História AQUAMAN! - Capítulo 44


Escrita por:

Postado
Categorias Aquaman
Visualizações 1
Palavras 338
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ficção Adolescente

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 44 - XIV


         As largas e coloridas ruas de Atlantis estavam cheias de gente; andarilhos, vendedores, cartógrafos dos Sete, aqueles que diziam-se adestradores de Leviatãs, caçadores, malabaristas de ouriços e desbravadores. Quando a comitiva de Orm voltou da superfície, essas milhares de pessoas agitaram-se, como um cardume atrás de migalhas de pão. As águas transformaram-se em um caos de espuma, e as vozes pareciam mais um colapso ensandecido do que qualquer outra coisa. Orm montava seu temível tubarão-branco; o imenso peixe tinha mais de oito metros e três toneladas de músculo, ao passo que os dentes revelavam-se de duas perfeitas fileiras brancas, com a carne da gengiva enegrecida e cheia de veios inchados e esverdeados. Logo atrás, uma guarda de trinta soldados montava seus, não menos assustadores, tubarões-martelo, todos com cinco a seis metros de comprimento. Uma mulher deixou a multidão e nadou até o rei; vestia uma túnica escamosa cor-de-areia, tinha os braços descarnados, a pele chupada e olhos mergulhados em covas escuras. --Meu rei! Meu bom rei! Por favor, ajude-me! Tenho fome!-- Gritava a mulher, a voz um ganido choroso. Um dos guardas precipitou-se e avançou para detê-la; a ponta de sua lança parou na garganta retesada da mulher, a poucos centímetros de lacera-la. --Volte para o seu lugar, velha!-- Rosnou o guarda; um truculento homem de queixo duplo e olhos de cores distintas. Orm fez um gesto com a mão direita para que o soldado se afastasse. --Está tudo bem, Gwork. Posso dar conta de uma simples mulher.-- Ouviu-se risadas dos demais guardas às suas costas. Orm então tirou um pesado saco de ouro de uma das aberturas e jogou-o para mulher; o som metálico das moedas encheu a água. --O-Obrigado, meu bom rei. Obrigado.-- A mulher fez uma reverência e nadou de volta à multidão. Orm e os seus seguiram viagem, ignorando o resto do povo e suas aclamações cheias de hipérboles e fantasiosas. No Castelo real, num cômodo privado, Orm livrou-se do pesado manto, do elmo e da armadura; deixou-os por boiar pelo quarto, a esmo.   



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...