História Aquela Morena - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 741
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Adolescente, LGBT, Orange, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - Capítulo dois


O céu estava ensolarado. Chego no colégio e dou de cara com um monte de estudantes caracterizados para a estreia dos jogos de hoje, todos estavam animados, tinha até gente com vuvuzelas. Continuo a caminhar pelo pátio e vou ao encontro das meninas da minha sala, todas estavam de uniforme e chuteira.

-Aeeee chegou o nosso elemento surpresa! -Renata cantarola

-Iiiii kkkk daonde, não é pra tanto. -Respondo brincalhona- Bora desossar as outras turmas!

-Então pessoal, foquem aqui, estamos bolando uma estratégia pro primeiro jogo de hoje, vamos jogar contra o 1ºA e elas tem uma menina muito foda no time. Temos que ficar espertas, senão a guria lá vai se destacar. Amber, você pode ficar com ela na marcação? - Júlia me encara séria, se eu não a conhecesse há pouco tempo, poderia afirmar que ela era super competitiva.

-Posso sim

O sinal toca e o diretor começa a discursar no microfone, encorajando a todos com palavras sobre o objetivo principal do esporte: “Não ganhar, mas sim competir” arrancando alguns suspiros de todos que estavam agitados. Depois, nos dirigimos à quadra, alguns corriam, outros ficavam se empurrando enquanto expunham suas camisetas e meiões. Eu estava bem atônita, porque seríamos as próximas a jogar.

O árbitro dá a partida e a bola começa a rolar, os meninos estavam bem tensos, porque jogavam contra o terceirão logo de cara.

O diretor havia mencionado que o futebol era quem unia as pessoas, independente das suas diferenças, e ele estava certo. Alí, naquele momento, todos compartilhavam o mesmo sentimento: o amor pelo esporte. Vibrávamos em sincronia e nos decepcionávamos juntos quando o time levava gol. A torcida era uma só. Apito final. Jogo empatado 2x2. Agora era a nossa vez.

Puxo meu meião até o joelho e esfrego a sola da chuteira no piso, era assim que eu fazia quando participava de campeonatos no Óregon, minha terra natal. Subitamente, lembro-me de quando ficava horas caminhando pelos parques, escutando música com foninhos e observando as pessoas de mãos dadas alimentando os pássaros. Sinto saudades de lá e me afundo no vazio que começa a me envolver.

-Vai lá caramba, estão esperando por você. -Um menino me cutuca - Saio do transe e acelero o passo.

Por um breve momento, sinto uma energia intensa me atingir. Olho para frente e vejo a garota que eu sou responsável pela marcação, me encarando. Ela tinha cabelos pretos, lisos e longos, e era um pouco menor que eu. Suas faces rosadas eram bem delineadas, seu maxilar estava contraído, sua boca escondia um sorriso perfeito. Finalizei em seus olhos, um par de órbitas castanhas, que deviam reunir uma constelação inteira de estrelas, devido ao seu brilho travesso. Meu coração acelera e sinto o tempo correr mais lentamente. Ela percebe o impacto que causa em mim e desvia o olhar, desconcertada. O jogo começa.

Sinto- me correndo em minha própria bolha solitária, eu estava ofegante já, mas continuava ativa em quadra. Recebo a bola e driblo a adversária, finalizando com um chute de perna esquerda, acertando na trave do gol. A torcida grita. Logo, era a vez do outro time atacar. A garota que eu marco coloca o pé sobre a bola e olha para mim, desafiadora. Eu sorrio e ela ergue a sobrancelha direita, mantendo a seriedade. Ela corre até ao gol e eu a acompanho. Coloco o pé na frente e ela desvia, ergue a bola e chuta, acertando no ângulo. Desgraçada de habilidosa e linda. Depois, a partida continua. O outro time vence e saímos de cabeça erguida. As minhas amigas estavam chocadas com oque tinha acontecido durante o jogo, aquele 1ºano era bom mesmo.

-Nossa cara, elas são muito fortes. Devíamos ter treinado ontem. -Gaby fala surpresa.

-Não dá nada, temos mais um jogo. Ainda podemos pegar elas de volta na final e mudar o resultado. - Júlia diz - Vamos treinar depois do colégio, tudo bem pra você Amber?

-De boas. Só preciso avisar a mãe.

Vou para casa de bicicleta e a deixo na garagem. Janto e subo as escadas, entro no quarto e deito na cama. Eu não conseguia tirar aquela menina da cabeça. Reconstruo sua imagem em minha mente e sorrio ao lembrar-se da maneira como ela me driblou e se manteve séria após marcar um gol. Não sei o que a tornava especial para mim. Mas, em meu íntimo, eu desejava descobrir o quanto antes. Fecho os olhos e pego no sono.

 



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