera assentiu, apreensiva. As águas abriam-se à sua frente, diminuindo a pressão e facilitando o nado. Arthur deu-lhe uma olhadela e sorriu de canto de boca. Sentia o coração trovejar dentro do peito, mas também sentia orgulho; o gosto ácido, porém, doce da emoção e da aventura subindo-lhe pela garganta e ensopando-lhe a língua.                       



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