História AQUAMAN! - Capítulo 51


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Categorias Aquaman
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Palavras 355
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ficção Adolescente

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 51 - XXI


    --A quem pertence isso, Orm?-- Arthur indagou, segurando-o em sua mão trêmula. Orm deu de ombros. --Um atlanteano desafortunado, imagino.--, Respondeu, os olhos cintilando. --Há muito mais por aí. Centenas, milhares, BIlhares. Nosso povo morre, irmão, enquanto você e sua rainhazinha escondiam-se lá em cima, de olhos fechados. Venha, siga-me. Vou lhe mostrar o resto.-- Nadaram até as fossas, onde viviam os seres mais severos e menos evoluídos dos sete mares. Ali, as águas eram densas e escuras, e os peixes tinham cinco vezes o tamanho normal. Uma centena, talvez mais, de ossadas espalhavam-se em um campo de morte; ossos de baleias, de tubarões, carcaças de caranguejos e tartarugas. Um verdadeiro cemitério pintado pelo musgo e pelas incontáveis cracas, que alastravam-se por sobre os fóceis como abutres sobre carne crua. Arthur nadou até uma costela cinza-azulado que erguia-se da areia como um mastro pálido; sua mão a tocou e seus olhos fecharam-se. --O que houve aqui?-- Arthur indagou, a voz trêmula. A resposta já ziguezagueava dentro de si, feito um inseto, mas a pergunta estava feita. --Sua espécie, Arthur, sua espécie foi o que houve.--, Orm respondeu, com a frieza esperada. --E ainda assim você se recusa a ver a verdade. Somos nós ou eles, irmão. Você, infelizmente, tornou-se um desagradável meio-termo; alguém que acredita na união dos povos. Mas isso não pode acontecer. Não vai. Os sete mares sangram aqui e ali, e a superfície envia suas máquinas negras para transcender a última camada entre o nosso mundo e o deles. Quando este véu se romper… Acabou. Serão nossos ossos a decorar este jardim, e a vida no mar encontrará seu fim amargo.-- Arthur deixou a mão escorregar do osso, e se virou; os olhos cheios de um fulgor de tristeza. --Deixe-me falar com eles, Orm. Deixe-me levar essa verdade até…-- --Não!-- A voz de Orm eclodiu em ondas, desbaratando uma dezena de cardumes ocultos nos emaranhados de algas espalhados pela planície. --Então vai simplesmente mata-los?--, Arthur quis saber, a expressão em um horror. --Não pode estar considerando isso, irmão. Há muitos inocentes entre os culpados, muitos que lutam por nós! Pense nisso, Orm!--      



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