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História Aquela noite (Bakudeku - Katsudeku) - Capítulo 8


Escrita por:


Notas do Autor


Nhaiii.

Obrigado pelos 100 favoritoooos! Espero que aproveitem o capítulo.

Capítulo 8 - Algumas pessoas tem medo do amor.


Mordeu o lábio inferior para conter um gemido abafado ao sentir uma língua quente e viscosa subir por seu pescoço, suas mãos  acariciavam gentilmente cada curva das costas do loiro, não conseguia pensar em nada além daquele homem. Já estava impaciente com as inúmeras tentativas falhas do maior de abrir a porta sem tirar a boca de si, desceu do colo do mesmo apreciando sua expressão confusa.

_ Aqui! Viu?! - Abriu a porta e adentraram o quarto, os braços musculosos rodearam sua cintura e pode sentir algo volumoso, não rígido, mas um volume roçar em si. Estava nervoso, já há algum tempo desde que teve sua última relação sexual e sabe o quanto o membro do loiro é grande, não que esteja com medo, é claro que não! Mas não sabe quais são as preferências do mais velho hoje em dia, Katsuki é meio sádico então de  vez em quando gostava de amarrar, apesar que agora seus braços estão maiores tem medo de que ele o quebre no meio. Não pode deixar ele perceber seu nervosismo, também não pode fazer nada de errado, afinal ele tem que achar que sua vida sexual está perfeitamente ativa!

_ Deku! - Saiu de seus devaneios ao receber um peteleco. _ Tudo bem? Cê'... tá' meio aéreo. - Os carmesins o fitavam atentamente, era como se á qualquer momento pudesse se perder na profundidade daquele olhar, o loiro parecia um animal selvagem se preparando para o devorar caso desse algum passo em vão. Se amaldiçoou mentalmente por ter falhado uma batida cardíaca, não conseguia pensar direito, realmente queria aquilo? Passou tanto tempo tentando esquecer esses momentos, e agora vai revivê-los? Isso não parece certo, ô meu Deus, não deixe esse homem mexer com sua cabeça! Agora que seus problemas se resolveram, veja só! Consegui novos amigos, entrou na faculdade,  está em paz com os seus pensamentos, então... Então porque esta se esforçando tanto pra mostrar isso pra ele? Como se tivesse conquistado tudo pra ele. 

_ OE, DEKU! Cara, me responde porra, p-porque você... Ei! Você tá chorando?! - Ergueu a cabeça para fitar o loiro e sentiu duas gotas escorrerem por suas bochechas.

_ N-não, eu não tô'... Chorando? - Levou a manga da camisa em direção ao rosto para secar as lágrimas. _ Acho, eu acho que tem muita coisa acontecendo. - Tentou soar o mais gentil possível. Toda aquela dor parecia estar voltando para si, àquelas sensações, aquele nó na garganta, tudo vinha á tona.

_ Eu nunca te forçaria a nada... Eu posso até ser babaca mas nem tanto. - Katsuki estava confuso com toda a situação, minutos atrás o verdinho parecia totalmente certo de sua decisão, e  agora... _ Se você não quiser, tudo bem! Não precisa se esforçar por mim.

_ Porque... porque acha que eu estou fazendo isso por você? - Ele realmente acha que depois de foder o meu psicológico, eu é que vou correr atrás? Nada disso, ele foi o escroto!

_ E-eu, ah sei lá, eu...

_ Está dizendo que eu não seria capaz de transar com você, simplesmente porque eu quero? - Fez questão de manter o ênfase no "eu". Pelo jeito o enorme orgulho de Katsuki Bakugou continua da mesma forma, sinceramente, como pode achar que ele seria capaz de mudar? Ahrg, está com tanta raiva, não raiva do loiro, mas sim de si mesmo por acreditar que as atitudes arrogantes de Katsuki pudessem simplesmente sumir, como em um passe de mágica. 

_ Você sabe que não foi isso que eu quis dizer! Só que...

_ Não! Foi exatamente nisso que você pensou! Por que você ainda pensa em mim como a mesma criancinha ingênua da época em que namorávamos, bom se é que aquilo pode ser chamado de namoro. - As palavras saiam com tanta facilidade que nem reconhecia-se, todas as coisa que queria ter dito para o loiro, tudo o que lhe aflige, as lágrimas que tanto segurou e engoliu agora o afogavam. 

_ Você tá' distorcendo as coisas, caralho! Se você não quer, pronto! - Fitava o loiros retirar bruscamente as mãos de si, automáticamente uma carranca se formou em sua face, era como se estivesse... com nojo. Parou para analisar o que estava fazendo, não queria nada daquela situação, apenas se deixou levar pelo momento. Estava enfurecido com o maior, mas aquela carinha cabisbaixa o deixava magoado, féria seu coração. 

_ Desculpa, desculpa, desculpa. - Tentava ao máximo segurar as lágrimas, mas  já não estavam mais sobre o seu controle. Isso cansa, machuca demais lá dentro. Passava freneticamente os antebraços no rosto para tentar secar os olhos.

_ Sabe que não precisa pedir desculpas... - O loiro passou sua mão em volta do pescoço da moita, encostando levemente sua cabeça em seu peito, as delicadas lágrimas daquele ser tão frágil, molhavam sua camiseta, molhavam sua mente. 

_ É que... dói. - Mesmo tentando se recompor, não era possível, os braços do maior rodeavam seu tronco, e já não era capaz de se movimentar. Abraçou a sintura fina de Katsuki, aquilo o acalmava. O abraço de seu antigo amor platônico era como um calmante em meio a tantas confusões. Sua mente parecia voltar a raciocinar aos poucos.

_ O que dói pequeno? - Tudo! E ao mesmo tempo nada. O remorso dói, a insegurança dói, a ansiedade dói,  mas talvez o que mais doa seja você ainda estar aqui. Mesmo depois de tudo, você ainda estar ao meu lado, e como isso me conforta. _ olha... quem te perdeu, talvez nunca admita, mas sabe, sim, o seu valor e a falta que você faz. Experiência própria. 

_ ...

 Sentiu um beijo lento ser depositado em seu cabelo, os braços definidos seguraram seus ombros e afastaram seu corpo do peito quente. Os olhos rubros fixos em si. A mão direita do mesmo acariciava sua bochecha esquerda, a ideia de Katsuki sentir sua falta o fascinava, e ao mesmo tempo parecia mentira. As bochechas esquentavam e as lágrimas cessavamaos poucos, seus batimentos cardíacos estavam mais calmos, o tempo parecia parar, só a presença dele importava.

_ Eu posso só ficar aqui com você, sem perguntas nem nada? 

_ Pode Deku, eu sei o quanto perguntas são irritantes pra caralho, vem. - Fora guiado gentilmente até a cama. O loiro retirou seus calçados e os dele igualmente, deitando ao seu lado em seguida. Encostou a cabeça em seu peito, recebia um cafuné gostoso e o sono batia forte. _ eu sei que aí dentro tá uma bagunça, mas fica de boa. Você sempre teve tanto amor para dar, e algumas pessoas tem medo do amor. Me desculpe por ter tido medo também. 




_ Boa noite, Kacchan.




Notas Finais


Obrigado por lerem, até o próximo.
Bye.


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